quinta-feira, 19 de julho de 2018

A Importância da Motivação para a Aprendizagem.

Importância da Motivação para a Aprendizagem.

Para muitos autores, Motivação é um impulso que faz com que as pessoas ajam para atingir seus objetivos. A motivação é muito mais, envolve fenômenos emocionais, biológicos e sociais. É um processo responsável por iniciar, direcionar e manter comportamentos relacionados com o cumprimento de objetivos. As palavras-chaves para um processo educacional são: motivação, aprendizagem e contexto social.
A motivação escolar constitui, atualmente, uma área de investigação que permite, com alguma relevância, explicar, prever e orientar a conduta do aluno em contexto escolar. A forma como os indivíduos explicam os seus êxitos e fracassos relaciona-se com a sua motivação, a qual denota geralmente um fator ou fatores que levam a pessoa a agir em determinada direção. Nos contextos de aprendizagem a motivação pode ser inferida por meio de comportamentos observáveis dos alunos, os quais incluem iniciar rapidamente uma tarefa e empenhar-se nela com esforço, persistência e verbalização. A maioria dos psicólogos definem motivação como um processo que tenta explicar fatores de ativação, direção e manutenção da conduta, face a um objetivo desejado. Seja qual for a perspectiva que se adote, o que sempre se verifica é a existência de dois tipos de motivação: extrínseca e intrínseca. Na motivação extrínseca, o domínio da conduta é decisivamente influenciado pelo meio exterior, não sendo os fatores motivacionais inerentes nem ao sujeito nem à tarefa, mas simplesmente o resultado da interação entre ambos. Na motivação intrínseca, ao contrário, o controlo da conduta depende sobretudo do sujeito em si, dos seus próprios interesses e disposições. A motivação extrínseca está assim relacionada, com metas externas, ou seja, com situações em que a conduta se produz com a finalidade de apenas se receber uma recompensa ou se evitar qualquer punição ou castigo. Nessas situações, o sujeito preocupa-se sobretudo com a sua imagem, com o seu “eu”. A motivação intrínseca corresponde, por seu turno, a situações em que não há necessariamente recompensa deliberada, ou seja, relaciona-se com tarefas que satisfazem por si só o sujeito; correspondem-lhe, por isso, metas internas. Os alunos com metas de aprendizagem envolvem-se mais facilmente na própria aprendizagem, de forma a adquirir conhecimentos e desenvolver competências, enquanto que os alunos com metas de rendimento estão mais preocupados em demonstrar os seus níveis de competência e com os juízos positivos que deles se possa fazer. Os alunos movidos por motivação intrínseca têm, assim, face às tarefas escolares, o objetivo de desenvolver as suas competências; aqueles que, ao contrário, são sobretudo impulsionados por mecanismos de motivação extrínseca, o seu objetivo é apenas obter avaliações positivas.
O processo de aprendizagem é pessoal, sendo resultado de construção e experiências passadas que influenciam as aprendizagens futuras. Dessa forma a aprendizagem numa perspectiva cognitivo-construtivista é como uma construção pessoal resultante de um processo experimental, interior à pessoa e que se manifesta por uma modificação de comportamento. Ao aprender o sujeito acrescenta aos conhecimentos que possui novos conhecimentos, fazendo ligações àqueles já existentes. E durante o seu trajeto educativo tem a possibilidade de adquirir uma estrutura cognitiva clara, estável e organizada de forma adequada, tendo a vantagem de poder consolidar conhecimentos novos, complementares e relacionados de alguma forma. A aprendizagem acontece por um processo cognitivo imbuído de afetividade, relação e motivação. Assim, para aprender é imprescindível “poder” fazê-lo, o que faz referência às capacidades, aos conhecimentos, às estratégias e às destrezas necessárias, para isso é necessário “querer” fazê-lo, ter a disposição, a intenção e a motivação suficientes. Para ter bons resultados acadêmicos, os alunos necessitam de colocar tanta voluntariedade como habilidade, o que conduz à necessidade de integrar tanto os aspectos cognitivos como os motivacionais. A motivação é um processo que se dá no interior do sujeito, estando, entretanto, intimamente ligado às relações de troca que o mesmo estabelece com o meio, principalmente, seus professores e colegas. Nas situações escolares, o interesse é indispensável para que o aluno tenha motivos de ação no sentido de apropriar-se do conhecimento. A motivação é um fator que deve ser equacionado no contexto da educação, ciência e tecnologia, tendo grande importância na análise do processo educativo. A motivação apresenta-se como o aspecto dinâmico da ação: é o que leva o sujeito a agir, ou seja, o que o leva a iniciar uma ação, a orientá-la em função de certos objetivos, a decidir a sua execução e o seu termo. A motivação é, portanto, o processo que mobiliza o organismo para a ação, a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, a necessidade e o objeto de satisfação. Isso significa que, na base da motivação, está sempre um organismo que apresenta uma necessidade, um desejo, uma intenção, um interesse, uma vontade ou uma predisposição para agir. A motivação também incluí o ambiente que estimula o organismo e que oferece o objeto de satisfação. E, por fim, na motivação está incluído o objeto que aparece como a possibilidade de satisfação da necessidade.

