quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PRIVATIZAÇÕES DAS EMEGÊNCIAS DOS HOSPITAIS DO RIO

Sindenfrj conquista liminar contra contratação de OS pela Prefeitura
17/02/2011

A Justiça concedeu liminar à ação do Sindicato dos Enfermeiros do Rio (Sindenfrj) que visa a impedir a entrega do controle das emergências de quatro hospitais da cidade e dois PAMs às organizações sociais. A decisão proíbe que a Prefeitura contrate qualquer OS e divulgue a empresa que ganhou a licitação.


A liminar foi concedida um dia antes da licitação das organizações sociais que serão contratadas para controlar os serviços nas emergências do Hospital Souza Aguiar, do Salgado Filho, do Miguel Couto e do Lourenço Jorge e dos PAMs Del Castilho e Irajá, prevista para esta sexta-feira (18), na sede da Prefeitura.





Fevereiro de 2011

Sindicato faz assembleias nos hospitais cujas emergências podem ser entregues às OSs
15/02/2011


A partir de março, o Sindicato dos Enfermeiros e entidades que representam os trabalhadores da saúde do Rio farão assembleias nos hospitais cujas emergências a Prefeitura pretende entregar às organizações sociais. Nesta sexta-feira(18), militantes e dirigentes da categoria participam de manifestação em frente à Prefeitura (Cidade Nova) para impedir a realização da licitação das OSs. O protesto começa ao meio-dia.


Assembleias (a partir das 9h)

16/03 – Hospital Salgado Filho

21/03 – Hospital Souza Aguiar

22/03 – Hospital Lourenço Jorge

23/03 – Hospital Miguel Couto




DEU NO JORNAL

SINDICATO DOS ENFERMEIROS DO RIO ENTRA NA JUSTIÇA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DAS EMERGÊNCIAS DOS HOSPITAIS MUNICIPAIS DO RIO DE JANEIRO

Fevereiro de 2011

Sindenfrj aciona Justiça contra privatização das emergências do município
08/02/2011


O Sindicato dos Enfermeiros do Rio vai entrar na Justiça para impedir que a Prefeitura entregue o controle de emergências de quatro grandes hospitais da cidade a organizações sociais que já controlam postos do Programa de Saúde da Família. As unidades atingidas são o Souza Aguiar (Centro), Salgado Filho (Méier), Miguel Couto (Gávea) e Lourenço Jorge (Barra). A proposta também prevê a gestão de dois postos de saúde (PAMs Del Castilo e Irajá) pelas OSs.

Batizada pelo secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, de Programa de Emergência e Urgência de Pronto Atendimento, a medida foi anunciada sob a alegação de que agilizará o atendimento e evitará a falta de especialistas. O primeiro a ser atingido será o Miguel Couto, provavelmente a partir de junho.

No meio sindical, a medida causou indignação. A presidente do Sindenfrj, Mônica Armada, lembra que a lei municipal 5.026/2009 (das OSs) só permite a gestão de organizações sociais no Programa de Saúde da Família e em novas unidades. Segundo ela, a aprovação da lei, em maio de 2009, causou polêmica e ocorreu sob protestos de servidores da saúde e da educação.

- Por causa da pressão do funcionalismo e das entidades que os representam, a Prefeitura recuou em alguns pontos para conseguir aprovar o projeto. Entre eles o que proíbe a transferência de gestão de unidades antigas para organizações sociais. Logo, repetiremos a pressão e acionaremos a Justiça para impedir mais essa investida contra a saúde pública.

Mônica lembra também que as contratações pelas OSs vão preterir os aprovados no concurso de 2008.



Esta no endereço :


http://www.sindsprevrj.org.br/jornal/secao.asp?area=9&entrada=4647

Dia 18, grande ato contra privatização de hospitais do município do Rio
10/02/2011

Por Olyntho Contente



Da Redação do Sindsprev/RJ



Servidores protestam contra privatização nas galerias da Câmara do Rio, em 2009


A Frente de Luta Contra a Privatização da Saúde no Rio de Janeiro, criada nessa quinta-feira (10/02), no auditório do Sindsprev/RJ, convoca servidores municipais, usuários, conselheiros e todo o movimento popular para um ato público no próximo dia 18, a partir do meio-dia, no Centro Administrativo da Prefeitura do Rio (Piranhão). O objetivo é barrar a licitação prevista para acontecer no mesmo dia e local, para a escolha das Organizações Sociais (OS) às quais o prefeito do Rio, Eduardo Paes, quer entregar as emergências de quatro grandes hospitais municipais.

