quinta-feira, 22 de março de 2012

A SAÚDE DO ENFERMEIRO



ENFERMEIRO: A PROFISSÃO DO SACRIFÍCIO



        VOCÊ E A  LUTA PELAS 30 HORAS




                         Introdução

               A Saúde do Trabalhador        

O processo de trabalho deve ser o centro das atenções na saúde do trabalhador, pois possibilita a análise da interseção adoecimento/sofrimento ligadosà atividade laboral, e de todos os fatores como as relações humanas e a significação do trabalho na vida do indivíduo. Dessa forma, através do estudo do processo de trabalho de diferentes profissionais, inclusive do enfermeiro, é possível considerar o seu desgaste físico e psíquico e estabelecer a relação causa-efeito com as diversas atividades produtivas ou laborativas. Assim, ao refletir sobre o processo de trabalho em saúde é possível relacioná-lo ao de diversos setores como a indústria, a economia entre outros, pois compartilha características comuns a estes.
                                                               



     Assim :
    Iniciemos com Sigmund Freud, pois ele nos apresenta de forma bastante precisa a dimensão que o trabalho tem na vida do indivíduo:
   Não é possível, dentro dos limites de um levantamento sucinto, examinar adequadamente a significação do trabalho para a economia da libido.

    Nenhuma outra técnica para a conduta da vida prende o indivíduo tão firmemente à realidade quanto a ênfase concedida ao trabalho, pois este, pelo menos fornece-lhe um lugar seguro numa parte da realidade, na comunidade humana.

    A possibilidade que essa técnica oferece de deslocar uma grande quantidade de componentes libidinais, sejam eles narcísicos, agressivos ou mesmo eróticos, para o trabalho profissional, e para os relacionamentos humanos a ele vinculados, empresta-lhe um valor que de maneira alguma está em segundo plano quanto ao de que goza como algo indispensável à preservação e justificação da existência em sociedade. A atividade profissional constitui fonte de satisfação especial, se for livremente escolhida, isto é, se, por meio da sublimação, tornar possível o uso de inclinações existentes, de 1 Psicóloga impulsos instintivos persistentes ou constitucionalmente reforçados (FREUD, 1930/1976, p. 144).


     A partir de Freud, consideramos a atividade profissional como sendo continente de muitos aspectos subjetivos, uma vez que em sua vivência podemos dar vazão a pulsões, podemos chegar a uma realização pessoal, enfim, temos a oportunidade de viver de forma emocionalmente mais rica e prazerosa, e portanto, com mais saúde. Porém não é dado como certo que o Trabalho seja sempre sentido desta maneira. É muito tênue adiferença que separa uma vivência profissional saudável da patológica, que sobrecarrega e fere emocionalmente o sujeito.
No caso do enfermeiro, sabemos não ser tarefa fácil conciliar este cuidado de ordem prática e emocional tal como apresentamos sob a denominação de função materna. O Enfermeiro, à sua maneira, pode encontrar um suporte sobre o qual possa se apoiar durante a sua atuação. Porém nem todos os Enfermeiros tem os mesmos recursos emocionais e conseguem “suportar” bem o envolvimento que têm com o paciente. Desta forma,  parece ser algo de extrema importância pensar neste cuidador; se ele está preparado para lidar emocionalmente com toda a carga emocional de que é depositário durante os atendimentos que realiza. Se a sua formação contempla, e de que maneira contempla, quando pensamos em cuidar da saúde mental deste Profissional da Enfermagem.




        Enfermagem é a arte de cuidar e a ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde. O conhecimento que fundamenta o cuidado de enfermagem deve ser construído na intersecção entre a filosofia, que responde à grande questão existêncial do homem, a ciência e tecnologia, tendo a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética, numa abordagem epistemológica efetivamente comprometida com a emancipação humana e evolução das sociedades.


                 A saúde dos enfermeiros


      O trabalho do enfermeiro sofre os impactos das transformações no mundo do trabalho do século XXI. Compreender como estas transformações têm  afetado a qualidade de vida e a saúde dos trabalhadores é um desafio para as pesquisas atuais.


     As longas jornadas de 12 horas, 24 horas, ou mais, plantões noturnos, e o multiemprego são exemplos de algumas modalidades de trabalho exercidas pelos enfermeiros. Estas características têm sido associadas a distúrbios musculoesqueléticos, à obesidade e hábitos de vida pouco saudáveis, tais como: dormir menos de 6h/dia, maior consumo de bebidas alcoólicas e cigarro. Levando-s  em conta a má condições de trabalho. Estes fatores aumentam a chance de desenvolvimento de diversos problemas de saúde, em especial, problemas cardiovasculares e psicológicos.