Referências:
Fundamentos da Educação 2 – Psicologia da Educação – UFRRJ/UENF – CEDERJ.
Cavenaghi, A. R. (2009). Uma perspectiva autodeterminada da motivação para aprender língua estrangeira no contexto escolar. Ciências & Cognição, 14 (2), 248-261.

Relacionando os Conceitos de Assimilação, Acomodação e Equilibração.



Assimilação, Acomodação e Equilibração

Jean Piaget revolucionou a teoria do desenvolvimento intelectual. No seu estudo a criança ou indivíduo, é visto como um “ sujeito epistêmico “ e não um sujeito individual. Piaget desenvolveu uma teoria psicobiológica que se baseia em três conceitos: assimilação, acomodação e equilibração.
Em um primeiro momento vem à assimilação de elementos do meio numa estrutura prévia do sujeito. Logo depois vem um movimento de acomodação, onde há modificações nos processos mentais em função das experiências. Dando seqüência a uma adaptação, que nada mais é que uma regulação interior entre o organismo e o meio. Nesse contexto tem-se a equilibração, que nada mais é que uma constante do organismo, onde qualquer nova aprendizagem desequilibra-o. A equilibração se expressa como um mecanismo auto-regulador, que permitirá uma nova desestabilização.
O estado de reequilíbrio ocorre após cada processo mencionado até agora. Assimilação, é um processo cognitivo pelo qual um indivíduo integra um novo dado perceptual, motor ou conceptual nas estruturas cognitivas prévias. Neste momento a criança novas experiências, ela tenta adaptar esse novo estímulo às estruturas cognitivas que já possui. Segundo Piaget, há uma integração nas estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem descontinuidade com o estato precedente, ou seja, sem serem destruídas, que simplesmente há uma acomodação a nova situação. Já a Acomodação, acontece quando o indivíduo ou a criança não consegue assimilar um novo estimula, ou seja, não existe uma estrutura cognitiva que assimile a nova informação em função das particularidades desse novo estímulo. Neste contexto só há duas saídas: criar um novo esquema ou modificar um esquema existente, em ambos os casos se tem uma mudança na estrutura cognitiva. Para Piaget, acomodação é toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores, ou seja: do meio, aos quais se aplicam. A equilibração, de um modo geral, trata de um ponto de equilíbrio entre a

assimilação e a acomodação, sendo considerada como um mecanismo auto-regulador e necessário para assegurar ao indivíduo ou à criança uma interação eficiente dela com o meio ambiente. A equilibração é necessária porque, se uma pessoa só assimilasse estímulos, acabaria com poucos esquemas cognitivos, que seriam muito amplos, e por tanto, incapaz de detectar diferenças nas coisas. O contrário também é nocivo, pois, se uma pessoa só acomodasse estímulos, acabaria com uma grande quantidade de esquemas cognitivos, porém muito pequenos, acarretando uma taxa de generalização tão baixa que a maioria das coisas seriam vistas sempre como diferentes, mesmo pertencendo à mesma classe. Estudos demonstram que o desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino, e vai até aos 15 ou 16 anos de idade. Sendo que a inteligência é um processo que transcorre em etapas sucessivas, de complexidade crescente. Este processo é chamado de “ construtivismo seqüencial “. O desenvolvimento das funções motora, verbal e mental está dividido em quatro estágios:
                     • Sensório-motor - de 0 até 2 anos;
                     • Pré - operatório – de 2 até 7 anos;
                     • Operatório - concreto – de 8 até 11 anos;
                     • Operatório - Formal - de 12 até 15 ou 16 anos.

