sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

RECORTES DE JORNAL - SEMPRE A MESMA LADDAINHA E PROMESSAS

RECORTES DE JORNAL

DEPOIS DO SINISTRO APARECE OS POLÍTICOS COM PROMESSAS.


Chove:Omissão e Irresponsabilidade nos Desastres Ambientais

NAS TRAGÉDIAS SE PROMETE AJUDAS E DEPOIS SE CAI NO ESQUECIMENTO.

Pensa-se em Eleições, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 e no Povo não se pensa.

A- ANGRA DOS REIS : 7, janeiro, 2010

No Rio de Janeiro, 20 localidades foram afetadas pelas fortes chuvas.

Novecentas pessoas desabrigadas, 1.868 desalojadas e foram registradas pelo menos 72 mortes.

Angra dos Reis é a região mais atingida pelos deslizamentos.

Como remover milhares de famílias que ocupam encostas de morros?

Poder público deu as costas para o problema.

Órgãos de fiscalização ambiental contam com poucos servidores e uma boa parte convive com o tédio dos gabinetes quando deveria botar os pés na lama.

Especuladores imobiliários esqueceram os riscos e incentivaram a ocupação irregular do solo para ficarem ricos.


Miseráveis caíram mortos no único pedaço da ladeira que encontraram para morar.

Onde ficou o planejamento urbano?

Além do Rio, há problemas no Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e no Rio Grande do Sul que também teve mortos, desaparecidos, desabrigados e desalojados.

A força da correnteza no rio Jacuí fez desabar um terço dos mais de 300 metros de extensão da ponte construída em 1963, principal ligação da capital com a região central gaúcha.


Região de várzea, extensas lavouras de arroz percorrem os dois lados do rio até a encosta da Serra Geral.

Nasci a cerca de 80 km da área alagada e lembro, desde criança, da degradação nas margens do Jacuí.

Primeiro foi a erosão nas barrancas, depois a formação de bolsões de areia que mais tarde formaram verdadeiras ilhas no meio do rio.

O assoriamento aumenta ano-a-ano.

Alguns arrozeiros utilizam até o “último palmo” de terra na beira do rio.

Resta socorrer as vítimas.

Lentamente, a Defesa Civil Nacional vai liberar recursos para os municípios atingidos.

Já são 140 pedidos para um rateio de R$ 100 milhões aos gaúchos.

Outros estados contam com R$ 200 milhões para ajuda.

Por baixo, em 2010, os prejuízos passam de R$ 1 bilhão.

O mau preenchimento das solicitações pelas prefeituras, principalmente por falta de detalhamento dos planos de trabalho para recuperação de estradas e pontes, atrasa o empenho do dinheiro e muitas prefeituras até hoje não receberam o dinheiro.

B- MORRO DO BUMBA- Niterói - ABRIL DE 2010

Porque não a prevenção ?


Prevenção não dá votos?

Tragédia em Niterói – Temporal no Rio provoca estragos e deixa 182 mortos em todo o estado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, na capital foram registradas 55 mortes. Em Niterói, na Região Metropolitana, foram 107. São Gonçalo teve 16 vítimas fatais. Outras mortes foram registradas nos municípios de Nilópolis e Magé, na Baixada Fluminense, Petrópolis, na Região Serrana, e em Paracambi.

O município de Niterói registrou o maior número de vítimas fatais no estado. O prefeito Jorge Roberto Silveira decretou nesta quinta-feira (8) estado de calamidade pública. Ele também decretou luto oficial de uma semana. Foram registrados óbitos nas localidades do Morro Boa Vista, Tenente Jardim, Ponta da Areia, Martins Torres, Morro Cova da Onça, Morro do Bumba, Estrada da Cachoeira, Estrada Fróes e Travessa Beltrão.

Na noite de quarta-feira (6), moradores do Morro do Bumba, no Cubango, foram atingidos por um deslizamento de terra. Aproximadamente 50 casas teriam sido atingidas. O desabamento, considerado o maior da história de Niterói, segundo a prefeitura, já deixou 17 mortos e dezenas de feridos. Após vistoria, cerca de 60 imóveis foram interditadas no entorno do desabamento do local.

Quase um mês depois das chuvas, a Defesa Civil de Niterói ainda registra cerca de 3.000 casas localizadas em área de risco. Apenas no município, a tragédia fez 168 vítimas fatais, 46 delas no morro do Bumba, onde uma equipe de cinco bombeiros permanece trabalhando na busca de corpos e remoção do entulho. Em todo o Estado, o número de mortos registrado até agora é de 256. Segundo dados da Defesa Civil Estadual, as chuvas deixaram 62.479 pessoas desalojadas e 12.354 desabrigadas.

A maioria dos desabrigados de Niterói está alocada em escolas da rede municipal. No final de abril, o governo estadual entregou 93 novos apartamentos no condomínio Várzea Moça.

C- SÃO GONÇALO-RJ

No município vizinho de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, as primeiras das cerca de 1.200 famílias cadastradas começaram a receber o aluguel social nesta segunda-feira.

O bairro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ) se encontra alagado, os carros estão impossibilitados de passar em certas áreas, pessoas estão ilhadas, casas e carros estão debaixo d’água.

O rio Alcântara, que corta a cidade, está transbordando e já inundou o estacionamento do mercado Assai e está quase chegando à delegacia 74º DP.

São Gonçalo já registrou nove mortes por causa da chuva.

Segundo os bombeiros, as buscas vão continuar durante a noite e só vão parar quando todas as pessoas forem encontradas.

256 mortes no Rio desde dezembro de 2009 até abril de 2010.
De acordo com último levantamento da Defesa Civil, divulgado na tarde desta quinta-feira (8), de 31 de dezembro de 2009 a 8 de abril de 2010, 256 pessoas morreram no Rio de Janeiro por causa das fortes chuvas que atingem o estado, de acordo com a Defesa Civil.

Niterói é a cidade com o maior número de mortes, 109 – as 105 desta semana e mais duas que ocorreram quando uma casa no bairro de Santa Rosa desabou em 31 de dezembro. Em seguida está o Rio de Janeiro, com 55, e Angra dos Reis, com os 53 mortos do revéillon.

Mais de 5 mil moradores de seis bairros de Seropédica, na Baixada Fluminense, foram atingidos pela chuva que cai na região desde segunda-feira (5). Com a água, que em alguns trechos chegou a dois metros de altura, as ruas da cidade viraram verdadeiros rios e a população do local tem se descolado em barcos, em caixas d’água improvisadas e em pequenos botes infláveis. A prefeitura municipal decretou situação de emergência.