No Brasil, segundo Sarquis (2007) muitos trabalhadores de saúde principalmente na enfermagem, estão submetidos a processos de desgaste porque necessitam mais de um vínculo empregatício, o que se sobrepõe às atividades, diminuindo períodos de descanso e lazer. Portanto, o trabalhador realiza longas jornadas de trabalho de até 18 horas consecutivas, para depois realizar o descanso. Cecagno et al. (2002), refere que muitas vezes o trabalhador torna-se distante de seus familiares e de situações da vida diária por ter jornadas longas ou correr
entre dois ou três empregos, tornando-se alienado, irritado e estressado e afastando-se do convívio social e familiar. Dessa forma direciona a maior parte de seu tempo a atividades profissionais, deixando de lado questões subjetivas, pois passa a ver o trabalho em primeiro plano sem perceber os prejuízos que está acumulando não apenas para si como também à família.

        O trabalho em turnos, particularmente o trabalho noturno, está associado a agravos à saúde: distúrbios digestivos, problemas psíquicos, queixas do sono, doença coronariana e problemas na saúde reprodutiva. No caso dos trabalhadores de enfermagem que trabalham à noite, deve-se considerar que as consequências da privação de sono não incidem apenas sobre os trabalhadores, mas também sobre a assistência prestada aos pacientes, resultando na maior possibilidade de erros nos cuidados de enfermagem, já que podem diminuir o desempenho psicomotor. No entanto, os horários de sono durante o plantão noturno ainda não estão regulamentados no trabalho de enfermagem.
             
Observação:

Para Marzialle (1995) a carga horária de trabalho excessiva pode desencadear a fadiga mental nos profissionais, acarretar alterações na concentração, distúrbios do sono, desconforto físico, aumento das reações à luz e ruídos, sintomas esses mais comuns em enfermeiros do plantão noturno, seguidos dos enfermeiros do plantão da manhã e da tarde, o que pode ser relevante e contribuinte para o adoecimento crônico.

                             
       Os problemas de saúde entre os trabalhadores têm gerado manifestações de presenteísmo e absenteísmo. O afastamento do trabalho por motivos de saúde resulta em grandes perdas tanto para o trabalhador quanto para as instituições.

       Muitos são os fatores que obrigam ao trabalhador da enfermagem não se ausentar do trabalho para se tratar, um deles é as 40 horas semanais, que alguns hospitais impõem aos seus profissionais. Essas 40 horas estão ligadas a  condições que não respaldam ao trabalhador se afastar do trabalho por um período de 30 dias  ou mais, mesmo que seja por motivo de doença e como conseqüência deste afastamento impõe-se perda salarial. Desta forma o trabalhador, mesmo doente faz de tudo para não se afastar do trabalho. As consequências do presenteísmo, que se refere à “presença física do indivíduo no trabalho; porém com mau desempenho e baixa produtividade”,

        Muitas vezes, os trabalhadores comparecem ao trabalho, porém doentes, aspecto este que pode estar relacionado tanto a problemas de saúde propriamente ditos, como relacionado ao grau de motivação, engajamento ou satisfação com o trabalho.

      Assim, é notória  a necessidade e a importância de estudos sobre o efeito da organização do trabalho na saúde dos profissionais de enfermagem, que se expressa também através dos horários de trabalho, duração da jornada e ritmo de trabalho.
      A obtenção de evidências mais acuradas sobre as relações entre o trabalho e a saúde poderá contribuir para justificar a importância dos exames periódicos de saúde ( que as instituições privadas e públicas não submetem seus funcionários) integrados aos cuidados preventivos entre os trabalhadores de turnos, além de oferecer dados para subsidiar legislações específicas que protejam a saúde destes trabalhadores.
                       


     Uma Visão Ampla da Enfermagem


    A enfermagem é uma profissão que abrange uma diversificada maneira de conviver com as pessoas. Sendo uma profissão que convive com os seres humanos nos momentos mais críticos da sua vida, a enfermagem torna-se uma profissão que pode ser considerada  generalista, ou seja: apresenta  um diversificado conhecimento sobre as demais profissões.
     Como diz o dito popular:

   Todo Enfermeiro tem um pouco de: Médico, Educador, Psicólogo,
 Psiquiatra, Nutricionista, etc...

      Com toda essa diversidade da profissão a enfermagem também tem seus anseios e sofrimentos, pois, estes profissionais também são seres humanos e sofrem as conseqüências de desgaste físico e  mental, como qualquer pessoa.

     Hoje em dia podemos observar e analisar a enfermagem em vários aspectos, mais vamos nos prender no ser humano com necessidades e condições necessárias para exercer  sua profissão digna e saudável.

