sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Posicionamento para Cirurgia - Uma Obra de Arte

Principais Cirurgias

                                                                                                Deo de Freitas

      Definição de Cirurgia:

 

     Cirurgia é a parte do processo terapêutico em que o cirurgião realiza uma intervenção manual ou instrumental no corpo do paciente. A cirurgia é caracterizada por três tempos principais:
a. dierese: divisão dos tecidos que possibilita o acesso à região a ser operada.
b. hemostasia: parada do sangramento.
c. síntese: fechamento dos tecidos.
d. exerese.

RESPONSABILIDADE DE TODOS

   Observação:
  O cirurgião geral realiza a maior parte das cirurgias e assume o comando do paciente politraumatizado grave, indicando se e onde cada especialista precisa atuar. A cirurgia do trauma (entendendo-se aqui trauma como toda lesão corporal causada por queda, capotagem, colisão ou ferimentos por armas brancas ou de fogo) é uma das áreas de atuação do cirurgião geral.

 

Terminologia de enfermagem em clinica Cirúrgica


  Antes vamos relembras alguns  dos principais Prefixos e Sufixos :


A.  PREFIXOS

- adeno - relativo a glândula
- cole - relativo à vesícula
- colo - relativo ao colo
- cisto - relativo a bexiga
- colpo - relativo à vagina
- êntero - relativo ao intestino
- gastro - relativo ao estômago
- hístero - relativo ao útero
- nefro - relativo ao rim
- oftalmo - relativo aos olhos
- orqui- relativo aos testículos
- ósteo - relativo ao osso
- oto - relativo ao ouvido
- procto - relativo ao reto
- rino - relativo ao nariz
- salpinge - relativo às trompas
- tráqueo - relativo à traquéia


   B.  SUFIXOS

- ectomia - remoção de um órgão ou parte dele
- exerese - Separação agressiva das partes de um órgão em função de lesões traumáticas
- ostomia - abertura cirúrgica de uma nova boca
- otomia - corte
- pexia - fixação de um órgão
- plastia - alteração da forma de um órgão
- rafia - sutura
- scopia - olhar no interior
- centese - punção

 

Tipos de  Exames e  Operações :

 

A.  OPERAÇÕES DE REMOÇÃO (ECTOMIA)

- Apendicectomia - remoção do apêndice
- Colecistectomia - remoção da vesícula biliar
- Esplenectomia - remoção do baço
- Gastrectomia - remoção parcial ou total do estômago
- Hemorroidectomia - remoção de hemorróidas
- Histerectomia- extirpação do útero
- Lobectomia - remoção de um lobo de um órgão
- Miomectomia - remoção de mioma
- Nefrectomia - remoção do rim
- Pneumectomia - remoção do pulmão
- Prostatectomia remoção da próstata
- Retossigmoidectomia - remoção do retossigmóide
- Safenectomia - retiradas de veias safenas
- Tireoidectomia - remoção da tireóide
- Simpatectomia remoção do nervo simpático principal
- Vasectomia - corte ou bloqueio que levam a esterilização no homem;


B.  OPERAÇÕES DE ABERTURA (TOMIA)

- Coledocostomia - abertura e exploração do colédoco

CONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE NOVAS BOCAS (STOMIA)

- Cistostomia - abertura da bexiga para drenagem de urina
- Colostomia - abertura do colo através da parede abdominal
- Ileostomia - abertura artificial no íleo
- Jejunostomia - colocação de sonda no JeJuno para alimentação
- Nefrostomia - colocação de sonda no rim para drenagem de urina
- Gastrostomia abertura de fistula no estomago para esvaziar/introduzir alimentos



C.   OPERAÇÕES DE FIXAÇÃO ou REPOSICIONAMENTO (PEXIA)

- Histeropexia - suspensão e fixação do útero
- Orquidopexia - abaixamento e fixação do testículo em sua bolsa
- Sigmoidopexia - fixação do cólon sigmóide à parede abdominal
- Nefropexia - fixação do rim em seu lugar anatômico



