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domingo, 31 de julho de 2011

O QUE É MENINGIOMA ?

Meningioma

01. O que é um meningioma?

- é um tumor benigno que se desenvolve nas meninges.

Observação:

  1. As meninges são as bainhas membranosas que envolvem o cérebro e a medula.
  2. Um tumor é denominado benigno quando não é agressivo, não se propaga aos órgãos adjacentes, não dá lugar a metástases e é relativamente fácil de remover.

Observação:

01. Na maioria dos casos, a ocorrência múltipla é intracraniana e espinhal.


Meningiomas múltiplos localizados exclusivamente no canal raqueano são extremamente raros.

02. O termo meningioma é o nome para tumor nas meninges (tecido que reveste a superfície exterior do cérebro), que geralmente são benignos. Eles podem variar muito no tamanho, de poucos milímetros a muitos centímetros. Os sintomas são causados pela compressão do cérebro ou canal vertebral.

03. Os meningiomas constituem 10 % dos tumores intracranianos. São mais comuns entre os quarenta e sessenta anos de vida e em mulheres.

04. São tumores benignos freqüentes em adultos, perdendo apenas para os gliomas. Seu pico é em torno de 45 anos.

Quando um meningioma aumenta de volume, desenvolve-se necessariamente no interior do crânio exercendo uma pressão cada vez maior sobre o cérebro. Isto provoca vários sintomas tais como:

  1. dores de cabeça,
  2. cansaço,
  3. convulsões,
  4. as vezes perturbações mentais, ( exemplo dificuldades de concen­tração ou alucinações).

Outros sintomas dependem da localização do tumor.

Diversas funções podem ser alteradas:

a. a visão,

b. o tacto,

c. a audição.

São reguladas por sectores específicos do cérebro: quando uma destas áreas sofre uma compressão manifestam-se sintomas tais como:

a. cãibras,

b. perturbações da linguagem,

c. paralisia,

d. perturbações da visão.

02. Como se desenvolve o meningioma?

Este tipo de tumor tem geralmente uma evolução muito lenta e, por conseguinte, ocorre muito tempo antes de se tornar bastante grande para comprimir o cérebro e causar qualquer tipo de sintoma. Na maior parte dos casos é possível proceder à remoção do tumor, e a percentagem das curas é muito alta.

03. O meningioma é perigoso?

Sim, todos os tumores intracranianos são muito perigosos dado que podem comprimir zonas do cérebro importantes. Se não é tratado imediatamente, o meningioma pode levar à morte.

04. Qual é a terapia?

A única terapia possível do meningioma é a remoção cirúrgica. A maior parte das vezes o tumor é relati­vamente acessível e fácil de remover, mas quando está localizado por baixo do cérebro, por trás da base do crânio, pode ser muito difícil conseguir removê-lo sem danificar os tecidos frágeis que o circundam.

As intervenções cirúrgicas no interior do crânio requerem, por conseguinte, uma grande precisão para evitar o risco de hemorragias e para não prejudicar zonas do cérebro importantes. Estas intervenções cirúrgicas podem demora de 10 a 12 horas.

05. Quais são as causas do meningioma?

Como para outros tumores, não se sabe porque razão algumas células do organismo começam improvisamente a proliferar.

SINTOMAS:

a. Cefaleias mais frequen­temente nocturnas;

b. Náuseas, vómitos;

c. Perturbações psíquicas e intelectuais;

d. Perturbações motoras O Convulsões localizadas ou generalizadas;

e. Perturbações da visão ou da audição;

f. Nos indivíduos jovens os sintomas desenvolvem-se lentamente.

05. Quais os Exames para detectar o Meningioma?

Os meningiomas podem ser detectados através de radiografia de crânio. A TC mostra o tumor como uma massa homogênea densa e bem delimitada. A RMN com contraste demonstra a relação entre o meningioma com as estruturas vascular e neural. E finalmente, a angiografia, demonstra se há a vascularização do tumor.

06. Quais os Tratamentos ?

As opções de tratamento incluem observação, cirurgia e radiação. Tumores pequenos, em pessoas idosas sem sintomas, podem ser observados por RMs anuais. Como esses tumores são benignos e de crescimento lento, eles podem não causar nenhum problema para o paciente.

Observação:

Entretanto, em pacientes jovens, quando causam sintomas (inclusive convulsões) e estão em lugares críticos, a cirurgia é a melhor opção. Se os tumores estão em regiões de difícil acesso ou pacientes com riscos cirúrgicos, a radioterapia é indicada. Terapia hormonal com antiestrogênio é uma possibilidade alternativa, porém ainda não há resultados comprovados sobre este tratamento.


Se houve ressecção completa do tumor, haverá resolução dos déficits neurológicos e recuperação permanente. Porém a recidiva do tumor é comum.

No tratamento cirúrgico, não se associando radioterapia. Geralmente os tumores são volumosos, o que aumenta o risco cirúrgico. Apesar disso, a maioria dos casos tem cura completa. Há recidiva em pequena percentagem, especialmente nos tumores de difícil acesso, como os da base do crânio, porque a remoção total não foi possível.

07. Como é Microscopicamente o Meningioma?

Microscopicamente, os meningiomas são constituídos por células uniformes, núcleo redondo ou alongado, cromatina frouxa, citoplasma róseo, abundante, de limites imprecisos. As células podem arranjar-se segundo vários padrões, nos quais é baseada a classificação dos

meningiomas. Uma feição muito comum é a disposição concêntrica das células, em redemoinhos, lembrando bulbo de cebola. O centro destes agrupamentos calcifica-se, chamando-se corpo psamomatoso, análogo aos da aracnóide normal. Quando muito numerosos, denomina-se o tumor meningioma psamomatoso. Os corpos psamomatosos resultam da deposição de cálcio em células neoplásicas degeneradas (calcificação distrófica).

08. Qual o quadro Clinico?

O quadro clinico é insidioso, devido ao crescimento lento do tumor. Meningiomas podem passar despercebidos por vários anos porque comprimem e deslocam o cérebro muito devagar. Não causam edema cerebral. Podem atingir volumes consideráveis, provocando pouco ou nenhum sintoma.
A sintomatologia pode ser cefaléia, epilepsia e déficits focais como hemiparesias e hemianopsias. A anosmia (perda do olfato) pode ser o único sintoma no meningioma da goteira do olfatório.

Fonte:

http://km-stressnet.blogspot.com/2009/04/meningioma.html

http://anatpat.unicamp.br/taneumeningioma.html