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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

APENDICITE - APENDICITE AGUDA

Apendicite

Apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão com o formato parecido com o dedo indicador, de aproximadamente 10 cm., localizado abaixo e no lado direito do intestino grosso.
O apêndice apresenta um canal (luz) em seu interior que se comunica com o intestino, contendo fezes ainda em fase líquida. A função do apêndice não é conhecida, apesar de haver uma grande concentração de tecido especializado na defesa imunológica em sua parede. Normalmente ele inflama por causa de uma infecção ou de uma obstrução do sistema digestivo. Se não for tratado, o apêndice infectado pode romper-se (estourar) e esparramar a infecção para a cavidade abdominal e para a corrente sangüínea.
O risco de apendicite aumenta com a idade, e o pico de incidência fica entre os 15 e 30 anos de idade. A apendicite é a principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Quatro em cada 1.000 crianças precisam ter seus apêndices removidos antes dos 14 anos de idade.


Quais são as causas e riscos da apendicite?

A apendicite ocorre quando os restos alimentares digeridos acumulam- se no apêndice, e no local, ocorre um crescimento de bactérias provenientes do próprio intestino. Embora câncer do apêndice seja raro, ocasionalmente a obstrução que leva à apendicite é causada por um tumor benigno chamado tumor carcinóide.


01. Quadro Clínico

O quadro clínico de apendicite inclui:
o Dor abdominal que normalmente começa de forma difusa, no meio do abdome (ao redor do umbigo) e que com o tempo (horas) desloca-se para a parte inferior direita,

o Febre baixa,
o Náuseas,
o Vômitos,
o Distensão abdominal,
o Dor quando o lado direito do abdome é tocado,
o Mudança no padrão intestinal,
o Incapacidade de eliminar gases.
O quadro clínico descrito acima ocorre em aproximadamente 40% dos casos. Nos casos restantes, ele pode ter variações que confundem e retardam o diagnóstico.
Se a pessoa tiver sintomas de apendicite, ela não deve tomar laxantes para aliviar a constipação intestinal, pois estes remédios aumentam a chance do apêndice supurar (estourar). Além disso, deve-se evitar remédios para aliviar a dor antes de ser avaliado por um cirurgião geral, porque estes medicamentos podem mascarar os sintomas de apendicite e podem tornar o diagnóstico difícil.


02. Diagnóstico

O médico irá revisar sua história clínica, perguntando sobre os sintomas digestivos habituais e os atuais, incluindo detalhes sobre as últimas evacuações: duração, freqüência, características (diarréicas ou duras), e se as fezes têm sangue ou muco.

Ele fará um exame físico detalhado e irá apalpar a parte mais baixa, à direita de seu abdome. Se o paciente for criança, o médico irá se certificar se a criança segura sua mão quando ele tocar o local onde dói. Em uma criança, os quadris dobrados (joelhos flexionados para cima) e o abdome tenso podem ser pistas importantes no diagnóstico.
Depois do exame físico, o médico solicitará um Hemograma Completo (exame de sangue) para checar sinais de infecção e um Exame de Urina I para descartar uma infecção urinária. Ele pode solicitar um exame de Ultra-som ou uma Tomografia Computadorizada de abdome (a TC) para ajudar no diagnóstico, porém o diagnóstico de apendicite em geral não precisa destes exames. Em crianças muito jovens, uma Radiografia de Tórax pode ser necessária para afastar o diagnóstico de pneumonia.


02.1. Diagnóstico Diferencial

São outras condições que podem dar sintomas que simulem uma apendicite:

1. Salpingite aguda (infecção das tubas uterinas)
2. Doença inflamatória pélvica
3. ITUs (infecções do sistema excretor (antigo trato ou aparelho urinário)
4. Dismenorréia (menstruação alterada com dores intensas)
5. Isquemia mesentérica (do intestino por acidente vascular ou volvo)
6. Hérnia intestinal
7. Colecistite aguda
8. Enterocolite
9. Gravidez ectópica
10. Diverticulite


03. Prevenção

Não há nenhum modo de se prevenir a Apendicite. Pode-se tentar evitar comer frutas e legumes com sementes, deve-se tirar as sementes, pois, assim evita-se que pequenas sementes se depositem no apêndice.


