Um dos medos mais freqüentes do ser humano é a perda da atividade sexual. Esse medo se agrava mais ainda após uma enfermidade cardíaca ou vascular.
Para compreender melhor estas duvidas deixamos algumas dicas sobre tal assunto.
PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES
01. Posso ter relações sexuais após um diagnóstico de doença cardiovascular?
A medicação que tomo mudará meu comportamento na cama? É normal ter medo do sexo depois de um infarto?". O sexual é um dos aspectos que suscita mais dúvidas entre aqueles que já tiveram um problema cardiovascular, mas um pudor mal entendido costuma impedi-los de falar de suas relações amorosas com seu cardiologista e esclarecer dúvidas.
Curiosamente, não são as doenças do coração as que impedem uma sexualidade plena, mas os mitos, o medo e a desinformação relacionados a estas doenças. O certo é que apesar da doença e dos remédios prescritos, os pacientes coronários podem ter uma vida sexual normal.
Para que os temores infundados não alterem ou limitem as relações sem necessidade, os cardiologista da Fundação Espanhola do Coração (www.fundaciondelcorazon.com) recomendam consultar o médico sobre todas as dúvidas que surjam relacionadas aos efeitos de uma cardiopatia e respondem algumas das dúvidas mais freqüentes dos pacientes.
02. Se tenho uma doença cardiovascular, posso ter relações sexuais?
A atividade física de uma relação sexual se compara à necessária para subir dois andares de escadas. Se você pode subir sem ter dor no peito ou fadiga excessiva, também é capaz, do ponto de vista físico, de manter relações sexuais plenas.
03. Quanto tempo depois de um ataque cardíaco é possível manter relações sexuais com meu parceiro?
A atividade sexual dos pacientes que sofreram um infarto do miocárdio pode ser o mais normal possível e, em muitos casos, similar a das pessoas sem doença coronária. Em linhas gerais, pode retomar o ritmo cerca de duas semanas após a alta médica, sempre sob as orientações médicas.
04.Minha doença e medicação mudarão minha vida sexual?
As disfunções dos pacientes coronários costumam ter três origens relacionadas. Uma é o próprio processo orgânico da arteriosclerose e os fatores de risco que a desencadeiam ou contribuem para piorá-la, como a diabetes, a hipertensão ou a hipercolesterolemia. Por outra parte, estão os fatores psicológicos como a ansiedade e a depressão, e finalmente, alguns farmacológicos que podem alterar a função sexual. Às vezes é difícil dizer se a origem da disfunção sexual é orgânica ou psicológica, daí a necessidade de consultar o médico.
05. É normal ter medo de enfrentar a intimidade?
Sim, mas a atitude que convém ser adotada é a de falar com sinceridade com seu parceiro sobre seus medos e inquietações e solicitar a ajuda de um especialista. Não se sinta nunca envergonhado nem se negue a pedir ajuda ou apoio.
06. Que efeito os remédios cardiovasculares têm?
Embora alguns remédios possam afetar a função sexual, o doente não deve deixar de tomá-los sem falar com seu médico, que o aconselhará. O uso de drogas cardiovasculares pode originar alterações na função sexual por seus efeitos sobre o sistema nervoso central e periférico, o sistema vascular e sobre as mudanças hormonais.
07. Que problemas posso ter durante minhas relações?
Após um infarto, o mais provável é que nenhum. Existem casos em que ocasionalmente pode aparecer uma angina durante a atividade sexual, o que poderia originar ansiedade. O mais provável é que isto suceda àquela pessoa que tenha o mesmo risco quando realiza qualquer outro esforço físico moderado. Se isto chegasse a suceder seria preciso comunicá-lo ao médico para seu controle. A prova de esforço que se realiza ao doente cardíaco depois de sofrer um infarto é uma boa fórmula para medir o estado de seu coração, já que o desgaste energético que esta requer é superior ao da prática sexual.
08. Posso morrer durante o ato sexual?
A ausência de atividade sexual no casal depois de um infarto de miocárdio pode ser conseqüência do medo da morte durante o coito. Mas os casos de falecimento durante o ato sexual ocorrem em uma percentagem muito baixa. Em um estudo sobre 5.559 casos de morte repentina por motivos não traumáticos, só 34 deles eram por motivos cardiológicos e se produziram durante o coito. É necessário destacar que em 27 dessas 34 relações, a pessoa falecida estava realizando o ato sexual com um casal diferente do habitual. Indubitavelmente, fatores "externos" influenciaram de forma significativa no desenlace: nervosismo, maior excitação, sentimentos de culpa, necessidade de ficar bem.
09. É normal ter problemas de ereção ou de frigidez?
Um problema detectado freqüentemente é os estados de impotência e de frigidez. Ambos podem ser motivados pelo tipo de tratamento farmacológico ou pela descompensação psicológica provocada pela doença cardíaca. Qualquer um das duas situações pode provocar sintomas de depressão suscetíveis de tratamento com um psicólogo.
Curiosidade
Sexo freqüente pode reduzir o risco de infarto fatal em homens Estudo afirma que atividade sexual diminui o risco de morte súbita
Um novo estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa, que levou 20 anos para ser concluída, contou com a colaboração de 3.000 homens de 45 a 59 anos de idade.
