domingo, 25 de novembro de 2012

Será que o Caramujo Transmite Doenças ?



Caramujo-Gigante-Africano

Achatina fulica, os Caramujos Africanos







Pergunta-se:

O  Caramujo-Gigante-Africano, será um Transmissor de Doenças  ?


     Introdução

    O Caramujo-Gigante-Africano, Achatina fulica, é um molusco oriundo da África. Ele também é chamado de:
a.    Acatina,
b.    Caracol-Africano,
c.    Caracol-Gigante,
d.   Caracol-Ggante-Africano,
e.    Caramujo-Gigante,
f.    Caramujo-Gigante-Africano,
g.    Rainha-da-África.




O caracol gigante africano foi trazido do Quênia e da Tanzânia para o Brasil em 1988. A proposta inicial dos que trouxeram o Achatina fulica foi possibilitar mais uma opção de alimento, cujo similar europeu, o escargot, é tido como um prato caro presente em restaurantes muito chiques, especialmente na França.

   Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de comprimento e 20 centímetros de altura.


     Sua concha é escura, com manchas claras, alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante. Foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.


   Quem idealizou a importação dos Achatina quis trazer para o Brasil uma fina iguaria que, além de ser mais uma fonte de proteínas, traria renda para os criadores. Logo, no entanto, o IBAMA proibiu a sua criação considerando os caramujos como um péssimo negócio para o país.
 
      Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente capacidade de procriação desse animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. Só para se ter uma ideia, em um único ano, o mesmo indivíduo é capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias.




    Características Marcantes  do

Trata-se de espécie:

      a.  parcialmente arborícola (pode se alimentar sobre árvores e escalar edificações e muros);

b.     extremamente prolífica (produz muitos ovos por ano: 50 a 400 ovos por postura e cerca de 500 ovos por ano, segundo a D.ra Norma Campos Salgado);

c.  ativa no inverno (em regiões de inverno úmido e pouco frio);
– herbívora generalista (polífaga, ou seja, come folhas, flores e frutos de muitas espécies);

d.     resistente à seca;
e.     resistente ao frio hibernal;
 
f.        canibal (devora ovos e caramujos jovens da mesma espécie), aparentemente para sobreviver temporariamente em ambientes pobres em cálcio (necessário para a concha: animais parcialmente calcífilos);

g.     – sobrevivente em muitos meios naturais e antrópicos (florestas e capoeiras, bordas de florestas, caatingas, brejos e outras áreas de vegetação nativa, áreas de cultura – especialmente hortas e pomares, plantações abandonadas, terrenos baldios urbanos, quintais e jardins).
    
        Ovos depositados por Achatina no inverno de 1999 em laboratório, Campinas SP (5-6 mm de comprimento por 4-5 mm de largura) .



     A Praga da Destruição





Os animais dessa espécie se alastraram por quase todo o Brasil, estabelecendo populações em vida livre e se tornando séria praga agrícola, especialmente no litoral. Atacam e destroem plantações, com danos maiores em plantas de subsistência de pequenos agricultores (mandioca e feijão) e plantas comerciais da pequena agricultura (mandioca, batata-doce, carás, feijão, amendoim, abóbora, mamão, tomate, verduras diversas e rami).

     Além de destruírem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se vorazmente de qualquer tipo de vegetação, e competir com espécies nativas – inclusive alimentando-se de outros caramujos; tais animais são hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças sérias. Felizmente, não foram registrados casos em que essa doença, em nosso país, tenha sido transmitida pelo Caramujo-Gigante.

São elas:
a.  Angiostrongylus costaricensis: responsável pela angiostrongilose abdominal, doença que provoca perfuração intestinal, de sintomas semelhantes aos da apendicite;
   Observação:
Achatina fulica pode hospedar ainda o verme Angiostrongylus costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença grave com centenas de casos já reportados no Brasil. Esta doença pode resultar em óbito por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal.

O descaso dos governos municipais, estaduais e federal pela situação e o incentivo desses governos à criação do molusco contribuem ativamente para o agravamento da invasão, dos danos agrícolas e da possibilidade da angiostrongilíase abdominal se tornar endemia rural e urbana. Os governos atuam, assim, contra os interesses da população.

b.  Angiostrongylus cantonensis: responsável pela angiostrongilíase meningoencefálica, de sintomas variáveis, mas muitas vezes fatal.

     Tanto uma quanto outra ocorrem pela ingestão do parasita, seja pelo manuseio dos caramujos, ou ingestão destes animais sem prévio cozimento, ou de alimentos contaminados por seu muco, como hortaliças e verduras. Assim, é importante o uso de luvas ou sacolas de plástico ao manipular os caramujos, cozer antes se comer a sua carne, e desinfeccionar itens alimentares, lavando-os e deixando-os de molho de quinze minutos a meia hora, em aproximadamente uma colher de água sanitária para um litro de água.

  Recomendações:


    Uma das recomendações de segurança no trato com esses animais diz: "a melhor forma de controle é mesmo pegá-los com as mãos, desde que estejam com luvas."   Colocá-los em um único  recipiente e jogar sal sobre eles e por fim queimá-los.

    
    Caramujo se desfazendo após uso de sal dobre Êle.







   Caramujos podem transmitir doenças :

 

Doenças transmitidas pelo caramujo africano

Caramujos, africanos ou não, podem transmitir a Angiostrongilíase meningoencefálica humana (Angiostrongylos cantonensis) e a Angiostrongilíase abdominal (Angiostrongylos costaricensis) e outras doenças.


 Segundo MENINGITE EOSINOFÍLICA POR CARACÓIS... "No Brasil, onde ocorreram seis casos até agora [de angiostrongilíase], o caracol africano (Achatina fulica) não foi a causa de nenhum deles."



  Controle :

      Quanto ao controle desse molusco, indica-se a catação manual dos indivíduos ( Caramujos ) e de seus ovos, colocando-os em dois sacos plásticos, com a posterior quebra de suas conchas antes de eliminá-los.   
     
 Ovos do Caramujo e sua Concha


01.  Ovos:

 

02.  Concha:



       Isso porque tais estruturas podem acumular água, sendo um criadouro em potencial para os ovos do Aedes aegypti. Depois, recomenda-se a aplicação de cal virgem sobre os caramujos quebrados, e o posterior enterramento, em local longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos.

Observação:

        Existem linhas de pesquisa que se focam em mostrar o outro lado da questão, afirmando que medidas visando à eliminação do caramujo são muito extremas, já que o risco dessa espécie transmitir doenças é muito pequeno, se comparado a outros animais que temos o hábito de ingerir; e pelo fato de que tal animal tem potencial para o desenvolvimento de produtos cosméticos e fármacos, como aqueles que combatem a leishmaniose. Além disso, alguns pesquisadores afirmam que o controle de suas populações poderia ser mais eficaz se fossem adotadas medidas sérias visando à utilização desses animais para a alimentação, já que são saborosos, se bem preparados, e são bastante proteicos.

 
    Saneamento Eficaz


 
Para sanear a região, algumas regras devem ser obedecidas na Captura do Achatina fulica :
1) Somente adultos treinados devem recolher os caracóis.

Crianças e Adolescentes não devem participar das ações diretas do recolhimento do caramujo
Achatina fulica.

2) O recolhimento sempre deve ser feito por pessoas treinadas ou em mutirão com os vizinhos, pelo menos da mesma quadra de quarteirão. O risco de re-infestação é alto e com certeza os caramujos retornarão ao seu quintal.

3) Recolher os caracóis sempre utilizando luvas descartáveis, sacos plásticos, na falta usar uma pá. Não ter o contato da pele diretamente com o caracol.

4) Os caracóis recolhidos devem ser incinerados, para isso utilizar uma vala, um tambor ou ainda uma fogueira cercada por tijolos ou blocos. Para grandes quantidades utilizar o carro incinerado da Prefeitura Municipal.



Extermínios não eficazes:

- A utilização do sal não é recomendado, o sal serve somente para salinizar o solo.

- Também não é recomendado o afogamento em balde com água e sal.

5) Os restos resultantes devem ser incinerado (queimados), enterrados, distante dos mananciais e poços de água. Jogar no lixo não é uma prática recomendável.

6) Não deixe pneus, latas, entulhos, plásticos, tijolos e telhas, madeiras, lixos em geral espalhados no quintal. Isso favorece a proliferação de Achatina fulica, e de outras pragas nocivas à saúde, como: ratos , baratas , escorpiões , aranhas , moscas , mosquitos como o Aedes aegypti (vetor da dengue).

7) Os caracóis nativos devem ser preservados.



OBSERVAÇÃO:




Não deixe crianças fazerem a captura, pois isto pode trazer problemas a saúde das mesmas. 


 CURIOSIDADES

USO DO CARAMUJO NA TERAPIA DO  REJUVENECIMENTO

01.    


 02.   


CARAMUJOS COMESTÍVEIS -  ESCARGOT

01.  Escargot de France.




02.  Escargot  Africano da Costa do Marfim ( Coestível ).




 03.  Escargot de Griffe.  Um Helix pomatia  ( Francês ).




04.   Escargot Helicidae de griffe. Europeu - Cornu aspersom.



13 comentários:

  1. Achei sob as folhas de manjericão de uma pizza um caramujo bem pequenininho. Se assemelha-se a um achatina fulica mas bem pequeno. Corremos risco em nossa saúde?

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    1. A doença é transmitida pelo caramujo da espécie citada ( Caramujo-Gigante-Africano) que hoje m dia esta largamente presente no território brasileiro.

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  2. Quando chove aparece um monte caracolzinho em casa. Meu filho de um ano,colocou na boca e mastigou um caracolzinho, sera que pode passar algum tipo de doença?

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  3. Minha bebe colocou a mão em um caramujo gigante e depois levou a boca. Eu lavei bem com agua e sabão mas depois a boca dela começou a estourar umas bolinhas vermelhas. Isso pode ser indício de alguma doença?

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  4. Meu filho de 1 aninho colocou um caracol na boca, stou preocupada.. O que fasso?
    Sera melhor levar na pediatra dele?.

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  5. por acaso existe alguma especie que não transmite doenças

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  6. Eu fui jogar fora um só que a gosma dele tocou no meus dedos corro algum risco ?

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  7. Encostar na fezes delea pode me ocorre alguma doença? ?

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  8. Encostar na fezes delea pode me ocorre alguma doença? ?

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  9. Meu bebê mastigou e cuspiu um cara ou de jardim, daqueles branquinhos pequenininhos. Devo me preocupar ?

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