sexta-feira, 22 de julho de 2011

H E P A T IT E - C

O que você precisa saber

01. O que é?

É uma inflamação do fígado causada pelo Vírus da Hepatite C (HCV).





As hepatites A ou B são iguais à hepatite C?

As hepatites A, B e C são vírus diferentes que podem causar inflamação do fígado. Cada um destes vírus pode ser transmitido de maneiras diferentes. Existem vacinas contra a hepatite A e a hepatite B, mas não existe uma vacina preventiva para a hepatite C. A infecçào com vírus diferentes de hepatite também pode ocorrer ao mesmo tempo.

Aproximadamente 1 em cada 100 pessoas na Austrália e ao redor do mundo, tem hepatite C e muitos não sabem que portam o vírus. Pode-se ter hepatite C sem o saber porque os sintomas podem levar muitos anos a se manifestarem.



02. Como se adquire?

Situações de risco são as transfusões de sangue, a injeção compartilhada de drogas e os acidentes profissionais.

Portanto, podemos nos contaminar com o vírus da Hepatite C ao termos o sangue, as mucosas ou a pele não íntegra atingida pelo sangue ou por secreção corporal de alguém portador do HCV, mesmo que ele não se saiba ou não pareça doente.

A transmissão sexual do HCV não é freqüente e a transmissão da mãe para o feto é rara (cerca de 5%). Não são conhecidos casos de transmissão de hepatite C pelo leite materno. Apesar das formas conhecidas de transmissão, 20 a 30% dos casos ocorrem sem que se possa demonstrar a via de contaminação.

Adicionar imagem

OBSERVAÇÃO:

A hepatite C é transmitida quando o sangue de uma pessoa contaminada entra na corrente sanguínea de outra pessoa. Isto é chamado de contato sangue-para-sangue. Mesmo pequenas quantidades de sangue invisíveis ao olho nú podem transmitir o vírus. Existem muitos mitos em relação a como a hepatite C é trasmitida, por isso é importante lembrar-se que:Você pode apanhar hepatite C se:
Alto risco

Tratamentos médicos ou dentários onde a pele é perfurada por instrumentos não esterilizados. Em muitos países, esta é a maneira mais comum de transmissão da hepatite C. Na Austrália, os bancos de sangue, as vacinações e as intervenções médicas são seguros.

Reúso de equipamentos para injetar drogas usados por outras pessoas, incluíndo esteróides – este é o modo mais comum de transmissão da hepatite C na Austrália.

Tatuagem ou 'Piercing' feitos com equipamento não esterilizado.

Baixo risco

Acidente com a agulha (picadelas) em funcionários da àrea de saúde.

Transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez ou durante o parto pode ocorrer se a mãe tiver hepatite C.

Transfusões de sangue ocorridas na Austrália antes de 1990.

Uso de objetos pessoais de outras pessoas, que possam conter sangue, como por exemplo: lâminas de barbear ou escovas de dente.

Atividades sexuais onde o contacto do sangue dos parceiros possa ocorrer.

Acidentes (picadelas) com agulhas de injetar drogas descartadas inapropriadamente em locais públicos.

A hepatite C existe em todos os países. Isto significa que o risco existe aqui na Austrália, no seu país de origem e em todos os outros países.

Não se apanha hepatite C:

Usando o mesmo vaso sanitário utilizado por outras pessoas

Usando talheres ou outros utensílios domésticos

Tossindo, espirrando, beijando ou abraçando alguém

Usando piscinas

Através de picadas (picadelas) de mosquitos ou outros insetos.


03. O que se sente e como se desenvolve?

Diferentemente das hepatites A e B, a grande maioria dos casos de Hepatite C não apresenta sintomas na fase aguda ou, se ocorrem, são muito leves e semelhantes aos de uma gripe. Já há tratamento para a fase aguda da Hepatite C, diminuindo o risco de cronificação. Por isso pessoas suspeitas de terem sido contaminadas merecem atenção, mesmo que não apresentem sintomas.

Mais de 80% dos contaminados pelo vírus da hepatite C desenvolverão hepatite crônica e só descobrirão que tem a doença em exames por outros motivos, como por exemplo, para doação de sangue. Outros casos, aparecerem até décadas após a contaminação, através das complicações: cirrose em 20% e câncer de fígado em 20% dos casos com cirrose.