D - JANEIRO DE 2011

Região Serrana: Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo

Enchentes no Rio de Janeiro: Teresópolis e Nova Friburgo confirmam mais mortos; 508 morrem na região serrana.

Tudo se repete e sempre são as mesmas promessas que não saem do papel.

Balanços divulgados na noite desta quinta-feira pelas prefeituras de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Sumidouro informam que mais pessoas foram encontradas mortas nas cidade durante as buscas após os temporais que atingiram a região serrana do Rio.

A cidade mais afetada é Nova Friburgo, onde os mortos chegaram a 225. Com isso, o total de mortes – em cinco municípios da região – chega a 508. Pode ser maior até agora.

A Defesa Civil de Nova Friburgo informou hoje que número de mortos na cidade deve aumentar, uma vez que ainda há pessoas soterradas e são mínimas as chances de encontrar sobreviventes.

Os bombeiros afirmam que uma das maiores dificuldades encontradas pelas equipes de regaste na região serrana do Rio é a falta de comunicação, já que os telefones e a internet estão com problemas. Outra dificuldade enfrentada pelas equipes de resgate é em relação aos acessos em algumas partes das cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

Saques e buscas

Só se conseguiu chegar ao alto de Teresópolis de helicóptero. Corpos aguardavam resgate. Cães cheiravam os sacos. Moradores conferiam se havia a algum parente.

"Pode faltar saco, só temos 50", disse um guarda responsável pelo resgate dos corpos.

Um oficial de bombeiros diz que "dúzias de corpos" estão entre o alto, onde havia mais de 200 casas, e o campo de futebol. Nenhum helicóptero havia pousado no local até 16h. Um oficial disse que a demanda era grande. Voluntários dizem que houve saques de bens deixados em meio aos escombros.

No Instituto Médico Legal ( IML )

O grande número de corpos no IML (Instituto Médico Legal) de Teresópolis obrigou as equipes de técnicos a adotar o reconhecimento dos mortos por meio de fotografias. Cerca de 50 pessoas estão concentradas em frente ao prédio do IML, em busca de parentes desaparecidos.

As fotos dos rostos dos mortos são mostradas pelos peritos a quem busca informações. Só entram no prédio os parentes que reconheceram vítimas por meio das fotografias. O prédio do IML funciona ao lado de uma delegacia de polícia e tem capacidade para receber apenas seis corpos. Até as 12h de hoje já tinham dado entrada 147 corpos. Outro prédio, em frente à delegacia, teve que ser requisitado para receber corpos.


Cronologia:

11 horas de 14 de Janeiro de 2011.

Já são 511 o número de mortos na tragédia da Região Serrana ( Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo ).

Muitos dos corpos já estão em decomposição.


14/01/2011,19h24 min.

Tragédia na Região Serrana fluminense já matou 530

Os números de mortos nas cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro afetadas pelas chuvas, até o momento, são: em Nova Friburgo, 234 mortes, em Teresópolis, 231, em Petrópolis, 41, em Sumidouro, 20, em São José do Vale do Rio Preto, 4. No total, são 530 óbitos.

Esses números estão sendo atualizados a todo momento, à medida em que os corpos em áreas de difícil acesso são encontrados. Municípios vizinhos - Bom jardim, Sapucaia, Areal - não registraram mortos, mas também sofrem com estragos estruturais provocados pelos temporais.

A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, que administra 13 cemitérios na capital fluminense, anunciou que colocou à disposição da Região Serrana 140 caixões para sepultar os corpos das vítimas. A Santa Casa informou também que disponibilizou algumas vagas em seus cemitérios para sepultar os corpos que não puderem ser enterrados nas cidades atingidas pelas chuvas.

Número de mortos deve aumentar

Tanto em Nova Friburgo quanto em Teresópolis, as duas cidades mais atingidas pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, o número
de mortos ainda deve crescer. O secretário municipal de Comunicação de Nova Friburgo, David Massena, disse à Agência Brasil que ainda há “muitos corpos” sob escombros na cidade e que os bombeiros , queainda trabalham no resgate das vítimas, sequer chegaram a alguns pontos isolados do município.

“A gente sabe que tem muito corpo ainda. Mas estamos priorizando neste momento o resgate de sobreviventes e torcendo para parar de chover”, disse. “Ainda há bairros isolados, como Campo do Coelho, Vargem Alta, Colonial 61, Toledo. Outros estão com difícil acesso e a gente chega na medida do possível.” Em entrevista ao UOL, o comandante do bombeiros no RJ, Pedro Machado, admitiu que o necrotério na cidade está preparado para receber 400 corpos.

O mesmo ocorre em Teresópolis. De acordo com o UOL, o coronel Flávio Luiz Castro, da Defesa Civil municipal, afirmou que o número de óbitos e de desaparecidos ainda deve subir. Castro disse que o acesso a algumas regiões só pode ser feito de helicóptero ou após horas de caminhada. “Vinte cinco desaparecidos dentro desse universo a gente acredita que seja muito pouco. A gente acredita que tenha muito mais desaparecidos”, disse.

Os municípios da região serrana do estado do Rio de Janeiro atingidos pelas fortes chuvas desta semana já contabilizam mais de 500 mortos. Além de Teresópolis e Nova Friburgo, onde as vítimas já passam de 200, há mortos em Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. O governo do Estado informou que cerca de 10 mil pessoas foram atingidas pela tragédia.


15 de Janeiro de 2011, 05h27 min.

Sobe número de mortes na Região Serrana no terceiro dia de buscas a vítimas das chuvas

TERESÓPOLIS e RIO - O número das vítimas das chuvas na Região Serrana continua a subir nesta sexta-feira, terceiro dia de buscas.

Ao todo, já são 548 mortos, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros de Itaipava.

Segundo os últimos levantamentos, seriam :

a. 247 mortos em Friburgo,

b. 238 mortosem Teresópolis,

c. 18 mortos em Sumidouro,

d. 43 mortos em Petrópolis

e. 02 mortosem São José do Vale do Rio Preto.

De acordo com a Polícia Civil, em Friburgo foram identificados 242 pessoas, em Teresópolis foram 228, em Petrópolis foram 41, em Sumidouro 19 e quatro em São José do Vale do Rio Preto.

Ainda nesta sexta-feira voltou a chover forte em Teresópolis e Itaipava, o que dificulta o trabalho de resgate das pessoas que ainda estão ilhadas e dos corpos soterrados.