A Frente aprovou ainda, como parte da luta contra a implantação das OSs, a mobilização da categoria, com visitas, sempre às 7 horas da manhã, aos hospitais que podem ser atingidos pelo projeto privatista do prefeito Eduardo Paes: na próxima segunda-feira, 14/02, Hospital Salgado Filho; na terça-feira, Souza Aguiar; na quarta-feira, Miguel Couto; e na quinta-feira, Lourenço Jorge. Além disto, será elaborada carta aos parlamentares sobre as ilegalidades e inconstitucionalidades da entrega dos hospitais às OSs, convovando-os a participar do ato do dia 18 e da audiência do dia 17, em Brasília, com a ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a inconstitucionalidade de projetos que privatizam a saúde.



Ampliar a Frente



Foi decidido, ainda, ampliar a Frente, com a participação de todos os segmentos da saúde (estadual e federal), também atingidos por várias formas de privatização, processo que irá se aprofundar com a MP 520, editada pelo presidente Lula, no final do seu mandato, e que cria uma empresa privada para gerir os hospitais federais. Serão convocados, também, sindicatos de outras categorias e parlamentares. À reunião dessa quinta-feira compareceu a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), que estará presente no ato do dia 18 e nas visitas aos hospitais. Ela colocou seu gabinete à disposição da luta contra a privatização da saúde. O gabinete do vereador Paulo Pinheiro (PPS) também esteve representado pelo assessor Orlando Roberto Dias.



Nova reunião



Uma nova reunião da Frente de Luta Contra a Privatização da Saúde no Rio de Janeiro, para definir detalhes das visitas e do ato público no Piranhão, foi marcada para a próxima segunda-feira, às 16 horas, no auditório do Sindsprev/RJ (Rua Joaquim Silva, 98-A, Lapa). Na ocasião serão dados, ainda, informes sobre as medidas judiciais cabíveis para impedir a entrega dos hospitais às OSs.



Canto da sereia

A secretaria municipal de saúde vem fazendo reuniões com médicos dos hospitais municipais e postos de saúde, passando a idéia de que a privatização trará o melhor dos mundos para essas unidades. A verdade é que a privatização beneficia apenas grupos particulares, colocando em risco a estabilidade do servidor. Coloca também em risco o atendimento gratuito à população, como acontece em São Paulo.

A entrega de hospitais a Organizações Sociais (chamadas de OSCIPs, em São Paulo) está há muito tempo em curso. Em dezembro último, a Assembléia Legislativa paulista aprovou projeto, sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que acaba com a gratuidade em 25% dos atendimentos de alta complexidade na rede hospitalar pública estadual, gerida por organizações sociais. Quando elas foram implantadas naquele estado, o governo paulista também afirmava que não haveria privatização e nem prejuízos para a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Maldição do Profissional da Saúde

Conta a lenda que, quando Deus liberou o conhecimento sobre como cuidar dos enfermos, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito selecionado de pessoas. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", alguém traiu as determinações divinas...

Aí aconteceu o pior!!!!!!........

Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:

1º - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º - Não verás teu filho crescer.

3º - Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º - Terás depressão, se tiveres sorte. Se for como os demais terás esquizofrenia.

5º - A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.

6º - Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º - Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;

8º - Dormir será considerado luxo, logo, não dormirás.

9º - Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que mandam e as que fazem o serviço pesado. E verás graça nisso.

11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

13º - Terás sonhos, com escalas, trocas de plantões, fim de turno, pacientes, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.

14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º - E, o pior........ inexplicavelmente gostarás de tudo isso...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Luta contra o Câncer - O câncer ovariano

O câncer ovariano é silencioso - portanto, leia com atenção:

Atente para qualquer dor ou desconforto pélvico ou abdominal, vagos mas persistentes problemas gastrointestinais como gases, náuseas e indigestões;

Vontade de urinar
freqüente e/ou urgente, sem que tenha alguma infecção;

Perda ou ganho de peso inexplicável;


Pelve ou abdomen inchados, entumescidos e/ou com sensação de cheio, cansaço anormal, ou mudanças inexplicáveis dos seus hábitos intestinais.

Se esses sintomas persistirem por mais de duas semanas, peça a seu médico uma combinação de exames pélvico/retal , exame de sangue CA-125 e ultrassom transvaginal.

O exame de Papanicolau NÃO detecta câncer ovariano.

