domingo, 12 de agosto de 2012

NOVO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO 2012



Deo de Freitas

VACINA INATIVADA CONTRA A PÓLIO (VIP)

VACINA PENTAVALENTE (Tetra + Hep B)

Introdução no
Calendário Básico de Vacinação da Criança



PADRONIZAÇÃO NACIONAL DOS SÍTIOS DE APLICAÇÃO DE VACINAS


NOVO  CALENDÁRIO  2012

01.    SEQUÊNCIA DE VACINAÇÃO  01
 
Idade
Vacinas
Doses
Ao nascer
BCG – ID      -  braço  D
Hepatite B     -  coxa    D
Dose única
1ª dose (até 30 dias)
2 meses
VIP                 - coxa D
Pentavalente  -  coxa E
Rotavírus       -  Oral
1ª dose
3 meses
PNM 10 e MNG C  -  coaxa E
1ª dose
4 meses
VIP                  - coxa D
Pentavalente,  -  coxa E
Rotavírus        - Oral
2ª dose
5 meses
PNM 10  -  coxa  E
MNG C  -   coxa D
2ª dose
6 meses
VOP                - Oral
Pentavalente  - coax E
3ª dose
7 meses
PNM 10     - coaxa E
3ª dose
12 meses
Tríplice Viral   - braço D
PNM 10            - coxa E
1ª dose
REFORÇO
15 meses
VOP         -    Oral
DTP         -    coxa E
MNG C   -    coxa D
REFORÇO
4 anos
Tríplice Viral  -  braço D
VOP                 -  Oral
DTP                 -  coxa E
2ª dose
2º Reforço
2º Reforço

                                    Deo de Freitas


02.          SEQUÊNCIA DE VACINAÇÃO  02

 
Idade
Vacinas
Doses
Ao nascer
BCG – ID      -  braço D  
Hepatite B     -  coxa   D
Dose única
1ª dose (até 30 dias)
2 meses
VIP                    -  coxa D
Pentavalente     -  coxa E
Rotavírus          -  Oral
1ª dose
3 meses
PNM 10             -  coxa  E
MNG C             -   coxa D
1ª dose
4 meses
VIP                    -   coxa D
Pentavalente      -  coxa E
Rotavírus           -  Oral
2ª dose
5 meses
PNM 10             -  coxa E
MNG C              -  coxa D
2ª dose
6 meses
VOP                    - Oral
Pentavalente       - coxa E
3ª dose
7 meses
PNM 10               - coxa E
3ª dose
12 meses
Tríplice Viral     -  braço D
PNM 10               -  coxa E
1ª dose
REFORÇO
15 meses
VOP             - Oral
DTP             -  coxa E
MNG C       -  coxa D
REFORÇO
4 anos
Tríplice Viral     -  braço D
VOP                    -  Oral
DTP                    -  coxa E
2ª dose
2º Reforço
2º Reforço

 
01.  CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS

REGIÃO DO DELTÓIDE D


Tríplice Viral / MMR / SRC  - (SC)
BCG (ID)

                                                                 Deo de Freitas

VASTO LATERAL DA COXA  D

Hepatite B (IM)
Inativada Pólio / VIP (IM)
Meningo C (IM)
Influenza (IM ou SC)
Raiva (IM)


VASTO LATERAL DA COXA  E

Pentavalente (IM)
Pneumo 10 (IM)
DTP (IM)
Febre Amarela (SC


02.  CRIANÇAS MAIORES DE 2 ANOS, ADOLESCENTES E ADULTOS


RFEGIÃO DO DELTÓIDE D

Hepatite B (IM)
Influenza (IM ou SC)
Raiva (IM)
Tríplice Viral /MMR / SRC (SC)


REGIÃO DO  DELTÓIDE E

dT (IM)
Febre Amarela (SC)

ATENÃO:

NENHUMA VACINA,  EM CRIANÇAS OU ADULTOS,
DEVE SER APLICADA NO GLÚTEO!!!


VACINA INATIVADA CONTRA A PÓLIO (VIP)

                                                                                 Deo de Freitas

A vacina VIP
Constituída por cepas inativadas dos três tipos de poliovírus
Imunização ativa contra a pólio a partir dos 2 meses idade.

Apresentação  - Frascos contendo 10 doses.