O mau tempo impede o voo de helicópteros em Teresópolis. Na madrugada, equipes de resgate diminuíram o trabalho por causa da escuridão. Onde havia luz, o resgate continuou.

Segundo a Defesa Civil de Teresópolis, permanecem registrados:

a. 1200 desabrigados,

b. 1300 desalojados.

Nesta sexta-feira, equipes da Defesa Civil estão trabalhando desde as 5h da manhã no resgate de vítimas e no encaminhamento de desabrigados para o Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, mais conhecido como "Pedrão".

Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de

Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.

Em Friburgo também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes. Seis abrigos alojam 414 famílias.

Em Teresópolis, três caminhões frigoríficos chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) no início da manhã para acondicionar os corpos das vítimas das chuvas. Os caminhões foram pedidos pelo juiz José Ricardo Aguiar, da 2ª Vara de Família de Teresópolis.

Santa Maria Madalena

O IML já identificou 470 vítimas. Por enquanto, no entanto, a Polícia Civil diz que não tem como enviar a lista com os nomes das vítimas. Apenas o município de

Teresópolis divulgou parte da lista de com o nome dos mortos identificados.

Eis a Relação:

Pelo menos 161 mortes já foram confirmadas em Teresópolis.

· Ana Cristina Oliveira de Carvalho

· Ângela Maria Ferrari da Silva

· Arthur de Souza Oliveira

· Bruno Ricardo Lage Raimundo

· Daniele de Paiva Amaral

· Davi Viana de Barros

· Dinalva de Paula Queiróz

· Douglas Lima Rosa

· Eliézia de Jesus Lima Rosa

· Erineu Cunha do Couto

· Fábio Lazarino

· Gabriel Gregório Passos

· Henrique

· Ilma Felipe da Silva

· Isac Bravo

· Isalina Gomes Castelane

· Jeferson Zão Patrão

· João Lucas Brandão Bravo

· João Vitor Gomes da Silveira

· Jorge de Moura Bretes

· Larissa Lima Rosa

· Lucas Diniz Mendes

· Luiza Felipe Gomes da Silveira

· Manoela Maria da Conceição Liotério

· Maria de Lourdes Pereira Fontella

· Maria do Carmo Ferreira

· Maria José da Silva

· Mariana Gomes da Silva

· Marilda Hiath da Silva

· Marli Ribeiro

· Marlon Viana Charles

· Natalia Batista Ferreira

· Roberto da Silva Castelano

· Ruan Varges Guarilha

· Silvio Gomes da Silveira

· Sophia Brandão Bravo

· Soraya Popovitch

· Suellem Aparecida Cunha de Souza

· Thayná Hiath da Conceição

· Tamara Machado Castelane

· Zilda Pires do Amaral

· Maria de Fátima da Silva Pereira

· Maria das Graças da Costa Schuaberar

Notícias:


a. Risco de epidemias é uma nova ameaça à população

b .Boatos levam pânico a Nova Friburgo e Teresópolis

c. Internautas lançam campanhas e convocam cidadãos a doar.

d. Silêncio e dor marca o enterro de 11 da família Connolly.

e. IML: Congelamento de corpos ainda não está definido


Animais são vítimas da tragédia

Centenas de animais têm sido encontrados mortos, soterrados ou levados pela enxurrada. Entidades protetoras se empenham em campanhas para resgatá-los e arrecadar doações. “O sítio onde abrigo cerca de 300 cães está ilhado. Muitos morreram, e o muro que sustenta os canis está ameaçado de cair”.


17 de Janeiro de 2011

Sobe número de mortes na Região Serrana no sexto dia de buscas a vítimas das chuvas

Já são 648 os mortos após chuvas na região Serrana do Rio de Janeiro.

TERESÓPOLIS e RIO - O número de mortes provocadas pela tempestade que devastou a Região Serrana do Rio chegou a 641 nesta segunda-feira, sexto dia de buscas às vítimas.

Segundo a Defesa Civil, em Petrópolis são 3.600 desalojados, e 2.800 desabrigados. Em Teresópolis, 960 desalojados, e 1.280 desabrigados, e em Nova Friburgo 3.220 desalojados, e 1.970 desabrigados.



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Informação - Sindical


Sindenfrj cobra PCCS estadual na Justiça
O governo do estado ainda não enquadrou os servidores da área da saúde no plano de carreira, cargos e salários (PCCS), como prevê a lei 3.948/02. Em razão disso, o Sindicato dos Enfermeiros (Sindenfrj) decidiu entrar com ações coletivas a fim de exigir o cumprimento da lei.

Para ingressar nas ações, basta se dirigir ao departamento jurídico do Sindicato com cópia do CPF, do RG, do comprovante de residência, do contracheque e do comprovante de posse (se tiver). Procurar a dra. Patrícia às terças e quintas-feiras, das 14h às 17h.

Servidor federal terá que brigar por mudanças nos PCCS

Já o funcionalismo federal não deve esperar grandes mudanças nos planos de cargos e salários este ano, apesar de o Orçamento prever mais de R$ 2 bilhões para isso. Segundo especialistas, os sindicatos terão de intensificar a pressão sobre os líderes do governo. Além da resistência da base governista, o funcionalismo terá de enfrentar a escalada de ajustes fiscais.

O Sindicato dos Enfermeiros está acompanhando as ações do novo governo e se articula com outras entidades de classe da saúde para cobrar o cumprimento das reivindicações da categoria.

SINDICATO DOS ENFERMEIROS

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Síndrome de Down ou Mongolismo

Síndrome de Down


Você já ouviu falar em Síndrome de Down? E em "Mongolismo"?



Síndrome de Down e "Mongolismo" são a mesma coisa. Como o termo "Mongolismo" é pejorativo, e por isso inadequado, passou-se a usar Síndrome de Down ou Trissomia.
Todas as pessoas estão sujeitas a ter um filho com Síndrome de Down, independente da raça ou condição sócio-econômica. No Brasil, acredita-se que ocorra um caso em cada 600 nascimentos, isso quer dizer que nascem cerca de 8 mil bebês com Síndrome de Down por ano.
Diferente do que muitas pessoas pensam, a Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê, no início da gravidez.


Aspectos Gerais da Síndrome de Down
Diferente do que muitas pessoas pensam, a síndrome de Down é uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê, no início da gravidez.


A denominação síndrome de Down é resultado da descrição de Langdon Down, médico inglês que, pela primeira vez, identificou, em 1866, as características de uma criança com a síndrome. Em cada célula do indivíduo existe um total de 46 cromossomos, divididos em 23 pares. A pessoa com síndrome de Down possui 47 cromossomos, sendo o cromossomo extra ligado ao par 21.