04. Como o médico faz o diagnóstico?

Na fase antes do aparecimento das complicações, exames de sangue realizados por qualquer motivo, podem revelar a elevação de uma enzima hepática conhecida por TGP ou ALT. Essa alteração deve motivar uma investigação de doenças hepáticas, entre elas, a Hepatite C. A pesquisa diagnóstica busca anticorpos circulantes contra o vírus C (Anti-HCV). Quando presentes, podem indicar infecção ultrapassada ou atual. A confirmação de infecção atual é feita pela identificação do vírus no sangue, pelo método da Reação da Cadeia da Polimerase (PCR RNA-HCV). Com a evolução, aparecem alterações de exames de sangue e da ecografia (ultrassonografia) de abdome.

Muitas vezes o médico irá necessitar de uma biópsia hepática (retirada de um fragmento do fígado com uma agulha) para determinar a grau da doença e a necessidade ou não de tratamento. São realizados também a detecção do tipo de vírus (genotipagem) e da quantidade de vírus circulante (carga viral), que são importantes na decisão do tratamento.



05. Como se trata?

Nos raros casos em que a hepatite C é descoberta na fase aguda, o tratamento está indicado por diminuir muito o risco de evolução para hepatite crônica, prevenindo assim o risco de cirrose e câncer. Usa-se para esses casos o tratamento somente com interferon por 6 meses.

O tratamento da Hepatite Crônica C vem alcançando resultados progressivamente melhores com o passar do tempo. Enquanto até há poucos anos alcançava-se sucesso em apenas 10 a 30% do casos tratados, atualmente, em casos selecionados, pode-se alcançar até 90% de eliminação do vírus (Resposta Viral Sustentada). Utiliza-se uma combinação de interferon (“convencional” ou peguilado) e ribavirima, por prazos que variam de 6 a 12 meses (24 a 48 semanas). O sucesso do tratamento varia principalmente conforme o genótipo do vírus, a carga viral e o estágio da doença determinado pela biópsia hepática.

Pacientes mais jovens, com infecção há menos tempo, sem cirrose, com infecção pelos genótipos 2 e 3 e com menor carga viral (abaixo de 800.000 Unidades/mL) tem as melhores chances de sucesso. O novo tipo de interferon, chamado interferon peguilado ou “peg-interferon” é uma alternativa que vem alcançando resultados algo superiores aos do interferon convencional especialmente para portadores do genótipo 1 e pacientes com estágios mais avançados de fibrose na biópsia.

Os efeitos indesejáveis (colaterais) dos remédios utilizados em geral são toleráveis e contornáveis, porém, raramente, são uma limitação à continuidade do tratamento. A decisão de tratar ou não, quando tratar, por quanto tempo e com que esquema tratar são difíceis e exigem uma avaliação individualizada, além de bom entendimento entre o paciente e seu especialista.

Novas alternativas terapêuticas vêm surgindo rapidamente na literatura médica. Além de novas medicações, a adequação do tempo do tratamento a grupos de pacientes com características diferentes poderá melhorar ainda mais os resultados alcançados com as medicações atualmente disponíveis. Estudos vêm mostrando que, para alguns pacientes, com características favoráveis, tempos mais curtos de tratamento possam ser suficientes, enquanto que pacientes com menor chance de resposta e, possivelmente, aqueles que não responderam a tratamentos anteriores, possam se beneficiar com tempos maiores de tratamento.







06. Como se previne?

A prevenção da hepatite C é feita pelo rigoroso controle de qualidade dos bancos de sangue, o que no Brasil, já ocorre, tornando pequeno o risco de adquirir a doença em transfusões. Seringas e agulhas para injeção de drogas não podem ser compartilhadas. Profissionais da área da saúde devem utilizar todas as medidas conhecidas de proteção contra acidentes com sangue e secreções de pacientes, como o uso de luvas, máscara e de óculos de proteção. O uso de preservativo nas relações sexuais com parceiro fixo não é indicado para prevenção da transmissão da hepatite C.



FONTE DE PESQUISA :

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?230

http://www.multiculturalhivhepc.net.au/index.php?option=com_content&view=article&id=509&Itemid=1757&lang=en

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O QUE É H.P.V

HUMAN PAPILLOMA VIRUS ou H.P.V.