Validade depois de aberta - Pode ser utilizada até 6 horas após aberta.

Dose e Via de Administração - 0,5 ml administrados via intramuscular no vasto lateral direito.

Contraindicações

Alergia grave (anafilaxia) a qualquer componente da vacina
(vestígios de estreptomicina, neomicina, e polimixina B).

Reação alérgica grave à vacinação anterior com VIP.


Precauções

Indivíduos gravemente doentes na ocasião da vacinação: ADIAR

Monitoramento da respiração de 24 a 72 horas em bebês prematuros (nascidos com menos de 28 semanas);

Administrar com cuidado em pacientes com trombocitopenia, ou problemas de coagulação.


ATENÇÃO

a. Presença de doenças respiratórias superiores leve a moderada, com ou sem febre,
b. reação local a uma dose prévia da vacina,

c. uso de antibióticos,

d. a fase de convalescença de doença aguda,
                                                                                                   Deo de Freitas
e. diarreia,

NÃO SÃO CONTRAINDICAÇÕES  PARA A VACINAÇÃO COM VIP.

- A amamentação não interfere na imunização com a VIP.

- Administração em imunodeprimidos

Resposta pode ser reduzida.
A vacinação é recomendada mesmo que a resposta seja limitada.
a.  Uso simultâneo com outras vacinas
b.  Pode ser administrada com qualquer vacina recomendada pelo PNI.

Eventos adversos pós-vacinação (EAPV)

Bem tolerada, não causa eventos adversos sérios.

Mais descritos:
a.     Eritema,
b.    enduração,
c.      sensibilidade local ao toque manual.


EAPV graves - investigar TODOS:
a. Convulsões em geral;
b. Óbitos súbitos inesperados;
c. Outros EAPV graves ou inusitados;
d. Erros programáticos ou operacionais.


Esquema Vacinal

Sequencial (VIP/VOP) de três doses para crianças menores de 1 ano iniciando o esquema vacinal.


D1 – 2 meses - VIP
D2 – 4 meses - VIP
D3 – 6 meses – VOP
1º Reforço – 15 meses - VOP
                                                                                     Deo de Freitas
2º Reforço –   4 anos -    VOP

*Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite: 1 etapa anual com a VOP.

ATENÇÃO:

1ª dose = VOP, completar esquema com VOP;
Esquema VIP INICIADO em clínicas particulares:
Concluir vacinação com esquema VIP/VOP.
Esquema VIP INICIADO no CRIE:
Concluir esquema com VIP, inclusive os reforços.

OBSERVAÇÃO :

Dose de VOP administrada ANTES de dois meses,
NÃO É VÁLIDA!



Intervalos

Recomendado: 60 dias entre as doses
Mínimo: 30 dias entre as doses

ATENÇÃO: para os menores de 6 meses, seguir intervalo mínimo apenas para quem estiver sob risco de exposição ao vírus.


VACINA PENTAVALENTE (Tetra + Hep B)

A Vacina Pentavalente

Laboratórios produtores:
Novartis/Berna e Serum Institute of India Ltd.


Indicação:
Imunização de crianças a partir de dois meses de idade contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e  Haemophilus influenzae tipo b.

                                                                                     Deo de Freitas

ATENÇÃO:
Todas as indicações para as vacinas DTPa, DT, Hib e Hep B em situações especiais, devem ser mantidas de acordo com as normas dos CRIE.


Apresentação:
Suspensão injetável inteiramente líquida.
Frasco ou ampola contendo 1 dose de 0,5mL.

Via de Administração:
Intramuscular no músculo vasto lateral da coxa esquerda.


Contraindicações

Para a primeira dose:
a. Relato de convulsões ou anormalidades neurológicas graves no período neonatal;
b.  Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina;
c.  Crianças com quadro neurológico em atividade.


ESTA VACINA É CONTRAINDICADA PARA PESSOAS COM
7 ANOS DE IDADE OU MAIS.


Contraindicações

Para doses subsequentes:
a.  Sinais de hipersensibilidade após administração de dose prévia;
b.  Convulsões até 72 horas após administração de dose prévia;
c.  Colapso circulatório, com estado tipo choque após a administração de dose prévia;
d. Episódio hipotônico hiporresponsivo (EHH), até 48 horas após a administração de dose prévia;
e.  Púrpura trombocitopênica pós-vacinal;
f.  Encefalopatia nos primeiros sete dias após a administração de dose prévia.


