sexta-feira, 23 de julho de 2010

TIRA DÚVIDAS SOBRE VACINAS




NOÇÕES SOBRE VACINAS




1ª VACINA

BCG
Vacina contra a tuberculose
Protege contra tuberculose e suas formas graves: meningite e formas disseminadas da doença. A criança deve ser vacinada o mais precoce possível, idealmente no 1º mês de vida. A reação vacinal é concluída em 6 meses; após este prazo, considera-se que houve resposta vacinal quando a cicatriz tem entre 3 e 9 mm e deve-se revacinar quando ela estiver ausente.

2ª VACINA

Hepatite B
Vacina contra a hepatite B
Estar protegido contra o vírus da hepatite B, é um cuidado de saúde básico que todos devem ter. Aliás, é esta a recomendação da Organização Mundial da Saúde desde 1997, quando a engenharia genética disponibilizou vacinas seguras e potentes que podem prevenir inclusive, o surgimento de doenças correlatas à hepatite B, como a cirrose e o câncer de fígado. O esquema de vacinação contra a hepatite B é composto por três doses: a primeira dose deve ser administrada nas primeiras 12 horas de vida; a 2º dose um mês após e a terceira dose seis meses após a primeira dose.


OBSERVAÇÃO :
Hepatite B
A hepatite B é uma das principais causas de hepatite aguda e crônica, cirrose e câncer de fígado no mundo. A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) é um problema mundial. Estima-se que haja 300 milhões de indivíduos portadores do HBV no mundo, e que ocorram cerca de 250 mil óbitos anualmente em decorrência de doença hepática aguda ou crônica relacionada a infecção pelo vírus da hepatite B. A transmissão da hepatite B ocorre através do contato com sangue, saliva, sêmen e outras secreções orgânicas de indivíduos portadores do vírus da hepatite B. Contatos sexuais, uso de seringas e agulhas contaminadas, transfusão de sangue e derivados, contato íntimo intradomiciliar com portadores do vírus, e transmissão da mãe infectada para o recém-nato, são algumas das formas de transmissão desta doença.
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) recomendou que todos os países do mundo iniciassem a vacinação da criança contra a hepatite B ao nascimento.
A vacina contra a hepatite B também está formalmente recomendada para os adolescentes e adultos que não tenham sido previamente vacinados, particularmente aqueles com vida sexual ativa.
O esquema de vacinação é composto por 3 doses (1ª dose: data escolhida; 2ª dose: um mês após a primeira dose; 3ª dose: seis meses após a primeira dose). A administração é intramuscular no deltóide. A eficácia desta vacina é de 95%.
Devem vacinar contra a hepatite B:
• todos os adolescentes;
• todos os adultos com risco de infecção pelo vírus da hepatite B (mais de um parceiro sexual no período de 6 meses; contactantes domiciliares de casos de hepatite B; usuários de drogas venosas; pessoas em hemodiálise e candidatos futuros a diálise; pessoas com história recente de doença sexualmente transmissível; homossexuais; portadores de doença hepática crônica; profissionais de saúde).







3ª VACINA



dT
Vacina contra difteria e tétano
A vacina contra a difteria e o tétano está indicada aos 10-11 anos de idade desde que tenham sido decorridos cinco anos após a última dose das vacinas contendo os toxóides diftérico e tetânico.





4ª VCINA

DTP (tríplice bacteriana)
Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche (pertussis)
A vacina contra difteria, o tétano e a coqueluche clássica denominada de células inteiras (DPT) tem eficácia semelhante às vacinas mais modernas acelulares, entretanto apresentam maior ocorrência de reações adversas.
Observação:

dT - Vacina contra difteria e tétano
O tétano é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada pela ação de toxinas do Clostridium tetani sobre o sistema nervoso central. A doença caracteriza-se por hipertonia da musculatura estriada, generalizada ou não, atingindo os músculos masseteres, a musculatura para-vertebral, o músculo da nuca, músculo da parede anterior do abdômen e musculatura dos membros. Essa contratura permanente pode se intensificar e causar o espasmo ou convulsão tônica a qual é responsável pela maioria dos óbitos. A difteria é uma doença infecciosa aguda, causada pelo Corynebacterium diphtheriae, que atinge preferencialmente crianças até 10 anos de idade. A angina diftérica é a forma clínica mais freqüente caracterizada por queda do estado geral, palidez, anorexia, febre e dor de garganta com formação de exsudato espesso acometendo a faringe, as amígdalas, os pilares anteriores, a úvula, o palato mole e a retrofaringe; por vezes a angina diftérica apresenta intensa toxemia (difteria maligna).
Devem vacinar contra a difteria e tétano:
• todos os adultos;
• todos os adolescentes devem receber esta vacina entre os 11-12 ou 14-16 anos se não tivererem sido vacinados nos últimos cinco anos.









5ª VACINA
DTP Acelular (tríplice bacteriana acelular)
Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche acelular
A difteria, o tétano e a coqueluche são doenças potencialmente graves passíveis de prevenção pela vacinação. As três primeiras doses da vacina (DPTa) devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose (2º reforço) entre 4-6 anos de vida.

As vacinas mais modernas denominadas vacinas acelulares contra a difteria, o tétano e a coqueluche apresentam menor ocorrência de reações tais como: dor no local da administração, febre elevada, irritabilidade e choro prolongado. Sempre que possível, seu uso deve ser preferido. Nos países desenvolvidos estas vacinas acelulares constituem a vacina de preferência do calendário de vacinação.

Observação :

dT - Vacina contra difteria e tétano
O tétano é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada pela ação de toxinas do Clostridium tetani sobre o sistema nervoso central. A doença caracteriza-se por hipertonia da musculatura estriada, generalizada ou não, atingindo os músculos masseteres, a musculatura para-vertebral, o músculo da nuca, músculo da parede anterior do abdômen e musculatura dos membros. Essa contratura permanente pode se intensificar e causar o espasmo ou convulsão tônica a qual é responsável pela maioria dos óbitos. A difteria é uma doença infecciosa aguda, causada pelo Corynebacterium diphtheriae, que atinge preferencialmente crianças até 10 anos de idade. A angina diftérica é a forma clínica mais freqüente caracterizada por queda do estado geral, palidez, anorexia, febre e dor de garganta com formação de exsudato espesso acometendo a faringe, as amígdalas, os pilares anteriores, a úvula, o palato mole e a retrofaringe; por vezes a angina diftérica apresenta intensa toxemia (difteria maligna).
Devem vacinar contra a difteria e tétano:
• todos os adultos;
• todos os adolescentes devem receber esta vacina entre os 11-12 ou 14-16 anos se não tivererem sido vacinados nos últimos cinco anos.


6ª VACINA

Haemophilus Tipo b
Vacina contra infecções por Haemophilus tipo b
Antes da introdução desta vacina, a infecção pelo Haemophilus influenzae tipo b era a principal causa de meningite bacteriana em países desenvolvidos, sendo também responsável por outras infecções bacterianas graves tais como: epiglotite, pneumonia e otite. A maior parte das infecções por este agente ocorre em crianças com menos de cinco anos de idade. As três primeiras doses devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; reforço deve ser administrado entre 12-15 meses de idade.

7ª VACINA

Polio Oral (Sabin)
Vacina contra a paralisia infantil
As três primeiras doses da vacina contra a paralisia infantil devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose deve ser aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose entre 4-6 anos de vida. Protege contra a poliomielite.


8ª VACINA

Polio Inativada (eIPV)
Vacina contra a paralisia infantil
Devido aos raros casos de poliomielite paralítica associada à vacina oral (Sabin), muitos países desenvolvidos recomendam de rotina a vacina inativada contra a poliomielite; outra vantagem é que esta vacina pode ser administrada sob a forma combinada com outras vacinas.


9ª VACINA

Pneumocócica Conjugada 7-Valente
Vacina contra infecção pneumocócica
O pneumococo é uma bactéria responsável por casos graves de meningite, pneumonia, infecções da corrente sanguínea, sinusite e otite média em todo o mundo. A vacina conjugada 7-valente contra infecção pneumocócica representa importante progresso na profilaxia das infecções pneumocócicas de crianças. A importância das infecções causadas por esta bactéria associada a excelente proteção desta vacina fez com que países desenvolvidos recomendassem a vacinação rotineira de todas as crianças com menos de dois anos.