De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão basal (metabolismo básico) é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos . Mas, o benefício só acontece quando a atividade sexual é realizada com frequência.
Dos voluntários que participaram da pesquisa, um em cada cinco tinha relações sexuais menos de uma vez por mês, e um em cada quatro afirmou que mantinha relações pelo menos duas vezes por semana. Durante a pesquisa, 26 homens sofreram derrames e 65 morreram. O resultado comprovou que aqueles que possuíam uma vida sexual menos intensa estavam entre a maioria dos voluntários que tiveram derrame.
Várias são as definições, mas, todas recaem a uma comum, lógica e amarga experiência de vida.
A Palavra: o que é bulem ainda não está registrada. No dicionário e na enciclopédia se encontra a palavra "o que é bulem" bem explicada.
Para muitas pessoas a PALAVRA o que é bulem tem um significado especial.
ASSIM TEMOS :
Bulem (Bullying )
Bulem é uma coisa que nós devemos saber.... um fato como:dar nas pessoas,chamar de gorda,negra,feia, etc... Isto é,discriminar as pessoas. Em vários lugar já aconteceu coisas sobre o Bulem. Bulem é uma palavra agressiva.
Bulem (Bullying )
Esse termo é utilizado para atos de violência física ou psicológica que sejam intencionais e repetidos.SÃO praticadas por uma pessoa ou grupo de pessoas com o objetivo de intimida ou agredir a outra.
Bulem (Bullying )
Primeiramente é Bullying e não bulem (bully = valentão). Então, esse termo é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica que sejam intencionais e repetidos. São praticadas por uma pessoa ou grupo de pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir a outro pessoa incapaz de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. Então, bullying é violência e deve ser trabalhada na sua escola. Se vc é vítima ou conhece alguém que seja procure a supervisão da escola e peça providências imediatas. O quanto antes começar a campanha contar o bullying melhor as chances de não acontecer uma tragédia. Fonte(s): wikipedia
Bulem (Bullying )
Brincadeiras que machucam a alma, e que podem deixar cicatrizes para a vida toda.
Trata-se de um conjunto de atitudes agressivas, repetitivas e sem motivação aparente, praticados por um aluno ou um grupo contra outro aluno, causando grande sofrimento e angústia. Tais “brincadeiras”, disfarçadas de um duvidoso senso de humor é usado quando crianças e adolescentes recebem apelidos que ridicularizam, sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas.
Trata-se do isolamento social intencional, dos apelidos inconvenientes, da potencialização dos defeitos estéticos, das gozações que magoam profundamente e humilham. Frases como: “O cabeção, sai logo da frente”; “Fala sua metida”; “Abre a boca, zumbi”; “Dá licença para o Dumbo passar”, “Gente, olha o cabelo de bombril chegando de mansinho”, “Fala aí baranga”. E a classe cai na risada.
As vítimas escolhidas para tal violência, sofrem silenciosa e continuamente, tornando sua vida escolar um total sofrimento. As feridas abertas na alma dessas crianças vítimas dificilmente cicatrizam. Dados os prejuízos psicológicos que essa forma de agressão produz temos que reconhecer e procurar sanar, também, a íntima ligação do fenômeno com o baixo rendimento escolar, o absenteísmo e a evasão escolar.
Em alguns casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional da criança/adolescente de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, mas muitos transtornos mentais também podem ser desencadeados – Fobia Social, Depressão, Transtorno Dismórfico Corporal- podendo causar um grande prejuízo para a auto-estima etc. Pesquisas revelam que uma grande porcentagem destas violências ocorrem dentro de sala de aula e nos pátios das escolas durante o recreio.
Para cada vítima que encontre entendimento para seu sofrimento ou para cada agressor que se dê conta de sua transgressão, renova-se a esperança de um mundo mais justo e solidário.
O que diferencia o bullying de outros tipos de violência?
A principal diferença é a propriedade de causar traumas irreparáveis, os psiquismo das vítimas, comprometendo sua saúde física e mental e seu desenvolvimento sócio educacional. Ao contrário de outras ações violentas, ocasionais e reativas o bullying é caracterizado por ações deliberadas e repetitivas, pelo desequilíbrio de poder e pela sutileza com que ocorre, sem que os adultos se dêem conta do que ocorre e as desastrosas conseqüências.
Quais são as emoções e os sentimentos mais comuns despertados nas vítimas de bullying?
Dependendo da estrutura psicológica de cada indivíduo, o bullying poderá mobilizar ansiedade, tensão, medo, raiva reprimida, angústia, tristeza, desgosto, sensação de impotência e rejeição, mágoa, desejo de vingança e pensamento suicida, dentre outros. Porém, devemos pensar nos tipos de construções inconscientes de cadeias de pensamentos que estão sendo construídas na memória da vítima e suas implicações para o desenvolvimento da auto-estima, da socialização e do aprendizado. A experiência bullying é traumática ao psiquismo das vítimas, pois promove o super dimensionamento do registro em sua memória, por causa da forte carga emocional de constrangimento vivenciada. Daí por diante, seja de fonte extra psíquica ou intra psíquica, a cada novo estímulo aversivo, gerado pela presença ou lembrança do agressor, novas construções de cadeias de pensamentos se constroem, aprisionando a mente da vítima a emoções desagradáveis e geradoras de desequilíbrios biopsicossociais.