O papilomavírus humano (HPV, do inglês: "Human Papillomavirus") é considerado um vírus antigo, e na década de 1980, os progressos nas técnicas de biologia molecular permitiram descobrir que o HPV não era um vírus individual, pois já existiam mais de 70 subtipos diferentes.

Posteriormente se estabeleceu a natureza oncogênica de alguns deles. São os causadores das verrugas comuns, mas também de certos tumores malignos da pele e das mucosas, principalmente, o câncer do colo do útero.


Atualmente são conhecidos mais de 70 subtipos de HPV, dos quais 23 de localização genital. Estes subtipos de HPV são classificados quanto ao seu poder oncogênico (transformação maligna) em dois grupos:
1.) Os de alto poder oncogênico, dos quais os mais freqüentemente encontrados no trato
genital inferior são os subtipos 16 e 18;
2.) E os de baixo poder oncogênico, dos quais os mais comuns são 6 e 11.

A infecção genital pelo HPV tem sua maior incidência em pacientes com idade entre 20 e 40 anos, como uma doença da maturidade sexual, porém, também é encontrado em crianças e na pós-menopausa.
É a doença sexualmente transmissível (DST) viral mais frequente na população sexualmente ativa. Estima-se que cerca de 10 a 20% da população adulta sexualmente ativa tenha a infecção pelo HPV.

Observação:

A apresentação clínica clássica é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo ou verruga genital, venérea, que ocorre em 1% da população com infecção pelo HPV.
São mais comuns em pessoas sexualmente ativas com 20 e 24 anos, independentemente do tipo de HPV. Em crianças entre 2 e 11 anos que sofreram abuso sexual, os índices de DNA - HPV (33%) se aproximam dos encontrados em adolescentes sexualmente ativos pós-menarca (19-33%).
Não existem até o momento estudos conclusivos sobre a prevalência por um determinado tipo racial.
A associação entre atividade sexual e prevalência de HPV nem sempre é confirmada.
Ainda não se sabe quanto tempo o vírus resiste fora do organismo, por isso a possibilidade de transmissão por fomitos, sendo que nesses casos explica-se o desenvolvimento da infecção em mulheres e crianças sem atividade sexual.


Período de Incubação

Divide-se em 4 (quatro) fases a saber:

Fase (O) ou Fase de Inoculação: -O vírus penetra no novo hospedeiro através de microtraumatismos. Os virions progridem até a camada basal, atravessando a membrana citoplasmática.
O genoma viral é transportado para o núcleo, onde é traduzido e transcrito. Duas classes de proteínas são codificadas: proteínas transformadoras, que induzem funções na célula hospedeira, e proteínas reguladoras, que controlam a expressão dos genes virais.

Fase (I) ou Período de Incubação - O período de incubação do condiloma acuminado varia de 2-3 semanas a 8 meses e parece estar relacionado com a competência imunológica individual. A infectividade decresce com o tempo de duração das verrugas e com o grau de queratinização. O grau de infectividade pode estar relacionado com o tipo de lesão (carga viral).
As lesões subclínicas também podem infectar.
A progressão da fase de incubação para a de expressão ativa depende de três fatores: da permissividade celular, do tipo de vírus e do estado imunológico do hospedeiro.

Fase (II) ou Fase Precoce - É uma resposta imune adquirida que pode conter a infecção (regressão) ou ser insuficiente para eliminá-la (fase de expressão ativa), ocorre três meses após o surgimento das primeiras lesões.
Durante o estágio de contenção, os condilomas externos regridem espontaneamente em número significativo de indivíduos. Entretanto, na maioria dos casos, as lesões focais persistem, embora o surgimento de novos papilomas possa ser interrompido ou parcialmente bloqueado.

Fase (III) ou Fase Tardia - Em torno de nove meses após o aparecimento das primeiras lesões, pode surgir:

1. as que continuarão em remissão (potencialmente infectantes para seus
parceiros sexuais);
2. as que recidivarão, expressando doença ativa;
3. Progressão para lesões displásicas e câncer.

ATENÇÃO:

Estima-se que uma grande porcentagem de pessoas infectadas pelo HPV, adquirem o vírus após um único contato sexual, devido ao trauma durante o ato sexual.
As lesões causadas pelo HPV, ocorrem em áreas sujeitas a traumas, pois é necessário que existam lesões epiteliais para a penetração do vírus.