Num contexto geral os conceitos de assimilação, acomodação e equilibração estão integrados em todo o processo do ensino aprendizagem. Piaget e outros pensadores da educação, já preconizavam que cabe a escola facilitar um processo de aprendizagem, que só pode ser conduzido pelo próprio aluno. A relação homem-ambiente, segundo Vygotsky, é a integração que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a chamada esperiência pessoalmente significativa.
Todo esse contexto com relação à aprendizagem, passa e faz uso do conceito de assimilação, acomodação e equilibração.

Referência:
Cavenaghi, A. R. (2009). Uma perspectiva autodeterminada da motivação para aprender língua estrangeira no contexto escolar. Ciências & Cognição, 14 (2), 248-261.
Fundamentos da Educação 2 – Psicologia da Educação – UFRRJ/UENF – CEDERJ.
LURIA; LEONTIEV; VYGOTSKY e outros. Psicologia e Pedagogia: Bases Psicológicas da Aprendizagem e do Desenvolvimento. São Paulo: Moraes, 1991.




quinta-feira, 12 de julho de 2018

PRINCIPAIS ENERGIAS RENOVÁVEIS


Quais são os principais tipos ENERGIAS RENOVÁVEIS?

As principais formas de energia renovável, são:

1.     Energia Eólica;

2.     Energia Solar;

3.     Etanol;

4.     Biodiesel;

5.     Biomassa;

6.     Biogás.

Vejamos:

 

a) Energia Eólica

 

A energia eólica é uma “energia limpa”. A geração deste tipo de energia resume-se a estabelecer uma série de CATAVENTOS que alimentam geradores através da propulsão do ar em sua pás. A utilização da energia eólica não gera resíduos e a instalação de uma planta deste tipo de energia não é muito agressiva para o meio ambiente, podendo-se até mesmo executar algum outro tipo de atividade no mesmo terreno. Os problemas da modalidade é que ela exige alguns terrenos com geográficas e de clima muito específicas, além de exigir uma área muito grande para uma geração proporcionalmente pequena. A instalação é bem dispendiosa.

 

b)  Energia Solar

 

A energia solar também é um tipo bastante limpo de geração, e funciona através de painéis que convertem a luz do sol em energia. A energia solar pode ser gerada através de painéis pequenos, que podem ser instalados em casas e imóveis diversos. Os grandes problemas estão no preço e na regularidade. É uma tecnologia bastante cara – por depender diretamente da luz solar – não gera energia de maneira constante. Como o armazenamento de grandes quantidades de energia ainda é um problema tecnológico, a energia solar acaba funcionando como uma forma complementar de energia.

 

c) Etanol

 

O etanol  e um tipo de energia renovável, pois vem principalmente da cana de açúcar, que pode ser plantada e transformada em combustível. É menos poluente que a utilização de combustível minerais, mas ainda assim apresenta um impacto muito grande em sua produção. Grandes lavouras de cana danificam o ambiente.

d) Biodiesel


Utiliza matéria vegetal para substituir o diesel feito a partir do petróleo. Seu problema está na produção desta matéria prima, que esgota o solo e polui, pois, age com agrotóxicos e modifica o curso de fontes de água natural. Mesmo assim, ainda é bem visto, em relação ao Diesel tradicional, ainda mais prejudicial ao ambiente.

 

e)  Biomassa

 

A biomassa como forma de energia renovável apresenta  mais de sustentabilidade do que o biodiesel e o etanol: é conseguida através dos restos de materiais vegetais não utilizados, como cascas, bagaços e palhas. É importante meio para gerar a energia. Assim,  a tecnologia aproveita-se de coisas que seriam abandonadas para gerar energia e não é preciso produzir mais coisas e agredir o meio ambiente.

 

f)  Biogás

 

O biogás utiliza a matéria orgânica armazenada e sua putrefação para gerar energia renovável. Aterros e esgotos, ao decomporem a matéria que estão armazenando, geram gás metano, que é captado pela tecnologia do biogás e utilizado para gerar mais energia.


 

 


terça-feira, 19 de junho de 2018

A DIDÁTICA EM QUESTÃO



  A  IMPORTÂNCIA  DA  DIDÁTICA NA VIDA DE UM PROFESSOR

1.   Reflita, com suas palavras, sobre o significado do Método, dá técnica e do procedimento de ensino ao longo de uma aula.