04. Tratamento

Na apendicite aguda, o tratamento padrão é a cirurgia para remover o apêndice. A cirurgia, chamada apendicectomia, deve ser feita o mais cedo possível para reduzir o risco do apêndice romper-se. Normalmente, se a apendicite é fortemente suspeitada, o cirurgião indicará a remoção do apêndice até mesmo se o ultra-som ou a tomografia não puderem confirmar o diagnóstico. A recomendação do cirurgião para operar reflete o perigo de uma apendicite supurada, pois ela pode ser ameaçadora à vida, enquanto a apendicectomia não complicada é um procedimento relativamente de pouco risco.

A cirurgia pode ser feita de modo convencional (através de uma incisão no lado inferior direito do abdome) ou por vídeo-laparoscopia (através de pequenas incisões no abdome), conforme a indicação do cirurgião.
Os pacientes normalmente recebem uma dose de antibiótico endovenoso (em uma veia) pouco antes da cirurgia e o antibiótico é continuado até o dia seguinte à cirurgia. Se o apêndice supurou, o paciente precisará tomar antibióticos por alguns dias.


A. Anatomia Patológica

O exame do apêndice retirado na cirurgia serve de confirmação do diagnóstico. Há infiltrado inflamatório constituido por neutrófilos, congestão dos vasos, edema e serosa avermelhada. Em casos avançados (denominados apendicites supurativas agudas) há grandes quantidades de pús intraluminais, e áreas de necrose da parede.


05. Qual médico procurar?

Para evitar o risco de uma apendicite supurada, deve-se procurar um pronto socorro imediatamente para ser avaliado por um cirurgião geral se a pessoa tiver sintomas de apendicite. A apendicite é uma emergência, e requer atenção imediata.


06. Prognóstico

A maioria dos pacientes procurará o pronto socorro dentro de 12 a 48 horas por causa da dor abdominal. Em casos muito raros, um baixo nível de inflamação pode persistir por vários dias antes do diagnóstico ser feito, especialmente em pacientes diabéticos, imunossuprimidos (pessoas com resistência imune baixa) e idosos.
Os pacientes que se submetem à cirurgia freqüentemente ficam no hospital durante dois ou três dias (se o apêndice não supurou). As pessoas que se submeteram a uma apendicectomia normalmente se recuperam completamente.
Em casos de apendicite supurada, a permanência no hospital é normalmente mais prolongada. Embora seja raro, uma pessoa pode morrer de apendicite se o apêndice supurou e espalhou a infecção para o abdome e para o sangue.
Se não tratada, morrem 2% dos doentes. O diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico de todos os casos, mesmo que de diagnóstico duvidoso, reduz a mortalidade a 0,1%.


07. INCIDÊNCIA

Sexo: segundo a maioria dos autores é 3 a 4 vezes mais freqüente em homens; contudo, há autores que consideram a incidência igual nos dois sexos.
Idade: é uma afecção predominatemente de jovens sendo muito comum antes dos 20 anos. É rara antes dos dois anos de idade. A maioria dos pacientes estão entre 05 e 30 anos; porém pode ser encontrada em idosos.
Raça: não há preponderância
Herança: Certas famílias apresentam uma maior incidência de casos. Tal fator no entanto permanece ainda de certa forma pouco definido.


08. ETIOLOGIA

Traumatismos

Seja internos como externos podem levar a erosões da mucosa e desencadeamento de infecção apendicular. Assim, parasitas como oxiúros, corpos estranhos como sementes, podem traumatizar a mucosa e determinar infecção.
Concomitante com moléstias exantêmicas - associação a viroses: vários autores referem casos de apendicite aguda associada com sarampo.