Locais de Acometimento

As verrugas genitais são em geral multicêntricas, e não apresentam distribuição uniforme. No homem as áreas mais comuns acometidas são: sulco balanoprepucial e prepúcio distal, glande e corona e corpo do pênis.
Na mulher as áreas mais acometidas são:

intróito vaginal / fúrcula, lábios menores e clitóris.

O colo uterino está comprometido em 6 a 8% dos casos.


A área extragenital mais freqüentemente envolvida é a região anal, devido à possibilidade de coito anal e proximidade com os genitais.

Deve ser considerada também a região oral, dermatológica.

Fatores que Complicam o Estado da Doença

A higiene local precária facilita a infecção pelo HPV.
O estado imunológico (resistência) da pessoa é de fundamental importância na evolução e/ou involução da infecção pelo HPV.
A utilização de medicamentos que diminuem a resistência do organismo facilita a persistência da doença, estão aí incluídos: corticóides, imunossupressores.
Carência de vitaminas: A, B, C estão incluídas como fatores de piora.
O tabagismo (fumo) propicia indiretamente a persistência e piora das lesões, devido aos seus componentes comprovadamente cancerígenos.
Uso de hormônios principalmente esteróides.
Durante a gravidez, na vigência de infecção HPV ativa, existe uma tendência de piora das lesões, principalmente do condiloma acuminado.

Fatores que Melhoram o Estado da Doença

-Bom estado nutricional,

- imunológico.

Diagnóstico Diferencial

Lesões inflamatórias: dermatite traumática, líquen plano, psoríase, dermatite seborréica, dermatite de contato, eczemas em geral.


Lesões infecciosas: molusco contagioso, herpes genital, candidíase, sífilis, Tínea. Lesões tumorais: angiofibroma, hiperplasia sebácea, adenomas, queratose seborréica, cisto de inclusão epidérmica, acrocórdon, Papulose bowenóide, Neoplasia.


HPV - Diagnósticos

• Genitoscopia: Colposcopia, Vaginoscopia, Vulvoscopia, Peniscopia, Uretroscopia,
Anuscopia;
• Citologia oncótica;
• Biópsia dirigida;
• Histologia;
• Biologia Molecular: Captura Híbrida, PCR, Hibridização;
• Outros.

Exames Indicado Conforme a Região Comprometido

GENITOSCOPIA - A genitoscopia é de fundamental importância, pois vai definir as áreas suspeitas onde deve ser realizada a biópsia para confirmar o diagnóstico.

Pode ser dividido em :

• COLPOSCOPIA

• VAGINOSCOPIA

• VULVOSCOPIA

• PENISCOPIA

• URETROSCOPIA

• ANUSCOPIA

E para finalizar a lista de exames podemos citar ainda:

- CITOLOGIA

- HISTOLOGIA

- BIOLOGIA MOLECULAR

- Imunohistoquímica

- Microscopia eletrônica

Sintomatologia

Na maior parte dos casos a infecção pelo HPV não ocasiona quase nenhum tipo de sintomatologia. Tanto a infecção subclínica quanto a lesão clínica - condiloma acuminado (verruga), causa na sua fase inicial coceira (prurido), referido pela maioria das pacientes como sensação de pinicadas, ou como algo "andando" por sobre a pele.
Quando em estágios avançados pode estar associado à infecção bacteriana secundária, o que ocasiona corrimento, dor, mal cheiro, sinais inflamatórios.
Na sua evolução e associação para as lesões displásicas, principalmente no colo do útero, pode ser relatada a presença de sangramento durante ou após o intercurso sexual.
Nas lesões que acometem o intróito vaginal, fúrcula, é comum a queixa de dor, sensação de ardor às relações sexuais.
As lesões podem se tornar extensas e volumosas, causando desconforto.
Devido ao crescimento exacerbado podem surgir complicações como ulceração, hemorragia e infecção secundária.

Características da Doença

A infecção do trato genital inferior é dividida em:

A • Clínica: é a forma vista a olho nu. O condiloma acuminado vulgarmente chamado "crista de galo", tem o aspecto de pequenas neoformações sésseis, papilares, múltiplas, cobertas por epitélio queratótico. Localizam-se nas áreas úmidas, particularmente naquelas expostas ao atrito durante o coito. Nas áreas com pêlos os condilomas tendem a ser mais queratóticos, menos papilares e semelhantes a verrugas comuns.


