segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FRATURA DE PENIS

01. O que é fratura de pênis?

R: Fratura de pênis é o rompimento dos corpos cavernosos conseqüente a um trauma durante a ereção. É um acidente raro.



02. Quando e como ocorre?

R: A fratura peniana ocorre quando uma força externa é aplicada sobre os corpos cavernosos durante a ereção. Nesse perí­odo, as camadas (túnica albugí­nea) que envolvem os corpos cavernosos perdem sua elasticidade e ficam mais finas. A grande pressão interna dos corpos cavernosos, quando encontra uma força externa, faz com que haja uma ruptura da túnica albugí­nea geralmente transversal.

Observação:

Apesar de não ter estrutura óssea, o pênis pode sofrer fratura dos corpos cavernosos devido a trauma durante a ereção. É um acidente bastante raro. Pode ocorrer quando o pênis escapa do interior da vagina, chocando-se contra o períneo ou contra osso púbico.

03. Quais os mecanismos que podem levar a fratura peniana?

R: Vários mecanismos causando a fratura peniana são citados na literatura, vejamos alguns:

a. O mais comum é no coito vaginal, quando o pênis escapa do interior da vagina, chocando-se contra o perí­neo ou contra a sí­nfise púbica (osso). Os corpos cavernosos tendem a se curvar de uma maneira extrema com consequente fratura.

b. Outro mecanismo descrito como causa de ocorrência de fratura, também durante relações sexuais, é quando a mulher fica na posição “por cima” e num dado momento com o aumento do atrito pode haver lesões nos corpos cavernosos devido ao traumatismo.

c. A tentativa de desfazer a ereção com a mão, curvando o pênis para baixo, já foi descrito como possível causa de fratura do pênis.

d. A interrupção rápida e inesperada do ato sexual (por exemplo, por presença inoportuna de criança no quarto), também já foi relatada como causa de fratura peniana.

Observação :

O rompimento dos corpos cavernosos pode ser mí­nimo, bem como pode envolver estruturas vizinhas, tais como o corpo esponjoso e a uretra.

04. Como se manifesta?

R: Quando ocorre a fratura, os pacientes relatam ouvir um “estalo” acompanhado de dor e perda da ereção. Há formação de hematoma com aumento e deformidade do pênis. Se a uretra foi atingida, dificuldade para urinar ou sangue na urina acompanham o quadro clí­nico.

05. Como se faz o Diagnóstico?

R: A história do paciente e os achados de exame físico fazem facilmente o diagnóstico. Em alguns casos mais complexos, há necessidade de outras informações, tais como: a extensão da ruptura, presença de envolvimento dos dois corpos cavernosos, se a uretra foi atingida.

Nesses casos, exames radiológicos ““ cavernosografia, uretrocistografia ““ podem ser solicitados.

06. Como se faz o Tratamento?

R: O tratamento da fratura peniana foi controverso durante muito tempo. Alguns autores propunham tratamento conservador e não cirúrgico através de analgesia, antiinflamatórios, antibióticos, supressão da ereção e curativos compressivos.

Entretanto, era alta a ocorrência de complicações, tais como fibrose deformante do pênis, formação de abscessos, placas de corpos cavernosos.

Atualmente, o tratamento cirúrgico é o mais utilizado, realizando-se drenagem do hematoma, controle da hemorragia sutura da ruptura dos corpos cavernosos e da uretra – quando esta ocorrer.

O tratamento conservador está indicado em fraturas pequenas com hematomas pequenos e rupturas mí­nimas de corpos cavernosos.

07. Qual é o prognóstico?

R: Bem, quando tratada precocemente, a fratura peniana tem bom prognóstico. O tratamento conservador e o cirúrgico, quando indicados corretamente, fazem com que o pênis volte ao seu estado natural. Há casos em que o paciente fica constrangido com a situação, não procurando o médico. Nessas situações, pode haver aumento da hemorragia com consequente formação de um hematoma ainda maior, deformidades importantes do pênis, formação de abscesso, coleção anormal de urina extravasada da uretra, piorando o prognóstico.