09. Infecção

Teoria enterógena; micróbios de virulência exaltada penetram a mucosa, ganham os linfáticos e se estendem por todo o apêndice. não se conseguiu relacionar a
afecção com determinado germe. Parece que a infecção inicial é pelo estreptococo, havendoobstrução da luz e proliferação de anaeróbios e do bacilo coli.
Teoria hematógena; os germes penetram através das amigdalas, ganham a corrente circulatória e vão até o apêndice. A presença de tecido linfóide na apêndice e a concomitância com amigdalites sugere em certos pacientes uma infecção por via sangüínea.


10. Obstrução

Pode ser determinado por fecalitos, por tecido fibroso (fibrose) que fecham a luz, hipertrofia linfóide, por corpos estranhos vindos com os alimentos (como sementes), ou mesmo parasitas intestinais. Às vezes ela se resolve espontaneamente com a expulsão do corpo obstrutor; quando não expulsos acabam traumatizando a mucosa e determinando inflamação.
LUZ OCLUIDA LEVANDO AO AUMENTO DO PERISTALTISMO E DISTENSÃO DO APÊNDICE
Dor vaga e difusa em epigástrio e região periumbelical

HIPERSECREÇÃO, AUMENTO DA LUZ E PROLIFERAÇÃO BACTERIANA
Pressão intraluminal acima de 85cmH2O determinando dor constante pela compressão das terminações nervosas da parede do apêndice

HIPÓXIA APENDICULAR COM PEQUENOS INFARTOS DA PAREDE E INVASÃO POR BACTÉRIAS
Surge febre, leucocitose e taquicardia

CONGESTÃO VASCULAR, EDEMA E DIAPEDESE COM MAIOR DISTENSÃO DO ÓRGÃO
Dor referida em FID (distensão dos filetes nervosos), náuseas e vômitos

ULCERAÇÃO DA MUCOSA, INVASÃO BACTERIANA MACIÇA, INFECÇÃO DA PAREDE APENDICULAR, DISTENSÃO ABDOMINAL POR ÍLEO ADINÂMICO
Dor peritonial intensa e bem localizada

TROMBOSE VASCULAR COM COM PIORA DO EDEMA E ISQUEMIA

GANGRENA E PERFURAÇÃO
Ampla irradiação da dor para todo o abdome inferior


11. COMPLICAÇÕES DA APENDICITE

Peritonite Abcesso localizado (apendicular ou em fundo de saco) Abcesso subfrênico Obstrução intestinal Fístulas entero-cutâneas (fístula estercoral) ou entre alças Hérnia incisional Complicações clínicas (infecção sepsis) .


12. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Supuração da incisão operatória Abcessos pélvicos e subfrênicos Abcesso de parede Fístula cecal (estercoral ou entre alças) Hérnia incisional Íleo paralítico


13. O que ocorre após o tratamento?

Caso não ocorra complicações durante ou após uma cirurgia, normalmente após 24 a 36 horas da cirurgia, o indivíduo já pode receber alta hospitalar, podendo voltar as atividades normalmente após 2 semanas da cirurgia.

domingo, 16 de agosto de 2009

NÚMEROS DA GRIPE SUÍNA

Os números da gripe suína

"Há mais de 700 mortes", disse um porta-voz, que não especificou o número.

No Brasil, o Ministério de Saúde confirmou nesta segunda-feira 100 casos da gripe que resultaram em mortes no país. O ministério informou que há transmissão sustentada --sem contato-- no país.

Na sexta-feira passada, a OMS alertou que o vírus da gripe suína está se propagando a uma velocidade sem precedentes e comunicou que deixaria de disponibilizar balanços sobre a evolução da pandemia no mundo.

"Nas pandemias anteriores, os vírus gripais precisaram de mais de seis meses para se propagar tanto como aconteceu com o novo vírus A (H1N1) em menos de seis semanas", afirma, em um comunicado, a organização, com sede em Genebra.

Um porta-voz da OMS, Gregory Hartl, ressaltou ainda que "o vírus já não pode ser detido e que todos os necessitarão de vacina". "Virtualmente, os 6,8 bilhões de habitantes do planeta poderão ser infectados", completou.

A organização reiterou, contudo, que o nível pandêmico decretado em junho refere-se à velocidade da propagação e não à letalidade do vírus, que afetou de forma leve a maioria dos pacientes.