Para desenvolver todo seu potencial, a pessoa com síndrome de Down necessita de um trabalho de estimulação desde seu nascimento. Ela faz parte do universo da diversidade humana e tem muito a contribuir com sua forma de ser e sentir para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva.

A Sindrome de Down ou trissomia do 21, é sem dúvida o distúrbio cromossômico mais comum e a mais comum forma de deficiência mental congênita. Geralmente pode ser diagnosticada ao nascimento ou logo depois por suas características dismórficas, que variam entre os pacientes, mas produzem um fenótipo distintivo.
Os pacientes apresentam baixa estatura e o crânio apresenta braquicefalia, com o occipital achatado. O pavilhão das orelhas é pequeno e dismórfico. A face é achatada e arredondada, os olhos mostram fendas palpebrais e exibem manchas de Brushfield ao redor da margem da íris. A boca é aberta, muitas vezes mostrando a língua sulcada e saliente.
As mãos são curtas e largas, frequentemente com uma única prega palmar transversa ("prega simiesca").

Os pés mostram um amplo espaço entre o primeiro e o segundo dedos.

Síndrome de Down e "Mongolismo" são a mesma coisa. Como o termo "Mongolismo" é pejorativo, e por isso inadequado, passou-se a usar Síndrome de Down ou Trissomia. Todas as pessoas estão sujeitas a ter um filho com Síndrome de Down, independente da raça ou condição sócio-econômica. No Brasil, acredita-se que ocorra um caso em cada 600 nascimentos, isso quer dizer que nascem cerca de 8 mil bebês com Síndrome de Down por ano. Diferente do que muitas pessoas pensam, a Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê.
Todos os seres humanos são formados por células. Essas células possuem em sua parte central um conjunto de pequeninas estruturas que determinam as características de cada um, como: cor de cabelo, cor da pele, altura etc.


Essas estruturas são denominadas cromossomos.



O número de cromossomos presente nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe), e estes se dispõem em pares, formando 23 pares. No caso da Síndrome de Down, ocorre um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos. O elemento extra fica unido ao par número 21. Daí também, o nome de Trissomia do 21.

Ela foi identificada pela primeira vez pelo geneticista francês Jérôme Lejeune em 1958.

O Dr. Lejeune dedicou a sua vida à pesquisa genética visando melhorar a qualidade de vida dos portadores da Trissomia do 21.

Existem 3 tipos de trissomia 21, detectadas por um exame chamado cariótipo.


São eles:
01. Trissomia 21 simples (ou padrão): a pessoa possui 47 cromossomos em todas as células (ocorre em 95% dos casos de Síndrome de Down).
02. Mosaico: a alteração genética compromete apenas parte das células, ou seja, algumas células têm 47 e outras 46 cromossomos (2% dos casos de Síndrome de Down).
03. Translocação: o cromossomo extra do par 21 fica "grudado" em outro cromossomo. Nesse caso embora indivíduo tenha 46 cromossomos, ele é portador da Síndrome de Down (cerca de 3% dos casos de Síndrome de Down).

Ainda não se conhece a causa dessa alteração genética, sabe-se que não existe responsabilidade do pai ou da mãe para que ela ocorra. Sabe-se também que problemas ocorridos durante a gravidez como fortes emoções, quedas, uso de medicamentos ou drogas não são causadores da Síndrome de Down, pois esta já está presente logo na união do espermatozóide (célula do pai) com o óvulo (célula da mãe).
Os indivíduos com Síndrome de Down apresentam certos traços típicos, como: cabelo liso e fino, olhos com linha ascendente e dobras da pele nos cantos internos (semelhantes aos orientais), nariz pequeno e um pouco "achatado", rosto redondo, orelhas pequenas, baixa estatura, pescoço curto e grosso, flacidez muscular, mãos pequenas com dedos curtos, prega palmar única.
A partir destas características é que o médico levanta a hipótese de que o bebê tenha Síndrome de Down, e pede o exame do cariótipo (estudo de cromossomos) que confirma ou não a Síndrome. A criança com Síndrome de Down tem desenvolvimento mais lento do que as outras crianças. Isto não pode ser determinado ao nascimento. Precisa de um trabalho de estimulação desde que nasce para poder desenvolver todo seu potencial.

Características dos Portadores

O portador da Síndrome pode apresentar várias:


01• A cabeça é um pouco que o normal. A parte posterior da cabeça é levemente achatada (braquicefalia) na maioria das crianças, o que dá uma aparência arredondada à cabeça. As moleiras (fontanela) são, muitas vezes, maiores e demoram mais para se fechar. Na linha média onde os ossos do crânio se encontram (linha de sutura), há muitas vezes, uma moleira adicional (fontanela falsa). Cabelo liso e fino, em algumas crianças, pode haver áreas com falhas de cabelo (alopecia parcial), ou, em casos raros, todo o cabelo pode ter caído (alopecia total).

02. Rosto tem um contorno achatado, devido, principalmente, aos ossos faciais pouco desenvolvidos e nariz pequeno. Osso nasal geralmente afundado. Em muitas crianças, passagens nasais estreitadas.

03. Olhos tem uma inclinação lateral para cima e a prega epicântica (uma prega na qual a pálpebra superior é deslocada para o canto interno), semelhante aos orientais. Pálpebras estreitas e levemente oblíquas.


ANALISE A IMAGEM ABAIXO :






04. Orelhas pequenas e de implantação baixa, a borda superior da orelha ( hélix ) é muitas vezes dobrada. A estrutura da orelha é ocasionalmente, alterada. Os canais do ouvido são estreitos.

05. A boca é pequena. Algumas crianças mantêm a boca aberta e a língua pode projetar-se um pouco. À medida que a criança com síndrome de Down fica mais velha, a língua pode ficar com estrias. No inverno, os lábios tornam-se rachados. O céu da boca (palato) é mais estreito do que na criança "normal". A erupção dos dentes de leite é geralmente atrasada. Às vezes um ou mais dentes estão ausentes e alguns dentes podem ter um formato um pouco diferente. Mandíbulas pequenas, o que leva, muitas vezes, a sobreposição dos dentes. A cárie dentária é observada com menor comparada com crianças “normais”.

06. Pescoço de aparência larga e grossa com pele redundante na nuca No bebê, dobras soltas de pele são observadas, muitas vezes, em ambos os lados da parte posterior do pescoço, os quais se tornam menos evidentes, podendo desaparecer, à medida que a criança cresce.