                                                                                               Deo de Freitas
Nesse caso está contraindicada qualquer dose subsequente, com a tríplice bacteriana de células inteiras ou acelular.
Preencher ficha de notificação e solicitar vacina dupla infantil (DT).


Precauções

a.     Portadores de trombocitopenia ou distúrbio de coagulação:
b.    Pressão firme aplicada ao local (sem esfregar) durante pelo menos 2 minutos após a administração.

      c. Doenças febris agudas moderadas ou graves:
Adiar a vacinação até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.


Administração em imunodeprimidos

a. Resposta pode ser reduzida.
b. A infecção pelo vírus HIV não é considerada uma contraindicação para a administração da vacina DTP/HB/Hib.
c.  A vacinação é recomendada mesmo que a resposta seja limitada.



Uso simultâneo com outras vacinas
- Pode ser administrada com qualquer vacina recomendada pelo PNI.

Eventos Adversos Pós Vacinação (EAPV)
a. Não diferem das reações vacinais da DTP, HepB e Hib descritas separadamente.

DTP (células inteiras):
a. Edema temporário, aumento da sensibilidade e vermelhidão no local da injeção em conjunto com febre.
b. Reações graves como febre alta, irritabilidade e choro inalterado podem aparecer dentro de 24 horas de administração.
c. Episódio Hipotônico Hiporresponsivo (EHH) convulsões febris têm sido relatados.

Eventos Adversos Pós Vacinação (EAPV)

                                                                                      Deo de Freitas

- Não diferem das reações vacinais da DTP, HepB e Hib descritas separadamente.

Hep B:
a.     Dor local,
b.    Mialgia,
c.      febre transitória.

Relatos de reações anafiláticas graves são muito raros.
Febre, irritabilidade, fadiga, tonturas, cefaléia, desconforto gastrintestinal, também podem ocorrer dentro das primeiras 24 horas e com evolução benigna.


Eventos Adversos Pós Vacinação (EAPV)
Não diferem das reações vacinais da DTP, HepB e Hib descritas separadamente.

Hib:
Reações localizadas, como dor e aumento de sensibilidade no local da injeção podem ocorrer dentro das 24 horas após a vacinação e na maioria dos casos desaparecem espontaneamente dentro de 2 a 3 dias.


EAPV graves - investigar TODOS:

         Anafilaxia;
         Choro persistente ≥ 3 horas;
         Convulsões em geral;
         Episódio hipotônico hiporresponsivo;
         Púrpura trombocitopênica;
         Óbitos súbitos inesperados;
         Outros EAPV graves ou inusitados; e
         Erros programáticos ou operacionais.

Preencher ficha de notificação e solicitar vacina DTPa.

Esquema Vacinal
Três doses para crianças menores de 1 ano iniciando o esquema vacinal.

                                                                              Deo de Freitas
Fará parte deste esquema, para os recém-nascidos, uma dose da vacina Hep B monovalente nas primeiras 24 horas de vida.


2 reforços com DTP aos 15 meses e 4 anos

D1 PENTA – 2 meses
D2 PENTA – 4 meses
D3 PENTA – 6 meses

1º Reforço – 15 meses - DTP
2º Reforço –   4 anos -    DTP
A idade máxima para aplicação da DTP é de  6 anos 11meses e 29 dias.

ATENÇÃO:

Intervalo Recomendado: 60 dias
Intervalo mínimo: 30 dias


                      Deve entrar em vigor em 18/08/2012.



 ESQUEMAS DE TRANSIÇÃO

    Para análisar a carteira da Criança deve-se ter em mente que no primeiro ano de vida as crianças devem ter no mínimo:
a.   03 doses de VOP;
b.   03 doses de TETRAVALENTE;
c.   03 doses de HEPATITE - B.

    Já  para crianças acima de 01 ano, a mesma deve ter pelo-menos 01 dose de TETRAVALENTE.



VACINA VIP
ESQUEMA VIP/VOP DE TRANSIÇÃO


    Até 60 dias de idade
   VACINADA COM VOP
    na Campanha de junho
        A partir de 61 dias
Agendar VIP (D1 VIP/VOP)
para dois meses de idade.