"O vírus tem um caráter benigno para a grande maioria dos pacientes que, em geral, se restabelecem, inclusive sem tratamento médico, uma semana depois da aparição dos primeiros sintomas".


A OMS pediu aos países afetados que sigam "de perto os fatos incomuns", como, por exemplo, as infecções graves ou mortais em grupos de população, os sintomas pouco frequentes que possam aponta um agravamento da periculosidade do vírus.

Inverno



A Austrália, também no Hemisfério Sul, aparece em quarto lugar na lista, com 401 casos, atrás apenas de EUA, México e Canadá, países que tiveram o primeiro grande surto da doença.



Nestes países, já existe a transmissão autóctone – quando a pessoa contrai a doença sem sair do país. E o Brasil figura na lista destas nações (são 20), com sete casos autóctones. Por enquanto, a transmissão tem sido limitada e se dá entre pessoas próximas às que adoeceram no exterior. Mas um caso, confirmado na segunda-feira, levantou um alerta. Uma professora de uma creche em Campinas pegou o vírus.



Cinco crianças estão sob observação e a creche foi fechada por dez dias.


A estratégia do Ministério da Saúde é monitorar todas as pessoas que tiveram contato com os infectados no país. O bloqueio nos aeroportos é outra medida. Os passageiros que chegam em voos do exterior têm que preencher um formulário, informando nome, telefone para contato e o número do voo.

– Controlar o fluxo de passageiros é fundamental.


Quem são os mortos pela

gripe suína no Brasil?




Gripe Suína

(H1N1) -



OMS Não

irá mais



divulgar tabela

de casos no


mundo





Em uma nota simples e sem qualquer alarde, publicada no site da Organização Mundial da Saúde, o órgão informa que Não irá mais divulgar a tabela de casos e mortos pela gripe suína.


A OMS divulgou ainda que recomenda aos países que tenham dificuldades em realizar os exames, que façam ao menos 10 análises por semana para fins estatísticos para monitorar a atividade da doença e a possível mutação do vírus, principalmente por causa da produção de vacinas.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

GRIPE SUÍNA NO BRASIL E AS GESTANTES

Brasil e a saga da gripe Suína






Brasil Apresenta 12% das mortes causadas por gripe suína no Mundo





Veja o que vem ocorrendo no Brasil

Com as mortes anunciadas nos estados do:

Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro,

Foi elevado o total de óbitos para 140, o Brasil já tem 12% do total de vítimas fatais do mundo.

É o mesmo percentual do México, onde a pandemia começou.

Nesta quinta-feira, foram confirmadas :

mais três mortes no Rio Grande do Sul ,

duas em Osasco,

na Grande São Paulo,

e uma na cidade paulista de Nova Odessa.

Os Estados Unidos lideram o número de mortes no mundo, com 353 casos registrados, o equivalente a 30,5% do total de óbitos.

Em seguida, está a Argentina com 337 casos - ou 29,2% do total de vítimas fatais no mundo.

México (com 146 mortes) e Brasil (com 140 óbitos) vêm em seguida.

No boletim divulgado pela OMS esta semana, 162.380 contraíram o vírus H1N1 e 1.154 morreram até este momento. De acordo com a OMS, as Américas são as regiões mais afetadas pela doença, com 98.242 casos e 1.008 mortes.

Com o este percentual de mortes pela doença no país em relação às vítimas da doença no mundo, os infectologistas começam a colocar em xeque a estratégia do governo de centralizar a distribuição do antiviral Tamiflu, usado no tratamento da doença. O ministro José Gomes Temporão argumenta que a liberação da venda do Tamiflu no varejo poderia criar um vírus mais resistente, além de levar a população a se auto-medicar.

Gripe Suína Recomendações para a Gestante





O diagnóstico e tratamento precoces com o medicamento correto são fundamentais para evitar complicações para você e o seu bebê!

A gestante e a Gripe Suína

A gestante deve buscar o serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome gripal.