As três primeiras doses da vacina devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 12-15 meses. As crianças que iniciarem a vacinação com idade entre sete meses e 11 meses necessitam de duas doses com intervalo de dois meses, e uma dose adicional aos 15 meses de idade; aquelas que iniciarem a vacinação entre 12 e 23 meses necessitam de apenas duas doses com intervalo de dois meses. As crianças saudáveis que iniciarem a vacinação após os 24 meses necessitam de apenas uma dose da vacina.

Observação :

Infecção Pneumocócica
O pneumococo é uma das principais causas de doenças graves entre crianças; esta bactéria é responsável pela maior parte dos casos graves de meningite, pneumonia, infecções da corrente sanguínea, sinusite e otite média nas crianças em todo o mundo. O risco de doença pneumocócica invasiva é maior nas crianças com menos de um ano de idade; portanto o esquema de vacinação deve ser iniciado o mais precocemente possível.
As vacinas conjugadas contra infecção pneumocócica representam importante avanço na prevenção destas infecções em crianças. Existem duas vacinas conjugadas contra o pneumococo licenciadas no Brasil: a do laboratório Wyeth e a da GlaxoSmithKline.
A vacina pneumocócica conjugada 7-valente do laboratório Wyeth está no mercado mundial há nove anos. Mais de 300 milhões de doses dessa vacina já foram consumidas em todo o mundo.
Recentemente, o FDA aprovou a vacina pneumocócica conjugada 13-valente produzida pela Wyeth. Esta vacina, submetida para aprovação na Anvisa, inclui os 13 sorotipos mais prevalentes nas doenças pneumocócicas como meningite, pneumonia, e otite média aguda. Além dos sete sorotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F) incluídos na vacina pneumocócica 7-valente, outros seis sorotipos adicionais fazem parte da nova vacina (1, 3, 5, 6A, 7F e 19A).
Os países que introduziram esta vacina no calendário das crianças observaram um declínio de 60 a 90% dos casos de doença pneumocócica invasiva nas crianças com menos de dois anos de idade. Além disso, crianças e adultos não vacinados se beneficiaram da vacinação; este efeito de proteção indireta, também chamada de imunidade de rebanho, resulta da redução de portadores desta bactéria na nasofaringe das crianças vacinadas com conseqüente redução da transmissão para as crianças não vacinadas e para os adultos. A colonização e a doença causada pelo sorotipo 19A apresenta um padrão epidemiológico similar aos sorotipos contidos na vacina 7-valente e, portanto, espera-se algum grau de imunidade de rebanho; já os sorotipos 1 e 5 raramente são encontrados na nasofaringe, portanto existem dúvidas quanto a ocorrência deste tipo de proteção.
A vacina pneumocócica conjugada 10-valente produzida pela GlaxoSmithKline, além dos sete sorotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F) incluídos na vacina pneumocócica 7-valente, contém três sorotipos adicionais (1, 5 e 7F). Esta vacina 10-valente é constituída de três diferentes carreadores: proteína D (que liga individualmente o polissacarídeo capsular dos sorotipos 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14 e 23F), o toxoide tetânico (que liga o sorotipo 18C) e o toxoide diftérico (liga o sorotipo 19F). Devido à inclusão da proteína D, uma proteína de superfície originalmente produzida pelo Haemophilus influenzae não tipável, há expectativa de proteção contra a infecção por esta bactéria.

10ª VACINA

MMR
Vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola (tríplice viral)
O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. O sarampo pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves. A vacina MMR é altamente eficaz contra o sarampo também conferindo proteção contra a caxumba e a rubéola. Atualmente as crianças devem receber a primeira dose entre 12 a 15 meses de idade e a segunda dose entre 4 e 6 anos.


11ª VACINA

Vacina contra sarampo,
caxumba e rubéola (MMR)
O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. O sarampo pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite, encefalite, convulsões e óbito. A caxumba pode causar meningite, inflamação dos testículos e dos ovários, pancreatite e surdez geralmente definitiva. A rubéola pode causar defeitos congênitos se acometer a gestante. A vacina MMR é altamente eficaz contra o sarampo também conferindo proteção contra a caxumba e a rubéola.
A vacina está indicada para aqueles que não tenham documentação de vacinação ou de imunidade prévia e não apresentem contra-indicação médica.
Devem vacinar contra o sarampo, a caxumba e a rubéola:
• todos os adultos entre 19-49 anos;
• estudantes universitários e outros;
• profissionais de saúde e de outras instituições de saúde;
• mulheres na idade fértil que não estejam grávidas;
• viajantes internacionais.

12ª VACINA

Sarampo
Vacina contra o sarampo
O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. O sarampo pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves. A vacina contra o sarampo é altamente eficaz. No Brasil esta vacina é aplicada aos nove meses de idade. Após o primeiro ano de vida, é preferível completar o esquema vacinal utilizando a vacina tríplice viral (MMR) pois além do sarampo esta vacina também confere proteção contra a caxumba e a rubéola.

13ª VACINA

Hepatite A
Vacina contra a hepatite A
A hepatite A pode acometer as diversas faixas etárias. Nas crianças, a infecção tende a ser leve ou assintomática; a hepatite fulminante é a complicação mais temida desta infecção. A gravidade do quadro clínico é maior quanto maior for a idade da pessoa. A hepatite A é adquirida principalmente pela via oro-fecal através do contato pessoa a pessoa ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados. A vacina contra hepatite A está indicada a partir dos 12 meses de idade. O esquema de vacinação é composto por duas doses: a primeira dose na data escolhida e a segunda dose seis meses após a primeira dose. A vacina é segura e altamente eficaz.

OBSERVAÇÃO:

Hepatite A
A hepatite A é adquirida principalmente pela via oro-fecal através do contato pessoa a pessoa ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados. A hepatite A pode acometer as diversas faixas etárias. A gravidade do quadro clínico aumenta de acordo com a idade da pessoa; no adulto, a hepatite A é comumente acompanhada de sintomas. Embora a infecção pelo vírus da hepatite A não resulte em hepatite crônica, ela é uma causa importante de morbidade e raramente de óbito.
A hepatite fulminante é a complicação mais temida desta infecção.
A vacina contra a hepatite A proporcionou uma forma segura e eficaz de controle desta doença. A vacina também está recomendada para a imunização de crianças, adolescentes e adultos.
O esquema de vacinação é composto por duas doses com um intervalo de seis meses entre as mesmas. A eficácia da vacina é de aproximadamente 100%.
Embora não tenha sido bem estabelecido a duração da imunidade induzida pela vacinação, atualmente estima-se que esta deve se estender por pelo menos 20 anos.
Devem vacinar contra a hepatite A:
• todos os adultos que desejem se proteger contra a hepatite A;
• todos os adultos com risco de infecção pelo vírus da hepatite A (viajantes para áreas endêmicas; homossexuais; usuários de drogas venosas; portadores de doença hepática crônica; entre outros).


14ª VACINA

Varicela
Vacina contra a catapora (varicela)
A varicela é doença altamente contagiosa. Na criança saudável, a varicela é geralmente uma doença benigna entretanto, por vezes, ocorrem complicações infecciosas secundárias da pele e formas graves da doença. Nos Estados Unidos, cerca de 50 a 100 crianças falecem anualmente devido à varicela e aproximadamente 10.000 necessitam internação hospitalar. A vacina contra a varicela está indicada a partir dos 12 meses de idade; quando a primeira dose for administrada entre 12 e 15 meses, a segunda dose deverá ser administrada entre os 4-6 anos de idade.

OBSERVAÇÃO :

Vacina contra a Varicela
A varicela (catapora) é uma doença altamente contagiosa podendo causar graves complicações. Até recentemente, o esquema vacinal contra a varicela para as crianças menores que 13 anos era de uma única dose administrada a partir dos 12 meses de idade.
Relatos de casos de varicela em crianças previamente vacinadas com uma única dose têm sido frequentemente descritos; embora os casos de catapora nas pessoas previamente vacinadas sejam menos graves, eles são contagiosos e responsáveis por surtos. Estudos evidenciaram que 15% a 20% dos vacinados respondem parcialmente ou não respondem a uma única dose da vacina contra a varicela.
Estudos demonstraram que a ocorrência de casos de varicela nas pessoas que receberam duas doses da vacina é significativamente menor do que naqueles que receberam dose única; a resposta imune também foi maior e mais duradoura naqueles que receberam duas doses.
Com o objetivo de reduzir os riscos de adquirir varicela nas pessoas vacinadas com uma única dose, novas recomendações na vacinação contra a varicela foram recentemente adotadas pelo Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP/E.U.A) e aprovadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM).
O novo esquema proposto é composto por duas doses. Quando a primeira dose for administrada entre 12 e 15 meses, a segunda dose deverá ser administrada entre os 4 e 6 anos de idade. A segunda dose da vacina contra a varicela poderá ser administrada antes dos 4-6 anos, desde que haja um intervalo de pelo menos três meses entre a primeira e a segunda dose.
A clínica PREVCENTER recomenda formalmente que nas crianças, nos adolescentes e nos adultos jovens que receberam somente uma única dose da vacina, seja administrada uma segunda dose.