Dose de VOP
administrada ANTES de
2 meses
NÃO É VÁLIDA.
  VacinadacomVOP                 ANTES de completar
 2 meses de idade.
  1 dose ou mais De
  VOP DEPOIS
 que completou
  2 meses de idade.
  Administrar VIP
   (D1 VIP/VOP).

  Agendar VIP
  (D2 VIP/VOP).
  Administrar VOP
  (D2 ou D3 VOP).

   Agendar VOP (D3).

   Não fará uso de VIP.
 

VACINA PENTAVALENTE
(Tetra + Hep B)


VACINA PENTAVALENTE
ESQUEMA DE TRANSIÇÃO




VACINA PENTAVALENTE
ESQUEMA DE TRANSIÇÃO




VACINA PENTAVALENTE
ESQUEMA DE TRANSIÇÃO



                                              MAIOR de um ano
Nenhuma
dose de
Tetra ou
HEP B
Esquema
completo de
HEP B
e Tetra
2 ou 3 doses
 de HEP B e
1 dose de
Tetra
1 dose
HEP B e
1 dose de
Tetra
  1 dose 
  HepB e
 3 doses de
  Tetra
Administrar Penta (D1).

 Agendar
Hep B (D2)
(0-2-4)

Agendar
DTP (D2)
Administrar
 DTP
(1º reforço).

Agendar
DTP (2º ref.)
 aos 4 anos.
Administrar
 Penta (D2)

Agendar
DTP (D3).
Administrar Penta (D2)

Agendar
HEP B (D3).
(0-2-4)

Agendar
DTP (D3).
Administrar
HEP B (D2).

Agendar
HEP B (D3)
(intervalo
2 meses)







ATENÇÃO:
A vacina Pentavalente utilizada pelas clínicas particulares é composta por DTP/HiB/VIP.


PARTICULAR             =      TETRA  +  VIP
REDE PÚBLICA          =      TETRA  +  Hep-B




       de 61 dias a MENOR de um ano com esquema iniciado em
                           CLÍNICAS PARTICULARES
    1 dose de Hep B mono e
    1 dose de Penta com VIP
    1 dose de Hep B mono
    2 doses de Penta com VIP
    Administrar Penta (D2).
    Administrar VIP (D2).

    Agendar Penta (D3).
    Agendar VOP (D3).
    Administrar Penta (D3).
    Administrar VOP (D3).

    Agendar Hep B mono (D3)
    (intervalo 2 meses)
    Agendar DTP aos 15 meses
    (1º reforço).



                         

                           TABELA DE VACINAÇÃO AMPLIADA


     Idade
               Vacinas
       Doses
  Ao nascer
   BCG – ID      -  braço  D
   Hepatite B     -  coxa    D
   Dose única
  1ª dose (até 30 dias)
    2 meses
   VIP                 - coxa D
   Pentavalente  -  coxa E
   Rotavírus       -  Oral
  1ª dose
   3 meses
   PNM 10        -  coxa E 
   MNG C        -  coxa D
  1ª dose
   4 meses
   VIP                  - coxa D
   Pentavalente   -  coxa E
   Rotavírus        - Oral
   2ª dose
   5 meses
   PNM 10           -  coxa  E
   MNG C            -  coxa D
   2ª dose
   6 meses
   VOP                - Oral
   Pentavalente   - coxa E
   3ª dose
   7 meses
   PNM 10     -      coxa E
  3ª dose
   12 meses
  Tríplice Viral   - braço D
   PNM 10            - coxa E
  1ª dose
  REFORÇO
   15 meses
   VOP         -    Oral
   DTP         -    coxa E
   MNG C   -    coxa D
  REFORÇO
   4 anos
   Tríplice Viral  -  braço D
   VOP                 -  Oral
   DTP                 -  coxa E
   2ª dose
   2º Reforço
   2º Reforço




                        

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Posicionamento para Cirurgia - Uma Obra de Arte

Principais Cirurgias

                                                                                                Deo de Freitas

      Definição de Cirurgia:

 

     Cirurgia é a parte do processo terapêutico em que o cirurgião realiza uma intervenção manual ou instrumental no corpo do paciente. A cirurgia é caracterizada por três tempos principais:
a. dierese: divisão dos tecidos que possibilita o acesso à região a ser operada.
b. hemostasia: parada do sangramento.
c. síntese: fechamento dos tecidos.
d. exerese.