D.   OPERAÇÕES PARA ALTERAÇÃO DA FORMA E/OU FUNÇÃO (PLASTIA)

- Rinoplastia - plástica do nariz
- Salpingoplastia - plástica da trompa para sua recanalização
- Mamografia radiografia especial, feita para avaliação das mamas
- Toracoplastia - plástica da parede torácica
- Mamoplastia plástica da mama
- Quiloplastia plástica nos lábios
- Dermolipectomia - plástica que retira o excesso de pele e de gordura
- Palatoplastia - plástica que reconstitui o palato
.


E.    OPERAÇÕES DE SUTURA (RAFIA)

- Colporrafia - sutura da vagina
- Gastrorrafia - sutura do estômago
- Herniorrafia - sutura da hérnia
- Palatorrafia sutura do palato
- Perineorrafia - sutura do perineo
- Tenorrafia - sutura de tendão



F.     OPERAÇÕES PARA OBSERVAÇÃO e EXPLORAÇÃO (SCOPIA)

- Broncoscopia - exame com visualização direta dos brônquios
- Cistoscopia - exame com visualização direta da bexiga
- Colposcopia - exame com visualização direta da vagina
- Esofagoscopia - exame com visualização direta do esôfago
- Gastroscopia - exame com visualização direta do estomago
- Sigmoidoscopia - exame com visualização direta do sigmóide
- Retossigmoidoscopia - exame com visualização direta do retossigmóide

 

       Posicionamento Cirúrgico

“ O posicionamento cirúrgico é uma arte, uma ciência e também um fator chave no desempenho do procedimento seguro e eficiente, por meio da aplicação de conhecimentos relacionados à anatomia, fisiologia e patologia.”

   O posicionamento está relacionado:
a - Mesas cirúrgicas
b - Treinamento da equipe de enfermagem
c - Parceria com a equipe médica


Objetivo do posicionamento Cirúrgico

a.     Oferecer exposição e acesso ótimo do local operatório.
b.    Manter o alinhamento corporal e as funções circulatórias e respiratórias.
c.      Proporcionar acesso para a administração de soluções endovenosas, drogas, agentes anestésicos.
d.    Não comprometer as estruturas vasculares e a integridade  da pele.
e.      Trazer o máximo de conforto para o paciente.

        RECURSOS DE PROTEÇÃO
a.     Colchonetes
b.    Braçadeiras
c.      Travesseiros
d.    Perneiras
e.      Fixadores de braços e pernas
f.      Colchão piramidal (caixa de ovo)
g.     Protetores de calcâneo
h.    Protetores crânio - faciais

 

       PRINCIPAIS  POSIÇÕES CIRÚRGICAS :

 

01.  Posição Decúbito Dorsal (DD) ou  Posição Supina:
- è aquela que o paciente fica deitado de costas com os braços e pernas estendidas ao longo da mesa.
  Indicada para indução anestésica geral e acesso as cavidades maiores do corpo. O paciente fica deitado sobre o dorso, braços em posição anatômica e pernas levemente afastadas. As palmas das mãos voltadas para o corpo. A posição da cabeça deve manter as vértebras cervicais, torácicas e lombares numa linha reta. Os quadris paralelos. As pernas ficam paralelas e descruzadas para prevenir traumas os nervos peroneal, tibial, atrito e comprometimento circulatório.



Deo de Freitas                          Deo de Freitas                                  Deo de Freitas




Deo de Freitas                     Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



      Usada nas cirurgias gerais:
a.      torácica,
b.     crânianas e peritoniais,
c.      Colecistectomia,
d.    cesariana,
e.      tireoidectomia.



02.  Posição Decúbito Ventral ( DV): è aquela que o paciente fica deitado com abdomên para baixo.
      Indicada para cirurgias da região dorsal, lombar, sacrococcígea e occipital.
         