Por favor, repasse...
é muito importante para todas nós.


Ah! Aproveite para pedir a Deus pelas mulheres que estão com essa terrível doença.

Por favor, repassem estas informações ela pode ajudar a muita gente a prevenir tal doença!!!


Passem aos homens, todos tem ou tiveram uma ou mais mulheres em suas vidas...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Síndrome de Bartter

Síndrome de Bartter
(Alcalose metabólica e hipocalemia)

É um grupo raro (121 casos relatados) de doenças que afetam os rins. Todos os casos de pacientes com esta síndrome apresentaram perda de potássio (Alcalose Hipocalêmica) e um aumento gradual na produção de aldosterona. Em quase 100% dos casos, a Síndrome de Bartter é de origem congênita, porém a verdadeira causa da síndrome ainda é desconhecida (não há evidências que comprovem mutação Aneuploidiana). Acredita-se que esta afecção é causa por um defeito na capacidade renal de reabsorção do potássio, no qual resultaria na excreção de quantidades excessivas do elemento no organismo. Diferente de outras Nefropatias, a síndrome de Bartter não apresenta oscilações de pressão sanguínea.




DEFINIÇÕES:

A. Alcalose Metabólica

• Mecanismos Geradores
– Perda de fluidos ricos em ácidos
– Perda renal de íon hidrogênio
– Administração exógena de álcalis
– Desvio do hidrogênio para o espaço intracelular
• Mecanismos Mantenedores
– Diminuição da perfusão renal
– Depleção de cloro
– Hipocalemia



Alcalose Metabólica


Responsiva ao cloro
• Cl urinário <20meq/l>20mEq/l
• Com hipertensão (hiperaldosteronismo, sind. Littre)
• Sem hipertensão (síndrome de Bartter, hipomagnesemia, hipocalemia)
• Tto: diuréticos poupadores de potássio




Observação:



É um grupo de transtornos causados pela reabsorção deficiente de sal na alça de henle ascendente. Caracteriza-se por perda salina grave, HIPOCALEMIA, hipercalciúria, alcalose metabólica e, hiperaldosteronismo hiperreninêmico sem hipertensão. Há vários subtipos resultantes de mutações nos genes autossômicos recessivos para Co-Transportadores de cloreto de sódio e cloreto de potássio.




EM OUTRAS PALAVRAS


A Síndrome de Bartter trata-se de uma tubolopatia genética autossômica recessiva
caracterizada por alteração renal intrínseca do transporte tubular renal distal do NaCl por disfunção
da porção medular da alça de Henle, comprometendo o funcionamento da bomba de sódio (Na),
potássio (K), e cloro (Cl), acarretando perdas urinarias de sodio, potássio, cloreto, e causando alcalose metabólica, hipocalemia, hiper-reninemia , hiperaldosteronismo, resistência a ação vasopressora da angiotensina II e níveis elevados de prostaglandinas urinarias. O paciente, comumente, apresenta poliúria, polidipsia, retardo pondero-estatural, episódios de desidratação e pressão arterial normal. A síndrome e suas variantes clinicas se diferenciam pela biologia
molecular, caracterizando três entidades: Síndrome de Bartter neonatal, clássica e síndrome de Gitelman. Laboratorialmente a alcalose metabólica é a anormalidade predominante, associada às alterações metabólicas, plasmáticas e urinárias.




Síndrome de Bartter



• Desordem tubular renal autossômica recessiva que resulta em hipocalemia, hipocloremia, alcalose metabólica, hiperreniemia e pressão arterial normal.
• Defeito básico: não absorção de sódio, potássio e cloro no segmento ascendente espesso da alça de Henle.



Fisiopatologia

01. Menor reabsorção de cloro na Alça de Henle
02. Poliúria, perda salina, contração de volume, desidratação
03. Ativação do SRAA ------ Hipocalemia e alcalose metabólica
04. Aumento da produção de PGE2




• Quadro Clínico


– Poliidrâminio (excesso de diurese fetal)
– Poliúria, polidipsia, vômito, falha no crescimento.
– Fraqueza muscular e cãibras (hipocalemia e hipocalcemia)
– Hipercalciúria e nefrocalcinose




• Três formas de apresentação


– Bartter Clássico
– Bartter Neonatal
– Síndrome de Gitelman (manifestação mais tardia, hipomagnesemia e hipocalciúria)