B• Subclínica: é a forma diagnosticada apenas com o uso do colposcópio e após a aplicação de ácido acético a 5%. É a forma mais freqüente da infecção pelo HPV no colo uterino. A infecção subclínica HPV no trato genital inferior pode estar associada à neoplasia intraepitelial do colo uterino, vagina, vulva, perianal, peniana.


C• Latente: é a forma identificada apenas através de hibridização do DNA em indivíduos com tecidos clínica e colposcopicamente normais.


D• Tumor de Bushke-Löwenstein: é lesão usualmente única, que atinge grande volume, tem crescimento lento, freqüentes recidivas, comporta-se de maneira maligna, invadindo e destruindo os tecidos profundos e causando fístulas, porém sem produzir metástases.



Neoplasia ou Câncer


A transformação direta para neoplasia da célula infectada pelo HPV é rara, mas pode ocorrer sem a passagem pela fase produtiva ou latente. Isso pode ocorrer nos indivíduos com doença persistente por longo período ou nos casos dos infectados por HPV de alto risco, havendo a sua progressão para NI (neoplasia intraepiteliais) e câncer (5-10% dos infectados).


Quanto mais precoce a exposição ao HPV, maior o risco de desenvolver a lesão. Também a ordem em que a infecção ocorre pode ser importante. Assim HPV de baixo risco poderia conferir imunidade para infecções subseqüentes por HPV de alto risco.
O tipo de HPV, a carga viral e a detecção persistente do HPV são compreendidos como marcadores importantes para o risco de progressão para câncer invasivo. Lesões por HPV 16 possuem risco significativamente aumentado para progressão quando comparadas com infecções de HPV de baixo risco, 6 e 11. Quando a doença precursora de alto grau (NIC II / III) ocorre com HPV de alto risco, isso ocorre em curto período de tempo (dentro de um ou dois anos).
Neoplasia Intra-epitelial Cervical (NIC) Neoplasia Intra-epitelial Vaginal (NIVA) Neoplasia Intra-epitelial Vulvar (NIV) Neoplasia Intra-epitelial Peniana (NIP)
HPV - Associação com Outras Infecções
A infecção pelo HPV está comumente associada à infecção por fungo (Candida albicans, glabrata), podendo coexistir com o herpes, tricomoníase, Chlamídia, Gardnerella.
Em pacientes imunodeprimidas (HIV positiva, transplantadas, em uso de imunossupressores, corticóides) a presença da infecção pelo HPV supera os 60%. Daí a necessidade de um controle rigoroso nesses pacientes devido à possibilidade de progressão da infecção para neoplasia.

Transmissão

As vias de transmissão do HPV são:

• Sexual
• Não sexual (familiar ou nosocomial por fomitos: toalhas, roupas íntimas, etc;
• Materno-fetal (gestacional, intra e periparto)



Na Gravidez

A infecção pelo HPV não impede uma gravidez.
As manifestações clínicas e subclínicas da infecção pelo HPV são mais evidentes nas gestantes. Devem ser pesquisadas durante a avaliação pré-natal rotineira, principalmente pelo exame ginecológico, perianal cuidadoso, feito periodicamente.
As infecções vaginais devem ser tratadas adequadamente. O tratamento das lesões clínicas (condilomas) deve ser realizado para evitar o seu crescimento e impedir posteriormente o parto transvaginal, constituindo-se tumor prévio.
O tratamento para as lesões externas pode ser feito com aplicações semanais de ácido tricloroacético (ATA) a 80%. A excisão cirúrgica e LASER de CO2 podem ser utilizados em lesões extensas, em idade gestacional de até 34-36 semanas.
Em condilomas muito extensos, disseminados, pode ser mais prudente postergar o tratamento para o fim do puerpério, quando as lesões deverão ter regredido. Nesses casos, o parto não deve ser realizado por via vaginal, pelo risco de sangramento e difícil hemostasia.
HPV - No Homem
A infecção pelo HPV no homem não é tão preocupante quanto na mulher porque o índice de câncer peniano e a sua relação com o HPV são muitos baixos. É preocupante a infecção no HPV no homem por ele ser um possível reservatório, portador são.
A maioria dos homens são encaminhados para peniscopia e diagnóstico da infecção pelo HPV através do ginecologista da mulher (parceira sexual).
Frente principalmente aos casos de persistência da infecção, recidiva e progressão que ocorre na mulher.
A sintomatologia é frustra, podendo ocorrer um leve prurido local, manchas claras ou escuras (progressão para uma neoplasia intra-epitelial), ou a presença da lesão clássica do condiloma acuminado (crista de galo).
As lesões pelo HPV no homem podem afetar o trato geniturinário desde a genitália externa até o trato urinário superior e a região perianal. A localização mais comum é no prepúcio interno: 60% a 90% dos casos; no corpo do pênis em 8% a 55%, na glande em 1% a 20%, no escroto em 5% a 20%.
A uretra é um reservatório natural para o HPV. Pode apresentar-se como mácula ou verruga que se exterioriza pelo meato.
O diagnóstico da infecção pelo HPV no homem é feito através da anamnese, exame clínico, peniscopia, citologia uretral, biópsia, histologia, biologia molecular.
O tratamento e cuidados no homem são idênticos ao da mulher. O seguimento após a fase de tratamento implica em retornos periódicos trimestrais/semestrais.



