Como achei interessante, resolvi reproduzí-lo. Só espero que o autor não se encomode com tal divulgação.
"O Brasil Não é Um País Sério"
"Le Brésil n’est pas um pays sérieux"
(O Brasil não é um país sério).
Foi o ex-presidente da França, Charles de Gaulle, que afirmou tal verdade, nos anos 60. Sim, desgraçadamente, é uma verdade. Eu poderia dar mil e um motivos para isso. E estou certo que o leitor conheceria todos eles. Mas vou deixar apenas um exemplo, um vergonhoso exemplo.
Acessando um site de notícias, a excepcional manchete que me saltou aos olhos, com destaque, dizia algo de uma importância extrema... Dizia que a aluna que foi à aula com uma minissaia que permitia ver suas calcinhas (lembram dela?) vai agora lançar uma grife de vestidos "provocantes", aproveitando-se da polêmica e de todo o destaque dado pela mídia ao caso, com o objetivo de ganhar muito dinheiro.
Não lembro o nome da moça, e faço questão de não lembrar, nem vou me dar ao trabalho de procurar no google. Muito menos gostaria de estar falando sobre isso. Mas isso prova o que afirmou De Gaulle: O Brasil não é um país sério. Não é, não pode ser. Se fosse sério, não aconteceria aqui de uma moça que vai com uma minissaia à aula virar manchete nacional. E pior, ficando famosa com tamanho absurdo, aproveitando-se de todo seu destaque, lançar uma grife e, provavelmente, enriquecer por um dia ter mostrado as calcinhas na faculdade.
Aqui, enriquece-se por mostrar as calcinhas. Ou enriquece-se por ficar alguns meses trancado em uma casa de luxo transando e falando imbecilidades. E pior: enriquece-se, fica-se famoso, torna-se manchete em todos os jornais e vira-se herói ou heroína nacional. Não, o Brasil não é um país sério.
Agora, os verdadeiros heróis brasileiros, aqueles que produzem nas artes, nas ciências, na cultura em geral, na educação, os que defendem nosso meio-ambiente com unhas e dentes, esses não viram manchetes, não têm "ibope", não enriquecem, não ficam famosos, não são reconhecidos como aquilo que autenticamente são: heróis.
E depois querem que eu não concordem com o de Gaulle? Querem que afirme uma patriotada idiota: sim, o Brasil é sério sim... Gostaria de dizer isso, mas os fatos me impedem. O povo me impede. Povo idiota, país idiota.
E, para completar, naquele site onde a manchete principal era sobre a grife "provocante" da moça que mostrou as calcinhas, lá, num canto, bem pequeno, dizia algo sem importância: "Brasil ainda é o país que mais desmata no mundo". Sim, isso não tem importância nenhuma, em um país que não é sério. O Brasil é uma piada.
O Governo quando não tem oposição aprova o que bem entende, praticamente não há diálogoou melhor nãohádebateda matéria proposta pelo Governo.Assim, nem tudo está de acordo comas necessidade da população.
Governar sem oposição é fazer o que quer, éser
Ditador e é, o que estamos hoje na política do Brasil.
A oposição não se faz presente, o governo atravésde parcerias esta fazendo o que quer, e será que o que esta acontecendo é bom para a população Brasileira?
O momento de mudança é esse, e para tal mudança temos que ter uma bancada de oposição forte, seja quem for o eleito. As emissoras de TV e Rádio, os Jornais e Revistas mostram as tendências das intenções de voto, e a partir daí os eleitores podem manipular a formação da bancada que será formada para a Câmara dos Deputados Estaduais e Federal, do Senado também.O segredo é variar abancada.
Na escolha dos candidatos o importante é variar,não votar em que é indicado por Governador, por Presidente, etc..., certamentevotar nos indicados será assinar o passaporte para manipulação da Câmara dos Deputado Estadual e Federal, sem contar com a manipulação do Senado.
Vamos votarconsciente !
Já mais vote em PresidenteeGovernador do mesmo partido e muito menos nos unidos por parceria, isto, porque a parceria será deles e não sua. Certamente a parceria só favorecerá aos interece deles.
21h28 – Jornalistas de todo o Brasil acompanharão o debate de hoje de uma sala de imprensa anexa ao estúdio em que será realizado o debate. O contato com os presidenciáveis acontecerá apenas ao final do encontro, em breve entrevista coletiva.
21h32 - Entre os profissionais de imprensa, chama atenção o homem de cabelos grisalhos na altura do pescoço, fácil de reconhecer entre os que acompanharam a campanha pela internet. É coordenador de Dilma na internet, Marcelo Branco, que também irá tuitar o debate a partir da sala de imprensa. Assediado por alguns jornalistas, ele diz que não haverá novidade para esta noite. Apostará na estratégia que tem dado certo: bombardear as redes sociais com informações sobre a candidata petista. Sobre a campanha de Dilma na web, Branco avalia que foi bem sucedida. “Nas redes sociais, somos mais bem avaliados do que ele”, diz. Ele é o candidato do PSDB, José Serra. E a que ele atribui o sucesso? “A diferença é que fizemos uma campanha propositiva. Eles (os tucanos) usaram a internet para atacar.”
22h09 - Plínio de Arruda Sampaio já está no Projac. Segundo ele, “esse é o debate que vai decidir.”
22h26 – Todos os candidatos que participarão do debate desta noite já se encontram no Projac. Na sala de imprensa, além de jornalistas de todo o Brasil, há grande presença de correspondentes internacionais, como o da RTP, de Portugal. Na visão dele, o que mais chamou a atenção no processo eleitoral até agora é o “nível baixo” da campanha. “Não se discutem propostas”, avalia. “Mas não é diferente da Europa.” O português também se diz surpreso com a ascensão meteórica de Dilma. “Há um ano e meio ninguém a conhecia.”
