sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Momento Obstétrico

OBSTETRÍCIA EM RESUMO

Um resumo dos principais componentes obstétricos!

01. Quais são aos ossos da Bacia ?

Resp. : A bacia óssea ou pelve é o canal ósseo constituído pelos seguintes osso:

a. Sacro mediano e posterior;

b. Dois ossos ilíacos laterais e adiante:

- reunidos pelas articulações sacro-ilíacos atrás e a sínfise pubiana à frente.

Assim temos:

. Anteriormente - 02 púbis

. Lateralmente - 02 ilíacos

. Posteriormente – 01 sacro, 01 cóccige e 02 ísqueos.

Localização de cada osso

01. Ilíaco - se situa na face posterior-superior da pélvis. É o maior osso da pélvis e o

principal suporte das vísceras.

02. Púbis - se localiza na face frontal d pélvis.

03. Ísqueo - se situa na face postero-inferior da pélvis.

04. Sacro - localiza-se na face posterior.

05. Cóccige - localiza-se na face posterior.


02. Quais são as partes da bacia Óssea ?

Resp. : A bacia óssea compreende duas partes:

a. A Grande Bacia - localizada acima, entre as cristas ilíacas, esta parte, larga,

apresenta pouco interesse obstétrico;

b. A Pequena Bacia - localizada embaixo, situada sob as linhas inominadas. Esta

parte, estreita, é de grande importância para o Parto: é a

escavação pélvica, também chamada Bacia Óssea obstétrica.

Estas dias partes da Bacia Óssea são separadas por um anel rígido,

O Estreito Superior, de Grande Interesse Obstétrico.


03. Descreva a forma da Pequena Bacia .


Resp. : A pequena bacia, tem a forma de um Cone com:

a. um orifício de entrada - o estreito superior.

b. uma cavidade – a escavação pélvica.

c. Um orifício de saída: o estreito inferior.


04. Quais são os principais Estreitos?

Resp.: São 03 ( treis ) estreitos a saber:

a. Estreito superior.

b. Estreito Médio.

c. Estreito Inferior

Vejamos uma simples descrição de cada um :

01. Estreito superior

Vai do promontório à borda superior da sínfise-púbica.

A importância do Estreito Superior é fundamental, sua passagem pela apresentação

Define o encaixe. Tem a forma oval, cujo círculo ideal teria um diâmetro de cerca de 12 cm.

02. Estreito Médio

Constitui o plano de menor dimensão da escavação, e passa ao nível das espinhas-isquiáticas

Ou ciáticas.


03. Estreito Inferior



Vai da borda inferior da sínfise-púbica a ponta do cóccige ( articulação sacrococcígea, depois da

Repulsão do cóccige no parto ).




O estreito Inferior tem a forma de um losango, com grande eixo antero-posterior; na verdade,grosseiramente arredondado. Suas dimensões, são sensivelmente iguais a 11 cm em todos os sentidos.


05. Descreva os Principais Diâmetros de cada Estreito.

Resp.:

I- Com Relação a Grande Bacia :

a. Diâmetro Bicrista-ilíaca (BC):

- Vai da parte mais saliente, de uma crista ilíaca, à do lado oposto, e mede aproximadamente 28 cm.

b. Diâmetro Biespinha-ilíaca (BE):

- Vai de uma espinha ilíaca anterosuperior, à do lado oposto, e mede aproximadamente 24 cm.

c. Diâmetro Anteroposterior (Diâmetro de Boudelocque):

- Vai da fosseta situada abaixo da apófise espinhosa da última vértebra lombar, à borda superior da sínfise

púbica, e mede aproximadamente 20 cm.

II- Com Relação a Pequena Bacia

A. Diâmetro de Estreito Superior:

a. Antero-posterior ou promontorretropubiano:

- Vai do promontório a borda superior da sínfise-púbica, chamada conjugata VERA ANATÔMICA, mede

Aproximadamente 11 cm.

b. Transverso Máximo ou Mediano:

- vai do ponto mais afastado da linha inominada ao lado oposto. Situado habitualmente na junção 1/3 posterior

com os 2/3 anteriores do diâmetro Antero-posterior, mede aproximadamente de 13 a 13,5 cm. Está situado muito para trás para ser utilizado pela apresentação.

c. Diâmetro Oblíquos:

- Vai de um ponto correspondente à articulação sacroilíaca a eminência ileopectínea do lado oposto,

e mede aproximadamente de 12 a 12,75 cm.

É o diâmetro oblíquo E, muito útil, Istoé partindo da eminência ileopectínea E, o mais comumente utilizado.

B. Diâmetro do rstreito Médio:

a. Antero-Posterior

- Vai do subsacro ao subpúbico, e mede aproximadamente 12 cm.

b. Transverso Biespinha-Ciática

- Vai de uma espinha ciática a outra, e mede aproximadamente 10,5 cm.