Os professores também podem praticar bullying contra seus alunos? Sim, e é mais costumeiro do que se imagina. Não somente os professores, mas outros profissionais que trabalham na escola. Muitos alunos são perseguidos, intimidados, ridicularizados, coagidos e acusados. O bullying causado pelos professores ocorrem quando há comparações, constrangimentos, criticas, chamam a atenção publicamente, menosprezam, mostram preferência a determinados alunos em detrimento de outros, humilham, rebaixam a auto-estima e a capacidade cognitiva, agridem verbal e moralmente, fazem comentários depreciativos, preconceituosos e indecorosos. Portanto, a vítima de um professor sofre terrivelmente na escola, pois esse fato gera inúmeros sentimentos negativos, cujos resultados geram sensação de impotência, prejudicando o rendimento escolar e promovendo a desmotivação para os estudos.
É importante pensar que dentro do processo de desenvolvimento de uma criança existem pessoas que são importantes (significativas) neste processo devido ao papel social que tem na vida desta criança (pais, avós, professores etc.), e conseqüentemente as atitudes, comportamento e tudo quanto estas pessoas falam para e sobre esta criança tem grande valor para construção ou destruição na vida desta criança. Por isto é preciso prestar atenção, quanto à responsabilidade que temos quanto ao papel social e à sua representação dentro do desenvolvimento emocional de uma criança.
Como se deve tratar emocionalmente a criança vítima de Bullying?
Por ser esta experiência fortemente traumática e, portanto, esta criança poderá fazer o quadro do Transtorno do Stress Pós Traumático (TEPT) com toda sua sintomatologia descrita ao longo deste artigo, a condução clínica deverá ser utilizada a partir da necessidade de que possamos proporcionar a esta criança a dessensibilização e o reprocessamento destes traumas, através da utilização do recurso terapêutico que apresenta resultados realmente impactantes que é o EMDR (Dessesibilização e Reprocessamento através dos Movimentos Oculares).
O que é o EMDR?
O EMDR é uma abordagem que ativa mecanismos de cura e criatividade do nosso cérebro. A abordagem foi descoberta por Francine Shapiro no final da década de 80. Inicialmente utilizada para pacientes que sofriam de TEPT (Transtorno do Stress Pós-Traumático), hoje seu uso foi largamente ampliado para outras psicopatologias, bem como para a ativação de potencial criativo e desempenho ótimo. Temos hoje um crescente número de estudos científicos assegurando a eficácia do tratamento e manutenção dos resultados.
Dentro da área de saúde mental e emocional o EMDR – Dessensibilização e Reprocessamento através dos Movimentos Oculares – é a nova técnica especialmente útil para a transformação das experiências traumáticas, que vem sendo utilizada recentemente possibilitando o reprocessamento deste conteúdo, permitindo acelerar o procedimento dentro da psicoterapia. Essa é a base desta nova técnica desenvolvida nos Estados Unidos e que começa a ganhar espaço no Brasil. Sua ação é rápida e apresenta resultados duradouros.
De uma forma revolucionária ajuda a libertar a mente, o corpo e abrir o coração. É uma forma de ver a conduta disfuncional quando se acredita que a sua origem está em incidentes traumáticos do passado. O cérebro tem um sistema de processamento de informação que mantém o nosso equilíbrio, mas quando há um trauma, o sistema se trava e pode causar uma série de sintomas típicos do estresse pós-traumático, tais como fobias, depressão, ansiedade, pânico, dores físicas, pesadelos e outros sintomas.
A psicóloga Deuza Avellar afirma que o EMDR auxilia o cérebro a reprocessar a causa do problema ou trauma e fazer com que o paciente possa dessensibilizar esta memória traumática. “Isso é possível porque acredita-se que a técnica consegue atuar em níveis de mudanças neuroquímicas, desbloqueando o sistema nervoso”, explica a psicóloga. Estudos demonstram que todos processamos as experiências do dia durante as etapas do sono REM. Em situações normais, o cérebro “revisa” as experiências do dia, processa-as e arquiva as lembranças em um enorme banco de dados cerebrais. No entanto, quando temos alguma experiência traumática, parece que o cérebro não consegue processar o evento e o incidente permanece aprisionado em uma espécie de “nó neurológico”.
Como o EMDR é utilizado
Quando pedimos ao cliente que se lembre de alguma situação traumática e promovemos a estimulação bilateral, o cérebro recebe a ajuda necessária para finalmente processar o fato e arquivá-lo de forma adaptativa. Perde-se, assim, a carga negativa associada à situação. Com freqüência, recuperam-se lembranças positivas vinculadas ao trauma, recordações que até então não eram percebidas.
Muitas pessoas têm a sensação de que a lembrança negativa finalmente ficou no passado e não se sentem mais incomodadas ao se recordarem dela. Após o processamento de uma experiência de abuso sexual, por exemplo, uma cliente disse: “ainda dói um pouco, mas já não fere como antes”.