Resp: 
A base de tal reflexão está em três elementos fundamentais: o Método, a Técnica e o Procedimento.
   Vejamos cada um:
a)            O Método, é o caminho mais geral que adotamos  para medir o conhecimento que pretendemos desenvolver num professor.  É o conjunto organizado de técnicas e procedimentos empregados pelo professor ao ensinar.
b)           A Técnica compreende as ações mais concretas de proceder: tem a função de operacionalizar o método.
c)            O Procedimento, generaliza todas as ações, processos ou comportamentos planejados pelo professor, par colocar o aluno em contato direto com coisas, fatos ou fenômenos que possibilitem modificar sua conduta em função dos objetivos previstos. 

2.   Apresente as vantagens do avanço tecnológico para a educação? Justifique sua resposta.

Resp.:    É necessário se ter conhecimento de novas técnicas e novas tecnologias, e saber  utilizar-las como recursos didáticos quando couberem. O uso da tecnologia, assim não tem como pressuposto a substituição do professor. Pelo contrário quando bem utilizada, com um domínio satisfatório, é possível pensar na tecnologia como mais um recurso de que  dispõe o professor.  A interatividade, como exemplo, tem permitido ao aluno novas descobertas que se revelam como novas formas de aprendizagem.

3.   Apresente a diferença conceitual entre EDUCAÇÃO MULTICULTURAL  e  EDUCAÇÃO TRADICIONAL.  Apresente ainda, exemplos que caracterizam as particularidades dessas duas propostas de ensino.

Resp.:   A EDUCAÇÃO MULTICULTURAL,  é aquela capaz de dar conta de atender à diversidade do grupo de alunos, nas suas variâncias culturais de gênero, raça, credo, sexualidade, etc., nesse sentido a EDUCAÇÃO  Tradicional é homogeneizante e privilegia a formação e o trabalho, exclusivamente, desconsiderando as questões culturais do grupo a que se destina.

4.  Observe as frases  a seguinte:

.                                                                                                                      .
 1.   Minha mãe me mima.
      - Minha mãe me ama.
2.         Parabéns, Professora pelo visto sua mãe é ótima.

3.          Agora, por favor, ensine pra gente coisa realmente importantes.

  Sabemos que os conteúdos de ensino não são apenas os conhecimentos específicos – e por vezes isolados – de cada disciplina. Logo, é também função do educador trabalhar as habilidades, as atitudes, a formação humana, enfim, que são construídas nas relações interpessoais em sociedade.
   A partir dessa reflexão, problematize a idéia das frases (tirinhas) acima, especialmente sobre a relação entre conteúdo disciplinar e contextualização do ensino, apresentando os possíveis instrumentos de que o professor dispões para buscar esses dados de forma contextualizada.  

Resp.:  Ainda há dificuldade para a escola conseguir aproximar conteúdo de ensino e sua contextualização ao grupo de alunos – Os princípios básicos definidos pela Didática Crítica, especialmente visando à formação ampliada do aluno.
    Para tanto, é preciso que o professor busque os conteúdos nos documentos oficiais, tais com LDB, os Parâmetros Culturais Nacionais, os Livros Didáticos, o PPP da escola, os próprios planos de Ensino, de Aula, de Curso e demais profissionais da escola, consultando, ainda, especialistas e outras mídias ( como a Internet, entre outros ).

5.  Em que consiste à avaliação educacional ?

Resp.:  A avaliação educacional precisa considerar o processo o processo de ensino e de aprendizagem a partir de diferentes modelos de avaliativos.

6.   Qual a diferença entre Método, Técnica e procedimento que um professor deve dominar?

Resp.: 
a)          Método – é o caminho mais geral que adotamos para medir o conhecimento que podemos desenvolver como professor. É o conjunto organizado de técnicas e procedimentos empregados pelo professor.
b)          Técnica – nada mais é que as ações mais concretas de proceder operacionalizando o método.
c)           Procedimento – é a generalização de todas as ações, processos ou comprometimentos planejados pelo professor, para colocar o aluno em contato direto com coisas, fatos ou fenômenos que lhes possibilitem modificar sua conduta, em função dos objetivos previstos.

7.  Qual a busca que o professor deve fazer com seus estudantes para a formação do ser humano?

Resp.:  O professor deve buscar uma reflexão constante dos estudantes com suas realidade, a fim de trabalhar, com eles, habilidades, conteúdos e formação humana.

8.  Qual a necessidade de um Professor conhecer as novas Técnicas e utilizá-las didaticamente?  Pode a tecnologia substituir o Professor ?