A fratura pode causar impotência sexual (disfunção erétil). Se o tratamento for mal conduzido, pode ocorrer fibrose de corpos cavernosos com formação de placas no seu interior.

O tecido erétil, portanto, é substituído por tecido não erétil, levando a uma incapacidade de se conseguir ereção.

sábado, 6 de agosto de 2011

Síndrome do X

Trissomia X



A Trissomia do X (47, XXX) ou síndrome do triplo X



Só ocorre em mulheres, sendo elas reconhecidas assim, como super fêmeas. As portadoras dessa doença genética são fenotipicamente normais, não apresentando assim nenhuma diferença ou aberração na sua aparencia física. Nas células 47, XXX, dois dos cromossomos X são inativados e de replicação tardia. Quase todos os casos resultam de erros na meiose materna .








Algumas mulheres com trissomia do X são identificadas em clínicas de infertilidade e outras em instituições para retardados mentais, mas provavelmente muitas permanecem sem diagnóstico.

Algumas pacientes podem ter convulsões epiléticas. Em um lar para pacientes epiléticos,2 de 209 pacientes tinham o cariótipo XXX. Não se pode determinar definitivamente o quanto o cariótipo XXX aumenta a propensão a psicoses, mas alguns autores avaliam a taxa de psicoses tipo esquizofrenia como sendo aumentada três vezes.


Observação :








Existem três tipos principais de ocorrência desta anomalia:



01• 47,XXX. é a mais comum (1:1000-2000);



02• 48;XXX, possuem um retardamento mental mais acentuado;



03• 49,XXXXX, possuem as mesmas características dos triplo e tetra X. Porém como são penta X, possuem um retardamento mental mais acentuado ,pois quanto maior o numero de X maior será o retardamento mental.



Nas células 47, XXX, dois dos cromossomos X são inativados e de replicação tardia. Quase todos os casos resultam de erros na meiose materna.








A trissomia do X e as síndromes mais raras de tetrassomias do X (48,XXXX) e pentassomia do X (49,XXXXX) são os equivalentes na mulher da síndrome de Klinefelter masculina.

Os estudos de acompanhamento mostraram que as mulheres XXX sofrem as alterações da puberdade numa idade apropriada, mas há relatos de puberdade precoce em certas pacientes. Algumas deram à luz crianças, e estas são praticamente todas cromossomicamente normais. Há déficit significativo do desempenho em testes de QI, e cerca de 70% dos pacientes têm problemas do aprendizado graves.

A síndrome de tetrassomia do X está associada a atraso mais grave do desenvolvimento físico e mental, e a síndrome de pentassomia do X, assim como o XXXXY, geralmente inclui grande retardo do desenvolvimento com múltiplos defeitos físicos que lembram a síndrome de Down.


Características do Portador:

As mulheres com trissomia do X, embora de estatura geralmente acima da média, não são fenotipicamente anormais. Apresentam genitália e mama subdesenvolvidas; certo retardamento mental (algumas são normais, outras retardadas e ou anomalias de caráter sexual secundário); são férteis.


Sintomas e Modificações



Algumas pacientes podem ter convulsões epilépticas. Num lar para pacientes epilépticos, 2 de 209 pacientes tinham o cariótipo XXX. Não se pode determinar definitivamente o quanto o cariótipo XXX aumenta a propensão a psicoses, mas alguns autores avaliam a taxa de psicoses tipo esquizofrenia como sendo aumentada três vezes.

Os estudos de acompanhamento mostraram que as mulheres XXX sofrem as alterações da puberdade numa idade apropriada, mas há relatos de puberdade precoce em certas pacientes. Algumas deram à luz crianças, e estas são praticamente todas cromossomicamente normais. Há défice significativo do desempenho em testes de QI, e cerca de 70% dos pacientes têm problemas de aprendizagem graves.