15ª VACINA

Meningite Meningocócica C
Vacina contra meningite meningocócica
A necessidade desta vacina deve ser avaliada de acordo com a situação epidemiológica da ocorrência de meningite meningocócica pelo sorogrupo C. Está indicada para as crianças a partir de dois meses de idade; no Brasil, esta vacina está licenciada com indicação de duas doses (intervalo de um a dois meses entre as doses) em crianças com menos de um ano de idade. Recomenda-se uma única dose de reforço a partir dos 12 meses.

OBSERVAÇÃO :

Meningite Meningocócica
A meningite meningocócica, causada pela bactéria meningococo, é doença grave apresentando seqüelas e elevada letalidade apesar do uso adequado de antibióticos. Esta bactéria causa doença, sobretudo meningite, ocorrendo de forma endêmica e em surtos epidêmicos. Atualmente, os meningococos B e C são praticamente os únicos responsáveis pela doença meningocócica no Brasil. Ocasionalmente, o meningococo C aproxima-se e até alcança a metade dos casos notificados. A vacina conjugada contra o meningococo C ofereceu pela primeira vez, o efetivo controle da doença causada por este tipo de bactéria. A vacina revelou-se segura, com elevada proteção em todas as faixas etárias e dotada de efetividade clínica. Decorrente do grande sucesso e resultados obtidos nos países europeus como p.ex. o Reino Unido, esta vacina tem sido amplamente recomendada em todos os países do mundo com infecções pelo meningococo do tipo C.
Nos Estados Unidos, vacinas tetravalentes conjugadas contra infecção meningocócica estão indicadas na vacinação de rotina dos adolescentes (11-12 anos); também foram licenciadas para uso nos adultos entre 20 e 50 anos de idade. A vacinação de adolescentes e adultos é realizada com uma única dose; não se recomenda dose de reforço.
Devem vacinar contra a infecção meningocócica:
• os adolescentes e adultos que residem em áreas endêmicas ou com alta incidência de doença meningocócica;
• esplenectomizados ou portadores de outras condições de risco;
• viajantes para áreas de risco (o tipo de vacina a ser utilizada dependerá da epidemiologia da região a ser visitada).

16ª VACINA

Gripe
Vacina contra o virus influenza
A vacina inativada contra o vírus influenza está recomendada anualmente para todas as crianças entre seis meses e cinco anos de idade. Os contactantes domiciliares dos bebês tais como os pais, os irmãos e as “babás ou cuidadoras” também devem se vacinar contra gripe para a proteção das crianças abaixo de cinco anos de idade.

As crianças entre 6 e 35 meses devem receber a dose de 0,25 ml; nas crianças com mais de 3 anos a dose é de 0,5 ml.

As crianças com menos de 9 anos de idade que utilizarem esta vacina pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo mínimo de 1 mês entre as doses. As crianças que tenham previamente recebido a vacina necessitam apenas de uma única dose anual.
Observação :

Gripe
A gripe humana, conhecida como Influenza, é causada pelo vírus influenza humano o qual infecta o trato respiratório. É uma doença altamente contagiosa, potencialmente grave e acompanhada de complicações sérias. A cada ano cerca de 5% a 15% da população mundial é acometida pela gripe humana com mais de meio milhão de óbitos. Adultos podem transmitir a doença desde um dia antes de adoecerem até três a sete dias após terem apresentado os primeiros sintomas. Algumas das complicações incluem as pneumonias bacterianas, desidratação, e agravamento de doenças crônicas tais como cardiopatias, asma e diabetes. A gripe ocorre anualmente na forma de epidemias; o vírus circula na população principalmente nos meses de inverno caracterizando sua ocorrência sazonal.
A vacina contra a gripe confere proteção cerca de duas semanas após sua administração. No Brasil, o pico de incidência da gripe ocorre entre o final de maio até o final de agosto; portanto, recomendamos que a vacina seja realizada antes dos meses de inverno.
Devem vacinar contra a gripe:
• todas as pessoas acima de 50 anos de idade;
• todas as pessoas entre 2 e 64 anos com condições crônicas (diabetes, doenças pulmonares, doenças cardíacas, doenças renais, imunossuprimidos inclusive HIV positivos, entre outras);
• todas as pessoas que convivem no mesmo domicílio com crianças com menos de 23 meses de idade e com pessoas que apresentem risco elevado de complicações pela gripe; e
• todas as pessoas que desejam se proteger contra a gripe.
A vacina é inativada, purificada e segura; dor local e pequena enduração podem ocorrer. Sua eficácia é de aproximadamente 80%. O esquema vacinal consiste em 1 dose anualmente.

17ª VACINA

Rotavirus
Vacina contra infecção por rotavirus
O rotavírus é a principal causa de gastroenterite (diarréia) grave nas crianças sendo responsável por 600.000 óbitos a cada ano no mundo; a maior parte ocorrendo nos países em desenvolvimento como o Brasil. A principal forma de transmissão se dá pela via fecal-oral, na maior parte das vezes através da ingestão de água, comidas e contato com superfícies contaminadas.

A primeira dose da vacina contra rotavírus deve ser iniciada entre 1 mês e 15 dias (6 semanas) a 3 meses e 7 dias (14 semanas); idealmente aos 2 meses de vida. A segunda dose deve ser administrada entre 3 meses e 7 dias (14 semanas) a 5 meses e 15 dias (24 semanas); idealmente aos 4 meses de vida. O intervalo mínimo entre as doses deve ser de pelo menos 4 semanas e as idades para o início da primeira dose e da segunda dose devem ser estritamente respeitadas.

Observação :

Gastroenterite por Rotavírus
Um Problema de Saúde Pública

Anualmente aproximadamente 500.000 óbitos causados por diarréia pelo rotavírus ocorrem em crianças até 5 anos de idade e cerca de 2 milhões de crianças são hospitalizadas anualmente devido a infecção pelo rotavírus.
O rotavírus é o agente patogênico mais comum como causa de diarréia em crianças em todo o mundo; é o responsável por 1/3 dos casos de vômito e diarréia graves que exigem hospitalização.
Praticamente todas as crianças no mundo apresentarão um episódio de diarréia causada por rotavírus antes dos cinco anos de idade.
Globalmente, mais de 125 milhões de casos de gastroenterite infantil ocorrem a cada ano; uma em cada cinco crianças necessitarão visita médica, uma em cada 65 serão hospitalizadas, e aproximadamente uma dentre cada 293 crianças evoluirá para o óbito (Emerging Infectious Diseases, Vol.9, No. 5, May 2003).
A letalidade associada a infecção pelo rotavírus é maior nos países em desenvolvimento; em alguns destes, crianças apresentam mais de 12 episódios de diarréia a cada ano.
A prevenção da doença pelo rotavírus permitirá salvar as vidas de 1.400 crianças a cada dia.
A vacinação contra o rotavírus tem como objetivos: a- Proteger contra a diarréia moderada a severa; b- Proteger contra desidratação, hospitalização e morte; c- Reduzir o impacto sócio-econômico causado por este agente.
O PREVCENTER disponibiliza a Vacina contra infecção por rotavirus (Rotarix) com as seguintes características e recomendações para o esquema de vacinação:
• Virus vivo humano atenuado, cepa 4414, sorotipo G1 (P8)
• Monovalente com proteção cruzada para sorotipos G2, G3, G4 e G9
• Administração por via oral, tamponada (liofilizada)
• A vacina contra infecção por rotavírus está indicado para crianças entre 06 semanas a seis meses de idade. O esquema vacinal é composto por duas doses, administradas por via oral, com intervalo de dois meses (intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses).
Recomendamos que a primeira dose seja administrada aos dois meses de idade, podendo ser realizada a partir de seis semanas até 14 semanas de vida.
A segunda dose deve ser administrada aos quatro meses de idade, podendo ser realizada entre 14 e 24 semanas de vida; portanto a utilização desta vacina não está recomendada após os seis meses de idade.
Esta vacina pode ser administrada simultaneamente com a vacina antipoliomielítica oral; entretanto, para aumentar a eficiência da vacina contra a infecção pelo rotavírus, recomenda-se adotar intervalo de 15 dias entre as datas de aplicação dessas vacinas, ao administrar-se a primeira dose. Tal recomendação não se aplica a vacina inativada contra a poliomielite.
A vacina para prevenção da infecção por rotavírus está contra-indicada para os pacientes com imunodeficiência.