Deo de Freitas                        Deo de Freitas                                  Deo de Freitas


               Obs.: 
a.     Necessidade de expansão pulmonar – liberação das mamas no sexo feminino – uso de coxins e travesseiros.

b.    Cabeça lateralizada e braços no suporte.


Deo de Freitas                 Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



        Usada em cirurgias:
a.     da coluna,
b.     anûs,
c.      reto, e outros,
d.    Hemorroidectomia,
e.      hérnia de disco.



03.    Posição de Trendelenburg: Paciente colocado em DD, com cabeça e tronco em níveis mais baixos que os membros inferiores.
     Posição que  oferece melhor visualização dos órgãos pélvicos durante a abertura ou cirurgia laparoscópica no abdome inferior ou pelve. 

Deo de Freitas                     Deo de Freitas                                  Deo de Freitas


    Nessa posição o paciente ficará em posição dorsal com elevação da pelve e membros inferiores, por inclinação da mesa cirúrgica, a cabeça fica mais baixa que os pés.
 
     Pode ser utilizada também para melhorar a circulação no córtex cerebral e gânglio basal quando a PA cai repentinamente e aumenta o fluxo sanguínea arterial para o crânio

        Usada em cirurgia:
       a.  de abdômen inferior e pélvica.

      04.   Posição de Trendelemburg reverso ou proclive

Deo de Freitas                    Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



       Usada freqüentemente para oferecer acesso a cabeça e pescoço para facilitar que a força de gravidade desloque a víscera para adiante do diafragma e na direção dos  pés. Indicada para manter as alças intestinais na parte inferior do abdome e reduzir a pressão sanguínea. Nessa posição o paciente estará em decúbito dorsal com elevação da cabeça e tórax e abaixamento do MMII. Quando a modificação desta posição é usada para cirurgia da tireóide, o pescoço pode ser hiperestendido pela elevação dos ombros do paciente.

 Observação:

 Posição de Trendelenburg reverso 


 Deo de Freitas           Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

 

Um paciente é plana colocado sobre uma mesa cirúrgica na posição head up, pés para baixo. 

O paciente deve ser inclinado dentro e fora da posição de Trendelenburg reversa lentamente para evitar mudanças repentinas na pressão arterial.
Um descanso de pé acolchoada segura na base da mesa cirúrgica impede o paciente de deslizar fora. 

O paciente Além disso está cingido por uma folha de corpo colocada firmemente em torno de braços, apoios de pé e um pé. Pacientes idosos e desnutridos podem exigir botas de pele de carneiro adicionais ou acolchoamento no calcanhar para protegê-los dos pontos de pressão. 

As pernas devem permanecer uncrossed para diminuir o risco de trombose e aliviar a pressão.





05.  Posição de Fower ou Sentada:  paciente permanece semi sentado na mesa.

 Deo de Freitas                Deo de Freitas                              Deo de Freitas


  Posição de Fowler Modificada

 Deo de Freitas                     Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

   Indicada: neurocirurgias, mamoplastias e abdominoplastias. Essa é a posição sentada propriamente dita, isto é, em ângulo de 90º. Flexiona-se a parte dos MMII para prevenção de quedas. Ocorre o aumento do peso da paciente no dorso do corpo. O repouso do dorso é elevado, os joelhos são flexionados, e o suporte de pé é mantido no lugar.

       Utilizada para:
a.     mamoplastia,
b.    dreno de tórax. plásticas em geral.   



06.    Posição litotômia ou Ginecológica : em DD com as pernas flexionadas, afastadas, e apoiadas em perneiras acolchoada e os braços apoiados em talas.
   Indicada para exames urinários, endoscópicos , cirurgias ginecológicas por via baixa e anuretais. Essa posição é derivada do decúbito dorsal, na qual se elevam os MMII, que ficam elevados em suportes especiais, denominados perneiras e fixados com correias.




  
Usada em:
a.     perioneoplastia,
b.     hemorroidectomia,  
c.      histerectomia vaginal.