Na internação da gestante para o trabalho de parto, priorizar o isolamento se a futura mãe estiver com diagnóstico de influenza:

• febre geralmente (>38ºC);

• dor de cabeça;

• dor nos músculos;

• calafrios;

• prostração (fraqueza);

• tosse seca;

• dor de garganta;

• espirros e coriza

Após o nascimento do bebê, se a mãe estiver doente, usar máscara e lavar bem as mãos com água e sabão antes de amamentar e após manipular suas secreções; estas medidas devem ser seguidas até sete dias após o início dos sintomas da mãe. A mãe com gripe deve seguir dando o peito ao bebê.

Pessoas com condições clínicas graves da infecção ou suas complicações (pneumonia viral primária ou bacteriana, por exemplo), recomenda-se procurar tratamento médico-hospitalar. Para esses locais, recomenda-se a adoção estrita de medidas de biossegurança, conforme as orientações técnicas do MS.

Restringir visitas ao paciente, principalmente no período de transmissibilidade da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas).



Colocar máscaras na paciente, se possível, quando a mesma for transportada.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A GRIPE SUÍNA - VÍRUS H1 N1

O que é Gripe Suína, quais os sintomas e como evitar?

O que é a Gripe Suína?




Trata-se de um Vírus de gripe que atinge porcos, mas que como todo vírus de gripe, evolui a cada geração. Até então a ciência acredita que alguma mutação aconteceu dentro dos porcos e de alguma forma, se espalhado para os humanos.

Atenção :
A gripe suína, também conhecida como gripe porcina ou gripe A (H1N1) é uma doença causada pelo vírus H1N1 - combinação das cepas dos vírus suíno, aviário e humano.

Como se pega a Gripe Suína?
Normalmente no contato de humanos com porcos infectados e depois de humanos para humanos principalmente através de partículas de saliva na fala ou espirro.
É importante ressaltar que a carne suína não causa a doença, pois o calor do cozimento ou a fritura eliminam totalmente o vírus.
Quais os sintomas da Gripe Suína?
Os sintomas são: Febre, sonolência, falta de apetite, tosse, sintomas parecidos com o da gripe humana também, garganta seca, náusea, vômito e às vezes diarreia.
Os sintomas às vezes são confundidos também com os da Dengue, por isso, muitas vezes é avaliado os lugares por onde o paciente passou nos últimos dias.




Como tratar a Gripe Suína?






Algumas recomendações já foram divulgadas para tentar conter o vírus da Gripe Suína:
• Tente cubrir o nariz e a boca quando tossir ou espirrar. Jogar no lixo lenços após o uso.
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, principalmente depois de uma tosse ou espirro.
• Evite contato das mãos com os olhos, nariz, boca e rosto em geral.
• Evite contato com pessoas doentes.
• Se ficar doente, fique em casa e evite contato com outras pessoas.
Apesar de haver vacinas para porcos para este vírus, não há ainda uma para o caso dos humanos, mas há alguns medicamentos que já demonstraram resultados positivos no tratamento e prevenção da doença.
Apesar de não haver casos no Brasil ainda, é bom ficarmos ligados e tomarmos as devidas precauções.

A gripe suína, também conhecida como gripe suina ou gripe A (H1N1) é uma doença causada pelo vírus H1N1 - combinação das cepas dos vírus:
a. suíno,
b. aviário,
c. humano.


GRIPE SUÍNA : VÍRUS: ( SUÍNO + AVIÁRIO + HUMANO )


GRIPE SUÍNA: Número de infectados ultrapassa 55 mil.


CRÁFICO DEMONSTRATIVO



O número total de infectados pelo vírus A(H1N1), causador da chamada gripe suína, soma 55,867 mil, com incidência confirmada em 108 países, de acordo com o último boletim divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de mortes pela doença é de 238.
O Estados Unidos se mantém como o país com o maior número de infectados (21,449 mil e 87 mortos), seguido por México (7,847 mil e 115 mortes) e Canadá (6,457 mil e 15 mortos). No Brasil, a OMS aponta 334 casos confirmados da doença, sem registro de mortes.