Tratamento

O tratamento do HPV pode ser feito através de diversos métodos, cada um com suas limitações e com variados grau de eficácia e aceitabilidade por parte da paciente. Estes métodos podem ser divididos em químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. Os métodos químicos mais utilizados são ácido tricloroacético a 80% - 90%, podofilina; quimioterápicos: 5 fluorouracil, interleucina 2; Imunoterápicos: Interferon alfa e beta, imiquimod e retinóides.
Dos métodos cirúrgicos temos curetagem, excisão com tesoura, excisão com bisturi, e os mais atuais que são excisão com alça de cirurgia de alta freqüência e o LASER. A associação entre métodos como por exemplo LASER e interferon tem se mostrado um tratamento com bons resultados.


VACINA CONTRA O HPV

Existe a estimativa de que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada, e que 75% das mulheres venham a contrair a infecção durante algum período das suas vidas.

Assustador não? Mas o fato é que a mulher ou o homem infectado pela DST só descubra a existência do HPV quando já é tarde demais. O pior é que na maioria dos casos o HPV não apresenta sintomas clínicos, ou seja, você pode ser um portador do HPV sem saber e, assim, ajudar a alastrar o vírus, e algumas pessoas desenvolverão alterações que podem evoluir para cancro.

Vacina para HPV

No Brasil, a vacina contra HPV está disponível para as mulheres. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para mulheres com idades entre 26 e 40. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.



domingo, 10 de julho de 2011

Teste da Orelhinha – Olhinho – Pezinho no recém-nascido é lei

TESTE DO OLHINHO OU TESTE DO REFLEXO VERMELHO

Alguns testes são realizados no recém-nascido ainda na maternidade, depende do hospital, os testes da orelhinha, pezinho e olhinho que mencionamos abaixo são obrigatórios por lei.

Teste do olhinho, realizado ainda no berçário, o bebê recebe um feixe de luz direcionado nos olhos, nada prejudicial.

E tem como objetivo detectar doenças que merecem cuidados e tratamento. Devem ser realizados ainda nos primeiros meses de vida do bebê, se possível antes dos três meses da criança.




O teste do reflexo vermelho, mais conhecido como teste do olhinho, já faz parte da rotina obrigatória do exame de recém-nascidos em vários estados brasileiros.

Regulamentado em forma de lei em alguns lugares, esse exame detecta diversos problemas oculares e previne uma série de sequelas.

Como exemplo podemos citar:

a. Catarata congênita,

b. glaucoma congênito avançado,

c. infecções intra-oculares,

d. malformações,

e. tumores.

Entre outros problemas de saúde ocular são possíveis de diagnosticar nesse exame, que deve ser feito antes de a criança sair da maternidade.

NoBrasil, o teste já é obrigatório no Estado:

a. de São Paulo,

b. do Paraná,

c. do Rio de Janeiro,

d. de Porto Alegre.

"Isso é um passo importante para a saúde pública e, sem dúvida, pode beneficiar significativamente a saúde ocular de muitas crianças".

Ainda hoje os números de crianças deficientes visuais ainda são elevado estimando que estejam, em todo o mundo, em torno de 1,5 milhão, metade dessas vivendo em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento e em grande parte dos casos em grande parte dos casos essas cegueiras poderiam ser evitadas.

"Com esse teste, que é bem simples e rápido, posse-se mudar esse quadro. No Brasil, o importante é que esse teste se torne lei nacional".