  

Deo de Freitas                            Deo de Freitas                           Deo de Freitas

07.    Posição de canivete ou Kraske: paciente em DV na qual são levemente inclinadas, ficando os braços e pernas em posição oposta. com os braços apoiados em telas. 

 Deo de Freitas                    Deo de Freitas                             Deo de Freitas

    É a posição derivada da ventral, na qual os MMII, tórax e MMSS são abaixados de forma que o corpo fique fletido sobre a mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais elevado. Utilizada para cirurgias da região proctológicas e coluna lombar.

 Deo de Freitas                       Deo de Freitas                             Deo de Freitas

 Usadas em operações:
a.     proctológicas,
b.    hemorroidectomia,
c.      fissuras,
d.     fístulas anais.


08.   Posição laterais ou Sims: Paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito, com a perna que esta do lado de cima flexionada, afastada e apoiada. 
  Posição decúbito lateral ou de Sims

 Deo de Freitas                            Deo de Freitas                            Deo de Freitas

   Indicada para toracotomias e cirurgias renais.
Nessa posição o paciente fica deitado sobre um dos lados, para obter seu equilíbrio pela flexão da perna inferiormente colocada a extensão da superior, fixando-o transversalmente pelo quadril a mesa operatória.


 Deo de Freitas                                       Deo de Freitas                                  Deo de Freitas
O paciente fica deitado sobre o lado não afetado, oferecendo acesso a parte superior do tórax, na região dos rins, na seção superior do ureter. O posicionamento das extremidades e do tronco facilita a exposição desejada
Essa posição também permite visualizar a região dos rins, a ponte da mesa de operação é levantada  (Pilet) e a mesa é flexionada , de modo que a áreas entre a 12o costela e a crista ilíaca seja elevada.
       

  Usada para cirurgias:
a.     renais,
b.    coluna vertebral,
c.       pulmão.

Deo de Freitas                          Deo de Freitas                            Deo de Freitas


  Hoje em dia as mesas cirúrgicas facilitam o posicionamento cirúrgico. 
  Veja a seguir imagens de mesas cirúrgicas modernas.








    OUTRAS POSIÇÕES USADAS EM CIRURGIA


 Deo de Freitas                     Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

Deo de Freitas                  Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

Deo de Freitas               Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

Deo de Freitas                  Deo de Freitas                              Deo de Freitas


Deo de Freitas                   Deo de Freitas                                  Deo de Freitas

Deo de Freitas                Deo de Freitas                                  Deo de Freitas



   Deo de Freitas                    Deo de Freitas                        Deo de Freitas






















quarta-feira, 18 de julho de 2012

Município do Rio de Janeiro - 30 Horas no D.O

Sancionada e Publicada no DO a Lei das 30 hs no RJ


Foi publicado no Diário Oficial do Municipio do Rio de Janeiro a Lei nº 5489 de 5 de julho de 2012 que dispõe sobre as categorias funcionais de Auxiliar de Enfermagem, Tecnico de Enfermagem e Enfermeiro sancionando as 30 horas semanais para estas categorias no ambito da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.
Veja abaixo a Lei na integra

Diário Oficial nº :
75
Data de publicação:
06/07/2012
Matéria nº :
8504

OFÍCIO GP n.º 629/CMRJ       Em 5 de julho de 2012.

Senhor Presidente,

Dirijo-me a Vossa Excelência para comunicar que, nesta data, sancionei o Projeto de Lei nº 1368, de 2012, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre as categorias funcionais de Auxiliar de Enfermagem, Técnico de Enfermagem e Enfermeiro e dá outras providências”, cuja segunda via restituo-lhe com o presente.
Aproveito o ensejo para reiterar a Vossa Excelência meus protestos de estima e distinta consideração.
EDUARDO PAES