RESPONSABILIDADE DE TODOS

   Observação:
  O cirurgião geral realiza a maior parte das cirurgias e assume o comando do paciente politraumatizado grave, indicando se e onde cada especialista precisa atuar. A cirurgia do trauma (entendendo-se aqui trauma como toda lesão corporal causada por queda, capotagem, colisão ou ferimentos por armas brancas ou de fogo) é uma das áreas de atuação do cirurgião geral.

 

Terminologia de enfermagem em clinica Cirúrgica


  Antes vamos relembras alguns  dos principais Prefixos e Sufixos :


A.  PREFIXOS

- adeno - relativo a glândula
- cole - relativo à vesícula
- colo - relativo ao colo
- cisto - relativo a bexiga
- colpo - relativo à vagina
- êntero - relativo ao intestino
- gastro - relativo ao estômago
- hístero - relativo ao útero
- nefro - relativo ao rim
- oftalmo - relativo aos olhos
- orqui- relativo aos testículos
- ósteo - relativo ao osso
- oto - relativo ao ouvido
- procto - relativo ao reto
- rino - relativo ao nariz
- salpinge - relativo às trompas
- tráqueo - relativo à traquéia


   B.  SUFIXOS

- ectomia - remoção de um órgão ou parte dele
- exerese - Separação agressiva das partes de um órgão em função de lesões traumáticas
- ostomia - abertura cirúrgica de uma nova boca
- otomia - corte
- pexia - fixação de um órgão
- plastia - alteração da forma de um órgão
- rafia - sutura
- scopia - olhar no interior
- centese - punção

 

Tipos de  Exames e  Operações :

 

A.  OPERAÇÕES DE REMOÇÃO (ECTOMIA)

- Apendicectomia - remoção do apêndice
- Colecistectomia - remoção da vesícula biliar
- Esplenectomia - remoção do baço
- Gastrectomia - remoção parcial ou total do estômago
- Hemorroidectomia - remoção de hemorróidas
- Histerectomia- extirpação do útero
- Lobectomia - remoção de um lobo de um órgão
- Miomectomia - remoção de mioma
- Nefrectomia - remoção do rim
- Pneumectomia - remoção do pulmão
- Prostatectomia remoção da próstata
- Retossigmoidectomia - remoção do retossigmóide
- Safenectomia - retiradas de veias safenas
- Tireoidectomia - remoção da tireóide
- Simpatectomia remoção do nervo simpático principal
- Vasectomia - corte ou bloqueio que levam a esterilização no homem;


B.  OPERAÇÕES DE ABERTURA (TOMIA)

- Coledocostomia - abertura e exploração do colédoco

CONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE NOVAS BOCAS (STOMIA)

- Cistostomia - abertura da bexiga para drenagem de urina
- Colostomia - abertura do colo através da parede abdominal
- Ileostomia - abertura artificial no íleo
- Jejunostomia - colocação de sonda no JeJuno para alimentação
- Nefrostomia - colocação de sonda no rim para drenagem de urina
- Gastrostomia abertura de fistula no estomago para esvaziar/introduzir alimentos



C.   OPERAÇÕES DE FIXAÇÃO ou REPOSICIONAMENTO (PEXIA)

- Histeropexia - suspensão e fixação do útero
- Orquidopexia - abaixamento e fixação do testículo em sua bolsa
- Sigmoidopexia - fixação do cólon sigmóide à parede abdominal
- Nefropexia - fixação do rim em seu lugar anatômico



D.   OPERAÇÕES PARA ALTERAÇÃO DA FORMA E/OU FUNÇÃO (PLASTIA)

- Rinoplastia - plástica do nariz
- Salpingoplastia - plástica da trompa para sua recanalização
- Mamografia radiografia especial, feita para avaliação das mamas
- Toracoplastia - plástica da parede torácica
- Mamoplastia plástica da mama
- Quiloplastia plástica nos lábios
- Dermolipectomia - plástica que retira o excesso de pele e de gordura
- Palatoplastia - plástica que reconstitui o palato
.