     Vejamos:

a.  Com Relação ao Sexo

-  A enfermagem é uma profissão predominantemente feminina e observa-se que num grupo de 100% de profissionais, 80% são do sexo feminino.

b.  Quanto a Idade

-  No Brasil, no momento, observa-se  que a idade média dos enfermeiros em exercício da profissão é de 48 anos, sendo que os mais novos têm em média 22 anos e os mais velhos têm em média 65 anos.

c.   Com Relação a Família

-     Mais da metade dos Enfermeiros são casados (em média 72%) e em média 67% tem filhos.

d.   Vínculo Empregatício

-      Observa-se que mais da metade do universo de Enfermeiros têm 02 (dois) vínculos empregatício e que grande parte  são funcionários públicos, em média 84%.

e.   Trabalho Profissional ( Carga Horária Semanal )
-   Com relevância a carga horária semanal, os enfermeiros apresentam uma carga horária bastante elevada ( pesada), entre  60 à 64 horas semanais.
f.  Trabalho Doméstico

-    como a enfermagem é uma profissão onde o maior número de profissionais é do sexo feminino, observa-se que o trabalho profissional, soma-se o trabalho doméstico ( realizado em casa ). É observado ainda que média o trabalho doméstico ocupa cerca de 16 horas semanais desse profissional.


g.    Trabalho Noturno


-    Como é notório o trabalho de enfermagem envolve o turno diurno e o noturno.  Sendo que um nº bem significativo (57%), tem um trabalho ou um emprego noturno. O que é muito desgastante e prejudicial para a saúde física e mental do profissional da enfermagem, isto porque ele não está só envolvido com o trabalho noturno, mas, esta envolvido a questão emocional  também ( convivendo com a dor, o sofrimento, o nascimento, a morte, etc...) .


h.     Satisfação com a Profissão e o Trabalho


-         Uma grande maiorias esta satisfeita com a profissão que abraçou ( 56%). Mais muitos relatam insatisfação com as condições de trabalho que as instituições lhes oferecem.

         Já com relação ao salário, quase a totalidade (97%), demonstra insatisfação, levando em conta a responsabilidade e o esforço que a profissão exige.

  

i.  Quanto ao Reconhecimento no Trabalho

-    Cerca de mais da metade, aproximadamente 60% dos enfermeiros alegam não receber o reconhecimento e o respeito adequado que deveriam receber.




j.     A Saúde do Enfermeiro


-    Como em qualquer profissão as pessoas adoecem e na enfermagem não poderia ser diferente.
      As doenças mais comuns identificadas nos profissionais de enfermagem são:

a.          Hipertensão Arterial   
  48%
b.          Dislipedemia
  43%
c.           Problemas Vascular     
  42%
d.           LER e DORT                 
  40%
e.          Gastrite                          
  32%
f.            Problemas Articulares  
  22%
g.         Doenças renais               
  19%
h.          Hérnia de Disco             
  13%
i.              Diabetes                          
  10%


Observação:

Definição de LER  e DORT     
Consiste em uma síndrome de dor nos membros superiores, com queixa de grande incapacidade funcional, causada primariamente pelo próprio uso dos membros superiores em tarefas que desenvolvem movimentos locais ou posturas forçadas. Também é conhecido por L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo) e por D.O.R.T (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), mas na realidade entre todos estes nomes talvez o mais correto tecnicamente seria o de Síndrome da Dor Regional. Contudo, como o nome L.E.R se tornou comum e até popular, esta é a denominação adotada no Brasil, e representa exatamente o que se trata a doença, pois relaciona sempre tais manifestações com certas atividades no trabalho. O diagnóstico diferencial deve incluir as tendinites e tenossinovitisprimarias a outros fatos, como reumatismo, esclerose sistêmica, gota, infecção gonocócica, traumáticas, osteoartrite, diabetis, mixidema, etc., uma vez que estas também representam frequentes lesões causadas por esforço repetitivo.
As lesões inflamatórias causadas por esforços repetitivos já eram conhecidas desde a antiguidade sob outros nomes, como por exemplo, na idade velha, a "Doença dos Quibes", que nada mais era do que uma tenossinovite, praticamente desaparecendo com a invenção da impensa. Já em 1891, De Quervain descrevia o "Entorse das Lavadeiras".



É muito comum as doenças Crônicas no profissional de enfermagem,  podemos citar os seguintes exemplos:

Hipertensão Arterial, o Diabetes Melittus e as Dislipidemias, assim podemos estar atentos e buscar a  prevenção de agravos e no  processo de trabalho em  enfermagem.