LEI N.º 5.489 DE 5 DE JULHO DE 2012.
Dispõe sobre as categorias funcionais de Auxiliar de Enfermagem, Técnico de Enfermagem e Enfermeiro e dá outras providências.
Autor: Poder Executivo
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei :
Art. 1º As especificações dos cargos de Auxiliar de Enfermagem, Técnico de Enfermagem e Enfermeiro são as descritas no Anexo I desta Lei.
Art. 2º A fixação numérica das categorias funcionais de que trata o art. 1º fica estabelecida na forma do Anexo II desta Lei.
Parágrafo único. Estão incluídas no quantitativo de vagas fixadas na forma do Anexo II, as vagas de Técnico de Enfermagem ocupadas na data da publicação desta Lei.
Art. 3° A redução da Jornada de Trabalho de que trata o Anexo I desta Lei, não implicará em redução do vencimento das respectivas categorias funcionais.
Art. 4º Fica o Poder Executivo autorizado a proceder aos remanejamentos orçamentários, permitidos pela legislação aplicável, que sejam necessários ao cumprimento desta Lei.
Art. 5° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
EDUARDO PAES
ANEXO I
ESPECIFICAÇÕES DOS CARGOS
CATEGORIAS FUNCIONAIS:
I – AUXILIAR DE ENFERMAGEM
1 – SÍNTESE DAS ATRIBUIÇÕES
Executa as atividades auxiliares, de nível médio, atribuídas à equipe de enfermagem.
2 – ATRIBUIÇÕES TÍPICAS
2.1 – preparar o usuário para consultas, exames e tratamentos;
2.2 – observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação;
2.3 – executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de enfermagem, tais como:
a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral;
b) realizar controle hídrico;
c) fazer curativos;
d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio;
e) executar tarefas referentes à conservação e aplicação de vacinas;
f) efetuar o controle de usuários e de comunicantes em doenças transmissíveis;
g) realizar testes e proceder a sua leitura, para subsídio de diagnóstico;
h) colher material para exames laboratoriais;
i) prestar cuidados de enfermagem pré e pós-operatórios;
j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar;
k) executar atividades de desinfecção e esterilização;
2.4 – prestar cuidados de higiene e conforto ao usuário e zelar por sua segurança, inclusive:
a) alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se;
b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependências de unidades de saúde;
2.5 – integrar a equipe de saúde;
2.6 – participar de atividades de educação em saúde, inclusive:
a) orientar os usuários na pós-consulta, quanto ao cumprimento das prescrições de enfermagem e médicas;
b) auxiliar o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem na execução dos programas de educação para a saúde;
2.7 – executar os trabalhos de rotina vinculados à alta de usuários;
2.8 – participar dos procedimentos pós-morte;
2.9 – executar quaisquer outros encargos semelhantes, pertinentes à categoria funcional, de acordo com a legislação que regulamenta o exercício da profissão.
3 – FORMA DE INGRESSO
Concurso público de provas ou de provas e títulos.
4 – QUALIFICAÇÃO ESSENCIAL
Nível Fundamental Completo e Registro no órgão fiscalizador da profissão, como Auxiliar de Enfermagem.
5 – JORNADA DE TRABALHO
Trinta horas semanais.
6 – LOTAÇÃO
Privativa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.
II – TÉCNICO DE ENFERMAGEM
1 – SÍNTESE DAS ATRIBUIÇÕES
Exerce as atividades auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de enfermagem.
2 – ATRIBUIÇÕES TÍPICAS
2.1 – assistir ao Enfermeiro:
a) no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem;
b) na prestação de cuidados diretos de enfermagem a usuários em estado grave;
c) na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral em programas de vigilância epidemiológica;

d) na prevenção e no controle sistemático da infecção hospitalar;