07. O abdômen costuma ser saliente e o tecido adiposo é abundante. Tórax com formato estranho, sendo que a criança pode apresentar um osso peitoral afundado (tórax afunilado) ou o osso peitoral pode estar projetado (peito de pomba). Na criança cujo coração é aumentado devido à doença cardíaca congênita, o peito pode parecer mais globoso do lado do coração. Em conseqüência das anomalias cardíacas e de uma baixa resistência às infecções, a longevidade dos mongolóides costuma ser reduzida.

08. As mãos e os pés tendem a ser pequenos e grossos, dedos dos pés geralmente curtos e o quinto dedo muitas vezes levemente curvado para dentro, falta de uma falange no dedo mínimo. Prega única nas palmas (prega simiesca). Na maioria das crianças, há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo, com uma dobra entre eles na sola do pé, enfraquecimento geral dos ligamentos articulares.



09. Genitália desenvolvida; nos homens o órgão genital masculino é pequeno e há criptorquidismo, nas mulheres os lábios e o clitóris são pouco desenvolvidos. Os meninos são estéreis, e as meninas ovulam, embora os períodos não sejam regulares.




É preciso enfatizar que nem toda criança com síndrome de Down exibe todas as características anteriormente citadas. Além disso, algumas características são mais acentuadas em algumas crianças do que em outras.

Causas

Um dado que levanta a suspeita é a idade materna, 60% dos casos são originados de mulheres com mais de 30 anos. Casos com mulheres de menos de 30 anos é de aproximadamente 1:3000; em mulheres entre 30 e 35 anos o risco aumenta para 1:600, em mulheres com mais de 45 anos, até 1:50.

Uma explicação do efeito da idade ocorre na ovogênese: na época do nascimento de uma criança, os ovócitos encontram-se na prófase I e, logo após o nascimento, interrompem a meiose por um período que dura de 12 a 50 anos (da menarca à menopausa). Quanto mais longo for esse período, por mais tempo permanecem interrompidas as meioses dos ovócitos e mais influências ambientais (radiações, medicamentos, infecções) podem alterar a segregação dos cromossomos originando, em conseqüência, maior número de óvulos aneuplóides

Um fator independente da idade e que possivelmente aumenta a ocorrência de zigotos aneuplóides é que, ao ser lançado na tuba, o ovócito encontra um meio diferente daquele em que permaneceu vários anos; desse modo, ele fica exposto à ação de fatores ambientais, tornando-se mais vulnerável à ocorrência de não-segregações.

Dados revelam que 20% dos casos de trissomia do 21 derivada falta de segregação ocorrida na gametogênese paterna. Nesse casos, o aumento da idade paterna também acarreta aumento na ocorrência das aneuploidias, porém esse efeito só é constatado claramente em pais com idade superior a 55 anos; como a paternidade nessa idade é relativamente rara, esse fato não foi percebido com a mesma facilidade como nas mulheres com mais de 35 anos.


Métodos de Diagnose


O diagnóstico é feito através do cariótopo, que é a representação do conjunto de cromossomos de uma célula. O cariótipo é, geralmente, realizado a partir do exame dos leucócitos obtidos de uma pequena amostra de sangue periférico. Somente este exame é que realmente comprova o cromossoma extra com um número total de 47, como resultante de uma trissomia do cromossomo 21.

Também é possível realizá-lo, antes do nascimento, depois da décima primeira semana de vida intra-uterina, utilizando-se tecido fetal.

No entanto as características fenotípicas, citadas anteriormente podem apresentar um forte indicio da doença ,sem o uso do teste.


Rastreio pré-natal


01. Amniocentese

É o método mais usado na detecção de trissomia 21 nas gravidezes de “alto risco”. É feito retirando-se uma pequena quantidade de líquido que envolve o bebê no útero, durante a gravidez.


02. Amostra de vilosidades coriônicas

Trata-se duma biópsia transvaginal às 10-12 semanas de gestação Relativamente à amniocentese, tem como vantagem a detecção mais precoce das anomalias cromossómicas , mas está associada a uma taxa maior de abortos (2-5%). Pensa-se que esteja associada a defeitos nos membros e das mandíbulas do feto, embora os estudos não sejam muito conclusivos.


03. Ecografia

Algumas características fetais podem ser indicadores de T21, como, por exemplo, o tamanho da fossa posterior, a espessura das pregas cutâneas da nuca, as posturas da mão e o comprimento dos ossos. Embora esta técnica seja promissora, ainda não oferece garantias.

04. Cariótipo das células fetais na circulação materna. Outra técnica que promete ter futuro.




Você já ouviu falar em Síndrome de Down? E em "Mongolismo"?

Síndrome de Down e "Mongolismo" são a mesma coisa. Como o termo "Mongolismo" é pejorativo, e por isso inadequado, passou-se a usar Síndrome de Down ou Trissomia.
Todas as pessoas estão sujeitas a ter um filho com Síndrome de Down, independente da raça ou condição sócio-econômica. No Brasil, acredita-se que ocorra um caso em cada 600 nascimentos, isso quer dizer que nascem cerca de 8 mil bebês com Síndrome de Down por ano.
Diferente do que muitas pessoas pensam, a Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê, no início da gravidez.


Aspectos Gerais da Síndrome de Down

Diferente do que muitas pessoas pensam, a síndrome de Down é uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê, no início da gravidez.


A denominação síndrome de Down é resultado da descrição de Langdon Down, médico inglês que, pela primeira vez, identificou, em 1866, as características de uma criança com a síndrome. Em cada célula do indivíduo existe um total de 46 cromossomos, divididos em 23 pares. A pessoa com síndrome de Down possui 47 cromossomos, sendo o cromossomo extra ligado ao par 21.


Para desenvolver todo seu potencial, a pessoa com síndrome de Down necessita de um trabalho de estimulação desde seu nascimento. Ela faz parte do universo da diversidade humana e tem muito a contribuir com sua forma de ser e sentir para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva.

A Sindrome de Down ou trissomia do 21, é sem dúvida o distúrbio cromossômico mais comum e a mais comum forma de deficiência mental congênita. Geralmente pode ser diagnosticada ao nascimento ou logo depois por suas características dismórficas, que variam entre os pacientes, mas produzem um fenótipo distintivo.
Os pacientes apresentam baixa estatura e o crânio apresenta braquicefalia, com o occipital achatado. O pavilhão das orelhas é pequeno e dismórfico. A face é achatada e arredondada, os olhos mostram fendas palpebrais e exibem manchas de Brushfield ao redor da margem da íris. A boca é aberta, muitas vezes mostrando a língua sulcada e saliente.
As mãos são curtas e largas, frequentemente com uma única prega palmar transversa ("prega simiesca").