As mulheres portadoras dessa síndrome apresentam um cromossoma X a mais, apresentando um cariótipo com 47 cromossomas: 47 XX X. Quase todos os erros relacionados à essa síndrome ocorrem durante a ovulogénese pela não disjunção dos cromossomas. Quanto mais cromossomas X a mulher possuir, maior será o índice de retardo mental que ela possuirá. Também conhecida como Síndrome de Jacob, a síndrome do triplo X tem como característica não demonstrar sintomas. As mulheres portadoras podem dar origem a crianças perfeitamente normais. As crianças que possuem essa doença não apresentam os sintomas logo após o nascimento, mas podem apresentar baixo peso. Esta síndrome só ocorre em mulheres, nas quais são fenotipicamente normais, não apresentando assim, nenhuma diferença na sua aparência física.


Testes de diagnóstico



Algumas mulheres com trissomia do X são identificadas em clínicas de infertilidade e outras em instituições para retardados mentais, mas provavelmente muitas permanecem sem diagnóstico.

domingo, 31 de julho de 2011

O QUE É MENINGIOMA ?

Meningioma

01. O que é um meningioma?

- é um tumor benigno que se desenvolve nas meninges.

Observação:

  1. As meninges são as bainhas membranosas que envolvem o cérebro e a medula.
  2. Um tumor é denominado benigno quando não é agressivo, não se propaga aos órgãos adjacentes, não dá lugar a metástases e é relativamente fácil de remover.

Observação:

01. Na maioria dos casos, a ocorrência múltipla é intracraniana e espinhal.


Meningiomas múltiplos localizados exclusivamente no canal raqueano são extremamente raros.

02. O termo meningioma é o nome para tumor nas meninges (tecido que reveste a superfície exterior do cérebro), que geralmente são benignos. Eles podem variar muito no tamanho, de poucos milímetros a muitos centímetros. Os sintomas são causados pela compressão do cérebro ou canal vertebral.

03. Os meningiomas constituem 10 % dos tumores intracranianos. São mais comuns entre os quarenta e sessenta anos de vida e em mulheres.

04. São tumores benignos freqüentes em adultos, perdendo apenas para os gliomas. Seu pico é em torno de 45 anos.

Quando um meningioma aumenta de volume, desenvolve-se necessariamente no interior do crânio exercendo uma pressão cada vez maior sobre o cérebro. Isto provoca vários sintomas tais como:

  1. dores de cabeça,
  2. cansaço,
  3. convulsões,
  4. as vezes perturbações mentais, ( exemplo dificuldades de concen­tração ou alucinações).

Outros sintomas dependem da localização do tumor.

Diversas funções podem ser alteradas:

a. a visão,

b. o tacto,

c. a audição.

São reguladas por sectores específicos do cérebro: quando uma destas áreas sofre uma compressão manifestam-se sintomas tais como:

a. cãibras,

b. perturbações da linguagem,

c. paralisia,

d. perturbações da visão.

02. Como se desenvolve o meningioma?

Este tipo de tumor tem geralmente uma evolução muito lenta e, por conseguinte, ocorre muito tempo antes de se tornar bastante grande para comprimir o cérebro e causar qualquer tipo de sintoma. Na maior parte dos casos é possível proceder à remoção do tumor, e a percentagem das curas é muito alta.

03. O meningioma é perigoso?

Sim, todos os tumores intracranianos são muito perigosos dado que podem comprimir zonas do cérebro importantes. Se não é tratado imediatamente, o meningioma pode levar à morte.

04. Qual é a terapia?

A única terapia possível do meningioma é a remoção cirúrgica. A maior parte das vezes o tumor é relati­vamente acessível e fácil de remover, mas quando está localizado por baixo do cérebro, por trás da base do crânio, pode ser muito difícil conseguir removê-lo sem danificar os tecidos frágeis que o circundam.

As intervenções cirúrgicas no interior do crânio requerem, por conseguinte, uma grande precisão para evitar o risco de hemorragias e para não prejudicar zonas do cérebro importantes. Estas intervenções cirúrgicas podem demora de 10 a 12 horas.

05. Quais são as causas do meningioma?

Como para outros tumores, não se sabe porque razão algumas células do organismo começam improvisamente a proliferar.