C. Diâmetro do Estreito Inferior

a. Antero-Posterior (subcóccix – subpúbico ):

- Vai da ponta do cóccix até a borda inferior da sínfise púbica, e mede aproximadamente 9,5 cm, mais pode atingir

de 11 a 12 cm quando o cóccix está retrovertido.

b. Transverso ou Bi-isquiático:

- Vai do ponto de maior espessura da tuberosidade Isquiática ao lado oposto, e mede aproximadamente 11 cm.


06. Quais são as Membranas Fetais ?

Resp.: Âmnio e Córion


07. O que vem a ser Anexos Fetais?

Resp.: Anexos fetais é tudo que envolve diretamente o embrião e o feto. Compreende, portanto, as membranas,

córion e âmnio, que contém o líquido amniótico, o cordão umbilical e, sobretudo, a placenta.


08. Descreva e dê a função de cada Membrana Fetal.

Resp.: Como foi dito as membranas fetais são : Âmnio e Córion.

Vejamos cada uma :

A. Âmnio

- É a membrana mais interna, começa a se desenvolver por volta de 2ª semana. Envolve o embrião em um saco membranoso antes do corpo tomar forma. Esse saco recai sobre o cordão umbilical formando, assim, a sua

Cobertura externa. Primeiro há um espaço entre o âmnio e o cório, com a progressão da gravidez estes se fundem.

O âminio é composto de um epitélio e da camada de tecido subjacente.

Funções do Âmnio

a. Proteção contra choques;

b. Proteção contra desidratação do embrião;

c. Proteção contra infecções.

B. Córion

- É a membrana mais externa. Forma-se a medida que a implantação do embrião ocorre.

No início as vilosidades coriônicas são distribuídas pelo cório, essas vilosidades aumentam à absorção de nutrientes. A medida que a decídua capsular vai sendo empurrada para fora, as vilosidades em contato com a decídua capsular, tendem à atrofiar e desaparecer: cório liso, mas, no local onde o cório está em contato com a decídua basal, as vilosidades tornam-se abundantes.

A placenta se desenvolve nesse local ----------- Córion frondoso.

Funções do Córion

a. Proteção contra choques;

b. Proteção contra desidratação;

c. Proteção contra infecções.


09. Descreva sobre o Cordão Umbilical.

Resp.: O Cordão umbilical desenvolve-se com o feto, no termo, mede aproximadamente 55cm e pode variar

de 30 a 100 cm, o seu diâmetro varia de 01 a 02 cm.

É úmido, branco, leitoso, e freqüentemente apresenta tem aspecto torcido ou espiralado. Ele é formado

De tecido conjuntivo mucoide ou indiferenciado, e este tecido é composto por uma substância gelatinosa, a

Geléia de WHARTON, que envolve os vasos e forma o restante do interior do cordão.

Nesta geléia correm os vasos umbilicais remanescentes das vesículas alantóide e vitelínea. O cordão

possui 02 (duas) artérias e 01 (uma) veia. As artérias carream sangue venoso e a veia sangue arterial.

Logo, flui do feto, das 02 (duas) artérias umbilicais para a placenta o sangue impuro, e da placenta

através da veia flui o sangue oxigenado e com nutrientes para o feto.

Eventualmente o cordão umbilical pode apresentar apenas 01 (uma) artéria e 01 (uma) veia, fato associado

Com anomalias congênitos do feto.


10. Qual a função do Cordão Umbilical ?

Resp.: Funções do Cordão Umbilical

a. Suprir o feto de Nutrientes e de Oxigênio, e retirar dele as substâncias que forem excedentes.

b. Carrear sangue para fazer as trocas necessárias ao feto.


11. Descreva sobe o Líquido Amniótico .

Resp. : O líquido amniótico circunda todo o embrião. No início da gravidez o líquido é semelhante ao plasma materno, mas, com o decorrer da gravidez o feto tende a modificar a composição do mesmo. O feto ingere o líquido e elimina a sua urina hipotônica, tornando-o hipotônico.

Não se dá acúmulo estático de líquido ao redor do feto. Ele é substituído em 500 ml por hora e 01 vez a cada 03 horas. A sua quantidade é aumentada conforme o embrião se desenvolve, sendo que no final da gravidez pode atingir um volume de + ou – 850 ml.

Composição do Líquido Amniótico

a. 98% de água;

b. 01% a 02% de sódio orgânico e inorgânico;

c. Líquido;

d. Glicose;

e. Eletrólitos;

f. Hormônios;

g. Enzimas;

h. Proteínas;

i. Uréia, Creatinína e ácido úrico;

j. Células fetais descamadas;

k. Células epiteliais.

Assim,

O líquido amniótico é totalmente puro e cristalino. Nenhuma classe de micróbios pode chegar até ele enquanto as diversas membranas que o envolvem permanecem intactas.

Mantém intacta toda a sua pureza, apesar de lhe chegar urina, suor e outras substâncias residuais da criança, visto que em cada momento se renova totalmente.