Os pés mostram um amplo espaço entre o primeiro e o segundo dedos.

Síndrome de Down e "Mongolismo" são a mesma coisa. Como o termo "Mongolismo" é pejorativo, e por isso inadequado, passou-se a usar Síndrome de Down ou Trissomia. Todas as pessoas estão sujeitas a ter um filho com Síndrome de Down, independente da raça ou condição sócio-econômica. No Brasil, acredita-se que ocorra um caso em cada 600 nascimentos, isso quer dizer que nascem cerca de 8 mil bebês com Síndrome de Down por ano. Diferente do que muitas pessoas pensam, a Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê.
Todos os seres humanos são formados por células. Essas células possuem em sua parte central um conjunto de pequeninas estruturas que determinam as características de cada um, como: cor de cabelo, cor da pele, altura etc.


Essas estruturas são denominadas cromossomos.

O número de cromossomos presente nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe), e estes se dispõem em pares, formando 23 pares. No caso da Síndrome de Down, ocorre um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos. O elemento extra fica unido ao par número 21. Daí também, o nome de Trissomia do 21.

Ela foi identificada pela primeira vez pelo geneticista francês Jérôme Lejeune em 1958.

O Dr. Lejeune dedicou a sua vida à pesquisa genética visando melhorar a qualidade de vida dos portadores da Trissomia do 21.

Existem 3 tipos de trissomia 21, detectadas por um exame chamado cariótipo.


São eles:
01. Trissomia 21 simples (ou padrão): a pessoa possui 47 cromossomos em todas as células (ocorre em 95% dos casos de Síndrome de Down).
02. Mosaico: a alteração genética compromete apenas parte das células, ou seja, algumas células têm 47 e outras 46 cromossomos (2% dos casos de Síndrome de Down).
03. Translocação: o cromossomo extra do par 21 fica "grudado" em outro cromossomo. Nesse caso embora indivíduo tenha 46 cromossomos, ele é portador da Síndrome de Down (cerca de 3% dos casos de Síndrome de Down).

Ainda não se conhece a causa dessa alteração genética, sabe-se que não existe responsabilidade do pai ou da mãe para que ela ocorra. Sabe-se também que problemas ocorridos durante a gravidez como fortes emoções, quedas, uso de medicamentos ou drogas não são causadores da Síndrome de Down, pois esta já está presente logo na união do espermatozóide (célula do pai) com o óvulo (célula da mãe).
Os indivíduos com Síndrome de Down apresentam certos traços típicos, como: cabelo liso e fino, olhos com linha ascendente e dobras da pele nos cantos internos (semelhantes aos orientais), nariz pequeno e um pouco "achatado", rosto redondo, orelhas pequenas, baixa estatura, pescoço curto e grosso, flacidez muscular, mãos pequenas com dedos curtos, prega palmar única.
A partir destas características é que o médico levanta a hipótese de que o bebê tenha Síndrome de Down, e pede o exame do cariótipo (estudo de cromossomos) que confirma ou não a Síndrome. A criança com Síndrome de Down tem desenvolvimento mais lento do que as outras crianças. Isto não pode ser determinado ao nascimento. Precisa de um trabalho de estimulação desde que nasce para poder desenvolver todo seu potencial.

Características dos Portadores

O portador da Síndrome pode apresentar várias:

01• A cabeça é um pouco que o normal. A parte posterior da cabeça é levemente achatada (braquicefalia) na maioria das crianças, o que dá uma aparência arredondada à cabeça. As moleiras (fontanela) são, muitas vezes, maiores e demoram mais para se fechar. Na linha média onde os ossos do crânio se encontram (linha de sutura), há muitas vezes, uma moleira adicional (fontanela falsa). Cabelo liso e fino, em algumas crianças, pode haver áreas com falhas de cabelo (alopecia parcial), ou, em casos raros, todo o cabelo pode ter caído (alopecia total).

02. Rosto tem um contorno achatado, devido, principalmente, aos ossos faciais pouco desenvolvidos e nariz pequeno. Osso nasal geralmente afundado. Em muitas crianças, passagens nasais estreitadas.

03. Olhos tem uma inclinação lateral para cima e a prega epicântica (uma prega na qual a pálpebra superior é deslocada para o canto interno), semelhante aos orientais. Pálpebras estreitas e levemente oblíquas.



04. Orelhas pequenas e de implantação baixa, a borda superior da orelha ( hélix ) é muitas vezes dobrada. A estrutura da orelha é ocasionalmente, alterada. Os canais do ouvido são estreitos.

05. A boca é pequena. Algumas crianças mantêm a boca aberta e a língua pode projetar-se um pouco. À medida que a criança com síndrome de Down fica mais velha, a língua pode ficar com estrias. No inverno, os lábios tornam-se rachados. O céu da boca (palato) é mais estreito do que na criança "normal". A erupção dos dentes de leite é geralmente atrasada. Às vezes um ou mais dentes estão ausentes e alguns dentes podem ter um formato um pouco diferente. Mandíbulas pequenas, o que leva, muitas vezes, a sobreposição dos dentes. A cárie dentária é observada com menor comparada com crianças “normais”.

06. Pescoço de aparência larga e grossa com pele redundante na nuca No bebê, dobras soltas de pele são observadas, muitas vezes, em ambos os lados da parte posterior do pescoço, os quais se tornam menos evidentes, podendo desaparecer, à medida que a criança cresce.

07. O abdômen costuma ser saliente e o tecido adiposo é abundante. Tórax com formato estranho, sendo que a criança pode apresentar um osso peitoral afundado (tórax afunilado) ou o osso peitoral pode estar projetado (peito de pomba). Na criança cujo coração é aumentado devido à doença cardíaca congênita, o peito pode parecer mais globoso do lado do coração. Em conseqüência das anomalias cardíacas e de uma baixa resistência às infecções, a longevidade dos mongolóides costuma ser reduzida.

08. As mãos e os pés tendem a ser pequenos e grossos, dedos dos pés geralmente curtos e o quinto dedo muitas vezes levemente curvado para dentro, falta de uma falange no dedo mínimo. Prega única nas palmas (prega simiesca). Na maioria das crianças, há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo, com uma dobra entre eles na sola do pé, enfraquecimento geral dos ligamentos articulares.