• Diagnóstico


– Atividade plasmática de renina e aldosterona sérica aumentadas
– Fração de excreção de sódio, cloro e potássio aumentadas
– Hipercalciúria e nefrocalcinose
– Biopsia: hiperplasia do aparelho justaglomerular
– Dosagem de cloro no líquido amniótico



• Tratamento


– Fase aguda: correção da hipovolemia e distúrbios hidroeletrolíticos
– Manutenção: Antiinflamatório não-hormonal (indometacina), reposição de potássio e diurético poupador de potássio



BIBLIOGRAFIA


• Sanfelice, N. F. T.; Zucchi, L. Síndrome de Bartter: relato de dois casos em crianças. J. Ped. 1998, 74 (6).
• Yaseen, S. Metabolic Alkalosis. Disponível em http://www.emedicine.com/med/topic1459.htm. Acessado em 01/04/08.
• Naser, H. Pyloric Stenosis, Hypertrophic. Disponível em http://www.emedicine.com/ped/topic1103.htm Acessado em 01/04/08
• Devarajan, Prasad. Bartter Syndrome. Disponível em http://www.emedicine.com/ped/topic210.htm Acessado em 01/04/08.
• Wilson, T. A. Congenital Adrenal Hiperplasia. Disponível em http://www.emedicine.com/ped/topic48.htm Acessado em 01/04/08.








quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O que Você Sabe sobre Camisinha?

CAMISINHA você ESTÁ POR DENTRO DESSE ASSUNTO?


Na hora de comprar, na hora de usar, na hora de conversar com os filhos, você ainda tem dúvidas?


Faça o teste e confira!


Assinale as afirmações que achar corretas e depois leia o comentário sobre as respostas. Aí, veja quantas você acertou.


01. No Brasil, só existe um tipo de camisinha: são todas do mesmo tamanho e da mesma espessura.

( ) certo ( ) errado


02. Camisinha também tem prazo de validade.

( ) certo ( ) errado


03. A carteira é um ótimo lugar para guardar a camisinha. Assim, ela fica sempre à mão.

( ) certo ( ) errado


04. A pílula dispensa o uso da camisinha.

( ) certo ( ) errado


05. Apesar de ser feita de material elástico e resistente, a camisinha pode estourar.

( ) certo ( ) errado


06. Se a camisinha estourar, é bom fazer uma lavagem vaginal para se prevenir.

( ) certo ( ) errado


07. Algumas camisinhas são melhores do que outras.

( ) certo ( ) errado


08. Para facilitar a penetração, pode-se passar vaselina ou óleo por cima da camisinha.

( ) certo ( ) errado

09. A camisinha pode ser usada até duas vezes, se o casal quiser transar de novo na mesma noite.

( ) certo ( ) errado


10. O momento certo de colocar a camisinha é com o pênis eereto,mas antes de haver qualquer contato com a vagina.

( ) certo ( ) errado


11. A camisinha deve ser retirada após a ejaculação, com o pênis ainda duro.

( ) certo ( ) errado


12. Sexo oral deispensa o uso da camisinha.

( ) certo ( ) errado


Respostas:


01. ERRADO

02. CERTO

03. ERRADO

04. ERRADO

05. CERTO

06. ERRADO

07. CERTO

08. ERRADO

09. ERRADO

10. CERTO

11. CERTO

12. ERRADO

QUANTAS VOCÊ ACERTOU?


01. Menos de 05 -EstÁ por FORA.

( precisa ler mais sobre o assunto).


02. Entre 06 a 08 -Está por DENTRO.

( parece que você se interessa pelo assunto, você tem

informações relevantes).


03. Entre 09 e 12 - Está No PONTO.

( você é fera no assunto).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Síndrome de Burnout - O que é?

Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".



Síndrome de Burnout: uma doença do trabalho

Saiba mais sobre um distúrbio ainda pouco conhecido da população, mas cada vez mais inerente ao ambiente de trabalho.

Descrição

A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.

A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.[

Estágios

São doze os estágios de Burnout:

  • Necessidade de se afirmar
  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;
  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
. Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  • Recolhimento;
  • Mudanças evidentes de comportamento;
  • Despersonalização;
  • Vazio interior;
  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.

Sintomas

Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos. Segundo Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional. O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique (ETH), registra o crescimento de ocorrência de "Burnout" em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional.

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).

Trabalhadores da área de saúde são freqüentemente propensos ao burnout. Cordes e Doherty (1993), em seu estudo sobre esses profissionais, encontraram que aqueles que tem freqüentes interações intensas ou emocionalmente carregadas com outros estão mais suscetíveis.