12. Quais são as funções do Líquido Âminiótico ?

Resp.: O líquido amniótico serve a uma variedade de efeitos, todos, possibilitam um ambiente favorável ao desenvolvimento fetal intra-uterina:

a. Auxilia a eliminação de excreção do tubo respiratório e dos rins;

b. Permite o feto se mover com facilidade;

c. Protege contra possíveis lesões;

d. Mantém a temperatura uniforme (protege contra o frio e contra o calor);

e. Assegura a hidratação dos tecidos do feto;

f. Impede que o saco amniótico adira a criança originando deformações;

g. Isola o feto de exterior;

h. Atua como amortecedor, permitindo que o feto mova-se comodamente para ele e sua progenitora.


13. Cite 04 causas do Abortamento Espontâneo.

Resp.: As causas do abortamento espontâneo pode ser:

a. Causas ovulares;

b. Causas maternas;

c. Causas paternas.

Vejamos cada uma :

I. Causas Ovulares

a. Anomalias incompatíveis com o prosseguimento da gestação;

b. Alterações da implantação ovular;

c. Pólihidrâmnio;

d. Defeito intrínseco de grau variado no ovo (mola hidatiforme).

OBSERVAÇÃO :

Alteração da implantação ovular, causada por:

a. Inserção baixa da placenta;

b. Deslocamento prematuro da placenta;

c. Infecções, por exemplo: Sífilis.

II. Causas Maternas

a. Insuficiência da Progesterona produzida pelo corpo Lúteo;

b. Apoplasia uterina ou útero infantil;

c. Mioma uterino;

d. Retroversão uterina (fundo de útero par frente e o colo para trás);

e. Incompetência do Orifício Ístimo-cervical.

f. Fatores Psíquicos.

III. Causas Paternas

É difícil documentar, e não são conhecidos por todos os autores. Seriam anomalias do Espermatozóide (SPTZ).


14. Discutir a conduta terapêutica do Abortamento Evitável.

Deve-se utilizar as seguintes condutas:

a. Solicitar repouso relativo, de acordo com a gravidade;

b. Proibição absoluta do coito;

c. Procurar tranqüilizar a gestante;

d. Nas gestantes com cólicas: deve-se administrar substâncias anti-espasmódicas e analgésicas;

e. Administrar Medicações prescritas.

Observação :

Geralmente administra-se : Alupent / Aerolin / Bricanyl.

Possologia do Alupent para Obstetrícia

a. 10 ampolas em 500 ml de S.G. à 5% ou S.F à 0,9%, indica-se com 20 gotas por minutos;

É comum fazer 03 ampolas em 500ml de S.G à 5%, com 20 gotas por minutos. Se necessário aumentar o gotejamento, de acordo com a resposta pélvica.

b. Em urgência Extrema:

- administrar 01 ampola EV, diluída em 5 ml de S.F à 0,9% ( Inibe as contrações após 01 ou 02 minutos).

c. Em Abortamento Evitável :

- Administrar 01 ampola IM, 03 a 04 vezes ao dia, nos primeiros dias.

d. Manutenção : No Abortamento Evitável.

- Administrar 01 comprimido, 03 vezes ao dia.


15. Quais são os principais Sinais e Sintomas do Abortamento Inevitável?

Resp.: São os mesmos sintomas do abortamento evitável, porém em um grau mais intenso. Assim:

a. O sangramento vem em coágulos e de cor viva;

b. A dor é mais intensa;

c. A contração é mais intensa;

d. Há dilatação cervical.


16. Faça um Plano Assistencial de Enfermagem para o Abortamento Inevitável.

Assistência de Enfermagem no Abortamento Inevitável

a. Controlar Sinais Vitais;

b. Observar e anotar quantidade,aspecto e intensidade do sangramento;

c. Observar e prevenir o estado de choque;

d. Colher amostra de sangue para exames;

e. Caso seja prescrito administração de sangue, observar e prevenir as reações adversas: rubor, formigamento, comichão, etc...;

f. Auxiliar durante os exames;

g. Administrar medicações prescritas e controlar gotejamento, observar as sintomatologias;

h. Auxiliar durante a curetagem quando ocorrer;

i. Se após a curetagem for prescrito Meterghin, observar o valor da Pressão Aterial (PA) antes de administrrar;

j. Dar apoio emocional.


17. Cite e descreva as 03 (três) fases Clínicas do Parto.

São 03 as fases clínicas do Parto: dilatação, expulsão e delivramento ou secundamento.

Vejamos cada uma das fases :

a) Dilatação :

- é todo mecanismo até chegar a expulsão e posteriormente ao delivramento. Inicia-se com as contrações dolorosas, que começam de modificar ativamente a cérvice, e termina quando a sua ampliação está completa (10 cm).

Durante o 1º período abre-se o diafrágma cérvico-segmentário e se forma o canal do parto, isto é, continuidade do trajeto útero-vaginal. Para haver o parto há uma dilatação de 01 a 10 cem.

b) Expulsão:

- é a fase do nascimento, é a fase de transição, onde há o ápice das contrações.