SINTOMAS:

a. Cefaleias mais frequen­temente nocturnas;

b. Náuseas, vómitos;

c. Perturbações psíquicas e intelectuais;

d. Perturbações motoras O Convulsões localizadas ou generalizadas;

e. Perturbações da visão ou da audição;

f. Nos indivíduos jovens os sintomas desenvolvem-se lentamente.

05. Quais os Exames para detectar o Meningioma?

Os meningiomas podem ser detectados através de radiografia de crânio. A TC mostra o tumor como uma massa homogênea densa e bem delimitada. A RMN com contraste demonstra a relação entre o meningioma com as estruturas vascular e neural. E finalmente, a angiografia, demonstra se há a vascularização do tumor.

06. Quais os Tratamentos ?

As opções de tratamento incluem observação, cirurgia e radiação. Tumores pequenos, em pessoas idosas sem sintomas, podem ser observados por RMs anuais. Como esses tumores são benignos e de crescimento lento, eles podem não causar nenhum problema para o paciente.

Observação:

Entretanto, em pacientes jovens, quando causam sintomas (inclusive convulsões) e estão em lugares críticos, a cirurgia é a melhor opção. Se os tumores estão em regiões de difícil acesso ou pacientes com riscos cirúrgicos, a radioterapia é indicada. Terapia hormonal com antiestrogênio é uma possibilidade alternativa, porém ainda não há resultados comprovados sobre este tratamento.


Se houve ressecção completa do tumor, haverá resolução dos déficits neurológicos e recuperação permanente. Porém a recidiva do tumor é comum.

No tratamento cirúrgico, não se associando radioterapia. Geralmente os tumores são volumosos, o que aumenta o risco cirúrgico. Apesar disso, a maioria dos casos tem cura completa. Há recidiva em pequena percentagem, especialmente nos tumores de difícil acesso, como os da base do crânio, porque a remoção total não foi possível.

07. Como é Microscopicamente o Meningioma?

Microscopicamente, os meningiomas são constituídos por células uniformes, núcleo redondo ou alongado, cromatina frouxa, citoplasma róseo, abundante, de limites imprecisos. As células podem arranjar-se segundo vários padrões, nos quais é baseada a classificação dos

meningiomas. Uma feição muito comum é a disposição concêntrica das células, em redemoinhos, lembrando bulbo de cebola. O centro destes agrupamentos calcifica-se, chamando-se corpo psamomatoso, análogo aos da aracnóide normal. Quando muito numerosos, denomina-se o tumor meningioma psamomatoso. Os corpos psamomatosos resultam da deposição de cálcio em células neoplásicas degeneradas (calcificação distrófica).

08. Qual o quadro Clinico?

O quadro clinico é insidioso, devido ao crescimento lento do tumor. Meningiomas podem passar despercebidos por vários anos porque comprimem e deslocam o cérebro muito devagar. Não causam edema cerebral. Podem atingir volumes consideráveis, provocando pouco ou nenhum sintoma.
A sintomatologia pode ser cefaléia, epilepsia e déficits focais como hemiparesias e hemianopsias. A anosmia (perda do olfato) pode ser o único sintoma no meningioma da goteira do olfatório.

Fonte:

http://km-stressnet.blogspot.com/2009/04/meningioma.html

http://anatpat.unicamp.br/taneumeningioma.html

sexta-feira, 29 de julho de 2011

VACINA TRIPICE VIRAL OU MMR OU SRC

A Vigilância Epidemiológica no Brasil


O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva, como:

01. a erradicação da poliomielite desde 1989;

02. a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo, a partir de 2000;

03. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. infestans.

Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal, da raiva humana transmitida por animais domésticos e, com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. No conjunto, as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1.268 e de 5.500 para 140 óbitos, desde 1980.


VACINA DO SARAMPO

(MMR ou SRC)

A vacina o contra sarampo é composta de vírus vivos atenuados e cultivados em fibroblastos de embriões de galinha.