Observação:

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 16,5 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência visual e cerca de 30% desse total é formado por crianças. Muitos casos podem ser prevenidos com a execução desse teste em recém-nascidos e esse quadro se tornaria bem distinto com a realização desse exame, que pode ser feito por oftalmologista, pediatra ou mesmo um profissional de saúde bem treinado.

Os médicos recomendam o teste do olhinho nos próprios berçários sempre antes da alta do bebê. Sem contraindicações, o exame pode ser feito em todas as crianças recém-nascidas (inclusive prematuras) e identificar casos precoces de cegueira. "Fazendo o teste do olhinho evitamos sérios problemas de visão. O importante é fazer o diagnóstico de doenças oculares que podem, inclusive, levar à perda irreversível da visão".

Esse teste do olhinho pode ser facilmente feito com a emissão de luz sobre a pupila do recém-nascido por meio de um aparelho chamado oftalmoscópio. A luz atravessa a córnea, pupila, cristalino, corpo vítreo e reflete-se na retina sem causar qualquer dano. O reflexo normal tem uma cor avermelhada e contínua nos olhos saudáveis, descartando a presença de doenças oculares. Na ausência de reflexo ou em casos de assimetria, a criança deve ser encaminhada ao oftalmologista para fazer outros exames.

Resumos dos Principais Testes em Bebês

Teste da orelhinha

O teste da orelhinha, agora é lei, e deve ser realizado ainda na maternidade. É um dos testes pelos quais o bebê precisa passar , mede a capacidade auditiva de recém-nascidos.

É realizado com um aparelho que emite um som e a partir dai observa se existe uma resposta da cóclea, parte do órgão que muda as vibrações sonoras em impulsos nervosos, que são enviados ao cérebro.

O ideal é que seja realizado 48 horas após o nascimento da criança, para que não haja vestígio do liquido aminiótico.

Teste do pezinho

O teste do pezinho é realizado no calcanhar do recém-nascido, colhe-se uma gotinha de sangue. Os serviços de saúde, públicos ou particulares, fazem a triagem de três maneiras: básica, mais e super.

Triagem básica: detecta três doenças:

a. fenilcetonúria,

b. hipotireoidismo congênito ,

c. anemia falciforme;


Triagem “Mais”: detecta sete informações de doenças, incluindo fibrose cística;


O teste “Super”: pode detectar umas 46 patologias.

As maternidades não deveriam dar alta ao bebê antes de realizar o teste do pezinho. Algumas maternidades fazem ele, sem você tomar conhecimento.

Na hora que tiver alta do hospital pergunte se ele foi realizado e quando irá sair o resultado.


O teste do pezinho deve ser feito antes dos três meses, preferencialmente no primeiro mês de vida do bebê, após 48 horas de nascido, pois algumas doenças podem ser reversíveis se detectadas a tempo.

Teste do Olhinho ou do Reflexo Vermelho


Poucas Pessoas Sabem da Existência do mesmo.


Vamos divulgar este exame de prevenção e ajudar a diminuir o número de deficientes visuais.


ATENÇÃO:

Não fique revoltado quando umafotografia sair com olho Vermelho, fique atento ou melho procure avaliação de um especialista imediatamente quando a fotografia apresentar um olho branco.


UM EXAME SIMPLES E BARATO


Teste do Olhinho, ou do Reflexo Vermelho, deve ser realizado rotineiramente, ainda na sala de parto, serve para detectar e prevenir doenças oculares como a retinopatia da prematuridade, catarata, glaucoma, infecções, traumas de parto e até mesmo cegueira.


Muitos pediatras ou Neonatologistas, porém, ainda não examinam os olhos dos recém-nascidos e o resultado disso é assustador: mais de 50% das crianças só têm o problema de visão descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida.

Para os bebês prematuros, em São Paulo, o Teste do Olhinho é obrigatório porque 30% dos bebês que nascem com menos de 40 semanas ainda não têm os vasos sanguíneos da retina formados. A retina é onde se compõe a visão. Quando a retina não está formada, ela pode dar origem à retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.

Este teste preventivo é de baixíssimo custo. Por Exemplo, em São Paulo. A Amusp, por exemplo, realizou doações de vários Oftalmoscópios (equipamento usado para fazer o Teste do Olhinho) para maternidades e hospitais, pelos quais pagou R$ 340,00 cada um.

Esse é o custo (corrigido à época da compra) a ser absorvido pelas maternidades e pelos estabelecimentos hospitalares, já que o exame pode ser feito pelo Neonatoligista ou Pediatra que recebe a criança na sala de parto, bastando para isso um treinamento que pode ser realizado pela Secretaria Estadual de Saúde, com apoio de entidades como a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, que vem se dedicando à divulgação do assunto.



Observação:


A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica estima que, de cada cem crianças nascidas, uma tem catarata, que se for cuidada a tempo pode evitar a cegueira. Atualmente, o Ministério da Saúde dispõe apenas do exame de Fundo de Olho, que também serve para detectar a catarata congênita.

Esse exame não é obrigatório, mas se pais o pedirem logo depois do nascimento, pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas ainda é muito pouco.




Como é realizado o Texte do Olhinho


O Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra e sem uso de colírios prévios, é utilizada uma fonte de luz para se observar o reflexo que vem da retina.


O reflexo vermelho normal (em tons de vermelho, laranja ou amarelo, dependendo da incidência de luz e da pigmentação da retina) significa que as principais estruturas internas do olho (córnea, câmara anterior, íris, pupila, cristalino e humor vítreo) estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida de forma normal.

Já quando está alterado, geralmente não se observa o reflexo ou a qualidade dele é ruim. O Teste do Olhinho também pode ser feito em ambas as pupilas simultaneamente e a comparação dos reflexos pode fornecer informações sobre outros problemas oculares.


Importância do Exame


A grande importância do exame é a detecção precoce de patologias que podem ser tratadas antes do seu agravamento, como é o caso de tumores, catarata congênita e traumas de parto. Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos recém-nascidos em todo Mundo. Caso não sejam diagnosticados a tempo, estes problemas podem levar à perda irreversível da visão.



Teste do olhinho: fundamental para todos os Nenês


Existem hoje em dia vários tipos de exames que são realizados logo que o bebê nasce, antes mesmo da alta hospitalar. São triagens neonatais que podem prevenir doenças e até mesmo detectar alguma alteração o mais cedo possível para evitar seqüelas mais graves.

Testes do Pezinho, da Orelhinha e o teste do Olhinho, tão importante quanto os outros dois.


O teste do olhinho (ou o teste do reflexo vermelho) é um exame que deve ser realizado rotineiramente em bebês na primeira semana de vida, preferencialmente antes da alta da maternidade, e que pode detectar e prevenir diversas patologias oculares, assim como o agravamento dessas alterações, como uma cegueira irreversível.

Ao contrário do teste do pezinho, que é super conhecido nacionalmente (até por ser obrigatório), os testes da orelhinha e olhinho são muito menos "famosos" entre os pais. A explicação para a pouca fama se deve ao fato de ambos os testes são realizados somente em alguns Estados e cidades do país.

Para alívio das mamães, o teste do olhinho é fácil, não dói, não precisa de colírio e é rápido (de dois a três minutos, apenas). Uma fonte de luz sai de um aparelho chamado oftalmoscópio, tipo uma "lanterninha", onde é observado o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo,

Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou o estrabismo.

O teste do olhinho previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira. Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo.





Prematuros



Bebês prematuros devem obrigatoriamente realizar esse teste visual, de modo que afaste o risco da retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.

"Como essas crianças prematuras ainda passam por um processo de formação, possuem vasos sangüíneos imaturos no globo ocular".



O teste do olhinho pode ser realizado por um pediatra, mas se alguma alteração é identificada, o bebê deve ser encaminhado para o oftalmologista para a realização de exames mais específicos.





Não deixe para depois



Pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave seqüela visual infantil podem ser prevenidos ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Daí a importância do teste do olhinho.



O pior de tudo é que mais da metade dos casos só tem o problema descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica prevê cerca de 710 novos casos de cegueira por ano.





Dicas



A mamãe e o papai podem observar as fotografias de seu filho. Se em vez do reflexo vermelho que fica nos olhos aparecer uma mancha branca, procure um oftalmologista.

Pergunte ao pediatra do seu bebê quais exames que foram realizados ao seu nascimento. Se o teste do olhinho não estiver entre eles, converse com o médico a possibilidade de realizá-lo.

A catarata não é um problema só de idoso, não. A catarata congênita é uma patologia presente ao nascimento e uma em cada cem crianças nascidas apresenta essa alteração.