A terapia, em combinação com o EMDR, possibilita que os pensamentos, sentimentos, imagens e emoções associados ao problema sejam substituídas por uma atitude positiva, ou até mesmo um maior entendimento e compreensão pessoal. O objetivo, comenta a psicóloga, é fazer com que reste apenas a sensação de que a lembrança está realmente no passado, permitindo prosseguir na vida de uma forma mais leve e confiante.
Para que a técnica possa ser utilizada, é preciso que o profissional seja psicólogo clínico, ou psiquiatra devidamente capacitado, e certificados pelo EMDR Institute, dos Estados Unidos. O EMDR é um procedimento complexo que exige o conhecimento da história clínica do paciente, um diagnóstico apropriado e o desenvolvimento de relação de confiança entre terapeuta e cliente. “Assim, o profissional estará capacitado para todas as situações que possam surgir durante o procedimento”, explica a psicóloga Deuza Avellar.
Um princípio fundamental da terapia com EMDR é que a saúde básica existe dentro de nós e o que o EMDR faz é tirar o bloqueio causado pelas imagens, crenças e sensações corporais negativas permitindo que o estado normal (de saúde) da pessoa surja (Parnell, 1997:72).
Numa comunicação pública a Dra. Shapiro disse: "Se o corpo humano tem a capacidade de se curar das feridas físicas com relativa rapidez, por que não a mente?".
O caráter de psicoterapia breve é mais uma das vantagens do método.
O que o EMDR pode tratar:
1. Depressão, 2. Medos e Fobias, 3. Síndrome do Pânico, 4. Transtornos do Sono, 5. Distúrbios Alimentares, 6. Transtornos de Ansiedade, 7. Transtornos decorrentes de: abusos, seqüestro, acidentes(Transtorno do Estresse Pós Traumático – TEPT), luto, Baixa auto-estima, Distúrbios da Sexualidade, Dependência Química , Obesidade. Ajuda a promover a melhoria do desempenho profissional, Crianças que passaram por experiências traumáticas (vítimas de bullying, separação dos pais, perdas significativas, etc.).
Os primeiros humanos no Haiti, também conhecido como La Española' ou Hispaniola, chegaram à ilha há mais de 1000anosaC, possivelmente 7000 aC. Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo ao viajar para o ocidente atingiu uma grande ilha. Mais tarde passou a ser chama de São Domingos;
dividida entre dois países - a República Dominicana e o Haiti - , é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 640 km de extensão entre seus pontos extremos, a ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão (pequeno crocodilo abundante na região), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas).
Conquista espanhola
Depois da chegada de Colombo, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral da ilha; depois da segunda viagem de Colombo à ilha, a colonização foi estendida para toda a ilha, ocorrendo a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520 a colonização espanhola no Haiti teve sua decadência. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 a Espanha e a França assinaram o Tratado de Ryswick, que determina a passagem do controle da ilha para a França. Por essa época praticamente toda a população nativa havia sido dizimada pela força e pelas doenças.
Colonização francesa
Abrigados na estratégica ilha de Tortuga, os piratas franceses passaram a ocupar partes da ilha. As tropas enviadas para combatê-los acabaram por se estabelecer na sua porção ocidental. Os conflitos com os espanhóis duraram pelo menos até 1776, quando o terço ocidental da ilha passou definitivamente ao domínio francês. Durante todo o século XVIII os franceses incrementaram a formação da lavoura açucareira na região, importando escravos africanos em grande quantidade.
Ao começar a Revolução Francesa, viviam na colônia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos. O Haiti, proporcionalmente a seu território e sua rentabilidade, podia ser considerado como uma das mais ricas colônias da América, a "pérola das Antilhas".
Independência
O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Os movimentos insurrecionais da população escrava, numericamente com uma superioridade esmagadora, começaram a se tornar frequentes. Em 1754 havia 465 mil escravos, e a classe dominante era composta por apenas 5 mil brancos, sendo o restante de negros e mulatos livres e brancos pobres. Nesse ano desencadeou-se a revolta do escravo Mackandal, que utilizou os ritos do vodu para aterrorizar os senhores e unir os escravos contra eles. Após quatro anos de guerrilhas, Mackandal foi preso e condenado à fogueira como feiticeiro, mas diz-se que fugiu pouco antes da execução. Em consequencia, os franceses passaram a reprimir o vodu.
A Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, foi o estopim para outra revolta, liderada pelo mulato Vicente Ogé, que acabou preso e supliciado na roda. Mas a rebelião se espalha e os escravos passam a fugir em massa e massacrar seus senhores, estimulados pela própria dissenção entre os brancos sobre o apoio aos revolucionários na França ou a independência da colônia. Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l'Ouverture, um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual. Em 1794, a França declara a abolição da escravidão nas colônias, conseguindo que Toussaint passasse a apoiar as autoridades francesas. Pouco a pouco seu prestígio foi crescendo entre brancos e negros. Em 1801, após derrotar os ingleses e espanhóis, Toussaint preparou a independência do Haiti como um estado associado à França revolucionária. Em seguida, cuidou da volta dos ex-escravos à lavoura do país quase devastado e preparou um projeto de constituição. Entretanto, o novo governo revolucionário francês, sob o comando do cônsul Napoleão Bonaparte, rejeitou a proposta de Toussaint e mandou o general Leclerc para recuperar a rica colônia. Valendo-se da traição, Leclerc enviou Toussaint para a França, onde morreu prisioneiro. Porém, um dos generais de Toussaint, o ex-escravo e analfabeto Jean-Jacques Dessalines continuou a rebelião e expulsou as tropas francesas, proclamando a independência em 1 de janeiro de 1804. Nomeado governador da ilha, Dessalines se proclama imperador, como Napoleão e unifica a ilha. Dois anos depois, é deposto e morto e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, que funda um reino ao norte, e Alexandre Pétion, liderando uma república ao sul, e voltando o leste aos espanhóis. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.