Se inicia quando a dilatação está completa e encerra com a saída do feto. Caracteriza-se, pela sincronia das metrosistoles, da força contrátil do diafragma e da parede abdominal.

b) Delivramento ou Secundamento ou Alumbramento :

- é o deslocamento, descida e expulsão da placenta.

Se processa após o desprendimento do feto, e se caracteriza pelo deslocamento, dequitção, pela descida e pela expulsão da placenta e de suas páreas para fora das vias genitais.


18. Fazer um Plano Assistencial para a 1ª fase Clínica do Parto.

Assistência de Enfermagem na 1ª Fase do Parto

a. Verificr Sinais vitais;

b. Fazer higienização caso seja necessário;

c. Medir o fundo de útero;

d. Fazer exame de Enfermagem;

e. Observar e anotar as perdas:

- tampão mucoso,

- líquido amniótico,

- sangramento (anotar aspecto, cor, intensidade, etc...),

f. Auscutar e anotar os Batimentos Cárdio-Fetais (BCF);

g. Observar se a gestante está urinando, caso não esteja, fazer as manobras

para induzir a micção, caso não consiga, fazer cateterismo de alívio;

h. Observar e anotar as metrosistoles, anotando a intensidade, freqüência e

duração das contrações em 10 minutos;

i. Orientar quanto a importância da respiração durante as contrações;

j. Orientar quanto a importância da posição em D.L.E., que evita a compressão

da VCI, facilitando a circulação;

k. Administrara medicação prescrita, observando e controlando o gotejamento, e as reações;

l. Colher material para exame caso a parturiente não tenha feito pré-natal ( fator Rh, Grupo

Sanguíneo, VDRL, HIV, etc...);

m. Observar e anotar Sinais e Sintomas que caracterizam o inínio da 2ª fase do parto:

a. Sensação de evacuar;

b. Aumento da intensidade das contrações;

c. Abaulamento do períneo ( a vulva se entreabre, anus se dilata).


19. Fazer um Plano Assistencial para a 3ª Fase Clínica do parto.

Vejamos:

a. Verificar Sinais vitais;

b. Colher material para análise de sangue placentário;

c. Inspecionar placenta;

d. Medir e anota a mensuração do cordão umbilical;

e. Pesar a placenta;

f. Auxiliar durante a epísiotomia;

g. Administrar medicações indicadas, sempre após a verificação da PA (geralmente há indicação de Meterghin);

h. Fazer higiene da parturiente e inspecionar e anotar alterações na vulva;

i. Aquecer a parturiente e encaminhar para a unidade (enfermaria);

j. Anotar os fatos ocorridos durante o parto.


20. Faça um plano Assistencial para a Parturiente do Puerpério.

a. Verificar Sinais Vitais ( TPR e PA);

b. Observar e anotar a cor, aspecto ea presença dos lóquios;

c. Atentar para anormalidades com: aumento de temperatura, hemoragias, etc... ;

d. Fazer e anotar o exame físico de Enfermagem;

e. Verificar posição, consistência e involução uterina;

f. Verificar e anotar peso, perímetro abdominal;

g. Orientar quanto a prisão de ventre, e estimular a ingesta de alimentos ricos em fibras a partir do 3º dia do puerpério;

h. Administrar analgésico se prescrito, para amenizar as “dores pós-parto”;

i. No 1º dia pós-parto, fazer lavagem extrerna asséptica;

j. Orientar quanto a importância do esvaziamento dos seios;

k. Orientar quanto a importância da higiene dos seios;

l. Orientar a importância do uso de Sutiã;

m. Dar apoio emocional;

n. Orientar quanto da necessidade e a importância de uma Puerpério bem feito;

o. Orientar quanto a existência dos métodos contraceptivos.


21. Descreva sobre a estática Fetal, Atitude, Situação, Apresentação e Posição.

A. ESTÁTICA FETAL:

É as relações do produto conceptual com a bacia e com o útero. É o estudo que permite o conhecimento da nomenclatura obstétrica.

B. ATITUDE OU HÁBITO FETAL:

É a relação das diversas partes do feto entre si. Graças a flexibilidade da coluna vertebral e à articulação occípto-vertebral, o feto se aloja na cavidade uterina em atitude de flexão generalizada, isto é, a coluna vertebral encurvada no seu todo e a cabeça com o mento aproximado da face anterior do tórax, o que dá ao concepto a forma ovóide, o ovóide fetal, que apresenta então dois pólos: cefálico e pélvico.

C. RELAÇÃO ENTRE AS PARTES FETAL E A DA MÃE:

A. Situação :

É a relação entre os eixos longitudinais fetal e uterino, e pode ser:

a. longitudinal,

b. transverso,

c. oblíquo ou inclinado.