A cepa empregada na Bio – Manguinhos é a CAM 70 e deve conter no mínimo 1.000 TCID50. É distribuída na forma liofilizada, acompanhada de diluente próprio, sendo conservada em geladeira entre +2 e +8ºC.

Deve ser aplicada a partir dos 12 meses de idade em conjunto com a vacina da rubéola e da caxumba (MMR II ou Trimovax).

A. pela via subcutânea,

B. de preferência no terço médio da face posterior do Braço Esquerdo ou na região glútea.

ESPECIFICANDO:

A vacina tríplice viral é preparada a partir de vírus vivos atenuados do sarampo (cepas Schwarz, Moraten e Edmonston Zagreb), da caxumba (cepas Jeryl Lynn, L-3 Zagreb e Urabe AM9) e da rubéola (cepa Wistar RA27/3). Existem três combinações vacinais de diferentes cepas de sarampo e caxumba com o vírus da rubéola. Esta vacina é indicada no Brasil para crianças a partir dos 12 meses de idade, devendo receber uma dose única de 0,5 ml pela via subcutânea na região do deltóide.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

01. Em indivíduos que não tenham anticorpos circulantes maternos contra o sarampo, provoca soroconversão em 97% dos vacinados. Em crianças portadoras de convulsões febris e lesões cerebrais, deve-se ter cautela na aplicação da vacina.

02. O teste tuberculínico (PPD) pode ser deprimido temporariamente pelo efeito da vacinação. Nestes casos, quando indicado deve ser realizado previamente. As crianças submetidas ao tratamento da tuberculose podem ser vacinadas, não havendo risco de exacerbação da doença.

03. As complicações desta vacina ocorrem em 40% dos casos e são: febre, exantema morbiliforme – que ocorre entre o quinto e o 12º dia após a aplicação - manifestações do trato respiratório superior, encefalite e raramente púrpura. Não exigem tratamento especial.

04. As contra-indicações são aquelas comuns a todas as vacinas com vírus vivos:

a. doenças febris de origem indeterminada,

b. gestação,

c. alergia ao ovo de galinha,

d. aplicação recente de sangue,

e. aplicação recente de plasma ou gamaglobulinas (há menos de seis semanas),

f. imunodeprimidos, tais como em doentes com leucemia, linfomas ou submetidos à terapêutica por corticosteróides ou imunossupressores.

05. As falhas da vacinação podem ocorrer por:

a. refrigeração inadequada da vacina,

b. exposição excessiva à luz,

c. diluente indevido,

d. prazo de validade esgotado,

e. aplicação misturada com outras vacinas

f. erros de diagnóstico.

IMPORTANTE:

01. Os profissionais da saúde podem receber uma dose única desta vacina com o objetivo de prevenir as três doenças. Todos os três componentes desta vacina são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação e a soroconversão é em torno de 95%.

02. As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com deficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados. As mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez durante três meses, embora as gestantes quando vacinadas não deverão considerar a interrupção da gravidez.

03. As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da terapêutica. Está contra-indicada a vacina para os indivíduos alérgicos ao ovo de galinha, à neomicina e à kanamicina.

04. Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses). A vacina só deve ser aplicada duas semanas antes ou cerca de três meses após o uso de derivados do sangue (plasma, imunoglobulinas, sangue total).

05. Entre as manifestações locais da vacina salienta-se ardência no local da injeção, eritema, hiperestesia, enduração, linfadenopatia regional. O tratamento deve ser feito com analgésicos e compressas frias ou quentes. Não há contra-indicação de se aplicar as doses subseqüentes da vacina.

06. Entre as manifestações sistêmicas gerais observam-se de 0,5 a 4% de aumento de temperatura corporal, irritabilidade, conjuntivite e sintomas catarrais (5 a 12 dias após). Cinco a 12% desenvolvem febre acima de 39,5º C. Neste caso pode ocorrer convulsões. O exantema está presente em cerca de 5% dos casos (7 a 10 dias após) e a linfadenopatia em menos de 1% e aparece entre 7 e 21 dias após a aplicação. O tratamento deve ser feito com analgésicos e compressas frias ou quentes. Não há contra-indicação de doses subseqüentes da vacina.