Intervenção americana
Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Soulouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo. A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.
Era Magloire
Em 1946, uma rebelião popular derruba o presidente mulato Elis Lescot, levando ao poder o negro Dumarsais Estimé, que é destituído por um golpe militar liderado por Raoul Magloire em 1950. Durante o governo de Magloire, é promulgada uma nova constituição que, pela primeira vez, dá ao povo haitiano o direito de eleger diretamente o presidente. Magloire, porém, decide perpetuar-se no poder com o apoio do exército, o que provoca uma violenta reação popular, resultando na renúncia do presidente. Segue-se novo período de instabilidade: nos nove meses seguintes à queda de Magloire, o Haiti conhece sete governantes diferentes. Finalmente, em 1957, após eleições de validade duvidosa, é eleito o intelectual negro François Duvalier.
Era Duvalier
O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier. Médico sanitarista com certo prestígio mundial, devido a suas ligações com o movimento negro, realizara excelente trabalho junto às populações rurais no combate à malária, sendo apelidado de Papa Doc(papai médico). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução é "bichos papões". Apoiado no vodu, Papa Doc morreu em 1971, após ter promulgado uma constituição em 1964 que lhe dera um mandato vitalício e ter conseguido que seu filho menor fosse declarado seu sucessor. Seu filho Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, que assumiu o poder aos 19 anos, deu continuidade ao regime de terror imposto pelo pai. Governou até 1986, quando foi deposto por um golpe militar. Os militares que assumiram o poder sucederam-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre Jean Bertrand Aristide para presidente.
Era Aristide
O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.
Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.
ECONOMIA DO HAITÍ
No século XVIII, o Haiti, então chamado de Saint-Domingue, e governado pelos franceses, era a mais próspera colônia no Novo Mundo. Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores franceses.
Desde o período de colonização o Haiti possui uma economia primária. Produzia açúcar de excelente qualidade, que concorreu com o açúcar brasileiro no século XVII e junto com toda produção das Antilhas serviu para a desvalorização do açúcar brasileiro na Europa. Após vários regimes ditatoriais, hoje em dia seu principal produto de exportação ainda continua sendo o açúcar, além de outros produtos como banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tubérculos e muito mais.
Atualmente sua economia encontra-se destroçada e em ruínas. O país permanece extremamente pobre, sendo o mais pobre da América e de todo Hemisfério Ocidental, tão miserável como Timor-Leste, Afeganistão, entre outros. 50,2% da população é analfabeta, a expectativa de vida é de apenas 51 anos. Sua renda per capita é um-terço da renda da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Os Fatos e as imagensmostram a História
Em sua viagem ao Haiti ,Gonoivesmosta apobresa e a miséria que vivia aquela naçãoe junho de 2007.
Ele inicia com o seguinte enunciado :
Gonaives, HAITI. Pobreza, Miseria e historia na cidade da independencia do pais (1 JAN 1804).
IDADE - o país de 8,9 milhões de habitantes. A média de idade é de 18,5 anos e a esperança média de vida é de 57 anos.
RENDIMENTO - Dois terços da população não tem trabalho fixo e vive com menos de 60 cêntimos de Euro diários e metade da população sofre de subnutrição. Há comida nos supermercados e mercados da cidade, mas não há dinheiro para a comprar.
DÍVIDA - A inflação em 2007 foi de 9% e a dívida externa atingiu os 1.463 mil milhões de dólares.
Em 2008, o preço dos alimentos no Haiti deve crecer 80%, segundo os números da ONU.
Bolos feitos de lama - terra, água, sal e margarina. É assim que grande parte dos haitianos se alimenta. Gasta um cêntimo por bolo e vive com 60 cêntimos por dia. Georges Wesner levanta-se todos os dias às 4h. Caminha durantes duas horas até chegar a um posto de distribuição de comida, onde enche dois pequenos baldes com arroz e feijão. Durante as semanas seguintes, será o alimento para si e para os seis filhos. Quando a comida acabar, terá de recorrer ao bolo de lama.
No Haiti, o país mais pobre do mundo ocidental, a subida imparável dos preços dos alimentos levou a população a encontrar uma solução de emergência para matar a fomo: um bolo feito à base de barro. Antes, só era consumido por mulheres grávidas em busca de fontes de cálcio. Agora, tornou-se uma forma de iludir a fome com a escalada do preço dos produtos alimentares como o arroz e os cereais. Um fatia cada vez maior da população luta pela sobrevivência - mais de 80% dos haitianos já vivem abaixo do limiar de pobreza. E por isso cada vez mais consomem os bolos que parecem pequenos pratos de barro, moldados pelas mulheres e deixados a secar ao sol das Caraíbas. São vendidos pelo equivalente a 1 cêntimo de euro: tornaram-se a forma mais barata de matar a fome - e a única que, até agora, se mantém imune à inflação. Na maioria das vezes, as
mulheres que os preparam recorrem ao sal e à margarina para tentar disfarçar o sabor da terra misturada com àgua. Em vão, diz quem já experimentou.