18ª VACINA

Papilomavírus (HPV)
Vacina contra o papilomavírus humano
A vacina quadrivalente recombinante contra o papilomavírus humano está recomendada de rotina para meninas entre 11-12 anos, mas pode ser administrada a partir dos nove anos; esta vacina também está recomendada nas meninas e mulheres entre os 13 e 26 anos que não receberam ou que não completaram o esquema vacinal. Idealmente, a vacina deve ser administrada antes do início da atividade sexual.
A vacina quadrivalente deve ser administrada por via intramuscular no deltóide em três doses separadas de 0,5 ml, de acordo com o seguinte esquema:
- primeira dose: na data escolhida;
- segunda dose: 2 meses após a primeira dose;
- terceira dose: 6 meses após a primeira dose;
Doses adicionais não estão recomendadas.

OBSERVAÇÃO :

Vacina contra o Papilomavírus Humano e a prevenção do câncer do colo do útero
A infecção pelo HPV é uma doença sexualmente transmissível causada por um vírus denominado papilomavírus humano. Aproximadamente 15 a 20 tipos do HPV são oncogênicos, ou seja, estão associados com a ocorrência de casos de câncer do colo do útero. Cerca de 1 em cada 10 pessoas, no mundo, estão infectadas pelo HPV.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o câncer do colo do útero é o segundo tipo mais comum de câncer entre mulheres, atrás apenas do câncer da mama. Até completar os 50 anos de idade, cerca de 80% das mulheres vão adquirir pelo menos uma infecção genital pelo HPV.
No mundo, a cada ano, o câncer de colo do útero é responsável por 500.000 novos casos e 250.000 óbitos entre as mulheres; 80% dos óbitos ocorrem nos países em desenvolvimento.
Existem duas vacinas contra o HPV licenciadas no Brasil: a quadrivalente (contra os tipos 6, 11, 16 e 18), produzida pelo laboratório Merck Sharp & Dohme e a bivalente (contra os tipos 16 e 18), produzida pelo laboratório GlaxoSmithKline. Os tipos 16 e 18 são as causas mais importantes do câncer do colo de útero e de outros cânceres genitais, enquanto os tipos 6 e 11 são responsáveis por cerca de 90% das verrugas genitais.
As duas vacinas demonstraram eficácia altíssima na prevenção do câncer de colo associado aos tipos 16 e 18, e também algum grau de proteção cruzada contra outros tipos não contidos na vacina. Os HPV tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.
A vacina está recomendada para o sexo feminino idealmente entre 11 e 12 anos de idade, antes do início das atividades sexuais; as mulheres sexualmente ativas devem se vacinar respeitando-se os limites de idade recomendados pelos laboratórios. Também é válido vacinar mulheres que já apresentaram infecção prévia pelo papilomavírus, pois pode haver benefício na prevenção contra outros tipos do HPV para os quais a vacina confira proteção. Recentemente, a vacina quadrivalente foi liberada nos EUA para a prevenção de verrugas genitais no sexo masculino.


19ª VACINA

Febre amarela
Vacina contra a febre amarela
A vacina contra a febre amarela está indicada para crianças a partir dos 9 meses de idade que residam ou que irão viajar para as áreas endêmicas, de transição e de risco potencial. Quando indicada, a vacina deverá ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem.

domingo, 11 de julho de 2010

Bulem (Bullying ) - Um Caso de saúde Pública

O que é Bulem (Bullying )?


Várias são as definições, mas, todas recaem a uma comum, lógica e amarga experiência de vida.



A Palavra: o que é bulem ainda não está registrada.
No dicionário e na enciclopédia se encontra a palavra "o que é bulem" bem explicada.

Para muitas pessoas a PALAVRA o que é bulem tem um significado especial.


ASSIM TEMOS :


Bulem (Bullying )


Bulem é uma coisa que nós devemos saber.... um fato como:dar nas pessoas,chamar de gorda,negra,feia, etc...
Isto é,discriminar as pessoas.
Em vários lugar já aconteceu coisas sobre o Bulem.
Bulem é uma palavra agressiva.



Bulem (Bullying )


Esse termo é utilizado para atos de violência física ou psicológica que sejam intencionais e repetidos.SÃO praticadas por uma pessoa ou grupo de pessoas com o objetivo de intimida ou agredir a outra.


Bulem (Bullying )


Primeiramente é Bullying e não bulem (bully = valentão).
Então, esse termo é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica que sejam intencionais e repetidos. São praticadas por uma pessoa ou grupo de pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir a outro pessoa incapaz de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. Então, bullying é violência e deve ser trabalhada na sua escola. Se vc é vítima ou conhece alguém que seja procure a supervisão da escola e peça providências imediatas. O quanto antes começar a campanha contar o bullying melhor as chances de não acontecer uma tragédia.
Fonte(s):
wikipedia



Bulem (Bullying )


Brincadeiras que machucam a alma, e que podem deixar cicatrizes para a vida toda.

Trata-se de um conjunto de atitudes agressivas, repetitivas e sem motivação aparente, praticados por um aluno ou um grupo contra outro aluno, causando grande sofrimento e angústia. Tais “brincadeiras”, disfarçadas de um duvidoso senso de humor é usado quando crianças e adolescentes recebem apelidos que ridicularizam, sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas.



Trata-se do isolamento social intencional, dos apelidos inconvenientes, da potencialização dos defeitos estéticos, das gozações que magoam profundamente e humilham. Frases como: “O cabeção, sai logo da frente”; “Fala sua metida”; “Abre a boca, zumbi”; “Dá licença para o Dumbo passar”, “Gente, olha o cabelo de bombril chegando de mansinho”, “Fala aí baranga”. E a classe cai na risada.

As vítimas escolhidas para tal violência, sofrem silenciosa e continuamente, tornando sua vida escolar um total sofrimento. As feridas abertas na alma dessas crianças vítimas dificilmente cicatrizam. Dados os prejuízos psicológicos que essa forma de agressão produz temos que reconhecer e procurar sanar, também, a íntima ligação do fenômeno com o baixo rendimento escolar, o absenteísmo e a evasão escolar.

Em alguns casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional da criança/adolescente de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, mas muitos transtornos mentais também podem ser desencadeados – Fobia Social, Depressão, Transtorno Dismórfico Corporal- podendo causar um grande prejuízo para a auto-estima etc. Pesquisas revelam que uma grande porcentagem destas violências ocorrem dentro de sala de aula e nos pátios das escolas durante o recreio.

Para cada vítima que encontre entendimento para seu sofrimento ou para cada agressor que se dê conta de sua transgressão, renova-se a esperança de um mundo mais justo e solidário.


O que diferencia o bullying de outros tipos de violência?

A principal diferença é a propriedade de causar traumas irreparáveis, os psiquismo das vítimas, comprometendo sua saúde física e mental e seu desenvolvimento sócio educacional. Ao contrário de outras ações violentas, ocasionais e reativas o bullying é caracterizado por ações deliberadas e repetitivas, pelo desequilíbrio de poder e pela sutileza com que ocorre, sem que os adultos se dêem conta do que ocorre e as desastrosas conseqüências.


Quais são as emoções e os sentimentos mais comuns despertados nas vítimas de bullying?

Dependendo da estrutura psicológica de cada indivíduo, o bullying poderá mobilizar ansiedade, tensão, medo, raiva reprimida, angústia, tristeza, desgosto, sensação de impotência e rejeição, mágoa, desejo de vingança e pensamento suicida, dentre outros. Porém, devemos pensar nos tipos de construções inconscientes de cadeias de pensamentos que estão sendo construídas na memória da vítima e suas implicações para o desenvolvimento da auto-estima, da socialização e do aprendizado. A experiência bullying é traumática ao psiquismo das vítimas, pois promove o super dimensionamento do registro em sua memória, por causa da forte carga emocional de constrangimento vivenciada. Daí por diante, seja de fonte extra psíquica ou intra psíquica, a cada novo estímulo aversivo, gerado pela presença ou lembrança do agressor, novas construções de cadeias de pensamentos se constroem, aprisionando a mente da vítima a emoções desagradáveis e geradoras de desequilíbrios biopsicossociais.