B. Apresentação :

É a relação fetal ou parte fetal que se coloca no estreito superior. E pode ser:

a. Cefálica ou Pélvica: se numa situação longitudinal;

b. Acromial ou Ombrinho: se numa situação oblóqua, se for de cabeça para baixo, na posição trocanteana.

C. Posição:

É a relação do dorso fetal com o lado direito (D) ou esquerdo (E) da mãe. Para tal análise usa-se a linha imaginária de Ribmont.


ULTRASONOGRAFIA (US) ou ULTRA-SOM

A ultra-sonografia é um exame que necessita de dados complementares para a sua interpretação próxima da realidade. Ela utiliza tabelas, que normalmente nõ está a semelhança do biótipo do homem brasileiro, assim a sua interpretação deve levar em consideração as características dos pais. Podemos observar, que o nordestino normalmente apresenta cabeça grande, que a mulher brasileira normalmente, dependendo da região apresenta uma pequena estatura, tudo isso mostra distorção dos dados obtidos quando comparado com a tabela. Assim o examinador deve levar em conta todas estas diferenças durante o exame para, dar um diagnóstico próximo da realidade.

Em caso para determinar possíveis gravidez, o examinador deve ter dados complementares para fornecer um diagnóstico próximo da verdade.

Deve obter:

a. Resultado do TIG,

b. Consistência do colo uterino,

c. Data da última menstruação;

d. E através destes dados associados a imagem da US, chega-se a um diagnóstico de gravidez ou não.

O que se observa, é que as pessoas solicitam a US sem fornecer os dados básicos necessários, para que associados a imagem, o examinador obtenha um diagnóstico próximo da realidade.

Ultra-Som

O uso do ultra-som na prática obstétrica classifica-se em duas categorias gerais:

A . Avaliação do feto em Risco;

B . A triagem rotineira de todos os fetos.

A triagem da avaliação do feto em risco inclui a (o):

a. determinação de anomalias fetais pela visualização da anatomia do feto;

b. localização de depósitos de líquido amniótico a aminiocentese;

c. determinação da idade gestacional;

d. diagnóstico de apresentações fetais anormais;

e. implantes anormais da placenta;

f. identificação do retardo de crescimento intra-uterino.

Vários autores recomendam que todos os fetos sejam examinados durante a primeira metade da gravidez como um meio para avaliar a idade gestacional, detectar as gestações gemelares e múltiplas, descobrir abortos retidos, molas hidatiformes e outras gestações não viáveis, e detectar anomalias fetais.

Avaliação da Idade Gestacional

Mede-se o comprimento cabeça-nádega; posteriormente mede-se o diâmetro bi-parietal (DBO) da cabeça do feto. Essas medidas são comparadas em um normograma para determinar a idade gestacional.

Retardamento do Crescimento Intra-Uterino (RCIU)

Estão sendo estudadas várias dimensões fetais. Entre essas estão o cote transverso do abdome como medida do tamanho do fígado, um dos órgãos mais diminuídos de tamanho pelo RCIU, comprimento femoral e várias associações de medidas destinadas à avaliar o peso fetal.

Anomalias Fetais

a. Movimentos respiratórios;

b. Atividade cardíaca;

c. Fluxo sangüíneo pelos grandes vasos;

d. Esvaziamento e enchimento da bexiga.

Podem detectar-se anomalias estruturais como:

a. Espinha bífida;

b. Membros anormais;

c. Tumores.

A ultra-som quando bem utilizada é um instrumento valiosíssimo para a saúde e bem estar da gestação.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Potter ou Pott

Síndrome de Potter X Mal de Pott





Síndrome de Potter

A síndrome de Potter e o fenótipo de Potter representam um complexo de achados associados à insuficiência renal e à reduzida quantidade de líquido amniótico (oligohidrâmnio) que se desenvolvem antes do nascimento do bebê.

O fenótipo de Potter representa uma condição que, no recém-nascido, é caracterizada pela ausência de líquido amniótico (oligohidrâmnio). Na ausência desse fluido o bebê não fica protegido da parede do útero. Nessa situação, a pressão exercida por essa parede provoca uma aparência facial típica (fácies de Potter): olhos amplamente separados, com pregas epicânticas, ponte nasal ampla, implantação baixa das orelhas e queixo retraído. Além disso, por causa do espaço intra-uterino limitado, as extremidades podem se mostrar anormais ou em posições ou contraturas anormais.


A condição de oligohidrâmnio também pode interromper o desenvolvimento dos pulmões (pulmões hipoplásicos) de modo que ao nascimento estes órgãos não funcionam adequadamente. Na síndrome de Potter o defeito principal é a insuficiência renal,que ocorre antes do nascimento do bebê, seja por causa do desenvolvimento insuficiente dos rins (agenesia renal bilateral) ou por outros tipos de doenças renais que provocam a insuficiência dos órgãos. Os rins normalmente produzem o fluido amniótico (como urina) e essa falta de fluido causa a aparência típica da síndrome.