A Hipertensão Arterial (HA) foi a doença de maior prevalência entre os enfermeiros confirmando os achados na literatura, seguida de HA associada a Dislipidemias. A HA acomete, aproximadamente 22% da população adulta brasileira e corresponde a 15,2% das intervenções realizada no SUS, constituindo o fator de risco mais comum para doenças cardiovasculares, as quais representam a primeira causa de mortalidade no Brasil (BRASIL, 2002). 

        


Etc....                                                        


k.     Saúde  Psíquica e Emocional 

-    São muitas as queixas de  insônia, tensão e tristeza. Muitos perdem o sono pro preocupação (25%), muitos relatam depressão e tristeza (33%) e um número bem expressivo se sente incapaz de manter a atenção no que está fazendo ( 81% ).

l.   Preparação da Saúde de Cada Enfermeiro

-   Muitos Enfermeiros se consideram em bom estado de Saúde, quando comparado com outras pessoas de sua idade. Mais o que assistimos no dia-dia é que, o Enfermeiro em geral, cuida da Saúde das outras pessoas  e  esquece da sua.
     Observando-se  em percentagem tal colocação, temos um índice de 62% com esta resposta, mais a realidade evidenciada é outra. Muitos Enfermeiros mostram-se bem, mais a realidade é que as doenças: ocupacionais, de stress e emocionais estão presente na vida deste profissional.
     

m.    Abscenteísmos

-  O afastamento do enfermeiro é em número de 45% para tratamento de saúde, consultas médicas ou para fazer exames de rotina, pelo menos 01 (um) dia por ano.
   Lembrando que a profissão é formada na sua maioria de  pessoas do sexo feminino e tal afastamento é um direito previsto em lei.


Observação:

     Não  foi observado em órgão públicos ou privados obrigatoriedade de exames periódicos para os profissionais da saúde.


n.   Hábitos e Estilo de Vida          

-    Nos dias atuais são inúmeros os hábitos incorporados a vida de cada pessoa e o Enfermeiro não pode ficar  fora desse grupo.
    Como sabemos os hábitos de vida são fatores importantes para determinar a boa saúde ou a má saúde  de uma pessoa.
    Baseado neste fato observa-se entre os Enfermeiros  as seguintes informações sobre os hábitos e estilos de vida:

a. 69%- não praticam exercícios físicos
b. 80%- estão acima do peso
c. 12%- são fumantes
d. 19%- ingerem bebidas alcoólicas, + de 1 X/ semana     
e. 24%- se alimentam de forma inadequada, + de 4X/semana
f.  18%- se auto medicam                  
h. 40%- não fazer 2 alimentações adequadas diariamente
                                                                          
 Foi enumerado apenas alguns fatores preponderantes, se formos fazer um análise mais profundo podemos observar outras colocações que proporcionam uma má qualidade de vida de qualquer profissional.

   Tudo isso deve-se a complexidade de vida do profissional da saúde, em particular do Enfermeiro, que tem uma responsabilidade imensa, que é a de cuidar de pessoas.  Não podemos nos esquecer da sobrecarga de trabalho e do Stress do dia-dia deste profissional.
Observação:

O exercício físico regular reduz a pressão arterial sistólica e diastólica em normotensos, auxilia na redução dos níveis pressóricos dos doentes, e deve ser acrescentado ao tratamento não medicamentoso da hipertensão arterial. Reduz
também o peso corporal e contribui para a diminuição do risco de indivíduos normotensos desenvolverem hipertensão. A atividade física deve estar representada por exercícios físicos aeróbicos tais como caminhadas, ciclismo, natação e corrida,
realizadas numa intensidade entre 50 a 70% do consumo máximo do oxigênio, com duração de 30 a 45 minutos, três a cinco vezes por semana (SBH, 2006).
                                                          



o.   O Sono do Enfermeiro

-   O sono de boa qualidade é um dos fatores preponderantes para a saúde de qualquer pessoa.
      Devido a vida estressante que os Enfermeiros levam, principalmente os  que trabalham nos plantões noturnos, a saúde do Enfermeiro é afetada. Quando avaliamos quanto a satisfação com o sono um número bem considerado, aproximadamente 42%, afirmam estarem insatisfeitos com o sono.
      Lembrando que, o ser humano tem um relógio biológico que regula todo funcionamento do seu organismo, quando este relógio é alterado certamente o organismo certamente sofre danos.

     




BIBLIOGRAFIA :



domingo, 18 de março de 2012

QUEM DEVE SER O RESPONSÁVEL PELA HEMOTRANSFUSÃO ?

A QUEM CABE a Responsabilidade da Hemotransfusão ?