Número de casos

Várias escolas decidiram nesta quarta-feira suspender as aulas para tentar impedir uma disseminação ainda maior da doença. Os casos confirmados da doença no Brasil subiram para 399. Somente em São Paulo e no Rio de Janeiro, que junto com Minas Gerais são os Estados com o maior número de casos registrados da doença, ao menos 10 mil alunos tiveram as aulas interrompidas pela gripe.


VEJA A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA ABAIXO








De acordo com o Ministério da Saúde, 65 novos casos foram notificados nesta quarta-feira, após os 94 confirmados na véspera. Outros 310 casos são considerados suspeitos.

O ministério reiterou o alerta feito na terça-feira pelo ministro José Gomes Temporão para que crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa não viajem para países com transmissão sustentada do vírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Chile e Argentina são considerados os países com transmissão sustentada.

"Ressaltamos que não há proibição nem restrição de trânsito de pessoas entre o Brasil e esses países. A recomendação é uma medida adicional de prevenção, tendo como base critérios epidemiológicos e o aumento, com a proximidade das férias de inverno, da circulação de turistas brasileiros em países com transmissão sustentada da doença", disse o ministério em comunicado.



Em São Paulo, onde desde sexta-feira algumas escolas já tinham anunciado a antecipação das férias, pelo menos mais quatro colégios decidiram suspender as aulas nesta quarta-feira após alunos terem sido confirmados com o vírus.

As escolas Viva, Madre Iva e Júlio de Mesquita anteciparam as férias de todas as turmas, totalizando 2.500 alunos, enquanto na Visconde de Porto Seguro a turma de um aluno que teve a doença confirmada também está sem aulas.

No início da semana, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) já tinha interrompido as aulas de 1.700 alunos no campus de Assis, que se somaram a mais 2 mil das escolas Magno e Palmares.

O colégio Santo Inácio, na zona Sul do Rio de Janeiro, foi o primeiro da cidade a interromper as aulas por causa da 'gripe suína', após dois alunos terem sido confirmados com a doença e outros dois estarem com suspeita.

Todas as turmas do período diurno foram afetadas pela suspensão das aulas, o que totaliza 3.500 alunos, informou a escola.




"Mesmo não sendo esta a recomendação do Ministério da Saúde... a direção do colégio, por prudência, decidiu suspender as aulas de todas as séries do colégio", disse a escola em comunicado, acrescentando que todos os casos de gripe e suspeitos são relacionados a viagens recentes para o exterior.

A escola Parque, também na zona sul do Rio, suspendeu aulas de uma classe que teve um aluno confirmado com a doença, enquanto outras escolas em Porto Alegre e em Belo Horizonte adotaram medidas semelhantes após a confirmação de casos de gripes em seus alunos.


Com elevação de casos de 'gripe suína', infectologistas reforçam dicas preventivas

A. Cobrir o rosto ao tossir,
B. evitar aglomerações,
C. lavar as mãos e não colocar o dedo na boca e no olho.

Estes são os cuidados básicos que qualquer pessoa deve seguir para não pegar a “gripe suína” (rebatizada de A H1N1 pela Organização Mundial de Saúde).
Apesar do aumento de casos no País, os infectologistas são cautelosos e apenas reforçam as orientações dadas pelo Ministério da Saúde.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A GRIPE SUINA : Vírus H1N1

o vírus da “Gripe Suína”: H1NI


O vírus da “gripe suína”.
Esta nova e muito perigosa variante do vírus da gripe humana tem sido reportada em vários locais nos EUA e no México, país onde se registam já pelo menos 103 mortos e 11 nos EUA (Na fronteira e em Nova Iorque), com mais de 1600 infectados. A situação levou já vários países do mundo (Japão, Coreia do Sul, Canadá, entre outros) a recomendarem aos seus cidadãos que evitassem viajar para o México e a Organização Mundial de Saúde já emitiu um alerta internacional.

O vírus em questão é o H1N1, ou “vírus suína”, uma variante do “influenza A” e ainda que possa como a mutação teórica da “gripe das aves” ser combatida com o Tamiflu a taxa de morte atual (1 para 100) é muito elevada e o vírus muito mutante, o que causa ainda mais preocupação com uma forma mais letal que ele possa assumir numa nova mutação.
A Cidade do México ordenou o encerramento temporário de todas as escolas e universidades. Estão atualmente internadas, em todo o México cerca de 1300 pessoas com sintomas gripais, desconhecendo-se destas, quantas terão o H1N1.


Este vírus é especialmente preocupante porque deriva diretamente de uma variante muito comum do vírus da gripe humana e porque foi capaz de infectar uma tão grande percentagem de alvos humanos jovens e saudáveis, como o grupo neozelandês. O vírus merece também muita preocupação porque se sabe que embora seja originário dos suínos, pode propagar-se aos seres humanos e sabe-se que pode depois expandir-se, mutando-se sempre, é esta maneabilidade que o torna difícil de combater e impossível de tratar por via de uma vacina.
Estar a acontecer num dos animais que geneticamente mais próximo esta do Homem: o porco… O surto começou no México, o que é também uma grande fonte de preocupação, já que é um dos países mais populosos do continente americano e com um sistema de saúde público muito ineficiente. O México tem também uma longa e muito permeável fronteira com os EUA, assim como uma grande comunidade migrante neste país. Daqui, o vírus poderá rapidamente propagar-se - por via aérea - a outros países do mundo, já que os EUA são dos países centrais no trafego mundial aéreo de passageiros.
Por outro lado já há vários casos reportados em Espanha, país que alberga uma grande comunidade de emigrantes mexicanos e se o vírus se instalar em Espanha - devido à inexistência de fronteiras no Espaço Shengen - irá propagar-se rapidamente, estando Portugal, pela sua fronteira comum e pela intensidade de trocas comerciais e turísticas entre os dois países ibéricos, na linha da frente e um dos países que brevemente conhecerá também casos desta “gripe suína”.
Como se transmite a Gripe?
Transmite-se por partículas da saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros. A transmissão é muito comum em agrupamento de pessoas em recintos fechados (escolas, lares, meios colectivos de transporte, discoteca).

O que é a gripe suína?
Trata-se de uma enfermidade respiratória altamente contagiosa que afeta os porcos, provocadas por um dos vírus A da gripe suína. Sua morbidade é alta e sua mortalidade baixa (1 a 4% dos casos). O vírus é transmido entre os porcos pelo ar e mediante contato direto e indireto. Os vírus mais frequentes são do tipo H1N1, embora circulem também entre os porcos outros vírus, como o H1N2, H3N2 e H3N1. Os surtos entre os porcos se dá com frequêcia, principalmente no outono e inverno.
Como afeta a saúde humana?
Ocasionalmente se tem notícia de surtos e infecções esporádicas desse tipo de gripe entre humanos. Geralmente, os sintomas clínicos são similares à gripe comum, mais sua manifestação clínica é mais ampla, desde uma infecção assintomátia à uma severa pneumonia que resulta na morte do paciente.
A manifestação clássica da gripe suína entre humanos se parece com a da gripe comum (febre, tosse, cefaleias) e outras infecções agudas do trato respiratório, sendo a maioria detectadas casualmente mediante o sistema de vigilância da gripe comum. Os casos leves ou assintomáticos podem haver escapado da detecção de modo que se desconhece o alcance real da enfermidade entre os humanos.
- Como se dá o contágio?


Normalmente as pessoas contraem o vírus através de porcos enfermos, embora alguns casos em humanos tenham se dado sem contato como esses animais. A transmissão entre humanos se deu em alguns casos, mas se limita a contatos próximos ou em grandes aglomerações de pessoas.
- É seguro comer porcos e produtos derivados?
Sim. A gripe porcina não se transmite mediante o consumo de carne de porco adequadamente processada ou preparada para uso em outros produtos derivados. O vírus da gripe porcina é eliminado ao se cozinhar a carne em temperaturas de 70°C.
Existe o risco de uma pandemia?
É provável que a maioria das pessoas - sobretudo aquelas que não tenham contato regular com porcos - não tenham imunidade ao vírus da gripe suína capaz de prevenir a infeção com esse vírus. Caso um vírus dessa gripe logre transmitir-se eficazmente entre humanos poderiam haver uma pandemia (epidemia mundial).
- Há uma vacina de uso humano para proteger contra o vírus?
Não. O vírus da gripe se modificam rapidametne e a coincidência entre a vacina e os vírus circulantes é fundamental para uma adequada imunização da população vacinada. Por essa razação, a OMS precisa recolher duas vezes por ano o vírus destinado à gripe comum. A atual vacina antigripal produzida sob as recomendações da OMS não contém cepas do vírus da gripe porcina. Até agora não se sabe se as vacinas da gripe podem proporcionar uma proteção cruzada frente ao atual surto da gripe porcina nos EUA e México.