Os professores também podem praticar bullying contra seus alunos?
Sim, e é mais costumeiro do que se imagina. Não somente os professores, mas outros profissionais que trabalham na escola. Muitos alunos são perseguidos, intimidados, ridicularizados, coagidos e acusados. O bullying causado pelos professores ocorrem quando há comparações, constrangimentos, criticas, chamam a atenção publicamente, menosprezam, mostram preferência a determinados alunos em detrimento de outros, humilham, rebaixam a auto-estima e a capacidade cognitiva, agridem verbal e moralmente, fazem comentários depreciativos, preconceituosos e indecorosos. Portanto, a vítima de um professor sofre terrivelmente na escola, pois esse fato gera inúmeros sentimentos negativos, cujos resultados geram sensação de impotência, prejudicando o rendimento escolar e promovendo a desmotivação para os estudos.

É importante pensar que dentro do processo de desenvolvimento de uma criança existem pessoas que são importantes (significativas) neste processo devido ao papel social que tem na vida desta criança (pais, avós, professores etc.), e conseqüentemente as atitudes, comportamento e tudo quanto estas pessoas falam para e sobre esta criança tem grande valor para construção ou destruição na vida desta criança. Por isto é preciso prestar atenção, quanto à responsabilidade que temos quanto ao papel social e à sua representação dentro do desenvolvimento emocional de uma criança.


Como se deve tratar emocionalmente a criança vítima de Bullying?

Por ser esta experiência fortemente traumática e, portanto, esta criança poderá fazer o quadro do Transtorno do Stress Pós Traumático (TEPT) com toda sua sintomatologia descrita ao longo deste artigo, a condução clínica deverá ser utilizada a partir da necessidade de que possamos proporcionar a esta criança a dessensibilização e o reprocessamento destes traumas, através da utilização do recurso terapêutico que apresenta resultados realmente impactantes que é o EMDR (Dessesibilização e Reprocessamento através dos Movimentos Oculares).


O que é o EMDR?

O EMDR é uma abordagem que ativa mecanismos de cura e criatividade do nosso cérebro. A abordagem foi descoberta por Francine Shapiro no final da década de 80. Inicialmente utilizada para pacientes que sofriam de TEPT (Transtorno do Stress Pós-Traumático), hoje seu uso foi largamente ampliado para outras psicopatologias, bem como para a ativação de potencial criativo e desempenho ótimo. Temos hoje um crescente número de estudos científicos assegurando a eficácia do tratamento e manutenção dos resultados.

Dentro da área de saúde mental e emocional o EMDR – Dessensibilização e Reprocessamento através dos Movimentos Oculares – é a nova técnica especialmente útil para a transformação das experiências traumáticas, que vem sendo utilizada recentemente possibilitando o reprocessamento deste conteúdo, permitindo acelerar o procedimento dentro da psicoterapia. Essa é a base desta nova técnica desenvolvida nos Estados Unidos e que começa a ganhar espaço no Brasil. Sua ação é rápida e apresenta resultados duradouros.


De uma forma revolucionária ajuda a libertar a mente, o corpo e abrir o coração. É uma forma de ver a conduta disfuncional quando se acredita que a sua origem está em incidentes traumáticos do passado. O cérebro tem um sistema de processamento de informação que mantém o nosso equilíbrio, mas quando há um trauma, o sistema se trava e pode causar uma série de sintomas típicos do estresse pós-traumático, tais como fobias, depressão, ansiedade, pânico, dores físicas, pesadelos e outros sintomas.


A psicóloga Deuza Avellar afirma que o EMDR auxilia o cérebro a reprocessar a causa do problema ou trauma e fazer com que o paciente possa dessensibilizar esta memória traumática. “Isso é possível porque acredita-se que a técnica consegue atuar em níveis de mudanças neuroquímicas, desbloqueando o sistema nervoso”, explica a psicóloga.
Estudos demonstram que todos processamos as experiências do dia durante as etapas do sono REM. Em situações normais, o cérebro “revisa” as experiências do dia, processa-as e arquiva as lembranças em um enorme banco de dados cerebrais. No entanto, quando temos alguma experiência traumática, parece que o cérebro não consegue processar o evento e o incidente permanece aprisionado em uma espécie de “nó neurológico”.

Como o EMDR é utilizado

Quando pedimos ao cliente que se lembre de alguma situação traumática e promovemos a estimulação bilateral, o cérebro recebe a ajuda necessária para finalmente processar o fato e arquivá-lo de forma adaptativa. Perde-se, assim, a carga negativa associada à situação. Com freqüência, recuperam-se lembranças positivas vinculadas ao trauma, recordações que até então não eram percebidas.

Muitas pessoas têm a sensação de que a lembrança negativa finalmente ficou no passado e não se sentem mais incomodadas ao se recordarem dela. Após o processamento de uma experiência de abuso sexual, por exemplo, uma cliente disse: “ainda dói um pouco, mas já não fere como antes”.

A terapia, em combinação com o EMDR, possibilita que os pensamentos, sentimentos, imagens e emoções associados ao problema sejam substituídas por uma atitude positiva, ou até mesmo um maior entendimento e compreensão pessoal. O objetivo, comenta a psicóloga, é fazer com que reste apenas a sensação de que a lembrança está realmente no passado, permitindo prosseguir na vida de uma forma mais leve e confiante.

Para que a técnica possa ser utilizada, é preciso que o profissional seja psicólogo clínico, ou psiquiatra devidamente capacitado, e certificados pelo EMDR Institute, dos Estados Unidos. O EMDR é um procedimento complexo que exige o conhecimento da história clínica do paciente, um diagnóstico apropriado e o desenvolvimento de relação de confiança entre terapeuta e cliente. “Assim, o profissional estará capacitado para todas as situações que possam surgir durante o procedimento”, explica a psicóloga Deuza Avellar.

Um princípio fundamental da terapia com EMDR é que a saúde básica existe dentro de nós e o que o EMDR faz é tirar o bloqueio causado pelas imagens, crenças e sensações corporais negativas permitindo que o estado normal (de saúde) da pessoa surja (Parnell, 1997:72).


Numa comunicação pública a Dra. Shapiro disse: "Se o corpo humano tem a capacidade de se curar das feridas físicas com relativa rapidez, por que não a mente?".


O caráter de psicoterapia breve é mais uma das vantagens do método.

O que o EMDR pode tratar:

1. Depressão,
2. Medos e Fobias,
3. Síndrome do Pânico,
4. Transtornos do Sono,
5. Distúrbios Alimentares,
6. Transtornos de Ansiedade,
7. Transtornos decorrentes de:
abusos, seqüestro, acidentes(Transtorno do Estresse Pós Traumático – TEPT), luto, Baixa auto-estima, Distúrbios da Sexualidade, Dependência Química , Obesidade.
Ajuda a promover a melhoria do desempenho profissional, Crianças que passaram por experiências traumáticas (vítimas de bullying, separação dos pais, perdas significativas, etc.).


quarta-feira, 7 de julho de 2010

ELEIÇÕES 2010 Rio de Janeiro

Conheça os candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro



Seis deles estão nomeados a seguir:




Os nomes estão corelacionados com as letras na foto



Rio de Janeiro


A largada para as eleições de 2010 foi dada e muitos ainda não conhecem os candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro. A seguir veremos um perfil dos postulantes a comandar o segundo estado ( 1º São Paulo, 2º Rio de Janeiro ) de maior importância da Fderação.


A.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) concorre à reeleição e é apoiado por 16 partidos. Ele foi deputado três vezes e ocupou a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), antes de ser eleito senador. Ele é governador do Rio desde 2007. Cabral declarou ter um patrimônio de R$ 843 mil e prevê gastos de R$ 25 milhões na campanha.


B.

O jornalista, escritor e deputado federal Fernando Gabeira concorre pelo PV. Ele participou da luta armada contra a ditadura e retornou ao país com a lei da anistia. Gabeira já foi candidato a governador, prefeito e presidente da república. Ele é apoiado por quatro partidos e declarou patrimônio de R$ 58.900 mil e também prevê gastos de R$ 25 milhões.