Resp.:   -  O uso da tecnologia, não como pressuposto a substituição do professor. As Novas Tecnologias devem ser conhecidas e utilizadas de forma crítica como recursos didáticos, quando couberem.  Pelo contrário, a tecnologia quando bem utilizada, com um domínio satisfatório, é possível pensar na tecnologia como mais um recurso de que dispõe o professor em sua prática e constante formação docente.
     A interatividade tem permitido ao aluno novas descobertas que se revelam como novas formas de aprendizagem.

9.  Em que consiste a diferenciação entre os principais alicerces da educação: Método, Técnica e Procedimento ?

Resp.:    Um bom professor deve dominar e saber diferenciar a base para o seu bom desempenho. Esta base está em três degraus, a saber:
O, Método, a Técnica e Procedimento.
   Vejamos cada um:
a)      O Método – é o caminho mais geral que adotamos para mediar o conhecimento que pretendemos desenvolver como Professor. É o conjunto organizado de técnicas  e procedimentos empregados pelo professor para ensinar;
b)     Técnica – nada mais é que as ações mais concretas de proceder operacionalizando o método.
c)      Procedimento – é a generalização de todas as ações, processos ou comprometimentos planejados pelo professor, para colocar o aluno em contato direto com coisas, fatos ou fenômenos que lhes possibilitem modificar sua conduta, em função dos objetivos previstos.

10.  Em que direção a avaliação educacional precisa considerar o processo de Ensino e de Aprendizagem?

Resp.:   A avaliação educacional precisa considerar o processo de ensino e de aprendizagem a partir de diferentes modelos avaliativos, com o objetivo de alcançar o maior número de alunos, que têm momentos e formas de aprendizagem diferentes.

11.  O que se deve esperar de um Educador com relação à articulação do conteúdo programado pela escola com o Científico?

Resp.:  - Espera-se que um efetivo educador consiga articular o conteúdo científico e conteúdo escolar, pelas vivências dos alunos e dos cotidianos dentro e fora da escola.

12.  Em que é fundamental e em que consiste a avaliação educacional?

Resp.: -  É fundamental que a avaliação educacional considere o processo de  Ensino e de Aprendizagem, a partir de diferentes modelos avaliativos. 

13.  Que tipo de reflexão deve ser inserida pelo docente para com seus alunos?

Resp.:  -  O docente deve buscar uma reflexão constante dos estudantes com suas realidades, a fim de trabalhar, com eles, habilidades, conteúdos e formação humana.

14.  Com que os elementos da didática, como: Avaliação, conteúdo, método, etc..., devem está  relacionados para se obter o sucesso na aprendizagem?

Resp.: -   A realidade é que todos os elementos da Didática ( avaliação, método, conteúdo, etc...) precisam esta relacionados com a realidade sociocultural da turma em questão.
    Dessa forma, tal como consta no material didático, todo procedimento de ensino ( método ou técnica) deve ser adaptado e recriado pelo professor, justamente para que ele faça sentido para os alunos e não seja mais um desestimulo às crianças e aos jovens.
     Não existe, pois, uma fórmula adequada de melhor ou pior método ou técnica, mas sim, o bom senso e a percepção crítica da realidade social a partir de cada professor. Isso sim, é melhor do que qualquer método.

15. O diálogo precisa ser uma característica constante no processo de ensino e de aprendizagem, sendo, pois, a linguagem um instrumento fundamental para o professor. Sobre a relação entre o diálogo e a linguagem, deve caber à prática docente:

-   a possibilidade de exploração desse recurso de maneira instigadora e democrática.

16.  Como você conceitua currículo?

Resp.:  - Currículo não é linear, nem deve ser fixo, o currículo deve conter a realidade local e da instituição escolar. Os currículos não devem apresentar um modelo “fechado” nem deve ser totalmente espelhado nos modelos das secretarias, nem padronizado e com pouco diálogo com a comunidade escolar.


  

sexta-feira, 1 de junho de 2018

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO

QUESTÕES RELACIONADAS A FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO.