09. Genitália desenvolvida; nos homens o órgão genital masculino é pequeno e há criptorquidismo, nas mulheres os lábios e o clitóris são pouco desenvolvidos. Os meninos são estéreis, e as meninas ovulam, embora os períodos não sejam regulares.






É preciso enfatizar que nem toda criança com síndrome de Down exibe todas as características anteriormente citadas. Além disso, algumas características são mais acentuadas em algumas crianças do que em outras.

Causas

Um dado que levanta a suspeita é a idade materna, 60% dos casos são originados de mulheres com mais de 30 anos. Casos com mulheres de menos de 30 anos é de aproximadamente 1:3000; em mulheres entre 30 e 35 anos o risco aumenta para 1:600, em mulheres com mais de 45 anos, até 1:50.

Uma explicação do efeito da idade ocorre na ovogênese: na época do nascimento de uma criança, os ovócitos encontram-se na prófase I e, logo após o nascimento, interrompem a meiose por um período que dura de 12 a 50 anos (da menarca à menopausa). Quanto mais longo for esse período, por mais tempo permanecem interrompidas as meioses dos ovócitos e mais influências ambientais (radiações, medicamentos, infecções) podem alterar a segregação dos cromossomos originando, em conseqüência, maior número de óvulos aneuplóides

Um fator independente da idade e que possivelmente aumenta a ocorrência de zigotos aneuplóides é que, ao ser lançado na tuba, o ovócito encontra um meio diferente daquele em que permaneceu vários anos; desse modo, ele fica exposto à ação de fatores ambientais, tornando-se mais vulnerável à ocorrência de não-segregações.

Dados revelam que 20% dos casos de trissomia do 21 derivada falta de segregação ocorrida na gametogênese paterna. Nesse casos, o aumento da idade paterna também acarreta aumento na ocorrência das aneuploidias, porém esse efeito só é constatado claramente em pais com idade superior a 55 anos; como a paternidade nessa idade é relativamente rara, esse fato não foi percebido com a mesma facilidade como nas mulheres com mais de 35 anos.


Métodos de Diagnose


O diagnóstico é feito através do cariótopo, que é a representação do conjunto de cromossomos de uma célula. O cariótipo é, geralmente, realizado a partir do exame dos leucócitos obtidos de uma pequena amostra de sangue periférico. Somente este exame é que realmente comprova o cromossoma extra com um número total de 47, como resultante de uma trissomia do cromossomo 21.

Também é possível realizá-lo, antes do nascimento, depois da décima primeira semana de vida intra-uterina, utilizando-se tecido fetal.

No entanto as características fenotípicas, citadas anteriormente podem apresentar um forte indicio da doença ,sem o uso do teste.


Rastreio pré-natal


01. Amniocentese

É o método mais usado na detecção de trissomia 21 nas gravidezes de “alto risco”. É feito retirando-se uma pequena quantidade de líquido que envolve o bebê no útero, durante a gravidez.


02. Amostra de vilosidades coriônicas

Trata-se duma biópsia transvaginal às 10-12 semanas de gestação Relativamente à amniocentese, tem como vantagem a detecção mais precoce das anomalias cromossómicas , mas está associada a uma taxa maior de abortos (2-5%). Pensa-se que esteja associada a defeitos nos membros e das mandíbulas do feto, embora os estudos não sejam muito conclusivos.


03. Ecografia

Algumas características fetais podem ser indicadores de T21, como, por exemplo, o tamanho da fossa posterior, a espessura das pregas cutâneas da nuca, as posturas da mão e o comprimento dos ossos. Embora esta técnica seja promissora, ainda não oferece garantias.

04. Cariótipo das células fetais na circulação materna. Outra técnica que promete ter futuro.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Erro na Saúde - De quem é a Culpa ? MAIS UM


REPORTAGEM DO JORNAL EXTRA DO DIA : 11 DE JANEIRO DE 2011


Funcionário que entregou guia de óbito errada foi demitido

Erro em hospital de Realengo / Crédito: Reginaldo Pimenta / Extra Priscilla Souza

O funcionário do Hospital Albert Schweitzer que entregou a guia de óbito da aposentada Maria da Conceição Souza, de 92 anos, antes do reconhecimento do corpo, foi demitido nessa manhã. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, o diretor da unidade, Dilson Pereira, determinou abertura de sindicância para identificar os profissionais responsáveis pelo erro que levou à troca da ficha de identificação das pacientes.

O diretor afirmou que, por questão de rotina, a paciente foi trocada de leito na sexta-feira, porém a troca do prontuário médico não foi feita, o que ocasionou a falha na comunicação do óbito.

Familiares da aposentada Maria da Conceição Souza, de 92 anos, devem processar o Estado. Para isso, a família já acionou uma advogada que está estudando o caso.

— Vamos entrar na Justiça com uma ação de danos morais e materiais. Além disso, vamos solicitar em juízo que o óbito seja cancelado — afirmou a advogada Joseli Vicente da Costa.

Maria da Conceição Souza foi declarada como morta, na sexta-feira, pelo médico Adler Magalhães da Silva, do Hospital estadual Albert Schweitzer, em Realengo. No sábado, o médico Edson Vieira Alves deu alta para a idosa.

A confusão começou na sexta-feira, quando o neto da aposentada, Rodrigo Garcia Pereira, de 30 anos, recebeu a notícia do falecimento da avó no hospital e foi orientado a registrar o óbito no cartório. Ele acionou a funerária e voltou para o Albert Schweitzer. Ao chegar ao necrotério, a surpresa: não era a sua avó.

— O funcionário do hospital ainda teimou comigo, dizendo que aquela era, sim, a minha avó — disse Rodrigo. 

De acordo com Rodrigo, a diretoria do hospital não deu nenhum auxílio para a família, pelo contrário. A equipe de segurança tentou impedir que os familiares ficassem ao lado da idosa afirmando que ela não tinha direito a acompanhante.

Comentário :

O funcionário do Hospital Albert Schweitzer que entregou a guia de óbito da aposentada Maria da Conceição Souza, de 92 anos, antes do reconhecimento do corpo, foi demitido nessa manhã. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, o diretor da unidade, Dilson Pereira, determinou abertura de sindicância para identificar os profissionais responsáveis pelo erro que levou à troca da ficha de identificação das pacientes.

Quem assinou o óbito ?

Quem liberou o corpo da Enfermaria ?

Quem fez o pacote?