O TEXTO ABAIXO FOI TIRADO DO SITE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE - HOSPITAL FEDERAL DOS SERVIDORES DO ESTADO.

http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/clin/hemo.asp

LEMBRANDO QUE:
TODO PROFISSIONAL DEVE SER TREINADO PARA EXERCER QUALQUER ATIVIDADE E DEVE ESTA RESPALDADE PELO SEU CONSELHO PARA EXERCER TAL ATIVIDADE.
OBSERVAÇÃO :
Conselho Federal de Enfermagem (COFEN),
através da Resolução 291/2005 (COFEN, 2005), fixou a Hemoterapia como
especialização para o enfermeiro; e no ano seguinte, a Resolução COFEN
306/2006 (COFEN, 2006) especificou as competências do enfermeiro e sua
equipe em Hemoterapia. Estes são fatos marcantes para a nossa profissão por
oficializar o trabalho de enfermagem em uma área até então velada à nossa
categoria.


Comitê Transfusional Multidisciplinar:

A R.D.C. de 14/06/2004 determina que "As unidades de Saúde que tenham Serviço de Hemoterapia nas suas dependências deverão constituir um Comitê Transfusional Multidisciplinar, do qual faça parte um representante do Serviço de Hemoterapia. Este Comitê tem como função o monitoramento da prática transfusional da Instituição.

– A rotina no Serviço de Hemoterapia (Banco de Sangue):

01. Técnico de laboratório do Serviço de Hemoterapia:

Receber a amostra de sangue juntamente com a solicitação e conferir os dados.
Recusar amostra e/ou pedido que não estejam legíveis e completos.
Classificar a amostra de sangue do paciente: ABO, Rh (D), PAI.
Reclassificar a amostra do doador (ABO e Rh).
Realizar a prova de compatibilidade entre o sangue do doador e do paciente.
Emitir etiqueta com os dados do paciente: nome, sobrenome, localização, grupo ABO e Rh e data de validade para transfusão.
Inspecionar o hemocomponente quanto ao aspecto e integridade do sistema e prazo de validade.
Entregar o hemocomponente à Equipe de Enfermagem Transfusional ( Equipe Treinada e Especializada em Hemotransfusão).
Manter a amostra do sangue do paciente acondicionada no refrigerador (“soroteca do paciente”).

02. O transporte do sangue do Serviço de Hemoterapia até o paciente:

Enfermagem da Equipe Transfusional ( Deve ser Treinado para Identificar Anormalidades em relação: Aspecto, temperatura, reações adversas, etc..):

Receber do técnico de laboratório o hemocomponente a ser transfundido.
Conferir os dados do rótulo do hemocomponente com os dados do receptor.
Observar aspecto do hemocomponente e apresentação da bolsa.
Devolver a bolsa ao técnico de laboratório diante de qualquer anormalidade apresentada no conteúdo ou no rótulo da unidade.
Acondicionar o hemocomponente em recipiente térmico para transporte.
Manter um recipiente para o transporte de hemocomponente e outro para o transporte das amostras.
Providenciar material necessário para proceder a transfusão.
Encaminhar o hemocomponente até o local em que se encontra o paciente.


03. Transfundindo o paciente – Enfermagem da Equipe Transfusional:

Perguntar ao paciente seu nome completo (caso tenha condições de responder) ou a enfermagem do andar.
Conferir o nome relatado com os dados do rótulo da bolsa e da prescrição.
Certificar a indicação da transfusão na prescrição médica.
Aferir e anotar os sinais vitais pré e pós transfusão.
Anotar horário do início e término da transfusão.
Instalar o hemocomponente, mantendo íntegro o sistema até o final do procedimento.
Instruir a equipe de enfermagem do andar para não infundir nenhum tipo de medicamento concomitantemente com a transfusão (exceto solução fisiológica 9%).
Atentar para que o início da transfusão não exceda 30 minutos após o recebimento da bolsa.
Controlar a transfusão para que seu tempo máximo não ultrapasse 4 horas.
Permanecer os primeiros 15 minutos da transfusão observando o paciente.
Atentar para sinais de Reação Transfusional.
Seguir as orientações do ítem XXII em caso de Reação Transfusional.
Relatar a evolução da Reação Transfusional apresentada.
Preferir, sempre que possível , transfundir no período diurno.
Assinar e carimbar no término da evolução transfusional.
Colar etiqueta referente ao hemocomponente no prontuário do paciente.
Conferir se a contra-capa do pontuário já tem a etiqueta de tipagem do paciente (grupo sanguíneo e fator Rh).
Devolver o hemocomponente ao Serviço de Hemoterapia caso o mesmo não tenha sido utilizado.
Após concluída a transfusão recolher a bolsa e encaminhar para o serviço de Hemoterapia para ser autoclavada.