  A HISTÓRIA CONTA OS FATOS OCORRIDOS EM UM DETERMINADO 
 PERÍODO, ENTÃO SEMPRE É BOM RELEMBRA DE ALGUNS ACONTECIMENTOS DA NOSSA HISTÓRIA E A DISCIPLINA FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO FAZ ESTE TRABALHO COM MUITA SUTILEZA E SABEDORIA. 
     A SEGUIR VEREMOS ALGUMAS QUESTÕES REFERENTE AO SISTEMA BRASILEIRO EM SUA EVOLUÇÃO, MARCAREMOS PRINCIPALMENTE O DESENVOLVIMENTO DOS SISTEMA EDUCACIONAL. VEJAMOS :


1ª Questão:

Considerando os aspectos educacionais e históricos da “República do Café com Leite”, comente o texto a seguir: “Cabo de enxada engrossa as mãos – o laço de couro cru, machado e foice também. Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais... (...) Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa.”

Resposta:
A frase em questão retrata o período da base política do café com leite, onde o coronelismo predominava. Os coronéis ( lideres locais ), garantiam que o processo eleitoral durante o período da Republica Velha Atendesse aos interesses das oligarquias das regiões em questão.
Essa garantia era dada  as custas da população votante, geralmente formada por pessoas social e economicamente dependente do “coronel” da região. Através de ameaças e coerção os “coronéis “impunham a sua vontade.


2ª Questão:

Quais as principais características da Pedagogia Racional Libertária no Brasil, apresentada no texto de Ângela Maria Souza Martins: A EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA NA PRIMEIRA REPÚBLICA.

Resposta:
A 1ª republica foi um período marcado pela presença do movimento anarquista que trouxe uma contribuição importante para reflexão sobre a educação brasileira. Este movimento trancou pela sua atuação nas atividades culturais e educacionais  do  pais .
Teve como principais características da Pedagogia Regional Libertadora Brasileira:
A)   Mudança dos valores tradicionais da sociedade para transformação das relações sociais e econômicas, visando uma sociedade baseada nos princípios da solidariedade, cooperação, igualdade e liberdade, defendendo um ideário racional e libertário;
B)    Uma visão da educação como um dos meios para mudança de valores e princípios que são necessários para a instituição de um novo tipo de sociedade;
C)    Criação de escolas que adotasse a pedagogia racional libertadoras, um mecenismo para a transformação radical da sociedade;
D)   Confrontar os princípios tradicionais da igreja católica e do ideário capitalista, uma vez que procuravam se libertar de todo tipo de opressão;

Conclusão

O movimento libertário anarquista deu a educação o grande suporte para a formação da consciência critica do homem como ator do processo de transformação social,  esta proposta, é até hoje disseminada por muitos educadores.



3ª Questão:

Discuta as interseções possíveis entre a Constituição de 1934 e a Educação Pública no Brasil.

Resposta:
       A primeira constituição ( 1934 ), representou novo marco nas constituições brasileira. Teve-se pela primeira  vez  “ a constitucionalização de direitos econômicos, sociais e culturais ”.
        No campo educacional, a carta constitucional de 1934 se mostrou muito preocupada com o desenvolvimento do ensino médio e superior. A carta  frisava, que o ensino primário seria oferecido gratuitamente por instituições publicas e a freqüência haveria de ser obrigatória para aqueles que estivessem na idade escolar. A grande meta era formar futuras gerações preparadas para assumir postos de trabalhos a serem oferecidos, principalmente no meio urbano. Fato pretendido pelo setor econômico do país. Defendia ainda o ensino religioso nas escolas e o uso de diferentes grandes curriculares para meninos e meninas.


Referências:
 FERRER Y GUARDIA, Francisco. La Escuela Moderna - póstuma explicación y alcance de la enseñanza racionalista. Barcelona: Ediciones Solidaridad, 1912.

WOODCOCK, George. História das Idéias e Movimentos Anarquistas. Porto Alegre: L&PM, 2002. v. I e II


https://daniellixavierfreitas.jusbrasil.com.br/artigos/144779190/o-direito-a-educacao-nas-constituicoes-brasileiras






4ª Questão:



 A chegada dos europeus à América colocou frente a frente povos de origens muito diferentes: os europeus e os povos nativos da América. Sobre esse acontecimento podem existir versões muito distintas, o que nos leva a pensar sobre a ideia de verdade. Sobre a verdade, leia este poema de Carlos Drummond de Andrade:

Verdade




A porta da verdade estava aberta,

mas só deixava passar

meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,

porque a meia pessoa que entrava

só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade

voltava igualmente com meio perfil.

E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.

Chegaram ao lugar luminoso

onde a verdade esplendia seus fogos.

Era dividida em metades

diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

Nenhuma das duas era totalmente bela.