Será que mais uma vez a corda só vai ARREBENTAR do lado mais fraco?

sábado, 8 de janeiro de 2011

FARRA COM O PASSAPORTE DIPLOMÁTICO


REPORTAGEM DO JORNAL: O ESTADO DE SÃO PAULO

LEIAM NA INTEGRA NO ENDEREÇO : http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,deputados-e-parentes-usam-direito-a-passaporte-diplomatico-para-turismo,663423,0.htm

Deputados e parentes usam direito a passaporte diplomático para turismo


'Estado' teve acesso à relação de ofícios que tratam da emissão de passaportes diplomáticos e de vistos que passaram pelo órgão nos últimos dois anos.



Denise Madueño e Leandro Colon - O Estado de S.Paulo

A regra para emissão de passaportes diplomáticos tem sido usada pelos deputados e parentes para conhecer o mundo e literalmente fazer turismo. Pelo menos dois terços desses passaportes especiais solicitados pela Câmara dos Deputados ao Itamaraty, entre esta sexta-feira, 7, e fevereiro de 2009, foram para mulheres, maridos e filhos dos parlamentares. E cerca de 87% dos vistos internacionais para esses documentos tiveram motivação turística, segundo dados da Segunda Secretaria da Câmara, responsável por essa tarefa.

O Estado teve acesso à relação de ofícios que tratam da emissão de passaportes diplomáticos e de vistos que passaram pelo órgão nos últimos dois anos. Os destinos das viagens, inclusive agora, em pleno recesso parlamentar, são os mais variados: Miami, Las Vegas, Nova York, Atlanta, Dubai, Vancouver, Buenos Aires, Austrália, Japão, entre outros lugares.

Filhos de deputados que vão passar um período de estudos no exterior também aproveitam para viajar com o passaporte especial. Quem tem esse documento recebe privilégios em aeroportos, como filas e atendimentos especiais, prioridade em bagagens e, dependendo do país, fica até dispensado da necessidade de tirar visto.

Passeio x missão. Desde 2009, a Segunda Secretaria solicitou 662 vistos para viagens de deputados e parentes que têm o documento especial. Desses, 577 foram para "turismo". Apenas 69 cumpriam o objetivo de missão oficial, a trabalho.

O balanço da Câmara mostra que cerca de 360 passaportes diplomáticos foram emitidos nestes últimos dois anos. Esse número é parcial porque atinge metade do mandato do deputado. Desde de que assume, o parlamentar já tem direito a solicitar o documento especial para ele e seus parentes. De acordo com os dados, pelo menos 125 passaportes foram emitidos para filhos e 110 para cônjuges.

O registro da Segunda Secretaria mostra que, no dia 21 de dezembro do ano passado, o deputado Carlos Leréia (PSDB-GO) mandou o ofício 250/2010 pedindo passaporte diplomático e visto para ele, a mulher e três filhos viajarem para Miami. O período do passeio, segundo o documento, seria de 3 a 17 de janeiro deste ano, no recesso parlamentar. Um requerimento em nome do deputado Décio Lima (PT-SC) pede passaporte diplomático e visto para ele e sua mulher irem a Las Vegas, cidade famosa pelos cassinos, entre 10 e 25 de janeiro.

Em 2 de junho de 2009, Alexandre dos Santos (PMDB-RJ) pediu o documento especial para ele e sua mulher. Naquele ano, usaram o documento para viajar a turismo para Dubai (Emirados Árabes) e Nova York (EUA). O deputado Charles Lucena (PTB-PE), sua mulher e mais três filhos pediram o passaporte diplomático para passear em Miami em julho de 2009.

Em julho de 2010, a Segunda Secretaria providenciou passaportes diplomáticos para dois filhos de Ratinho Júnior (PSC-PR) viajarem a "turismo", segundo a Câmara, para Miami.

Lei. A legislação da emissão de passaporte diplomático é vinculada ao decreto 5.978/2006. Os membros do Congresso e seus "dependentes" têm direito ao documento. Segundo o Itamaraty, se enquadram nesse perfil "cônjuge ou companheiro, filhos, inclusive os enteados, até 21 anos de idade ou, se estudante, até 24 anos ou, se inválido, de qualquer idade".

O Estado procurou, mas não localizou os deputados citados na reportagem.
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Senado. O Senado informou que requereu ao Itamaraty nos últimos dois anos a emissão de "70 a 80" passaportes especiais. O total de documentos diplomáticos solicitados pela Casa anualmente ou nos últimos oito anos é mantido em sigilo. No início de cada legislatura o Itamaraty recebe o pedido de emissão de passaportes especiais para os 81 senadores, antes mesmo deles requererem o benefício.

Colaborou Rosa Costa




OAB pede a filhos de Lula devolução de passaporte

MARÍLIA LOPES - Agência Estado

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, fez um apelo aos familiares do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que devolvam os passaportes diplomáticos do Itamaraty que receberam no último dia 29 de dezembro. Ophir afirmou que caso os passaportes não sejam devolvidos espontaneamente, a OAB se vê na obrigação de tentar medida judicial para buscar correção do ato da concessão do documento pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).



Em seu site, a OAB publicou trechos das declarações de Ophir, que afirmou que "o passaporte diplomático é concessão que deve ser dada a autoridades que devem representar o País internacionalmente e, por isso mesmo, precisam de um ir e vir mais tranquilo". "A concessão de passaportes a outras pessoas que não estejam enquadradas nessa filosofia, deve ser algo excepcional. Quanto ao caso de filhos de um ex-presidente ter esse passaporte, isso é extremamente danoso face ao princípio da moralidade administrativa e atenta contra a própria lei", acrescentou.

Ontem, o MRE confirmou que os dois filhos do ex-presidente renovaram o passaporte diplomático, no final do ano passado, dois dias antes do término do mandato. O neto de Lula, de 14 anos, também conseguiu o benefício na mesma época. A assessoria do Itamaraty não soube informar o nome do menor nem qual dia teria sido retirado o passaporte.


Conforme a assessoria do MRE, a concessão dos passaportes foi feita "com base na legislação vigente, de acordo com o decreto 5.978 de dezembro de 2006", que beneficia presidentes, vice-presidentes, ministros de Estado, ocupantes de cargos de natureza especial e titulares de secretarias vinculadas à Presidência da República, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.

Os cônjuges e os dependentes, inclusive os enteados, até 21 anos de idade ou, se estudante, até 24 anos, também estão autorizados a receber o documento. Para dependentes portadores de deficiência não existe limite de idade.