INTEGRA DA CARTILHA NO ENDEREÇO :

http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/clin/hemo.asp

www.hse.rj.saude.gov.br
Lembramos que toda transfusão de sangue traz em si um risco, seja imediato ou tardio, e por isto deve ser criteriosamente indicada


 
RESOLUÇÃO COFEN-306/2006

Resenha:
Normatiza a atuação do Enfermeiro em Hemoterapia

O Conselho Federal de Enfermagem, no exercício de sua competência consignada nos artigos 2º e 8º da Lei nº. 5.905, de 12 de julho de 1973.

CONSIDERANDOÂ a Constituição da República Federativa do Brasil, nos artigos 197 e 199, conforme descrito no seu parágrafo 4º, promulgada em 05 de outubro de 1988;

CONSIDERANDOÂ a Lei nº. 7.498, de 25 de junho de 1986, e o Decreto nº. 94.406, de 08 de junho de 1987, no artigo 8º, inciso I, alíneas g e h, no artigo 10, inciso I, alínea b e inciso II; no artigo 11, inciso III, alíneas a e h, e no artigo13º;

CONSIDERANDOÂ a Resolução COFEN 240/2000 que estabelece o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem;

CONSIDERANDOÂ a Resolução COFEN 272/2002 que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem SAE nas Instituições de Saúde;

CONSIDERANDOÂ a Resolução CNE/CES Conselho Nacional de Educação/ Câmara de Ensino Superior nº. 3 de 07/12/2001 que institui as Diretrizes Curriculares Nacional do Curso de Graduação de Enfermagem;

CONSIDERANDOÂ a Resolução RDC nº. 153 de 14/06/04 da ANVISA Agencia Nacional de Vigilância Sanitária; que determina o Regulamento Técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo a coleta, o processamento, a testagem, o armazenamento, o transporte, o controle de qualidade e o uso do sangue.

CONSIDERANDOÂ a Resolução nº. 41 de 28/06/00 da Diretoria Colegiada da ANVISA Regulamento Técnico Mercosul dos níveis de complexidade dos serviços de Medicina Transfusional e Unidades hemoterápicas;

CONSIDERANDOÂ a Resolução 358 de 29 de abril de 2005 do CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente, que determina Normas Técnicas para o Ato Transfusional;

CONSIDERANDOÂ os estudos realizados pela Câmara Técnica de Assistência do COFEN;

CONSIDERANDOÂ a deliberação do Plenário em sua 337ª Reunião ordinária,

RESOLVE:

Artigo 1º - Fixar as competências e atribuições do Enfermeiro na área de Hemoterapia, a saber:

a)Â Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos de Hemoterapia nas Unidades de Saúde, visando a assegurar a qualidade do sangue, hemocomponentes e hemoderivados,

b)Â Assistir de maneira integral aos doadores, receptores e suas famílias, tendo como base o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e as normas vigentes,

c)Â Promover e difundir medidas de saúde preventivas e curativas por meio da educação de doadores, receptores, familiares e comunidade em geral, objetivando a sua saúde e segurança dos mesmos,

d)Â Realizar a triagem clínica, visando à promoção da saúde e à segurança do doador e do receptor, minimizando os riscos de intercorrências,

e)Â Realizar a consulta de enfermagem, objetivando integrar doadores aptos e inaptos, bem como receptores no contexto hospitalar, ambulatorial e domiciliar, minimizando os riscos de intercorrências,

f)Â Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de captação de doadores,

g)Â Proporcionar condições para o aprimoramento dos profissionais de Enfermagem atuante na área, através de cursos, atualizações estágios em instituições afins,

h)Â Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de estágio, treinamento e desenvolvimento de profissionais de Enfermagem dos diferentes níveis de formação,

i)Â Participar da definição da política de recursos humanos, da aquisição de material e da disposição da área física necessária à assistência integral aos usuários.

j)Â Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações vigentes,

k)Â Estabelecer relações técnico-científicas com as unidades afins,

l)Â Participar da equipe multiprofissional, procurando garantir uma assistência integral ao doador, receptor e familiares,

m)Â Assistir ao doador, receptor e familiares, orientando garantindo-os durante todo o processo hemoterápico,

n)Â Elaborar a prescrição de enfermagem nos processos hemoterápicos;

o)Â Executar e/ou supervisionar a administração e a monitorização da infusão de hemocomponentes e hemoderivados, atuando nos casos de reações adversas;

p)Â Registrar informações e dados estatísticos pertinentes à assistência de Enfermagem prestada ao doador e receptor;

q)Â Manusear e monitorizar equipamentos específicos de hemoterapia;

r)Â Desenvolver pesquisas relacionadas à hemoterapia e hematologia;

Artigo 2º - Em todas as Unidades de Saúde onde se realiza o Ato Transfusional se faz necessário a implantação de uma Equipe de Enfermagem capacitada e habilitada para execução desta atividade;

§ 1º- O Ato Transfusional se compõe das seguintes etapas:

a)Â Recebimento da solicitação;

b)Â Identificação do receptor;

c)Â Coleta de amostra (hemocomponentes) e encaminhamento para liberação do produto solicitado;

d)Â Recebimento do hemocomponente/hemoderivado solicitado e checagem dos dados de identificação do produto e receptor;

e)Â Instalação e acompanhamento de hemocomponente/hemoderivado solicitado;

f)Â Identificação e acompanhamento das reações adversas;

g)Â Descarte dos resíduos gerados na execução do ato transfusional respeitando-se as normas técnicas vigentes;

h)Â Registro das atividades executadas;

Artigo 3º - As atribuições dos profissionais de Enfermagem de nível médio serão desenvolvidas de acordo com a Lei do Exercício Profissional, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro responsável técnico do Serviço ou Setor de Hemoterapia.

Artigo 4º - Este ato resolucional entrará em vigor na data da sua publicação, revogando-se as disposições em contrário, em especial, a Resolução COFEN nº 200/1997.

Dulce Dirclair Huf Bais

COREN-MS Nº. 10.244

Presidente Carmem de Almeida da Silva

COREN-SP Nº 2.254

Primeira-Secretaria

quinta-feira, 15 de março de 2012

NOVAS VACINAS CHEGANDO NO BRASIL


EM BREVE DUAS NOVAS VACINAS
NO
CALENDÁRIO VACINAL INFANTIL





        A história conta que a vacina instituída no Brasil em 1804, segue com excelente eficácia e com um notável poder de prevenção de doenças.  Sempre evoluindo e inovando para se manter efetiva.

        O Ministério da Saúde ( MS )  procura ajudar a erradicação da Poliomielite Mundialmente.  A Poliomielite também conhecida como Paralisia Infantil deve ter uma nova forma de administração após o 2º Semestre deste ano.
       Na sua nova maneira de administração, a vacina deixa de ser administrada pela via oral para ser administrada através da via intramuscular.  A nova vacina da Poliomielite ( VIP ),  deve ser administrada como uma dose injetável de vírus inativo.  Só deverá ser administrada em crianças que estejam iniciando  o calendário da vacinação , ou seja nos recém-nascidos ( RN ).
       Em breve também será oferecida nas unidades de Saúde ( Postos de Saúde ) a vacina  pentavalente, que reúne em uma só dose  a proteção contra 05 ( cinco ) doenças:
a.     difteria,
b.    tétano,
c.      coqueluche,
d.    haemophilus  influenzae tipo B, 
e.      Hepatite B.



    Antes para estar protegido contra estas doenças, era necessário ser imunizado com a vacina tetravalente e a Hepatite B, 02 ( Duas furadinhas.  Com a nova vacina Pentavalente  bastará apenas uma furadinha para proteger contra as 05 ( cinco ) doenças.  Assim, será utilizada menos picadinhas, menos sofrimento para as crianças. Sem contar com a economia que será feita com a diminuição do gasto de materiais, como: seringas, agulhas, álcool, algodão, etc...
    O MS já pensa em breve substituir em breve a vacina pentavalente pela vacina heptavalente, que esta em estudo e deverá agregar a vacina contra a poliomielite e a meningite C. Assim, a vacina heptavalente deverá imunizar contra as seguintes doenças:
a. difteria,
b. tétano,
c. coqueluche,
d. haemophilus  influenzae tipo B,
e. Hepatite B,
f. poliomielite,
g. meningite C.


   Atenção:

   As vacinas estão a disposição da população o Ano todo nos Postos de saúde, para se imunizar basta procurar um Posto de Saúde e no setor de Imunização, com a carteira de vacinação sempre na mão, pedir  ao profissional especializado para avaliar a mesma e orientar quanto da necessidade de colocar em dia a sua imunização ou iniciar um esquema vacinal.

    LEMBRE-SE :   É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR.


    A VACINAÇÃO É UM MEIO ARTIFICIAL EFICIENTE DE PREVENÇÃO  DE DOENÇAS INFECCIOSAS, QUE PODEM SER FATAIS.


 
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO OFICIAL DO BRASIL

CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA



   
                 
  NOTA SOBRE VACINAÇÃO


Nota: Mantida a nomenclatura do Programa Nacional de Imunização e inserida a nomenclatura segundo a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 61 de 25 de agosto de 2008 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
Orientações importantes para a vacinação da criança:

(1)
  vacina BCG:
Administrar o mais precoce possível, preferencialmente após o nascimento.  Nos prematuros com menos de 36 semanas administrar a vacina após completar 1 (um)  mês de vida e atingir 2 Kg. Administrar uma dose em crianças menores de cinco anos de idade (4 anos 11meses e 29 dias) sem cicatriz vacinal. Contatos intradomicíliares de portadores de hanseníase menores de 1 (um) ano de idade, comprovadamente vacinados, não necessitam da administração de outra dose de BCG. Contatos de portadores de hanseníase com mais de 1 (um)  ano de idade, sem cicatriz - administrar uma dose. Contatos comprovadamente vacinados com a primeira dose - administrar outra dose de BCG. Manter o intervalo mínimo de seis meses entre as doses da vacina. Contatos com duas doses não administrar nenhuma dose adicional. Na incerteza da existência de cicatriz vacinal ao exame dos contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase, aplicar uma dose, independentemente da idade. Para criança HIV positiva a vacina deve ser administrada ao nascimento ou o mais precocemente possível. Para as crianças que chegam aos serviços ainda não vacinadas, a vacina está contra-indicada na existência de sinais e sintomas de imunodeficiência, não se indica a revacinação de rotina. Para os portadores de HIV (positivo) a vacina está contra indicada em qualquer situação.

(2)  vacina hepatite B (recombinante): Administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Nos prematuros, menores de 36 semanas de gestação ou em recém-nascidos à termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguir esquema de quatro doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de mães portadoras da hepatite B administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG), disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais - CRIE, nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. A vacina e a HBIG administrar em locais anatômicos diferentes. A amamentação não traz riscos adicionais ao RN que tenha recebido a primeira dose da vacina e a imunoglobulina.

(3)
  vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada):
Administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias.  A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis – DTP são indicados dois reforços. O primeiro reforço administrar aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4  (quatro) anos. Importante: a idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11meses e 29 dias. Diante de um caso suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados menores de 1 ano  iniciar esquema com DTP+ Hib; não vacinados na faixa etária entre 1 a 6 anos, iniciar esquema com DTP. Para os comunicantes menores de 1 ano com vacinação incompleta, deve-se completar o esquema com DTP + Hib; crianças na faixa etária de 1 a 6 anos com vacinação incompleta, completar esquema com DTP. Crianças comunicantes que tomaram a última dose há mais de cinco anos e que tenham 7 anos ou mais devem antecipar o reforço com dT.

(4)  vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada): Administrar três doses (2, 4 e 6 meses). Manter o intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. Administrar o reforço aos 15 meses de idade. Considerar para o reforço o intervalo mínimo de 6 meses após a última dose.

(5)
 vacina oral rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada):
Administrar duas doses seguindo rigorosamente os limites de faixa etária: 
primeira dose: 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias.
segunda dose: 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias.
O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias. Nenhuma criança poderá receber a segunda dose sem ter recebido a primeira. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação não repetir a dose.

(6)  vacina pneumocócica 10 (conjugada): No primeiro semestre de vida, administrar 3  (três) doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias e, mínimo de 30 dias. Fazer um reforço, preferencialmente, entre 12 e 15 meses de idade, considerando o intervalo mínimo de seis meses após a 3ª dose. Crianças de 7-11 meses de idade: o esquema de vacinação consiste em duas doses com intervalo de pelo menos 1 (um) mês entre as doses. O reforço é recomendado preferencialmente entre 12 e 15 meses, com intervalo de pelo menos 2 meses.

(7)
 vacina meningocócica C (conjugada):
Administrar duas doses aos 3 e 5 meses de idade, com intervalo entre as doses de 60 dias, e mínimo de 30 dias. O reforço é recomendado preferencialmente entre 12 e 15 meses de idade.

(8)
 vacina febre amarela (atenuada):
Administrar aos 9 (nove) meses de idade. Durante surtos, antecipar a idade para 6 (seis) meses. Indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os paises em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado.  Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose.
(9)  vacina sarampo, caxumba e rubéola: Administrar duas doses. A primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose deve ser administrada aos 4 (quatro) anos de idade. Em situação de circulação viral, antecipar a administração de vacina para os 6 (seis) meses de idade, porém deve ser mantido o esquema vacinal de duas doses e a idade preconizada no calendário. Considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.



FONTE:  


B.  Folha Universal – Domingo, 05 de fevereiro de 2012