E carecia optar. Cada uma optou conforme

seu capricho, sua ilusão, sua miopia.



A partir da leitura do poema, reflita sobre a ideia de verdade: é possível afirmar que existe uma única verdade ou apenas diversos pontos de vista? Escreva um texto procurando identificar o ponto de vista dos povos nativos e o dos portugueses sobre o “descobrimento” do Brasil. (3,0 pontos)



Resposta:

     Na porta da verdade, mudar como processo de mudança é uma constante na vida de cada um. O comportamento humano afeta e é afetado pelas condições que se apresentam, pois, a mudança é um processo cíclico, se houver alterações na estrutura organizacional, certamente o comportamento humano será afetado.

      Com relação ao descobrimento do Brasil, na verdade não foi um descobrimento, foi uma invasão a terra dos índios.

       Cabral chegou a Porto seguro, na Bahia, com 13 navios e uma tripulação de aproximadamente 1400 homens em 22 de abril de 1500 e só  no dia seguinte ( 23 de abril ) observou que as terras não eram descobertas. Havia aproximadamente 3 milhões de nativos, os índios  já viviam no Brasil.

       Assim, na verdade Portugal não descobriu o Brasil, Portugal invadiu, ocupoou, submetendo diversas nações indígenas ao seu domínio.

       Se no Brasil já havia uma população indígena, local, não se trata de uma  descoberta, e sim de uma conquista. Logo, a verdade de Portugal não é a verdade do Brasil. As comunidades indígenas se dividiam em diversas nações, podemos citar: os tupis, os macro-jês, os aruanques , os cariris, que ocupavam várias regiões do Brasil.

    Algumas destas civilizações ainda viviam como no período paleolítico, outras tribos como os tupis, eram mais avançadas e produziam um agricultura  rudimentar, onde plantavam cará, mandioca, feijão, tudo para a sobrevivência. Não havia comércio e não conheciam a escravidão.  Fato diferente dos africanos que quando em guerra, escravizam os povos dominados, já os inimigo dos índios eram submetidos a um canibalismo litúrgico ( antropofagia ). Outro fato praticado pelos indígenas era o infanticídio, ou seja, faziam o sacrifício de bebês gêmeos, pois, eram representações do e do mal para eles. As civilizações primitivas do Brasil tinham muitos pontos em comum, como a pintura corporal, a dança e a música, com a produção de instrumentos de sopros, de percussão,  de pandeiros e tambores.  Logo a verdade dos Portugueses, dos Africanos e dos  Índios brasileiros não era a mesma.

     Os portugueses chegaram e na verdade não descobriram o Brasil, eles simplesmente invadiram o Brasil, e transformaram os costumes, introduziram novos hábitos, novas crenças. Dessa forma a verdade dos portugueses não eram a mesma verdade dos povos indígenas do Brasil.

     Os portugueses tinham uma vida de comércio, de conquistas, de crenças, que não se identificam com a vida dos índios. Na verdade o comportamento  é a relação entre o indivíduo e o seu meio ambiente, sendo assim a verdade de um não é igual a verdade  a verdade do outro.

     As ações, os costumes de um povo que domina o outro, como foi o caso dos portugueses no Brasil, afetam o comportamento do povo dominado e as ações desses indivíduos afetam o ambiente. Logo a verdade dos que invadiram o Brasil, não é a verdade do povo indígena que vivia no Brasil.

      Seguindo essa linha de pensamento, o Brasil não foi descoberto e sim invadido por Portugal. Logo a verdade do povo português não é a verdade dos índios brasileiros.





5ª Questão:

Defina as seguintes características presentes no Período Colonial Brasileiro: grande propriedade, monocultura e mão-de-obra escrava. Explique porque na economia do Período Colonial, podemos afirmar que a pecuária nordestina desenvolveu-se como uma atividade de ajuda do setor açucareiro. (3,0 pontos)



Resposta: 

. Grande propriedade - são grandes extensões de terra sob o comando de um único proprietário.

.  Monocultura – é a produção ou cultura agrícola de apenas um único tipo de produto agrícola. No período colonial está associada aos latifundiários de grandes extensões de terra.

.  Mão de obra escrava -  é o tipo de trabalho em que a pessoa não tem um salário e não tem direito a nada, no início o Brasil utilizou os índios e, posteriormente os negros africanos.