O terremoto de 7 graus na Escala Richter que atingiu o Haiti é mais uma tragédia que atingiu o pais mais pobre e conflagrado da América Latina. Com pouco mais de 22 milhões de habitantes, sendo 47% analfabetos e 8 em cada 10 abaixo da linha da pobreza, a nação sofre ainda com níveis altíssimos de corrupção e instituições que sequer nasceram ainda.
O mundo inteiro está se mobilizando para ajudar os haitianos. Alemãos, islandeses e japoneses enviaram equipes especializadas emresgate. Até mesmo um sonare de última geração chegou ao Haiti. Norte-americanos e ingleses ofereceram ajuda financeira e já se prontificaram para, junto dos brasileiros e canadenses, reconstruir o país. Os Estados Unidos também enviaram um porta-aviões adaptado como hospital. Até mesmo a tão criticada Cuba enviou 300 médicos.
Organizações Não-Governamentais dos mais diversos países se também se mobilizaram para ajudar o Haiti. A Cruz Vermelha Internacional abriu uma conta bancária para receber dinheiro. Do mundo todo chegam donativos de roupas, remédios, alimentos e água.
Há apenas dois anos, o mesmo Haiti sofreu com a passagem de dois furacões e duas tempestades tropicais que já haviam devastado a pouca inmfra-estrutura que havia no país.
Num momento como esse, acredito que todos devamos nos perguntar: porque precisa acontecer uma trajédia dessas para que o ser humano mostre o seu melhor?
O terremoto foi um incidente que, até o momento, matou 7 mil pessoas e devastou a capital Porto Príncipe. Mas o Haiti vem lutando contra a fome, miséria e pobreza há muitos anos. Neste exato momento, provavelmente alguma mulher está sendo estuprada em Darfur, no Sudão, bem como homens, velhos e crianças são torturados e mortos. Na Espanha, o povo basco luta há 40 anos por independência, bem como os tibetanos. E o Paquistão continua em pé de Guerra com a Índia por causa da Caxemira. Podemos também lembrar o genocídio nas Balcãs.
Porque é necessário que aja uma trajédia para que a comunidade internacional se mobilize e mande ajuda?
Um acontecimento desses gera repercussão internacional e, por mais que seja uma calamidade, consegue despertar no ser humano a caridade, o amor ao próximo e a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa que sofre.
So que realmente temos de nos perguntar porque isso não acontece sempre. A maioria dos conflitos, hoje, no mundo, cessariam se houvesse pressão internacional. Mas ninguém fala sobre Darfur, sobre a situação dos bósnios, albaneses, tibetanos. Da mesmo forma que, antes do terremoto, ninguém pouco se falava sobre a situação dos Haitianios.
ANTES DO TERREMOTO, COM TODA A MISÉRIA QUE SE PRESNCIAVA O MUNDO , PRINCIPALMENTE OS PAÍSES DESENVILVIDOS, NÃO DAVAM NENHUMA ATENÇÃO AO CAOS HAITIANO.
Precisou haver esta terrível catástrofe para que o mundo olhasse um pouquinho para o País mais pobre do mundo.
País que foi explorado pelos seus colonizadores e seus tutores, sofrido e humilhado pela pobreza e pela miséria, mais é um povo forte que lutou e luta até hoje pela sobrevivência.
História do Haiti
Os primeiros humanos no Haiti, também conhecido como La Española' ou Hispaniola, chegaram à ilha há mais de 1000anosaC, possivelmente 7000 aC. Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo ao viajar para o ocidente atingiu uma grande ilha. Mais tarde passou a ser chama de São Domingos; dividida entre dois países - a República Dominicana e o Haiti - , é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 640 km de extensão entre seus pontos extremos, a ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão (pequeno crocodilo abundante na região), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas).
Conquista espanhola
Depois da chegada de Colombo, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral da ilha; depois da segunda viagem de Colombo à ilha, a colonização foi estendida para toda a ilha, ocorrendo a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520 a colonização espanhola no Haiti teve sua decadência. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 a Espanha e a França assinaram o Tratado de Ryswick, que determina a passagem do controle da ilha para a França. Por essa época praticamente toda a população nativa havia sido dizimada pela força e pelas doenças.
Colonização francesa
Abrigados na estratégica ilha de Tortuga, os piratas franceses passaram a ocupar partes da ilha. As tropas enviadas para combatê-los acabaram por se estabelecer na sua porção ocidental. Os conflitos com os espanhóis duraram pelo menos até 1776, quando o terço ocidental da ilha passou definitivamente ao domínio francês. Durante todo o século XVIII os franceses incrementaram a formação da lavoura açucareira na região, importando escravos africanos em grande quantidade. Ao começar a Revolução Francesa, viviam na colônia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos. O Haiti, proporcionalmente a seu território e sua rentabilidade, podia ser considerado como uma das mais ricas colônias da América, a "pérola das Antilhas".
Independência
O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Os movimentos insurrecionais da população escrava, numericamente com uma superioridade esmagadora, começaram a se tornar frequentes. Em 1754 havia 465 mil escravos, e a classe dominante era composta por apenas 5 mil brancos, sendo o restante de negros e mulatos livres e brancos pobres. Nesse ano desencadeou-se a revolta do escravo Mackandal, que utilizou os ritos do vodu para aterrorizar os senhores e unir os escravos contra eles. Após quatro anos de guerrilhas, Mackandal foi preso e condenado à fogueira como feiticeiro, mas diz-se que fugiu pouco antes da execução. Em consequencia, os franceses passaram a reprimir o vodu.
A Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, foi o estopim para outra revolta, liderada pelo mulato Vicente Ogé, que acabou preso e supliciado na roda. Mas a rebelião se espalha e os escravos passam a fugir em massa e massacrar seus senhores, estimulados pela própria dissenção entre os brancos sobre o apoio aos revolucionários na França ou a independência da colônia. Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l'Ouverture, um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual. Em 1794, a França declara a abolição da escravidão nas colônias, conseguindo que Toussaint passasse a apoiar as autoridades francesas. Pouco a pouco seu prestígio foi crescendo entre brancos e negros. Em 1801, após derrotar os ingleses e espanhóis, Toussaint preparou a independência do Haiti como um estado associado à França revolucionária. Em seguida, cuidou da volta dos ex-escravos à lavoura do país quase devastado e preparou um projeto de constituição. Entretanto, o novo governo revolucionário francês, sob o comando do cônsul Napoleão Bonaparte, rejeitou a proposta de Toussaint e mandou o general Leclerc para recuperar a rica colônia. Valendo-se da traição, Leclerc enviou Toussaint para a França, onde morreu prisioneiro. Porém, um dos generais de Toussaint, o ex-escravo e analfabeto Jean-Jacques Dessalines continuou a rebelião e expulsou as tropas francesas, proclamando a independência em 1 de janeiro de 1804. Nomeado governador da ilha, Dessalines se proclama imperador, como Napoleão e unifica a ilha. Dois anos depois, é deposto e morto e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, que funda um reino ao norte, e Alexandre Pétion, liderando uma república ao sul, e voltando o leste aos espanhóis. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.
Intervenção americana
Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Soulouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo. A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.
Era Magloire
Em 1946, uma rebelião popular derruba o presidente mulato Elis Lescot, levando ao poder o negro Dumarsais Estimé, que é destituído por um golpe militar liderado por Raoul Magloire em 1950. Durante o governo de Magloire, é promulgada uma nova constituição que, pela primeira vez, dá ao povo haitiano o direito de eleger diretamente o presidente. Magloire, porém, decide perpetuar-se no poder com o apoio do exército, o que provoca uma violenta reação popular, resultando na renúncia do presidente. Segue-se novo período de instabilidade: nos nove meses seguintes à queda de Magloire, o Haiti conhece sete governantes diferentes. Finalmente, em 1957, após eleições de validade duvidosa, é eleito o intelectual negro François Duvalier.
Era Duvalier
O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier. Médico sanitarista com certo prestígio mundial, devido a suas ligações com o movimento negro, realizara excelente trabalho junto às populações rurais no combate à malária, sendo apelidado de Papa Doc(papai médico). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução é "bichos papões". Apoiado no vodu, Papa Doc morreu em 1971, após ter promulgado uma constituição em 1964 que lhe dera um mandato vitalício e ter conseguido que seu filho menor fosse declarado seu sucessor. Seu filho Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, que assumiu o poder aos 19 anos, deu continuidade ao regime de terror imposto pelo pai. Governou até 1986, quando foi deposto por um golpe militar. Os militares que assumiram o poder sucederam-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre Jean Bertrand Aristide para presidente.
Era Aristide
O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.
Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.
ECONOMIA DO HAITÍ
No século XVIII, o Haiti, então chamado de Saint-Domingue, e governado pelos franceses, era a mais próspera colônia no Novo Mundo. Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores franceses.
Desde o período de colonização o Haiti possui uma economia primária. Produzia açúcar de excelente qualidade, que concorreu com o açúcar brasileiro no século XVII e junto com toda produção das Antilhas serviu para a desvalorização do açúcar brasileiro na Europa. Após vários regimes ditatoriais, hoje em dia seu principal produto de exportação ainda continua sendo o açúcar, além de outros produtos como banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tubérculos e muito mais.
Atualmente sua economia encontra-se destroçada e em ruínas. O país permanece extremamente pobre, sendo o mais pobre da América e de todo Hemisfério Ocidental, tão miserável como Timor-Leste, Afeganistão, entre outros. 50,2% da população é analfabeta, a expectativa de vida é de apenas 51 anos. Sua renda per capita é um-terço da renda da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Os Fatos e as imagensmostram a História
Em sua viagem ao Haiti ,Gonoivesmosta apobresa e a miséria que vivia aquela naçãoe junho de 2007.
Ele inicia com o seguinte enunciado :
Gonaives, HAITI. Pobreza, Miseria e historia na cidade da independencia do pais (1 JAN 1804).
IDADE - o país de 8,9 milhões de habitantes. A média de idade é de 18,5 anos e a esperança média de vida é de 57 anos.