Os estudantes são também propensos ao burnout nos anos finais da escolarização básica (ensino médio) e no ensino superior; curiosamente, este não é um tipo de burnout relacionado com o trabalho, mas com o estudo intenso continuado com privação do lazer, de actividades lúdicas, ou de outro equivalente de fruição hedónica. Talvez isto seja melhor compreendido como uma forma de depressão. Os trabalhos com altos níveis de stress ou consumição, podem ser mais propensos a causar burnout do que trabalhos em níveis normais de stress ou esforço. Taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores e artistas parecem ter mais tendência ao burnout do que outros profissionais. Os médicos parecem ter a proporção mais elevada de casos de burnout (de acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de burnout).

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse ou desgaste profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).

Outros autores, entretanto, julgam a Síndrome de Burnout algo diferente do estresse genérico. de modo geral, esse quadro é considerado de apatia extrema e desinteresse, não como sinônimo de algum tipo de estresse, mas como uma de suas conseqüências bastante sérias.

De fato, esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicólogos, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros. Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.

Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e desgastante ou estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.

Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

Alguns autores defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do estresse, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Outros julgam essa Síndrome de Burnout seria a conseqüência mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho.

A Síndrome de "Burnout" em Professores


A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.

Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresses nesses professores:

  • Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
  • Atitude e comportamento dos administradores;
  • Avaliação dos administradores e supervisores;
  • Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
  • Carga de trabalho excessiva;
  • Oportunidades de carreira pouco interessantes;
  • Baixo status da profissão de professor;
  • Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
  • Alunos barulhentos;
  • Lidar com os pais.

Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:

  • Sentimento de exaustão;
  • Sentimento de frustração;
  • Sentimento de incapacidade;
  • Carregar o estresse para casa;
  • Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
  • Irritabilidade.

As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o estresse são:
  • Realizar atividades de relaxamento;
  • Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
  • Manter uma dieta equilibrada ou balanceada e fazer exercícios;
  • Discutir os problemas com colegas de profissão;
  • Tirar o dia de folga;
  • Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.

Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o estresse, as estratégias mais mencionadas foram:

  • Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
  • Prover os professores com cursos e workshops;
  • Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
  • Dar mais assistência;
  • Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
  • Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.

Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito apego ou esmero.

O "Burnout" em Enfermeiros

Os enfermeiros, pelas características do seu trabalho, estão também predispostos a desenvolver burnout.Esses profissionais trabalham diretamente e intensamente com pessoas em sofrimento.

Particularmente os enfermeiros que trabalham em áreas como oncologia, muitas vezes se sentem esgotados pelo fato de continuamente darem muito de si próprios aos seus doentes e, em troca, pelas características da doença, receberem muito pouco.

Luís Sá (2006), num estudo realizado com 257 enfermeiros de oncologia, verificou que estes profissionais se encontravam mais desgastados emocionalmente quando comparados com enfermeiros de outras áreas.

Um dos principais fatores encontrados da origem do burnout, foi a falta de controle sobre o trabalho. Faz-se necessário, ainda, acrescentar que nos territórios da Educação, a Síndrome de Burnout adquire aspectos mais complexos pelo fato de agregar valores oriundos dos sistemas de educação que se alimentam de perspectivas utópicas que interferem, diretamente, no trabalho do professor. Currículos, diretrizes, orientações e demais processos burocráticos acabam por disseminar discussões que sempre acabam acumulando estresse nos processos de ensino e aprendizagem e, consequentemente, envolve o professor e sua práxis. A sociedade, por sua vez transfere responsabilidades extras ao professor, sobrecarregando-o e inculcando-lhe papéis que não serão desempenhados com a competência necessária.

Observação:

Os transtornos de ansiedade, abuso de substância, altas taxas de suicídio e doenças cardíacas graves são algumas das conseqüências do estresse no trabalho experimentado por médicos argentinos, de acordo com um estudo feito por especialistas na UBA e da Associação Psicanalítica da Argentina. Uma profissão de risco.


PARALISIA FACIAL OU PARALISIA DE BELL

Síndrome de Bell ou Paralisia de Bell

Definição:

Distúrbio provocado por prejuízo do sétimo nervo craniano (VII), e que envolve redução do tônus facial súbita, e comprometimento dos movimentos faciais.