    Explicação: 

       Durante  o período Colonial, a empresa açucareira foi o grande investimento dos portugueses  nas terras brasileiras. A necessidade  de consumo das populações nativas serviram para o desenvolvimento de outras atividades econômicas destinadas a subsistência, com isto a atividade pecuária começou a ganhar espaço com a importação de reses para o trabalho nos engenhos de açúcares.  A pecuária instituiu novas relações de trabalho alheio ao uso da mão de obra escrava. A pecuária precisava de um pequeno número de trabalhadores e tinha sua mão de obra formada por trabalhadores de origem negra, indígena, branca  ou  mestiços.





6ª Questão:



Com base na leitura dos textos, responda o que se pede: Quais os objetivos da educação jesuítica no Brasil Colônia? Aponte quatro características da pedagogia jesuítica presentes no período colonial. (4,0 pontos)

Resposta:

    A história da educação do Brasil foi e ainda é um processo de transmissão de conhecimentos, que foi iniciado no período Colonial pelos Jesuítas. Eles tiveram uma missão muito grande, a dê, alfabetizar os filhos dos poderosos e procurar trazer para sua fé os índios colonizados, mas, observaram que só conseguiriam evangelizar, se alfabetizassem os índios.

       Os principais objetivos do Ensino Jesuítico eram:

  1. Levar o Catolicismo para a América recém descoberta;
  2. Catequizar os Colonizados, índios e filhos dos poderosos, trazendo a eles uma linguagem portuguesa, costumes europeus e da sua religião;
  3. Difundir a religião, evitando assim que o protestantismo se difundi-se mais que a religião católica;
  4. Construir escolas que propagassem o seu evangelho por todo o mundo.

     A educação jesuítica  seguia o método Ratio Studiorium, onde não só pregavam a sua fé, mas ensinavam a as Letras, Filosofia em curso normal, Teologia e Ciências Sagradas para nível Superior, etc...  Em 1834, foi promulgada a formação das escolas Normais, sendo criados os sistemas de 1º e 2º grau de formação de professores. Os padres Jesuítas ensinavam teologia- política, por meio de encenação teatral nas escolas.  Para as escolas eram repassadas para as instituições de ensino, os métodos trazidos do Tento, o Concílio de Trento, o qual deu uma nova dinâmica aos sistema pedagógico e, como conseqüência, transformou os métodos antigos de ensino, que eram arcaicos, em uma nova metodologia educacional. Nos colégios jesuítas, eram ministrados Preceitos do Teatro de Cícero ( De Oratore ), Quintiliano ( Instituto Oratória ), Aristóteles (Rhetoria), Santo Agostinho ( De doctrina Christiana ).

      Assim, observa-se que os professores da época Colonial não tinham as mínimas informações de métodos pedagógicos para passar seus conhecimentos  aos seus discípulos. Os padres Jesuítas, como outros “educadores”  tinham em mente que os africanos e os índios não possuíam  uma inteligência fértil como os filhos dos burgueses da época. Havia muita discriminação, os métodos apresentavam formas grotescas, como castigos duros, tais como:

a)      Chibatadas,

b)      Palmatórias,

c)      Amarrar ao Tronco,

a quem não “ aprendesse” como os instrutores queriam, etc.., castigos esses que eram aplicados aos negros e aos nativos.



Referências :



Textos referentes as aulas da disciplina.



SCHMITZ, Egídio. Os Jesuítas e a Educação: a filosofia educacional da Cia. de Jesus. São Leopoldo: Unissinos, 1994.



SODRÉ, Nelson Werneck. Síntese de história da Educação Brasileira. 17 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.

PAIVA, José Maria de; PUENTES, Roberto Valdés. A proposta jesuítica de Educação – uma leitura das Constituições. Comunicações, São Paulo, nov. 2000. Disponível em: http://www.unimep.br/jmpaiva/a-proposta-jesuitica-de-educacao.pdf.

Pecuária no período colonial História do Brasil - https://www.colegioweb.com.br/colonizacao-portuguesa-no-brasil/a-economia-colonial.html




 FAUSTO, Carlos. Fragmentos da história e cultura tupinambá: da etnologia como

instrumento crítico de conhecimento etno-histórico. In: CUNHA, Manuela Carneiro

da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras:FAPESP:

SMC, 1992, p. 381-396.

Resumo sobre a História dos Índios do Brasil, cultura, sociedade, organização, contato com os portugueses, História do Brasil - https://www.historiadobrasil.net/indiosdobrasil/