C.

Fernando Peregrino é o candidato do PR. Presidente do Instituto Republicano do PR, Peregrino é engenheiro e foi secretário estadual de Ciência e Tecnologia, além de chefe de gabinete da ex-governadora Rosinha Garotinho. Apoiado por dois partidos, ele declarou patrimônio de R$ 83 mil e prevê gastar na campanha no máximo R$ 5 milhões.


D.

O PSOL é representado por Jefferson Moura. Mestre em política social pela UERJ, sociólogo e administrador hospitalar, é funcionário concursado do Tribunal de Contas do estado há mais de 15 anos. Ele declarou patrimônio de R$ 250 mil e gastos em campanha de R$ 500 mil.


E.

Pelo PSTU, concorre Cyro Garcia, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, participa pela oitava vez de uma eleição.


F.

Pelo PCB, concorre Eduardo Serra, que é professor da UFRJ e engenheiro de produção.

Eduardo Serra tem 52 anos, e é professor da UFRJ, além de engenheiro de produção com mestrado em engenharia de produção e doutorado em engenharia naval. Sua pós-graduação foi em economia, com ênfase em planejamento econômico.

Serra sempre esteve com o PCB, e quando o partido era ilegal, foi filiado ao MDB como militante. Ele é casado e tem uma filha.

Uma de suas promessas, se eleito, é estatizar uma empresa de transporte e aumentar a oferta de transporte público no Rio. Sua vice é Alice Medina.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ELEIÇÕES 2010

FOI DADA A LARGADA PARA AS ELEIÇÕES 2010


Com 9 candidatos, eleição presidencial custará até R$ 463 milhões


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nove pedidos de registro de candidaturas à Presidência até as 19h desta segunda-feira (5), prazo-limite para as coligações e partidos indicarem seus candidatos.
O TSE tem agora até 5 de agosto para decidir sobre todos os pedidos recebidos. Caso a solicitação seja negada, o tribunal tem até 19 de agosto para julgar eventuais recursos. Uma lista prévia com todos os políticos que solicitaram registro será divulgada no dia 8 julho pela Justiça Eleitoral.

Os nomes de candidatos aprovados em convenção que não tenham sido protocolados pelos partidos terão 48 horas para solicitar a inclusão.


O primeiro registro de candidatura foi feito na sexta-feira (2), quando começou a valer o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, pela concorrente do PV (Partido Verde), Marina Silva. Marina declarou patrimônio de R$ 149,2 mil e uma estimativa de gastos de R$ 90 milhões durante a campanha.


Na segunda (5), outros oito candidatos protocolaram pedido de registro na Justiça Eleitoral.


01. A candidata do PT (Partido dos Trabalhadores), Dilma Rousseff fez seu registro pela manhã. O vice dela será o deputado Michel Temer dp Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB-SP). O PT estimou os gastos de campanha em R$ 157 milhões.


02. José Serra, candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) deixou para fazer seu registro uma hora antes do término do prazo. Serra terá como vice o deputado federal Indio da Costa do partido Democratas (DEM-RJ). O PSDB declarou que deve gastar R$ 180 milhões na campanha.


03. O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) apresentou às 11h23 o registro de candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, e de sua vice, Cláudia Durans.


04. O candidato do PCO (Partido da Causa Operária) à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, teve seu pedido de registro feito por volta de 13h. Ele terá Edson Dorta Silva como vice em sua chapa.


05. O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou pedido, às 13h, com a indicação de Levy Fidelix. Ele tem como vice Luiz Eduardo Ayres Duarte.


06. José Maria Eymael solicitou registro como candidato do Partido Social Democrata Cristão (PSDC).


07. O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Ivan Pinheiro, apresentou pessoalmente nesta segunda-feira (5) seu pedido de registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


08. O PSOL foi o último a apresentar nesta segunda-feira (5) o pedido de registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Plínio de Arruda Sampaio vai concorrer com Hamilton Assis como vice na chapa.

CURIOSIDADES :


José Serra (PSDB) tem a campanha com orçamento mais caro, R$ 180 milhões. É seguindo por Dilma Rousseff (PT), com R$ 157 milhões. Os nove candidatos à Presidência da República declararam nesta segunda-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pretendem gastar até R$ 463,5 milhões em suas campanhas eleitorais. O orçamento mais caro é de José Serra (PSDB), de R$ 180 milhões. Dilma Rousseff (PT) vem em seguida, com R$ 157 milhões.


Marina Silva (PV) apresentou orçamento previsto de até R$ 90 milhões. O candidato a vice na chapa, o empresário Guilherme Leal (PV), é com o maior patrimônio pessoal: R$ 1,9 bilhão. Em segundo lugar nesse quesito, aparecem bem atrás José Maria Eymael (PSDC), com R$ 3,1 milhões, e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), com R$ 2,1 milhões.
Entre os candidatos mais bem colocadas nas pesquisas eleitorais até agora, Serra é o que detém maior patrimônio: R$ 1,4 milhões. É seguido por Dilma, com R$ 1,06 milhões declarados. Já Marina informou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 149 mil. Ela só ganha de José Maria (PSTU), que informou ser dono só de um automóvel de R$ 16 mil.


O site deverá publicar ainda mais detalhes, inclusive com as propostas de governo de cada candidato.


RESUMO :


As nove candidaturas registradas no TSE e gastos previstos são:


Ivan Pinheiro (PCB) – R$ 200 mil


Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) – R$ 900 mil


José Maria de Almeida (PSTU) - R$ 300 mil


Levy Fidelix (PRTB) – R$ 10 milhões


José Maria Eymael (PSDC) – R$ 25 milhões


Marina Silva (PV) – R$ 90 milhões


Dilma Rousseff (PT) – R$ 157 milhões


José Serra (PSDB ) – R$ 180 milhões


Rui Costa Pimenta ( PCO)



MAIORES INFORMAÇÕES NOS SITES:


http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/com+9+candidatos+eleicao+presidencial+custara+ate+r+463+milhoes/n1237698736475.html


http://www.tempomoderno.net/2010/07/9-e-numero-de-candidatos-presidencia.html

domingo, 4 de julho de 2010

EVOLUÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO NO BRASIL

H I S T Ó R I A


Histórico do Salário Mínimo

e das

Perdas do Trabalhador

Histórico do salário mínimo no Brasil:

O salário mínimo surgiu no Brasil em meados da década de 30. A Lei nº 185 de janeiro de 1936 e o Decreto-Lei nº 399 de abril de 1938 regulamentaram a instituição do salário mínimo, e o Decreto-Lei nº 2162 de 1º de maio de 1940 fixou os valores do salário mínimo, que passaram a vigorar a partir do mesmo ano. O país foi dividido em 22 regiões (os 20 estados existente na época, mais o território do Acre e o Distrito Federal) e todas as regiões que correspondiam a estados foram divididas ainda em sub-região, num total de 50 sub-regiões. Para cada sub-região fixou-se um valor para o salário mínimo, num total de 14 valores distintos para todo o Brasil. A relação entre o maior e o menor valor em 1940 era de 2,67.

Esta primeira tabela do salário mínimo tinha um prazo de vigência de três anos, e em julho de 1943 foi dado um primeiro reajuste seguido de um outro em dezembro do mesmo ano. Estes aumentos, além de recompor o poder de compra do salário mínimo, reduziram a razão entre o maior e o menor valor para 2,24, já que foram diferenciados, com maiores índices para os menores valores. Após esses aumentos, o salário mínimo passou mais de oito anos sem ser reajustado, sofrendo uma queda real da ordem de 65%, considerando-se a inflação medida pelo IPC da FIPE.

Em dezembro de 1951, o Presidente Getúlio Vargas assinou um Decreto-Lei reajustando os valores do salário mínimo, dando início a um período em que reajustes mais freqüentes garantiram a manutenção, e até alguma elevação, do poder de compra do salário mínimo. Da data deste reajuste até outubro de 1961, quando ocorreu o primeiro reajuste do Governo de João Goulart, houve um total de seis reajustes. Neste período, além de os reajustes terem ocorrido em intervalos cada vez menores (o último, de apenas 12 meses), ampliou-se bastante o número de valores distintos para o salário mínimo entre as diversas regiões. Deve-se ressaltar que nos dois primeiros reajustes deste período o aumento do maior salário mínimo foi muito superior ao do menor, com a razão entre eles atingindo 4,33 em julho de 1954, seu maior valor histórico.