07. Entre as manifestações relativas ao sistema nervoso central salienta-se a meningite, a encefalite e a pan-encefalite esclerosante subaguda. A meningite em geral é causada pelo vírus da caxumba em geral da cepa Urabe AM9. A encefalite pode ser causada tanto pelo vírus da caxumba, quanto pelo do sarampo. A pan-encefalite esclerosante subaguda está relacionada com o vírus selvagem do sarampo, embora a vacina não esteja totalmente isenta deste efeito colateral. Outras manifestações nervosas tais como ataxia cerebelar, mielite transversa, meningite asséptica, síndrome de Reye, síndrome de Guillain-Barré, surdez e retinopatia raramente têm sido relatadas. A avaliação clínica por especialista (neurologista, pediatra ou infectologista) deve sempre ser indicada. Nestes casos há contra-indicação de doses subseqüentes da vacina.

08. Além disso, tem sido relatado púrpura trombocitopênica (causada pela cepa do vírus do sarampo), orquite, parotidite e pancreatite (vírus da caxumba – em geral cepa Urabe). As reações articulares tais como artrite e artralgias são causadas pela cepa viral da rubéola (Wistar RA27/3). Apesar dos eventos adversos relatados, trata-se de uma vacina bastante segura e deve ser preconizada para todas as crianças a partir dos 12 meses de idade.


Podemos ter a seguinte explanação sobra a MMR ( TRIPICE VIRAL )

VACINA TRÍPLICE VIRAL

A tríplice viral é uma vacina combinada de vírus vivos atenuados cujo uso se destina ao controle e à eliminação do sarampo, da caxumba e da rubéola.

Composição

Entre as diversas vacinas tríplices virais, três são as combinações examinadas a seguir:

I-Vacina liofilizada com os seguintes componentes:

· Vírus atenuado do sarampo, cepa Schwarz, cultivado em ovos embrionados de galinha, com, pelo menos 1.000 TCID 50 por dose.

· Vírus atenuado da caxumba, cepa Urabe AM9, cultivado em ovos embrionados de galinha com, no mínimo 5.000 TCID50 por dose.

· Vírus atenuado da rubéola, cepa Wistar RA 27/3, cultivado em células diplóides humanas, com o mínimo de 1.000 TCID 50 por dose.

· A vacina contém ainda traços de neomicina e kanamicina, além de gelatina hidrolisada com estabilizador e vermelho fenol.

II–Vacina liofilizada contendo:

· Vírus atenuado do sarampo, cepa Moraten, cultivado em células de embrião de galinha, na dose mínima de 1.000 TCID50.

· Vírus atenuado da caxumba, cepa Jeryl Lynn, também cultivado de embrião de galinha na dose mínima de 5.000 TCID50.

· Vírus atenuado da rubéola, cepa Wistar RA 27/3 com, pelo menos, 1.000 TCID50.

A vacina contém ainda gelatina hidrolisada e sorbitol como estabilizadores e neomicina.

III–Vacina liofilizada composta por:

· Vírus atenuado do sarampo, cepa Edmonston-Zagreb, cultivada em células diplóides humanas, com pelo menos, 1.000 TCID50 por dose.

· Vírus atenuado da caxumba, cepa L-3 Zagreb, cultivado em fibroblastos de embrião de galinha, na dose mínima de 5.000 TCID50.

· Vírus atenuado da rubéola, cepa Wistar RA 27/3 com, pelo menos, 4.000 PFU por dose.

Eventos adversos

São inúmeras as possibilidades de efeitos adversos, a seguir descreveremos alguns deles:

a. Manifestações locais

b. Manifestações sistêmicas

c. Manifestações relativas ao sistema nervoso-meningite, encefalite, encefalopatia e pan-encefalite esclerosante subaguda.

d. Outras manifestações nervosas

e. Púrpura trombocitopênica

f. Reações de hipersensibilidade

g. Reações articulares

h. Parotidite

i. Outros eventos

A seguir estão descritos alguns efeitos adversos e seus respectivos tratamentos. Vejamos :

A. Manifestações locais

É pouco comum a queixa de ardência de curta duração no local da injeção. São ainda mais incomuns eritema, hiperestesia e enduração, assim como linfadenopatia regional.