e) na prevenção e controles sistemáticos de danos físicos que possam ser causados a usuários durante assistência de saúde;
f) na execução dos programas e nas atividades de assistência integral a saúde individual e de grupos específicos, particularmente daqueles prioritários e de alto risco;
g) na execução dos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidente e doenças profissionais e do trabalho;
2.2 – Integrar a equipe de saúde;
2.3 – Executar quaisquer outros encargos semelhantes, pertinentes à categoria funcional, de acordo com a legislação que regulamenta o exercício da profissão.
3 – FORMA DE INGRESSO
Concurso público de provas ou de provas e títulos.
4 – QUALIFICAÇÃO ESSENCIAL
Nível Médio Completo e Registro no órgão fiscalizador da profissão, como Técnico de Enfermagem.
5 – JORNADA DE TRABALHO
Trinta horas semanais.
6 – LOTAÇÃO
Privativa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.
III – ENFERMEIRO
1 – SÍNTESE DAS ATRIBUIÇÕES
Atividades de planejamento, supervisão, coordenação, organização, execução e avaliação relativas à observação, ao cuidado e à educação sanitária dos usuários, bem como a aplicação de medicamentos e tratamentos prescritos.
2 – ATRIBUIÇÕES TÍPICAS
2.1 – privativamente:
a) direção do órgão, chefia de serviço e de unidade de enfermagem integrante da estrutura básica da unidade de saúde;
b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares;
c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem;
d) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem;
e) consulta de enfermagem;
f) prescrição da assistência de enfermagem;
g) cuidados diretos de enfermagem a usuários graves com risco de morte;
h) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas;
2.2 – como integrante de equipe de saúde:
a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde;
b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde;
c) prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela unidade de saúde;
d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação;
e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, inclusive como membro das respectivas comissões;
f) participação na elaboração de medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos usuários durante a assistência de enfermagem;
g) participação na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral e nos programas de vigilância epidemiológica;
h) prestação de assistência de enfermagem à gestante, à parturiente, à puérpera e ao recém-nascido;
i) participação nos programas e nas atividades de assistência integral à saúde individual e de grupos específicos, particularmente daqueles prioritários e de alto risco;
j) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto;
k) execução e assistência obstétrica em situação de emergência e execução do parto sem distócia;
l) participação em programas e atividades de educação sanitária, visando à melhoria de saúde do indivíduo, da família e da população em geral;
m) realização das atividades de gestão e a gerência dos serviços de enfermagem, de educação em saúde e de educação permanente dos profissionais de enfermagem;
n) participação nos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e do trabalho;
o) participação na elaboração e na operacionalização do sistema de referência e contra-referência do usuário nos diferentes níveis de atenção à saúde;
p) participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada à assistência de saúde;
q) participação em bancas examinadoras, em matérias específicas de enfermagem, nos concursos para provimento de cargo de Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de Enfermagem;
2.3 – Aos profissionais titulares de diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermagem Obstétrica, além das atividades de que trata os itens 2.1 e 2.2, incumbe a:
a) prestação de assistência à parturiente e ao parto normal;
b) identificação das distócias obstétricas e tomada de providência até a chegada do médico;
c) realização de episiotomia e episiorrafia, com aplicação de anestesia local, quando necessária;
2.4 – Executar quaisquer outros encargos semelhantes, pertinentes à categoria funcional, de acordo com a legislação que regulamenta o exercício da profissão.
3 – FORMA DE INGRESSO
Concurso público de provas ou de provas e títulos.
4 – QUALIFICAÇÃO ESSENCIAL
Nível Superior Completo em Enfermagem e Registro no órgão fiscalizador da profissão, como Enfermeiro.
5 – JORNADA DE TRABALHO
Trinta horas semanais.
6 – LOTAÇÃO
Privativa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.
ANEXO II
FIXAÇÃO NUMÉRICA
CATEGORIA FUNCIONAL
VAGAS EXISTENTES
VAGAS ACRESCIDAS
FIXAÇÃO NUMÉRICA
Auxiliar de Enfermagem
10.797
0
10.797
Técnico de Enfermagem
0
1.177
1.177
Enfermeiro
2.813
487
3.300

* Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial