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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Talassemia, uma doença genética. TRATAMENTO: transfusão de sangue


Introdução

Essa doença genética se caracteriza pela produção orgânica inadequada de hemoglobina, substância importante pois leva oxigênio para todo o corpo. Assim, o organismo da criança fica mal oxigenado e anêmico.

Os sintomas são:

a. palidez,

b. cansaço,

c. irritação,

d. prostração.

O ideal é levá-la logo a um hematologista, porque é possível controlar o quadro com transfusão.

O que é Talassemia?

01. O que é Talassemia?

Talassemia (também conhecida como Anemia do Mediterrâneo ou Microcitemia) é uma anemia hereditária causada pelo mau funcionamento da medula óssea, o tecido que produz as células do sangue.

A medula do talassêmico produz os glóbulos vermelhos menores e com menos hemoglobina (componente dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio no nosso corpo), o que causa a anemia. A Talassemia não é contagiosa e não é causada por deficiência na dieta, carência de vitaminas ou sais minerais.



02. Origem

Talassemia deriva da combinação das palavras gregas thalassa = mar, e emas =sangue. Com esta palavra, os médicos queriam descrever uma doença do sangue cuja origem está nos países banhados pelo mar, e mais precisamente no Mediterrâneo, como Itália e Grécia.
Hoje a doença se alastrou praticamente no mundo todo. Percentagens relevantes de portadores de Talassemia são registrados no Canadá, Estados Unidos, Brasil e Argentina, bem como na Índia, Austrália, etc.



03. Tipos de Talassemia


Há muitos tipos de talassemia.

O tipo de Talassemia mais comum no Brasil e no mundo é a Beta- Talassemia.

Dependendo da gravidade dessa deficiência, existem diferentes estados da doença, mas comumente se identificam dois grupos de beta Talassemia:

a. Talassemia Minor (ou traço talassêmico);

b. Talassemia Major.

Alguns pacientes ficam entre esses dois extremos, sendo considerados portadores da Talassemia Intermediária.

ATENÇÃO :

A talassemia intermédia ocorre quando o gene da talassemia sofre uma mutação e engloba um quadro clínico muito mais amplo que a talassemia major. A gravidade da talassemia intermédia é extremamente variável, e no geral não são necessárias transfusões, como ocorre na talassemia major.

04. Talassemia Minor

A talassemia mínor, ou traço talassêmico, não precisa de tratamento, mas é muito importante saber se a pessoa é portadora da doença. Por se tratar de uma deficiência genética ela pode ser transmitida aos filhos e gerar um portador de talassemia major, caso o cônjuge também seja portador do traço talassêmico.

A talassemia major, se não for tratada, a anemia piora, a criança pára de crescer e o baço vai se tornando maior. A medula óssea (o tecido que forma os glóbulos vermelhos), aumenta dentro dos ossos, tentando fazer mais e mais glóbulos vermelhos.
Porém, os glóbulos vermelhos que a medula produz não contem hemoglobina suficiente. À medida que o tempo passa, o baço, cuja função é destruir os glóbulos vermelhos velhos em circulação, começa a destruir também os glóbulos vermelhos jovens, e posteriormente os glóbulos brancos e as plaquetas.
Hoje, tudo isso pode ser evitado se o tratamento adequado é iniciado logo após o diagnóstico da doença.

Observação :

A talassemia minor, ou traço talassêmico, não é considerada uma doença, mas sim uma característica genética. Seu portador habitualmente não apresenta quaisquer sintomas, levando uma vida totalmente normal, trabalhando, praticando esportes etc. Na maioria dos casos, a única alteração evidente é a cor da pele, que se apresenta mais branca do que o normal.

No entanto, é importante investigar a presença do traço talassêmico, pois um casal, em que ambos sejam portadores do traço, tem 25% de chances de gerar um filho com talassemia major, forma grave da doença,



05. Sintomas



A. Talassemia Minor

O talassêmico minor habitualmente não apresenta qualquer sintoma, levando uma vida totalmente normal, trabalhando, praticando esportes, etc. Na maioria dos casos, a única alteração evidente é a cor da pele, que se apresenta mais branca do que nas pessoas normais.



B. Talassemia Major

As crianças com Talassemia Major não apresentam qualquer anormalidade quando nascem. Ao final do primeiro ano de vida, desenvolvem palidez, irritabilidade e cansaço. A barriga pode ter inchaço devido ao aumento do baço, as crianças não crescem tão bem como deveriam. Para que maiores efeitos da doença não apareçam, é preciso fazer seu diagnóstico nos dois primeiros anos de vida.



06. Diagnóstico

A talassemia, como todas as outras formas de anemia, tem o nível de hemoglobina mais baixo que o normal. Para o diagnóstico de talassemia portanto, é necessária a realização de exames de laboratório mais completos.


São indispensáveis os seguintes exames:

a. Hemograma - Exame de sangue destinado a contar o número de glóbulos, e também determinar a porcentagem de volume total de sangue ocupado pelos glóbulos. Com esses dados, são determinados o volume médio de cada glóbulo (VCM), o nível médio de hemoglobina em cada glóbulo (HCM) e alguns outros índices. Além dos dados numéricos, é examinada ao microscópio a forma dos glóbulos vermelhos e o especialista percebe pequenas alterações que podem ser sugestivas de talassemia.

b. Eletroforese de Hemoglobina - Separa e quantifica as hemoglobinas. Na talassemia minor tipo beta, na maioria dos casos, existe um aumento muito discreto da hemoglobina A2. Outros exames como a dosagem de ferro, ferritina, capacidade de ligação do ferro, hemoglobina fetal, hemoglobina instável, etc, podem ser necessários para a caracterização completa da talassemia ou de outras anemias que possam confundir o diagnóstico.
Os exames citados são de execução relativamente simples e permitem caracterizar a maioria dos portadores com a coleta de pequeno volume de sangue



07. Tratamento

A Talassemia tem dois tipos mais comuns: a Talassemia Minor e a Talassemia Major.


Geralmente os portadores da Talassemia Minor não precisam fazer nenhum tratamento, exceto alguns casos durante a gravidez ou quando ocorre uma doença associada. Já a Talassemia Major requer tratamento cuidadoso.
Vitaminas, tônicos, medicamentos e dietas não têm efeito na talassemia. É preciso fazer a transfusão de sangue, a cada 2 a 4 semanas, a fim de corrigir a anemia e garantir que os tecidos recebam uma quantidade normal de oxigênio.
As transfusões contínuas trazem o acúmulo de ferro, que pode se depositar no coração, fígado e outros órgãos vitais, podendo causar danos irreversíveis.
A única droga que é usada regularmente no momento para extrair o ferro do corpo é a deferoxamina, também chamada Desferal. Esse remédio é injetado no paciente, e tem ação mais eficiente quando aplicado o maior tempo possível. Para isso se usa um aparelho chamado Bomba de Infusão, que permite prolongar a aplicação do Desferal.

OBSERVAÇÃO :

Se não forem controladas de forma efetiva, a anemia grave e a expansão da medula óssea, típicas da talassemia major inadequadamente tratada, podem acarretar no paciente:

  • Crescimento inadequado
  • Deformidades ósseas (inclusive faciais)
  • Ossos frágeis e fraturas ósseas
  • Fígado e baço aumentados (organomegalia)
  • Atividades físicas normais prejudicadas

08. Reações ao Regime Transfusional

Os pacientes talassêmicos major precisam passar por transfusões regulares de sangue, administradas
em intervalos de duas a cinco semanas, a fim de manter o nível de hemoglobina pré-transfusão acima de
9-10,5 g/dl. Esses pacientes recebem um volume de hemácias de 15-17 ml/kg. Cada bolsa de sangue
(350 ml) tem entre 60% e 70% de hemácias, por isso, a doação de sangue é extremamente importante
para esses pacientes.
No entanto, por meio das transfusões de sangue, pode haver a transmissão de agentes infecciosos
(vírus, bactérias e parasitas), que é a 2ª causa de morte dos pacientes com talassemia, só atrás das
complicações cardíacas decorrentes do acúmulo de ferro no miocárdio. Entre esses agentes infecciosos
está o vírus da Hepatite C e o HIV, o vírus da Aids.




09. A Cura


Uma alternativa de cura que é cada vez mais alvo de pesquisas é o Transplante da medula óssea. A medula óssea de um talassêmico não é capaz de produzir uma quantidade de glóbulos vermelhos normais. Se a medula óssea que funciona mal for substituída por medula óssea normal, o problema estará resolvido.
Para efetuar a cirurgia, é necessário ter um doador completamente compatível. Os doadores mais prováveis são um irmão ou uma irmã do paciente talassêmico. Via de regra, um entre quatro irmãos é um doador compatível.

CURIOSIDADE:

Qual a origem do nome?

A palavra talassemia deriva da combinação dos termos gregos thalassa (mar), e emas (sangue). Com esta palavra, os médicos queriam descrever uma doença hematológica (relativa ao sangue) cuja origem está nos países banhados pelo mar Mediterrâneo, como Grécia e Itália. Por isso, a talassemia também é conhecida como anemia do Mediterrâneo.

Outras denominações usadas são anemia de Cooley (devido a Thomas Cooley, pediatra norte-americano que, junto com o médico Perl Lee, primeiro descreveu a doença, em 1927) e microcitemia (eritrócitos, ou glóbulos vermelhos ou hemácias, pequenos).

sábado, 6 de agosto de 2011

Síndrome do X

Trissomia X



A Trissomia do X (47, XXX) ou síndrome do triplo X



Só ocorre em mulheres, sendo elas reconhecidas assim, como super fêmeas. As portadoras dessa doença genética são fenotipicamente normais, não apresentando assim nenhuma diferença ou aberração na sua aparencia física. Nas células 47, XXX, dois dos cromossomos X são inativados e de replicação tardia. Quase todos os casos resultam de erros na meiose materna .








Algumas mulheres com trissomia do X são identificadas em clínicas de infertilidade e outras em instituições para retardados mentais, mas provavelmente muitas permanecem sem diagnóstico.

Algumas pacientes podem ter convulsões epiléticas. Em um lar para pacientes epiléticos,2 de 209 pacientes tinham o cariótipo XXX. Não se pode determinar definitivamente o quanto o cariótipo XXX aumenta a propensão a psicoses, mas alguns autores avaliam a taxa de psicoses tipo esquizofrenia como sendo aumentada três vezes.


Observação :








Existem três tipos principais de ocorrência desta anomalia:



01• 47,XXX. é a mais comum (1:1000-2000);



02• 48;XXX, possuem um retardamento mental mais acentuado;



03• 49,XXXXX, possuem as mesmas características dos triplo e tetra X. Porém como são penta X, possuem um retardamento mental mais acentuado ,pois quanto maior o numero de X maior será o retardamento mental.



Nas células 47, XXX, dois dos cromossomos X são inativados e de replicação tardia. Quase todos os casos resultam de erros na meiose materna.








A trissomia do X e as síndromes mais raras de tetrassomias do X (48,XXXX) e pentassomia do X (49,XXXXX) são os equivalentes na mulher da síndrome de Klinefelter masculina.

Os estudos de acompanhamento mostraram que as mulheres XXX sofrem as alterações da puberdade numa idade apropriada, mas há relatos de puberdade precoce em certas pacientes. Algumas deram à luz crianças, e estas são praticamente todas cromossomicamente normais. Há déficit significativo do desempenho em testes de QI, e cerca de 70% dos pacientes têm problemas do aprendizado graves.

A síndrome de tetrassomia do X está associada a atraso mais grave do desenvolvimento físico e mental, e a síndrome de pentassomia do X, assim como o XXXXY, geralmente inclui grande retardo do desenvolvimento com múltiplos defeitos físicos que lembram a síndrome de Down.


Características do Portador:

As mulheres com trissomia do X, embora de estatura geralmente acima da média, não são fenotipicamente anormais. Apresentam genitália e mama subdesenvolvidas; certo retardamento mental (algumas são normais, outras retardadas e ou anomalias de caráter sexual secundário); são férteis.


Sintomas e Modificações



Algumas pacientes podem ter convulsões epilépticas. Num lar para pacientes epilépticos, 2 de 209 pacientes tinham o cariótipo XXX. Não se pode determinar definitivamente o quanto o cariótipo XXX aumenta a propensão a psicoses, mas alguns autores avaliam a taxa de psicoses tipo esquizofrenia como sendo aumentada três vezes.

Os estudos de acompanhamento mostraram que as mulheres XXX sofrem as alterações da puberdade numa idade apropriada, mas há relatos de puberdade precoce em certas pacientes. Algumas deram à luz crianças, e estas são praticamente todas cromossomicamente normais. Há défice significativo do desempenho em testes de QI, e cerca de 70% dos pacientes têm problemas de aprendizagem graves.

As mulheres portadoras dessa síndrome apresentam um cromossoma X a mais, apresentando um cariótipo com 47 cromossomas: 47 XX X. Quase todos os erros relacionados à essa síndrome ocorrem durante a ovulogénese pela não disjunção dos cromossomas. Quanto mais cromossomas X a mulher possuir, maior será o índice de retardo mental que ela possuirá. Também conhecida como Síndrome de Jacob, a síndrome do triplo X tem como característica não demonstrar sintomas. As mulheres portadoras podem dar origem a crianças perfeitamente normais. As crianças que possuem essa doença não apresentam os sintomas logo após o nascimento, mas podem apresentar baixo peso. Esta síndrome só ocorre em mulheres, nas quais são fenotipicamente normais, não apresentando assim, nenhuma diferença na sua aparência física.


Testes de diagnóstico



Algumas mulheres com trissomia do X são identificadas em clínicas de infertilidade e outras em instituições para retardados mentais, mas provavelmente muitas permanecem sem diagnóstico.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

AARSKOG, SÍNDROME

Síndrome de Aarskog

Nomes alternativos:

Síndrome de Aarskog-Scott, Distúrbio de Hipertelorismo .

Definição:

Doença hereditária que se caracteriza por baixa estatura, anormalidades faciais e genitais.



A Síndrome de Aarskog é uma enfermidade genética rara, recessiva, ligada ao cromossomo X. Ela se caracteriza por um aumento visível da separação entre olhos, dedos curtos (braquidactilia), face arredondada, baixa estatura, pálpebras caídas, nariz pequeno e alargado, anomalias labiais, palatais (fissuras) e do pavilhão auricular, estrabismo, astigmatismo, dentição atrasada, aumento da flexibilidade de falanges, prega simiesca da palma da mão, pés pequenos e chatos, hérnias e outras anomalias.

Ocasionalmente apresenta escoliose, espinha bífida e retardo mental leve. Não se conhece bem as causas da Síndrome de Aarskog. Pesquisadores acham que essa desordem pode estar associada a um componente genético ligado ao cromossomo X.

Causas, incidência e fatores de risco:

A síndrome de Aarskog, ligada ao cromossomo X, parece ser um distúrbio hereditário autossômico recessivo ou semidominante. Este distúrbio afeta principalmente as pessoas do sexo masculino, embora as do sexo feminino possam ser portadoras de algumas dessas características.

Observação :

A síndrome de Aarskog é uma doença genética rara, existem apenas 100 casos relatados no mundo.

Os seus efeitos incluem baixa estatura, anomalias faciais, genitais e musculoesqueléticas.

Está ligada ao cromossoma X e é de carácter recessivo. Afecta sobretudo indivíduos do sexo masculino. É também conhecida como síndrome de Aarskog-Scott, displasia faciogenital ou síndrome faciodigitogenital.

Sintomas:

  • baixa estatura, característica que pode não ser evidente até a criança ter entre 1 e 3 anos de idade
  • atraso da maturação sexual
  • face arredondada
  • linha capilar formando um bico na testa
  • olhos muito separados, com as pálpebras caídas
  • nariz pequeno com as narinas projetadas para a frente
  • parte média da face pouco desenvolvida
  • fenda larga sobre o lábio superior e dobra abaixo do lábio inferior
  • atraso na erupção dos dentes
  • parte superior do pavilhão auricular ligeiramente dobrada
  • mãos e pés pequenos e largos
  • dedos das mãos e dos pés curtos, interligados por fina membrana
  • prega simiesca (única) na palma da mão
  • esterno ligeiramente côncavo
  • umbigo protuberante
  • hérnias inguinais
  • escroto "vazio", testículos retidos
  • deficiência mental leve
  • olhos com pálpebras oblíquas
  • peito escavado

Sinais e exames:

Raio X para detecção de anormalidades esqueléticas.

Tratamento:

Pode-se tentar um tratamento ortodôntico para algumas anormalidades faciais. A utilização de hormônio do crescimento não tem demonstrado eficácia no tratamento da baixa estatura, característica deste distúrbio.

Expectativas (prognóstico):

Pode haver um leve atraso mental, embora as crianças afetadas tenham, em geral, um bom desempenho social. Alguns homens podem apresentar diminuição da fertilidade.

Complicações:

Achados recentes têm incluído alterações císticas no cérebro e convulsões generalizadas.

Solicitação de assistência médica:

Solicite assistência médica se a criança apresentar atraso no crescimento ou qualquer das anormalidades descritas acima.

Fontes de Pesquisa:

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Aarskog

http://www.crfaster.com.br/Aarskog.htm

http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001654sym.htm