- Existe tratamento para esse tipo de gripe?
Os fármacos antivirais estão disponíves em diversos países e previnem e tratam a enfermidade de maneira eficaz. Existem duas classes desses medicamentos. Na maioria dos casos prévios da gripe suína os pacientes se recuperaram totalmente da enfermidade sem necessitar de atenção médica nem dos fármacos antivirais. Segundo a OMS ainda há poucas informações para sustentar a remendação do emprego de antivirais na prevenção e tratamento da infecção. Os médicos devem tomar decisões baseando-se na avaliação clínica e epidemiológica e binômio danos/benefícios do tratamento, recomenda.

Prevenção da gripe
Embora a gripe aviária tenha ganhado uma atenção especial da mídia recentemente, é a velha e boa gripe que provoca mais prejuízos todos os anos. Na melhor das hipóteses, essa doença tão comum é frustrante, na pior delas, é fatal. Mas mesmo que não haja uma cura para esse inimigo familiar, você pode, e deve, proteger-se da gripe.




OUTRAS FORMAS DE VÍRUS








A melhor maneira de prevenir a gripe: lavando as mãos
Lavar as mãos é a forma mais importante de prevenir a propagação da infecção. Você deve lavar as mãos:
• antes de pegar qualquer alimento;
• antes de cuidar de uma ferida;
• após usar o banheiro ou trocar a fralda de um bebê;
• após pegar em animais ou após limpar o ambiente em que eles vivem;
• após espirrar, tossir ou assoar o nariz ;
• após pegar carne, frango ou peixe crus;
• após mexer no jardim;
• após cuidar de uma pessoa doente;
• após mexer no lixo.
Quem corre risco de ter gripe?
Qualquer pessoa pode pegar uma gripe, mas as que têm um risco maior de terem complicações são os idosos, crianças (especialmente de 6 a 23 meses), gestantes, pessoas que têm problemas cardíacos ou pulmonares crônicos ou outras doenças graves, e pessoas com sistema imunológico baixo.

COMO SE TRANSMITE O VÍRUS DA GRIPE





Medidas de defesa
A melhor maneira de se proteger contra a gripe é tomar uma vacina anualmente. Os vírus da gripe estão em constante mutação, por isso, a cepa de vírus contra a qual você foi protegido no ano passado provavelmente não é a mesma que está atacando esse ano. Tome a vacina contra a gripe logo no começo da estação da gripe (em abril ou maio), assim, sua imunidade estará alta quando o vírus atacar (geralmente, no fim de junho a meados de setembro). Entretanto, mesmo se você for vacinado em junho ou julho ainda terá certa proteção.
As vacinas contra a gripe são bastante recomendadas para pessoas que têm um alto risco de contrair a doença ou de ter complicações graves. Fale com o médico se achar que está em um desses grupos.
O resfriado é outro vírus horrível. Na verdade, existem mais de 200 vírus de resfriado que se pode contrair.
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Atenção :
A vacina administrada anualmente em idosos não protege contra a gripe SUINA !


O Centro de Pesquisas Biomédicas de Pittsburgh, nos EUA criou, através do Google Maps, um mapa que aponta os lugares do mundo onde foram verificadas pessoas com o vírus da Gripe Suína.




Os marcadores cor-de-rosa são de casos não confirmados, os roxos são de casos confirmados. Os marcadores com um ponto preto indicam mortes decorrentes da Gripe Suína. Já os marcadores amarelos indicam casos de suspeita da doença que não foram confirmados.