E.    OPERAÇÕES DE SUTURA (RAFIA)

- Colporrafia - sutura da vagina
- Gastrorrafia - sutura do estômago
- Herniorrafia - sutura da hérnia
- Palatorrafia sutura do palato
- Perineorrafia - sutura do perineo
- Tenorrafia - sutura de tendão



F.     OPERAÇÕES PARA OBSERVAÇÃO e EXPLORAÇÃO (SCOPIA)

- Broncoscopia - exame com visualização direta dos brônquios
- Cistoscopia - exame com visualização direta da bexiga
- Colposcopia - exame com visualização direta da vagina
- Esofagoscopia - exame com visualização direta do esôfago
- Gastroscopia - exame com visualização direta do estomago
- Sigmoidoscopia - exame com visualização direta do sigmóide
- Retossigmoidoscopia - exame com visualização direta do retossigmóide

 

       Posicionamento Cirúrgico

“ O posicionamento cirúrgico é uma arte, uma ciência e também um fator chave no desempenho do procedimento seguro e eficiente, por meio da aplicação de conhecimentos relacionados à anatomia, fisiologia e patologia.”

   O posicionamento está relacionado:
a - Mesas cirúrgicas
b - Treinamento da equipe de enfermagem
c - Parceria com a equipe médica


Objetivo do posicionamento Cirúrgico

a.     Oferecer exposição e acesso ótimo do local operatório.
b.    Manter o alinhamento corporal e as funções circulatórias e respiratórias.
c.      Proporcionar acesso para a administração de soluções endovenosas, drogas, agentes anestésicos.
d.    Não comprometer as estruturas vasculares e a integridade  da pele.
e.      Trazer o máximo de conforto para o paciente.

        RECURSOS DE PROTEÇÃO
a.     Colchonetes
b.    Braçadeiras
c.      Travesseiros
d.    Perneiras
e.      Fixadores de braços e pernas
f.      Colchão piramidal (caixa de ovo)
g.     Protetores de calcâneo
h.    Protetores crânio - faciais

 

       PRINCIPAIS  POSIÇÕES CIRÚRGICAS :

 

01.  Posição Decúbito Dorsal (DD) ou  Posição Supina:
- è aquela que o paciente fica deitado de costas com os braços e pernas estendidas ao longo da mesa.
  Indicada para indução anestésica geral e acesso as cavidades maiores do corpo. O paciente fica deitado sobre o dorso, braços em posição anatômica e pernas levemente afastadas. As palmas das mãos voltadas para o corpo. A posição da cabeça deve manter as vértebras cervicais, torácicas e lombares numa linha reta. Os quadris paralelos. As pernas ficam paralelas e descruzadas para prevenir traumas os nervos peroneal, tibial, atrito e comprometimento circulatório.



Deo de Freitas                          Deo de Freitas                                  Deo de Freitas




Deo de Freitas                     Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



      Usada nas cirurgias gerais:
a.      torácica,
b.     crânianas e peritoniais,
c.      Colecistectomia,
d.    cesariana,
e.      tireoidectomia.



02.  Posição Decúbito Ventral ( DV): è aquela que o paciente fica deitado com abdomên para baixo.
      Indicada para cirurgias da região dorsal, lombar, sacrococcígea e occipital.
         

Deo de Freitas                        Deo de Freitas                                  Deo de Freitas


               Obs.: 
a.     Necessidade de expansão pulmonar – liberação das mamas no sexo feminino – uso de coxins e travesseiros.

b.    Cabeça lateralizada e braços no suporte.


Deo de Freitas                 Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



        Usada em cirurgias:
a.     da coluna,
b.     anûs,
c.      reto, e outros,
d.    Hemorroidectomia,
e.      hérnia de disco.



03.    Posição de Trendelenburg: Paciente colocado em DD, com cabeça e tronco em níveis mais baixos que os membros inferiores.
     Posição que  oferece melhor visualização dos órgãos pélvicos durante a abertura ou cirurgia laparoscópica no abdome inferior ou pelve. 

Deo de Freitas                     Deo de Freitas                                  Deo de Freitas


    Nessa posição o paciente ficará em posição dorsal com elevação da pelve e membros inferiores, por inclinação da mesa cirúrgica, a cabeça fica mais baixa que os pés.
 
     Pode ser utilizada também para melhorar a circulação no córtex cerebral e gânglio basal quando a PA cai repentinamente e aumenta o fluxo sanguínea arterial para o crânio

        Usada em cirurgia:
       a.  de abdômen inferior e pélvica.

      04.   Posição de Trendelemburg reverso ou proclive

Deo de Freitas                    Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



       Usada freqüentemente para oferecer acesso a cabeça e pescoço para facilitar que a força de gravidade desloque a víscera para adiante do diafragma e na direção dos  pés. Indicada para manter as alças intestinais na parte inferior do abdome e reduzir a pressão sanguínea. Nessa posição o paciente estará em decúbito dorsal com elevação da cabeça e tórax e abaixamento do MMII. Quando a modificação desta posição é usada para cirurgia da tireóide, o pescoço pode ser hiperestendido pela elevação dos ombros do paciente.

 Observação:

 Posição de Trendelenburg reverso 


 Deo de Freitas           Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

 

Um paciente é plana colocado sobre uma mesa cirúrgica na posição head up, pés para baixo. 

O paciente deve ser inclinado dentro e fora da posição de Trendelenburg reversa lentamente para evitar mudanças repentinas na pressão arterial.
Um descanso de pé acolchoada segura na base da mesa cirúrgica impede o paciente de deslizar fora. 

O paciente Além disso está cingido por uma folha de corpo colocada firmemente em torno de braços, apoios de pé e um pé. Pacientes idosos e desnutridos podem exigir botas de pele de carneiro adicionais ou acolchoamento no calcanhar para protegê-los dos pontos de pressão. 

As pernas devem permanecer uncrossed para diminuir o risco de trombose e aliviar a pressão.





05.  Posição de Fower ou Sentada:  paciente permanece semi sentado na mesa.

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  Posição de Fowler Modificada

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   Indicada: neurocirurgias, mamoplastias e abdominoplastias. Essa é a posição sentada propriamente dita, isto é, em ângulo de 90º. Flexiona-se a parte dos MMII para prevenção de quedas. Ocorre o aumento do peso da paciente no dorso do corpo. O repouso do dorso é elevado, os joelhos são flexionados, e o suporte de pé é mantido no lugar.

       Utilizada para:
a.     mamoplastia,
b.    dreno de tórax. plásticas em geral.   



06.    Posição litotômia ou Ginecológica : em DD com as pernas flexionadas, afastadas, e apoiadas em perneiras acolchoada e os braços apoiados em talas.
   Indicada para exames urinários, endoscópicos , cirurgias ginecológicas por via baixa e anuretais. Essa posição é derivada do decúbito dorsal, na qual se elevam os MMII, que ficam elevados em suportes especiais, denominados perneiras e fixados com correias.




  
Usada em:
a.     perioneoplastia,
b.     hemorroidectomia,  
c.      histerectomia vaginal.



  

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07.    Posição de canivete ou Kraske: paciente em DV na qual são levemente inclinadas, ficando os braços e pernas em posição oposta. com os braços apoiados em telas. 

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    É a posição derivada da ventral, na qual os MMII, tórax e MMSS são abaixados de forma que o corpo fique fletido sobre a mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais elevado. Utilizada para cirurgias da região proctológicas e coluna lombar.

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 Usadas em operações:
a.     proctológicas,
b.    hemorroidectomia,
c.      fissuras,
d.     fístulas anais.


08.   Posição laterais ou Sims: Paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito, com a perna que esta do lado de cima flexionada, afastada e apoiada. 
  Posição decúbito lateral ou de Sims

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   Indicada para toracotomias e cirurgias renais.
Nessa posição o paciente fica deitado sobre um dos lados, para obter seu equilíbrio pela flexão da perna inferiormente colocada a extensão da superior, fixando-o transversalmente pelo quadril a mesa operatória.


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O paciente fica deitado sobre o lado não afetado, oferecendo acesso a parte superior do tórax, na região dos rins, na seção superior do ureter. O posicionamento das extremidades e do tronco facilita a exposição desejada
Essa posição também permite visualizar a região dos rins, a ponte da mesa de operação é levantada  (Pilet) e a mesa é flexionada , de modo que a áreas entre a 12o costela e a crista ilíaca seja elevada.
       

  Usada para cirurgias:
a.     renais,
b.    coluna vertebral,
c.       pulmão.

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  Hoje em dia as mesas cirúrgicas facilitam o posicionamento cirúrgico. 
  Veja a seguir imagens de mesas cirúrgicas modernas.








    OUTRAS POSIÇÕES USADAS EM CIRURGIA


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