Nos indivíduos com hipersensibilidade a qualquer componente das vacinas pode haver resposta imune do tipo tardio sob a forma de nódulo ou pápula acompanhada de rubor.

Notificação e investigação

Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação (ões) locais, associada (s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”).

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação para doses subseqüentes.

B- Manifestações sistêmicas

B. A1 - Manifestações gerais

Alguns vacinados (0,5 a 4%) têm 5 a 12 dias depois da vacinação, apenas discreta elevação da temperatura, cefaléia ocasional, irritabilidade, conjuntivite ou manifestações catarrais.

Em 5 a 15% ocorre febre de 39,5ºC ou mais, que surge entre o 5º e o 12º dia e dura, em geral, 1 a 2 dias, às vezes até 5 dias. Pode estar associada a qualquer um dos componentes da vacina. As crianças predispostas podem, nessa oportunidade, apresentar convulsões de evolução benigna.

Exantema de extensão variável, associado ao componente do sarampo ou da rubéola, aparece em cerca de 5% dos vacinados, 7 a 10 dias após a imunização, durando 1 a 2 dias.

Linfadenopatias se instalam em menos de 1% dos vacinados, do sétimo ao vigésimo primeiro dia. Normalmente associados ao componente da rubéola.

Notificação e investigação

Estas devem ser notificadas e investigadas se detectadas acima do percentual esperado (“surtos”).

Conduta

a) Observação e tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação para doses subseqüentes.

c) No caso de convulsões, pode eventualmente ser necessária investigação clínica e laboratorial.

B.A2. Manifestações relativas ao sistema nervoso-meningite, encefalite, encefalopatia e pan-encefalite esclerosante subaguda.

A meningite instala-se duas a três semanas depois da vacinação e sua freqüência é variável de acordo com a linhagem do vírus vacinal da caxumba. É muito rara com a Jeryl Lynn (ocorrendo em 1:800.000 a 1:1.000.000 de vacinados), sendo, no entanto, relativamente mais freqüente com a Urabe (ocorrendo em 1:1.000 a 1:90.000 vacinados). Sua evolução é, em geral benigna.

A encefalite e a encefalopatia surgem de 15 dias a um mês depois da vacinação e parecem atingir apenas 1:1.000.000 a 1:2.500.000 dos vacinados, risco não maior do que se observa na população geral. As seqüelas, se ocorrem, são excepcionais e estão associadas aos componentes do sarampo e da caxumba.

Em relação aos casos de panencefalite esclerosante subaguda (PEESA) pós-vacinal, não há dados epidemiológicos documentados que realmente comprovem o risco vacinal. Entretanto há casos de PEESA em crianças sem história de doença natural e que receberam a vacina. Alguns destes casos podem ter resultado de um sarampo não diagnosticado mas também podem ser devidos à vacinação. Nos EUA, com bases em estimativas nacionais de morbidade de sarampo e distribuição de vacina, o risco de PEESA pós vacinal é de 0,7 caso/1.000.000 de doses e após a doença natural é de 8,5/1.000.000 casos de sarampo. Há relatos também de outras manifestações neurológicas do tipo ataxia, mielite transversa, meningite asséptica, paralisia ascedente, paralisia do oculomotor, neurite óptica, síndrome de Reye, síndrome de Guillain Barré e retinopatia, mas essas são somente associações temporais com a vacina contra o sarampo.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Avaliação clínica por neurologista, pediatria e/ou infectologista para definição de conduta adequada.

b) Há contra-indicação para doses subseqüentes.

B.A3 - Outras manifestações nervosas

Têm ainda sido relatados casos de radículoneurite braquial e lombo-sacra, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Reye, ataxia cerebelar, surdez sensório-neural, retinopatia, neurite óptica e paralisia ocular motora.

Todas são raras e sua associação com a vacina é muito duvidosa.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) A contra-indicação a doses subseqüentes deverá ser analisada em cada caso em particular.

B.A4 - Púrpura trombocitopênica

Surge dentro de dois meses após a vacinação em uma entre 30.000 ou 40.000 crianças vacinadas. A evolução é, em geral, benigna.

A presença de púrpura após a vacinação com a vacina tríplice viral (que possui o componente sarampo), em estudos prospectivos, tem variado de 1 caso para 30 mil vacinados na Finlândia e Grã-Bretanha a 1 caso para 40 mil vacinados na Suécia. Estudos através do sistema de vigilância passiva no Canadá e na França registraram a incidência de 1 caso por 100 mil doses distribuídas e 1 caso por 1 milhão de doses distribuídas nos Estados Unidos. A maioria desses casos evolui para a cura.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Crianças com história anterior de púrpura trombocitopênica podem ter um risco aumentado de apresentar púrpura pós-vacinal. A decisão de vacinar dependerá da relação risco-benefício. Na grande maioria das vezes o benefício da vacinação é maior porque o risco da criança ter um quadro de púrpura após a doença é maior que após a vacina. Quando se optar pela revacinação após a ocorrência de púrpura, recomenda-se um intervalo mínimo de 6 semanas entre a doença e a vacina. Em caso de púrpura pós-vacinal é contra-indicada a revacinação.

b) Tratamento sintomático das complicações da trombocitopenia.

B.A5 - Reações de hipersensibilidade

Reações de hipersensibilidade raramente ocorrem. A maioria dessas reações são menores e consistem em urticária no local da aplicação. Reações de anafilaxia são extremamente raras. Mais de 70 milhões de doses foram distribuídas nos EUA desde 1990 e foram notificados apenas 33 casos de reação anafilática. A anafilaxia é imediata (reação de hipersensibilidade do tipo I de Gell & Coombs), ocorrendo habitualmente na primeira hora após a exposição ao alérgeno, apresentando-se com uma ou mais das seguintes manifestações: urticária, sibilos, laringoespasmo, edema dos lábios, hipotensão e choque.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a)Tratamento sintomático

- A grande maioria dos casos não necessitou de tratamento medicamentoso, apresentando boa evolução.

b)Pessoas com história de reação anafilática após a ingestão do ovo ou após uso de neomicina e kanamicina (somente a vacina que utiliza a cepa Biken – Cam – 70 FIOCRUZ, contém a eritromicina e kanamicina, as outras vacinas contra o sarampo contêm a neomicina) não devem ser vacinadas.

As pessoas com história de reação alérgica ao ovo poderão receber as vacinas com a cepa Edmonston-Zagreb que são atenuadas em tecido de células diplóides humanas.

Os indivíduos com outros tipos de reações alérgicas, que não anafiláticas, podem ser vacinados normalmente.

B.A6 - Reações articulares

São provocadas pela vacina contra a rubéola, consistindo em artralgias ou artrites. Em crianças são transitórias e pouco freqüentes (0,3%), mas nas mulheres adultas a incidência de artralgia ou artrite chega, com a linhagem RA 27/3, a 15%, ocorrendo artropatia recorrente em 5% dos casos.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos de artrite.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Nos casos graves encaminhar para avaliação especializada para afastar outros diagnósticos diferenciais.

c) Há contra-indicação a doses subseqüentes.

Parotidite

É particularmente comum quando se usa a linhagem Urabe na vacina contra a caxumba. Surge 10 a 14 dias depois da vacinação e sua evolução é benigna e de curta duração.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação a doses subseqüentes.

C. Outros eventos

Citam-se ainda, na literatura, orquite e pancreatite, atribuídas à linhagem vacinal contra a caxumba, sendo bastante raras e sem gravidade.

Notificação e investigação

Desnecessária.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação para doses subseqüentes.

FONTE DE DA PESQUISA :

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/area.cfm?id_area=1498


http://www.vacinas.org.br/