RENDIMENTO - Dois terços da população não tem trabalho fixo e vive com menos de 60 cêntimos de Euro diários e metade da população sofre de subnutrição. Há comida nos supermercados e mercados da cidade, mas não há dinheiro para a comprar.
DÍVIDA - A inflação em 2007 foi de 9% e a dívida externa atingiu os 1.463 mil milhões de dólares.
Em 2008, o preço dos alimentos no Haiti deve crecer 80%, segundo os números da ONU.
Bolos feitos de lama - terra, água, sal e margarina. É assim que grande parte dos haitianos se alimenta. Gasta um cêntimo por bolo e vive com 60 cêntimos por dia. Georges Wesner levanta-se todos os dias às 4h. Caminha durantes duas horas até chegar a um posto de distribuição de comida, onde enche dois pequenos baldes com arroz e feijão. Durante as semanas seguintes, será o alimento para si e para os seis filhos. Quando a comida acabar, terá de recorrer ao bolo de lama.
No Haiti, o país mais pobre do mundo ocidental, a subida imparável dos preços dos alimentos levou a população a encontrar uma solução de emergência para matar a fomo: um bolo feito à base de barro. Antes, só era consumido por mulheres grávidas em busca de fontes de cálcio. Agora, tornou-se uma forma de iludir a fome com a escalada do preço dos produtos alimentares como o arroz e os cereais. Um fatia cada vez maior da população luta pela sobrevivência - mais de 80% dos haitianos já vivem abaixo do limiar de pobreza. E por isso cada vez mais consomem os bolos que parecem pequenos pratos de barro, moldados pelas mulheres e deixados a secar ao sol das Caraíbas. São vendidos pelo equivalente a 1 cêntimo de euro: tornaram-se a forma mais barata de matar a fome - e a única que, até agora, se mantém imune à inflação. Na maioria das vezes, as mulheres que os preparam recorrem ao sal e à margarina para tentar disfarçar o sabor da terra misturada com àgua. Em vão, diz quem já experimentou.
O terremoto de 7 graus na Escala Richter que atingiu o Haiti é mais uma tragédia que atingiu o pais mais pobre e conflagrado da América Latina. Com pouco mais de 22 milhões de habitantes, sendo 47% analfabetos e 8 em cada 10 abaixo da linha da pobreza, a nação sofre ainda com níveis altíssimos de corrupção e instituições que sequer nasceram ainda.
O mundo inteiro está se mobilizando para ajudar os haitianos. Alemãos, islandeses e japoneses enviaram equipes especializadas emresgate. Até mesmo um sonare de última geração chegou ao Haiti. Norte-americanos e ingleses ofereceram ajuda financeira e já se prontificaram para, junto dos brasileiros e canadenses, reconstruir o país. Os Estados Unidos também enviaram um porta-aviões adaptado como hospital. Até mesmo a tão criticada Cuba enviou 300 médicos.
Organizações Não-Governamentais dos mais diversos países se também se mobilizaram para ajudar o Haiti. A Cruz Vermelha Internacional abriu uma conta bancária para receber dinheiro. Do mundo todo chegam donativos de roupas, remédios, alimentos e água.
Há apenas dois anos, o mesmo Haiti sofreu com a passagem de dois furacões e duas tempestades tropicais que já haviam devastado a pouca inmfra-estrutura que havia no país.
Num momento como esse, acredito que todos devamos nos perguntar: porque precisa acontecer uma trajédia dessas para que o ser humano mostre o seu melhor?
O terremoto foi um incidente que, até o momento, matou 7 mil pessoas e devastou a capital Porto Príncipe. Mas o Haiti vem lutando contra a fome, miséria e pobreza há muitos anos. Neste exato momento, provavelmente alguma mulher está sendo estuprada em Darfur, no Sudão, bem como homens, velhos e crianças são torturados e mortos. Na Espanha, o povo basco luta há 40 anos por independência, bem como os tibetanos. E o Paquistão continua em pé de Guerra com a Índia por causa da Caxemira. Podemos também lembrar o genocídio nas Balcãs.
Porque é necessário que aja uma trajédia para que a comunidade internacional se mobilize e mande ajuda?
Um acontecimento desses gera repercussão internacional e, por mais que seja uma calamidade, consegue despertar no ser humano a caridade, o amor ao próximo e a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa que sofre.
So que realmente temos de nos perguntar porque isso não acontece sempre. A maioria dos conflitos, hoje, no mundo, cessariam se houvesse pressão internacional. Mas ninguém fala sobre Darfur, sobre a situação dos bósnios, albaneses, tibetanos. Da mesmo forma que, antes do terremoto, ninguém pouco se falava sobre a situação dos Haitianios.
ANTES DO TERREMOTO, COM TODA A MISÉRIA QUE SE PRESNCIAVA O MUNDO , PRINCIPALMENTE OS PAÍSES DESENVILVIDOS, NÃO DAVAM NENHUMA ATENÇÃO AO CAOS HAITIANO.
Precisou haver esta terrível catástrofe para que o mundo olhasse um pouquinho para o País mais pobre do mundo.
País que foi explorado pelos seus colonizadores e seus tutores, sofrido e humilhado pela pobreza e pela miséria, mais é um povo forte que lutou e luta até hoje pela sobrevivência.