Mal de Pott

O mal de Pott (ou doença de Pott ou tuberculose vertebral) é uma forma de apresentação de tuberculose extrapulmonar, onde a coluna vertebral é afetada. A doença foi descrita em 1799, por Percivall Pott (1714-1788), um cirurgião londrino. Atinge mais comumente as vértebras T8 à L3. A doença começa no corpo vertebral anterior. O disco adjacente é envolvido, levando a um estreitamento do espaço entre os discos e herniação. Eventualmente a vértebra colapsa e porção anterior leva a uma cifose e/ou escoliose. As estruturas vertebrais posteriores (pedículos, espinha) são raramente envolvidos. Abscessos são formados adjacentes à coluna vertebral, e calcificação é patognomônico de tuberculose.

Sinais e sintomas

  • Dorsalgia
  • Febre
  • Suor noturno
  • Anorexia
  • Perda de peso
  • Dormência, formigamento e fraqueza muscular em membros inferiores.

Diagnóstico

  • Exame de sangue
  • PPD (purified protein derivative)
  • Radiografia da coluna vertebral
  • Tomografia computadorizada da coluna vertebral
  • Biópsia óssea
  • Ressonância magnética

Complicações tardias

  • Colapso vertebral resultando em cifose
  • Compressão do cordão espinhal
  • Formação de sinus
  • Paraplegia

Terapia

  • Drogas antituberculosicas
  • Analgésicos
  • Imobilização da coluna vertebral
  • Cirurgia pode ser necessária, especialmente a drenagem de abcessos espinhais ou para estabilizar a coluna.

Prevenção

O controle da disseminação da tuberculose pode prevenir o Mal de Pott. Pacientes que tiveram o teste PPD (teste cutâneo com injeção de tuberculina) positivo (mas não tuberculose ativa), podem ter seus riscos diminuídos com a utilização de medicamentos que previnem a tuberculose. Para o tratamento efetivo da tuberculose, é crucial que os pacientes tomem suas medicações exatamente como prescrito.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

VARICELA ou CATAPORA : EXANTEMA

VARICELA OU CATAPORA





A Varicela, também chamada de Catapora, é doença infecto-contagiosa causada por vírus.

É doença endêmica nas grandes cidades, verificando-se ocasionalmente epidemias.




A varicela

(catapora) é uma doença altamente

contagiosa, causada pelo vírus

varicela-zoster e que acomete,

principalmente, menores de

15 anos de idade.


Agente causador:

vírus Herpesvírus varicellae.

Pode ocorrer

durante o ano todo, porém observa-se

um aumento do número de casos no

período que se estende do fim do

inverno até a primavera

(agosto a novembro), sendo comum,

neste período, a ocorrência de surtos

em creches, pré-escolas,

escolas, etc.



TRANSMISSÃO




Dá-se por contato direto com pessoas

doentes. O vírus penetra no organismo

pelas vias respiratórias ( aéreas).


MANIFESTAÇÕES CLINICAS


A principal manifestação clínica é

caracterizada pela

presença de vesículas disseminadas em todo o corpo, que evoluem para crostas até a cicatrização (em torno de cinco dias). A transmissão pessoa a pessoa ocorre primariamente por contato direto com pacientes com varicela, por disseminação aérea de partículas virais (aerossóis) e, também, pode ocorrer por meio de contato com as lesões de pele. O período de maior transmissibilidade inicia-se dois dias antes do aparecimento das vesículas e vai até a fase de crosta . O período de incubação varia de duas a três semanas, com média de 14 a 16 dias.



RESUMO DAS MANIFESTAÇÕES CLINICAS



A . Presença de Vesícula dissiminada pelo corpo;

B. Evoluindo para Crostas;

C. Posteriormente Cicatrização ( em torno de 5 dias).

As complicações podem variar desde:

a) infecção secundária das lesões de pele,


b)pneumonia,

c) encefalite,

d) complicações hemorrágicas,

e) hepatite,

f) artrite,

g) Síndrome de Reye.

Há até relatos de infecção invasiva severa por estreptococos do grupo A (GAS), podendo levar a óbito.

ATENÇÃO

É importante ressaltar que indivíduos imunodeprimidos (infectados pelo HIV, transplantados, neoplasias, etc), poderão apresentar quadros mais graves da doença.

Observação:

Síndrome de Reye




A Síndrome de Reye é um distúrbio raro do fígado e do cérebro que ocorre após uma infecção viral geralmente em crianças entre 4 e 12 anos. Foi descrita pela primeira vez em 1929 como doença clínica e patológica. Até hoje a doença não é muito bem entendida. Uns ligam a doença com o uso de aspirina em crianças e outros ligam a doença com o vírus da varicela, toxinas exógenas e defeitos metabólicos intrínsecos nas enzimas do ciclo da uréia.

O primeiro estágio da doença é caracterizado por uma doença viral como infecção respiratória, diarréia ou após varicela. No caso de varicela, a síndrome se manifesta cinco dias após os sinais da doença.

Seus sintomas são: vômitos, náuseas, letargia, delírios, coma, amnésia, respiração acelerada e pode levar à morte.
Para prevenir a síndrome é necessário que não se faça uso de aspirinas e seus derivados em menores de 12 anos.

Qualquer menor que apresentar vômito após um processo infeccioso viral deve-se realizar exames de sangue e biopsia do fígado para confirmar ou não a Síndrome de Reye. Não existe tratamento específico para a síndrome, mas a criança doente deve ser internada numa UTI pediátrica para controlar a evolução da síndrome. O objetivo é evitar a hipoglicemia e a cicatrização do fígado e do cérebro.

Notificação Compulsória

A varicela não é uma doença de notificação


compulsória em casos isolados, porém os surtos decorrentes deste agravo em creches, pré-escolas, escolas, comunidade em geral, devem ser notificados no SINAN (boletim de notificação de surtos).

Assim como, recomenda-se monitorar as hospitalizações por varicela e os óbitos relacionados a esse agravo, a fim de


acompanhar a tendência do comportamento epidemiológico desta doença.

VACINAÇÃO

A vacina contra a varicela está indicada nas seguintes situações específicas:

A- pessoas suscetíveis a varicela com leucemia linfocítica aguda em remissão (pelo menos 12 meses), desde que apresentem 1.200 linfócitos/mm3 ou mais, sem radioterapia;

B- pessoas suscetíveis a varicela que serão submetidos a transplantes de órgãos sólidos, pelo menos três semanas antes do ato cirúrgico;

C- profissionais de saúde, pessoas e familiares de suscetíveis a varicela e imunocompetentes, que estejam em convívio domiciliar ou hospitalar com pacientes imunocomprometidos;

D- pacientes infectados pelo HIV, assintomático ou oligossintomático, sem alteração do CD4 (N1, A1);

E- pessoas suscetíveis a doença e imunocompetentes, no momento da internação em enfermaria onde haja caso de varicela;

F- bloqueio em enfermarias hospitalares;

G- crianças suscetíveis a varicela, que frequentam creches em período integral (manhã e tarde), onde haja caso(s) de varicela. Serão vacinadas as crianças na faixa etária de 1 a 5 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);

H- população indígena.

IMUNOGLOBULINA ( VZIG)

A imunoglobulina específica (VZIG) é preparada com o soro de pacientes que apresentaram zoster, e contém elevados títulos de anticorpos. De acordo com o Manual para os Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, essa imunoglobulina deverá ser administrada até 96 horas do contato com o caso índice, na dose de 125 UI para cada 10 kg de peso (dose mínima de 125 UI e dose máxima de 625 UI).

INDICAÇÕES PARA USO DA IMUNOGLOBULINA ( VZIG )

Considera-se as seguintes indicações ( VZIG ):

pacientes imunodeprimidos;


gestantes suscetíveis, devido ao risco de complicação materna;

RNs de mães que apresentam varicela nos últimos cinco dias antes e até 48 horas após o parto;

RNs prematuros maiores ou igual a 28 semanas de gestação, cuja mãe não teve varicela;

ORIENTAÇÕES GERAIS:

·a. afastar as crianças com varicela da creche ou escola até o 7º dia após o aparecimento das lesões ou até que todas as lesões tenham evoluído para crostas;

·b. manter cuidados adequados de higiene;

·c. manter as unhas das mãos das crianças doentes bem aparadas, para evitar lesões que propiciam infecção por bactérias;

·d. procurar um serviço de saúde para avaliação e orientação;

·e. não dar aspirina para crianças com varicela, pois esta pode causar uma complicação grave chamada Síndrome de Reye, caracterizada por quadro neurológico e alterações no fígado;

·f. notificar os surtos oportunamente.

PROFILAXIA

Recomenda-se o isolamento dos pacientes até 06 (seis) dias depois do aparecimento da última vesícula. As pessoas suscetíveis devem evitar contatos com os doentes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Novas Regras Para Parada Cardíaca


Novas diretrizes para a Parada Cardiorrespiratória (PCR)


O que PCR ?

É o conjunto de procedimentos realizados após uma PCR, destinados a manter a circulação de sangue oxigenado para o cérebro e outros órgãos vitais.
É a cessação súbita da circulação sistêmica e atividade respiratória em indivíduo com expectativa de restauração da função cardiopulmonar e cerebral, não portador de moléstia crônica intratável ou em fase terminal.


Em Outubro de 2010 à Associação Americana do Coração (AAC) divulgou as novas diretrizes mundiais para o atendimento da parada cardiorrespiratória (PCR).
O grande foco está nas massagens cardíacas, que podem ser feitas pela própria população.
Por ano, 308 mil brasileiros sofrem paradas cardíacas.
Assim, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) anunciou na noite desta segunda-feira (18/10/2010) a publicação das “Novas Diretrizes Mundiais das Emergências de Ressuscitação após Parada Cardíaca”, uma atualização do conhecimento médico sobre como evitar a morte de uma vítima de infarto, com a ajuda da massagem cardíaca e do uso de desfibriladores.
A nova recomendação é que, diante de uma pessoa inconsciente e que não respira, o leigo peça a alguém para telefonar para o 192 e inicie imediatamente a compressão do peito, ou seja, a massagem cardíaca.