A partir de 1962, com a aceleração da inflação, o salário mínimo voltou a perder seu poder de compra, apesar dos outros dois reajustes durante o Governo de Goulart. Após o golpe militar, modificou-se a política de reajustes do salário mínimo, abandonando-se a prática de recompor o valor real do salário no último reajuste. Passou-se a adotar uma política que visava manter o salário médio, e aumentos reais só deveriam ocorrer quando houvesse ganho de produtividade. Os reajustes eram calculados levando-se em consideração a inflação esperada, o que levou a uma forte queda salarial decorrente da subestimação da inflação por parte do governo.

Em 1968, passou-se a incluir uma correção referente à diferença entre as inflações esperadas e realizadas, sem, no entanto, qualquer correção referente às perdas entre 1965 e 1968. Neste período, que durou até 1974, houve ainda uma forte redução no número de níveis distintos de salário mínimo, que passou de 38 em 1963 para apenas cinco em 1974. Também reduziu-se a relação entre o maior e o menor salário mínimo, que atingiu a valor de 1,41 no final do período.

De 1975 a 1982, os reajustes do salário mínimo elevaram gradualmente seu poder de compra, com um ganho real da ordem de 30%. Em 1979, os reajustes passaram a ser semestrais, e em valores que correspondiam a 110% da variação do INPC. Além disso, manteve-se a política de estreitamento entre os distintos valores, que em 1982 já eram somente três, e com a razão entre o maior e o menor salário no valor de 1,16.

A partir de 1983, as diversas políticas salariais associadas aos planos econômicos de estabilização e, principalmente, o crescimento da inflação levaram a significativas perdas no poder de compra do salário mínimo. Entre 1982 e 1990, o valor real do salário mínimo caiu 24%. Deve-se destacar ainda que em maio de 1984 ocorreu a unificação do salário mínimo no país.

A partir de 1990, apesar da permanência de altos índices de inflação, as políticas salariais foram capazes de garantir o poder de compra do salário mínimo, que apresentou um crescimento real de 10,6% entre 1990 e 1994, em relação à inflação medida pelo INPC.

Com a estabilização após o Plano Real, o salário mínimo teve ganhos reais ainda maiores, totalizando 28,3% entre 1994 e 1999. Neste mesmo período, considerando-se a relação do valor do salário mínimo e da cesta básica calculado pelo DIEESE na cidade de São Paulo, o crescimento foi de 56%.

Há duas conclusões importantes a destacar a partir dos dados que mostra a evolução histórica do salário mínimo desde 1940. Em primeiro lugar, ao contrário de manifestações muito corriqueiras de que o poder de compra do salário mínimo seria hoje muito menor que na sua origem, os dados mostram que não houve perda significativa.

Em segundo, foi com a estabilização dos preços a partir de 1994 que se consolidou a mais significativa recuperação do poder de compra do mínimo desde a década de 50. Em 2008 o Presidente Lula resolveu "arredondar" o valor do salário mínimo que seria pouco mais de R$ 413,00 para R$ 415,00, com vigência a partir de 01 de março. Em 2009 o reajuste deu-se desde 01 de fevereiro (R$ 465,00) e, em 2010, a partir de 01 de janeiro (R$ 510,00). Nos anos vindouros o reajuste praticar-se-á sempre no dia 01 de janeiro com pagamento, já com o reajuste incorporado, até o 5º dia útil do mês de fevereiro..

Salário Mínimo Brasileiro:





VIGÊNCIA

FUNDAMENTO LEGAL

VALOR

04/07/40

DL 2.162/40

240 mil réis

01/01/43

DL 5.670/43

Cr$300,00

01/12/43

DL 5.977/43

Cr$380,00

01/01/52

D 30.342/51

Cr$1.200,00

04/07/54

D 35.450/54

Cr$2.400,00

01/08/56

D 39.604/56

Cr$3.800,00

01/01/59

D 45.106-A/58

Cr$6.000,00

18/10/60

D 49.119-A/60

Cr$9.600,00

16/10/61

D 51.336/61

Cr$13.440,00

01/01/63

D 51.631/62

Cr$21.000,00

24/02/64

D 53.578/64

Cr$42.000,00

01/02/65

D 55.803/65

CR$66.000,00

01/03/66

D 57.900/66

Cr$84.000,00

01/03/67

D 60.231/67

NCr$105,00

26/03/68

D 62.461/68

NCr$129,60

01/05/69

D 64.442/69

NCr$156,00

01/05/70

D 66.523/70

NCr$187.20

01/05/71

D 68.576/71

Cr$225,60

01/05/72

D 70.465/72

Cr$268,80

01/05/73

D 72.148/73

Cr$312,00

01/05/74

D 73.995/74

Cr$376,80

01/12/74

Lei 6.147/74

Cr$415,20

01/05/75

D 75.679/75

Cr$532,80

01/05/76

D 77.510/76

Cr$768,00

01/05/77

D 79.610/77

Cr$1.106,40

01/05/78

D 81.615/78

Cr$1.560,00

01/05/79

D 84.135/79

Cr$2.268,00

01/11/79

D 84.135/79

Cr$2.932,80

01/05/80

D 84.674/80

Cr$4.149,60

01/11/80

D 85.310/80

Cr$5.788,80

01/05/81

D 85.950/81

Cr$8.464,80

01/11/81

D 86.514/81

Cr$11.928,00

01/05/82

D 87.139/82

Cr$16.608,00

01/11/82

D 87.743/82

Cr$23.568,00

01/05/83

D 88.267/83

Cr$34.776,00

01/11/83

D 88.930/83

Cr$57.120,00

01/05/84

D 89.589/84

Cr$97.176,00

01/11/84

D 90.301/84

Cr$166.560,00

01/05/85

D 91.213/85

Cr$333.120,00

01/11/85

D 91.861/85

Cr$600.000,00

01/03/86

DL 2.284/86

Cz$804,00

01/01/87

Portaria 3.019/87

Cz$964,80

01/03/87

D 94.062/87

Czr1.368,00

01/05/87

Portaria 3.149/87

Cz$1.641,60

01/06/87

Portaria 3.175/87

Cz$1.969,92

10/08/87

DL 2.351/87

Cz$1.970,00

01/09/87

D 94.815/87

Cz$2.400,00

01/10/87

D 94.989/87

Cz$2.640,00

01/11/87

D 95.092/87

Cz$3.000,00

01/12/87

D 95.307/87

Cz$3.600,00

01/01/88

D 95.479/87

Cz$4.500,00

01/02/88

D 95.686/88

Cz$5.280,00

01/03/88

D 95.758/88

Cz$6.240,00

01/04/88

D 95.884/88

Cz$7.260,00

01/05/88

D 95.987/88

Cz$8.712,00

01/06/88

D 96.107/88

Cz$10.368,00

01/07/88

D 96.235/88

Cz$12.444,00

01/08/88

D 96.442/88

Cz$15.552,00

01/09/88

D 96.625/88

Cz$18.960,00

01/10/88

D 96.857/88

Cz$23.700,00

01/11/88

D 97.024/88

Cz$30.800,00

01/12/88

D 97.151/88

Cz$40.425,00

01/01/89

D 97.385/88

NCz$63,90

01/05/89

D 97.696/89

NCz$81,40

01/06/89

Lei 7.789/89

NCz$120,00

03/07/89

D 97.915/89

NCz$149,80

01/08/89

D 98.003/89

NCz$192,88

01/09/89

D 98.108/89

NCz$249,48

01/10/89

D 98.211/89

NCz$381,73

01/11/89

D 98.346/89

NCz$557,31

01/12/89

D 98.456/89

NCz$788,12

01/01/90

D 98.783/89

NCz$1.283,95

01/02/90

D 98.900/90

NCz$2.004,37

01/03/90

D 98.985/90

NCz$3.674,06

01/04/90

Portaria 191-A/90

Cr$3.674,06

01/05/90

Portaria 289/90

Cr$3.674,06

01/06/90

Portaria 308/90

Cr$3.857,66

01/07/90

Portaria 415/90

Cr$4.904,76

01/08/90

Portaria 429/90 e 3.557/90

Cr$5.203,46

01/09/90

Portaria 512/90

Cr$6.056,31

01/10/90

Portaria 561/90

Cr$6.425,14

01/11/90

Portaria 631/90

Cr$8.329,55

01/12/90

Portaria 729/90

Cr$8.836,82

01/01/91

Portaria 854/90

Cr$12.325,60

01/02/91

MP 295/91 (Lei 8.178/91)

Cr$15.895,46

01/03/91

Lei 8.178/91

Cr$17.000,00

01/09/91

Lei 8.222/91

Cr$42.000,00

01/01/92

Lei 8.222/91 e Port. 42/92 - MEFP

Cr$96.037,33

01/05/92

Lei 8.419/92

Cr$230.000,00

01/09/92

Lei 8.419/92 e Port. 601/92 - MEFP

Cr$522.186,94

01/01/93

Lei 8.542/92

Cr$1.250.700,00

01/03/93

Port. Interministerial 04/93

Cr$1.709.400,00

01/05/93

Port. Interministerial 07/93

Cr$3.303.300,00

01/07/93

Port. Interministerial 11/93

Cr$4.639.800,00

01/08/93

Port. Interministerial 12/93

CR$5.534,00

01/09/93

Port. Interministerial 14/94

CR$9.606,00

01/10/93

Port. Interministerial 15/93

CR$12.024,00

01/11/93

Port. Interministerial 17/93

CR$15.021,00

01/12/93

Port. Interministerial 19/93

CR$18.760,00

01/01/94

Port. Interministerial 20/93

CR$32.882,00

01/02/94

Port. Interministerial 02/94

CR$42.829,00

01/03/94

Port. Interministerial 04/94

URV 64,79 = R$64,79

01/07/94

MP 566/94

R$64,79

01/09/94

MP 637/94

R$70,00

01/05/95

Lei 9.032/95

R$100,00

01/05/96


R$112,00

01/05/97


R$120,00

01/05/98


R$130,00

01/05/99


R$136,00

03/04/00

MP 2019 de 23/03/00 e 2019-1 de 20/04/00 Convertidas na Lei nº 9971, de 18/05/2000.

R$151,00

01/04/01


R$180,00

01/04/02

Medida Provisória n° 35
publicada no D.O.U. em 28.03.2002

R$ 200,00

01/04/03

Lei n° 10.699,
de 09.07.2003

R$ 240,00

01/05/04

Lei n° 10.888,
de 24.06.2004

R$ 260,00

01/05/05

Lei nº 11.164,
de 18.08.2005

R$ 300,00

01/04/2006

Lei nº 11.321,
de 07.07.2006


R$ 350,00

01/04/2007

Lei nº 11.498,
de 28.06.2007

R$ 380,00

01/03/2008

Lei nº 11.709,
de 19.06.2008

R$ 415,00

01/02/2009

Lei nº 11.944,
de 28.05.2009

R$ 465,00

01/01/2010

Medida Provisória nº
474/2009, de 24.12.1009

R$ 510,00





Para fazer a conversão da moeda basta usar a tabela abaixo :


CONVERSÃO



Moeda

Período de

vigência

Cruzeiro Cr$

Cruzeiro Novo NCr$

Cruzeiro Cr$

Cruzado Cz$

Cruzado Novo NCz$

Cruzeiro Cr$

Cruzeiro Real CR$

Real R$


01/11/42 a 12/02/67

13/02/67 a 14/05/70

15/05/70 a 27/02/86

28/02/86 a 15/01/89

16/01/89 a 15/03/90

16/03/90 a 31/07/93

01/08/93 a 30/06/94

Desde 01/07/94


Cruzeiro Cr$

01/11/42 a 12/02/67

-

/1000

/1000

/10002

/10003

/10003

/10004 X2,75

/10005 X2,75


Cruzeiro Novo NC$

13/02/67 a 14/05/70

X1000

-

-

/1000

/10002

/10002

/10003

/10004 X2,75


Cruzeiro Cr$

15/05/70 a 27/02/86

X1000

-

-

/1000

/10002

/10002

/10003

/10004 X2,75


Cruzado Cz$

28/02/86 a 15/01/89

X10002

X10002

X1000

-

/1000

/1000

/10002

/10003 X2,75


Cruzado Novo NCz$

16/01/89 a 15/03/90

X10003

X10002

X10002

X1000

-

-

/1000

/ 10002 X2,75


Cruzeiro Cr$

16/03/90 a 31/07/93

X10003

X10002

X10002

X1000

-

-

/1000

/ 10002 X2,75


Cruzeiro Real CR$

01/08/93 a 30/06/94

X10004

X10003

X10003

X10002

X1000

X1000

-

/ 1000 X2,75


Real R$

Desde 01/07/94

X10005 X 2,75

X10004 X2,75

X10004 X2,75

X10003 X2,75

X10002 X2,75

X10002 X2,75

X1000 X2,75

-



 
 
 
Exemplificando:

1) Quanto vale Cr$ 5.000.000.500,00 de 13/01/86 em reais?


Cr$ 5.000.000.500,00/(10004 X 2,75) = R$ 0,001818




2) Quanto vale Cr$ 7.500.000.000,00 de 30/06/93 em reais?


Cr$ 7.500.000.000,00/(10002 X 2,75) =R$ 2.727,27




3) Quanto vale R$ 150.000,00 em Cruzeiros Reais?


R$ 150.000,00*(1000 X 2,75) = CR$ 412.500.000,00


4) Ou seja, para você transformar uma moeda antiga numa mais nova, localize a moeda na coluna da esquerda, siga para direita até encontrar a moeda em que pretende transformar e divida ou multiplique pelo coeficiente da coluna da moeda que pretende encontrar a conversão.

Caso queira o contrário, transformar uma moeda mais recente numa mais antiga, localize a coluna da moeda que tem a expressão monetária que é objeto de conversão e faça a operação de acordo com o cruzamento da moeda que pretende.




Salário do trabalhador Brasileiro Longe de ser Justo

O salário mínimo permanece distante do valor necessário para suprir as necessidades de uma família (moradia,alimentação, educação, lazer, saúde higiene, vestuário,transporte,INSS,, etc..),os reajustes estabelecidos não preservam o poder a aquisitivo do trabalhador. O artigo 7º,IV, da Constituição Federal, preconiza que o trabalhador dever receber um salário que satisfaça as suas necessidades básicas.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos (Dieese), se a Constituição federal fosse obedecida, o mínimo equivaleria a R$ 2.130,00.

Então é notório que as condições mínimas especificadas na Constituição Federal não são respeitadas.






Veja a evolução do Mínimo nos últimos anos:



1999 - 136 reais

2000 - 151 reais

2001 - 180 reais

2002 - 200 reais

2003 - 240 reais

2004 - 260 reais

2005 - 300 reais

2006 - 350 reais

2007 - 380 reais

2008 - 415 reais

2009 - 465 reais

2010 - 510 reais



É notório que o valor esta bem abaixo do preconizado pelo Dieese.


Lembrando que desde 2003 ocupa a presidência da República do Brasil o líder do Partido dos Trabalhadores, o Excelentíssimo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Observe que desde 2003 até os dias de hoje 2010 o ganho do trabalhador com relação ao mínimo foi quase que nenhum.

Pois :

R$ ( 510,00 – 240,00 ) = R$ 270,00.

Muito pouco levando-se em conta as necessidades básicas do indivíduo (como foi citado acima).

Outro fator que mostra a perda do trabalhador é a queda da Sindicalização.

Algumas das causas apontadas são a terceirização crescente, o aumento do desemprego e tentativas de flexibilização de direitos trabalhistas. A terceirização ganhou força com a política neoliberal nos anos 90.As grandes empresas e os órgõs públicos passaram a adotar a terceirização, contribuindo para fortalecer essas atividades sem regulação prevista em lei. Este processo gerou mão de obra com pouca qualidade e a exploração do trabalhador, pois, as empresas pagam baixos salários e não cumprem suas obrigações perante aos empregados. O surgimento das Cooperativas principalmente as prestadoras de serviço aos órgãos públicos mostram esta prática abusiva.

Nesta situação o trabalhador não tem sindicato forte e fica sem amparo legal, pois, na maioria das vezes ele desconhece os seu direitos e esta refém das Cooperativas.

O que estamos tendo hoje é nada mais nada menos que um regime de escravidão, escravidão mascarada pelo regime de Cooperativa e que hoje já esta se transformando em dupla jornada, onde o trabalhador não tem nem o direito se quer de adoecer, pois, quando isso acontece o mesmo não tem amparo nenhum perante o contrato firmado.