A paralisia de Bell é uma anomalia do nervo facial caracterizada por causar de forma repentina debilidade ou paralisia dos músculos de um lado da cara.
O nervo facial é o nervo craniano que estimula os músculos da face. Embora se desconheça a causa da paralisia de Bell, supõe-se que no seu mecanismo participe uma inflamação do nervo facial como resposta a uma infecção viral, a uma compressão ou a uma falta de irrigação sanguínea.


Sintomas


A paralisia de Bell aparece de forma súbita. A debilidade facial pode ser precedida, algumas horas antes, por uma dor atrás da orelha. O grau de debilidade pode variar, de forma imprevisível, desde ligeira a total, mas afecta sempre só um lado da cara. O lado paralisado da face fica sem rugas e sem expressão; às vezes, a pessoa tem a sensação de ter a cara torcida. A maioria das pessoas sente um entorpecimento ou uma sensação de peso na cara, mas de facto a sensibilidade permanece normal. Quando afecta a parte superior da cara, pode ser difícil fechar o olho do lado afectado. Raramente a paralisia de Bell interfere na produção de saliva, no sentido do gosto e na formação de lágrimas.


Diagnóstico


A paralisia de Bell afecta sempre um só lado da cara; a debilidade é de início súbita e pode implicar tanto a parte superior como a inferior do lado afectado. Embora um icto (acidente vascular cerebral) possa também produzir uma debilidade súbita da cara, ele afecta somente a parte inferior. O icto é também acompanhado de debilidade no braço e na perna..


As outras causas da paralisia do nervo facial são pouco frequentes e costumam ser de aparecimento lento. Entre elas, há a destacar os tumores cerebrais ou de outro tipo que comprimam o nervo, uma infecção viral que o destrua, como o herpes (síndroma de Ramsay Hunt), infecções no ouvido médio ou nos seios mastóideos ,, a doença de Lyme, as fracturas do osso da base do crânio e muitas outras doenças, ainda menos frequentes.

Habitualmente, o médico pode afastar estas perturbações baseando-se na história clínica da pessoa e nos resultados dos exames radiológicos, na tomografia axial computadorizada (TAC) ou na ressonância magnética (RM). Para a doença de Lyme pode ser necessária uma análise de sangue. Não existem provas específicas para o diagnóstico da paralisia de Bell.


Tratamento

Também não existe um tratamento específico para a paralisia de Bell. Alguns médicos consideram que deverão administrar-se corticosteróides, como a prednisona, antes do segundo dia posterior ao aparecimento dos sintomas e continuar durante uma a duas semanas. Não foi demonstrado que este tratamento seja eficaz no controlo da dor ou que melhore as possibilidades de recuperação.

Se a paralisia dos músculos faciais impedir que o olho se feche completamente, deve evitar-se que este seque. Para isso recomenda-se a aplicação de gotas lubrificantes para os olhos com poucas horas de intervalo e, se for necessário, uma venda ocular. Nas pessoas afectadas de paralisia grave podem ser eficazes as massagens dos músculos debilitados, tal como a estimulação nervosa, para prevenir a rigidez destes músculos. Se a paralisia durar entre 6 e 12 meses ou mais, o cirurgião pode tentar ligar um nervo são (habitualmente retirado da língua) com o músculo facial paralisado.



Prognóstico

Se a paralisia for parcial, é provável que se verifique um restabelecimento completo no prazo de um ou dois meses. Se a paralisia for total, o prognóstico é variável, embora a maioria recupere completamente. Para determinar as probabilidades de recuperação, o médico pode examinar o nervo facial através da sua estimulação eléctrica. Por vezes, à medida que o nervo facial recupera, formam-se conexões anormais que podem provocar movimentos inesperados de alguns músculos faciais ou uma secreção espontânea de lágrimas.


Observação:

Causas, incidência e fatores de risco:
A paralisia de Bell é uma forma aguda da neuropatia craniana VII, e representa a forma mais comum deste tipo de dano nervoso (neuropatia periférica). As estatísticas indicam que o distúrbio afeta cerca de 2 em cada 10.000 pessoas, mas a incidência real parece ser mais alta (cerca de 1 em cada 500 a 1.000 pessoas).
O distúrbio representa uma mononeuropatia (envolvimento de um único nervo) e danifica o sétimo nervo (facial) craniano, que controla os movimentos dos músculos da face. A causa é desconhecida e, em alguns casos, presume-se que ela esteja associada à inflamação do nervo facial em seu trajeto através dos ossos do crânio. A condição também pode ser provocada por lesões na cabeça, tumores, hipertensão ou infarto.