DOAGNÓSTICO DA PARADA CARDÍACA

Avaliação primária da vítima

A. abrir vias aéreas

B. Verificar a respiração( ver, ouvir e sentir )

Não respira ?

C. Verificar a presença de pulso CAROTÍDEO

AUSÊNCIA DE RESPIRAÇÃO E PULSO CEREBRAL ?

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA = INICIAR PCR






A massagem cardíaca deve ser feita num ritmo de 100 compressões por minuto e o peito do paciente deve ser comprimido por cerca de 5 centímetros.

A compressão deve ser intensa e profunda: a cada uma o peito do paciente deve ser comprimido por pelo menos 5 centímetros (
em Adultos e Criançasou, no caso de bebês, 4 centímetros) e devem ser feitas 100 compressões por minuto.

Em outras palavras podemos dizer que deve-se fazer, 100 (cem) compressões por minuto, realizadas na altura mediana do osso externo do tórax, com profundidade exata de 5 cm, para adultos e crianças, e 4 cm, para bebês.

Essa ação, pode não só salvar a vida de uma pessoa com parada cardiorrespiratória como resultar em menor número de sequelas neurológicas.

As massagens são cruciais para o retorno da circulação espontânea do sangue, o que resulta em sobrevivência com qualidade de vida.

Estudos internacionais mostram que a sobrevida das vítimas de PCR pode chegar a 75% se a massagem cardíaca for realizada de maneira adequada e precoce, seguida de choque com desfibrilador, no prazo de três minutos desde a parada cardiorrespiratória.








A força deve ser exercida no punho, não nas mãos.


Observação:

A SBC ressalta que a "massagem" recomendada é muito mais intensa e a frequência aumentou. Além disso, o leigo não precisa fazer a respiração boca a boca. Mais importante, segundo as novas diretrizes, é que ele faça as compressões e peça para alguém trazer o mais rápido possível um desfibrilador automático, que hoje existe em locais de grande aglomeração de pessoas, como estádios, aeroportos e shoppings.


BOCA A BOCA

As novas diretrizes recomendam ainda que somente pessoas treinadas em suporte básico de vida agreguem a respiração "boca a boca" às massagens cardíacas.

"Ao se preocupar com a respiração boca a boca, a pessoa não treinada diminui o número e a qualidade das compressões, o que não é adequado, já que são essas as manobras principais até a chegada do socorro médico".

As novas recomendações também visam melhorar a eficácia do tratamento hospitalar. Além do controle de parâmetros clínicos como pressão arterial, temperatura e glicemia e eletrólitos, está preconizada a realização do cateterismo, com angioplastia e implantação de stent, imediatamente após a para da cardiorrespiratória.

Outra importante técnica recomendada é a hipotermia --técnica de diminuição controlada da temperatura do corpo, para recuperação de células e de tecidos danificados pela baixa oxigenação do sangue. Com ela, estudos apontam que os pacientes têm três vezes mais chances de sobreviver à PCR sem seqüelas neurológicas.


A REGRA PRECONIZADA PELAS NOVAS DIRETRIZES PARA PARADA CARDIACA SÃO:

A. 1º se inicie a compressão (massagem Cardiaca) e pessa a alguém para solicitar 192;

B. 2º se garantir a abertura das vias respiratórias e, como consequência, a respiração.

C. Fazer a desfibrilação no prazo de 3 minutos desde a PCR.


Numa segunda etapa, a recomendação é que :

A. os profissionais providenciem o resfriamento do organismo para 32 a 34 graus, em até 24 horas;

B. e o cateterismo de urgência, com Angioplastia r implante de Stent em até 24 horas.


ABCD NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA DE CAUSAS CLÍNICAS


AVALIAÇÃO PRIMÁRIA

 A=Abrir as vias aéreas
 B= Ventilar
 C=Circulação-COMPRESSÕES TORÁCICAS
 D= Desfibrilação(DEA


AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA

 A= Assegurar via aérea
 B=Boa respiração
 C= Circulação – Instalação de acesso venoso, monitorização, COMPRESSÕES TORÁCICAS
 D= Utilização de Drogas



A importância do tempo !!!

• Na PCR, a cada 1 minuto, cai 10% a chance de sua reversão.

• Após 10 minutos sem nenhuma manobra, o socorro é improvável.

• Com manobras eficientes, prolonga-se este tempo.

• Com a desfibrilação precoce, o sucesso ocorre entre 40 a 70%.

• O sucesso da desfibrilação depende crucialmente do tempo entre o início da arritmia e da administração do choque.