22h32 - Entre os tucanos que acompanham Serra no estúdio está o candidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. O deslocamento do aliado, em plena campanha em São Paulo, se justifica pela estratégia de mostrar a união do partido em torno de Serra, como delineado na noite de ontem pelo próprio candidato, em comício em São Paulo. Nas palavras de um assessor de Alckmin, “a tucanada toda vem pra cá hoje.”
22h40 -Começa o debate.
22h40 - Marina pergunta para Dilma qual sua proposta para resolver a informalidade.
22h40 – Dilma: “Uma das grandes conquistas do governo foi a melhoria da formalização do trabalho. Tanto é assim que batemos recordes, chegaremos perto de 15 milhões de postos de trabalho criado ao final do ano. ” Candidata destaca também aumento do crédito durante o governo Lula e o combate à crise.
22h42 – Marina diz que sua questão não foi adequadamente respondida. “Nós temos cerca de 50% da força de trabalho na informalidade. Precisamos manter os direitos dos trabalhadores, mas ao mesmo tempo diminuir as dificuldades para contratar.”
22h43 – Dilma volta a destacar a criação de empregos no governo Lula, defende a manutenção dos direitos trabalhistas. Para ela, o Brasil precisa ter crescimento para continuar gerando empregos
22h44 – Dilma escolhe perguntar para Plínio de Arruda Sampaio. Ela defende o funcionalismo pela meritocracia e pergunta a proposta do candidato para o funcionalismo.
23h45 – Plínio: “Minha política para o funcionalismo público é completamente diferente da do seu governo. Sem arrocho, sem terceirazação. Quero saber se você se compromete a não privatizar, a não terceirizar e a recuperar as estatais que foram vendidas.”
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22h47 - Dilma nega que tenham ocorrido privatizações durante o governo Lula e cita a Petrobrás como exemplo de valorização dos funcionalismo público.
22h48 – Na tréplica, Plínio diz que a Petrobrás não é pública. “Uma porcentagem enorme de suas ações está na mão de pessoas privadas. ”O Sr. Eike Batista é o oitavo homem mais rico do mundo. Isso no seu governo”, diz o candidato do PSOL. Na questão do funcionalismo o que precisa de fato é recompor a força do Estado brasileiro, para que o Estado brasileiro possa cuidar de você.”
22h50 – Chamando Serra de ‘Zé’ e arrancando risadas de jornalistas, Plínio acusa o adversário de propor reforma tributária que aumenta imposto para pobres e diminui para ricos. Se atrapalha no tempo e não faz a pergunta.
22h50 – “A minha proposta de reforma tributária alivia a carga de impostos sobre os pobres. É ao contrário do que você disse”, afirma Serra. Ele cita emenda de sua autoria na Constituinte e promete retirar impostos dos alimentos básicos, dos remédios e combater a sonegação. “Muita gente não paga imposto e quem paga, paga o dobro”, diz. Segundo Serra, a carga tributária brasileira é a maior “do terceiro mundo”. “Mais justiça e mais eficiência na arrecadação.”
22h53 – “Eu só contra essa vinculação”, diz Serra em reposta a Plínio. “Eu sou contra coisas que foram feitas pelo governo, inclusive por coisas feitas pela Dilma, como o imposto sobre a água e o esgoto.”
22h54 – Na réplica, Plínio diz que vai zerar o ICMS. Diz que Serra não fala em desvincular as despesas sociais e defende a taxação de grandes fortunas.
22h55 – Serra pergunta a Marina sobre sua proposta para a Previdência.
22h55 - “De fato nós temos um grande problema na Previdência e temos que enfrentá-lo enquanto a população ainda é jovem”, diz Marina. A candidata do PV diz que irá propor um modelo em que o sistema saia do déficit e entre na capitalização. “Criando um mecanismo de recuperação do poder aquisitivo”, explica Marina. Ela critica a campanha dos adversários, que, nas suas palavras, prometem resolver os problemas sem pensar na sustentabilidade social e econômica das propostas. E estende a crítica aos governo Lula e FHC, que não solucionaram as questões da Previdência.
22h57 – Serra diz ter defendido desde a Constituinte uma reforma que separe quem já está trabalhando daqueles que ainda não entraram no mercado de trabalho. Diz que se eleito, irá propor 10% de aumento aos aposentados e R$ 600 reais para o salário mínimo.
22h58 - A candidata do PV diz que os idosos não estão sendo acolhidos de forma adequada. “Do outro lado está a juventude”, diz. “As políticas públicas não estão ajudando os jovens”, continua, afirmando que é necessário aproveitar o bônus demográfico para solucionar o problema
23h05 – Começa o segundo bloco. Dilma pergunta a Marina sobre ferrovias. “Como você a expansão das ferrovias e das hidrovias?”
23h05 – “Eu acho que a gente precisa pensar a infraestrutura para o século 21″, diz Marina. “É lamentável que não tenhamos um plano para a infraestrutura”, continua. Ele critica a falta de um plano para a ampliação da malha ferroviária. Ela afirma que há hoje apenas “um plano de gestão”. “No governo anterior a gente não tinha nem isso”, diz. Para a candidata verde, é necessário que esse plano conjugue a melhoria da qualidade de vida e os desafios do meio-ambiente.
23h08 – Na réplica, Dilma afirma que há um plano nacional de logística. “É por causa dele que nós sabemos que precisa fazer integração entre ferrovia, hidrovia e rodovia. Vou completar toda a ferrovia norte-sul, e a ferrovia de integração do centro-oeste. A Transnordestina vai ser completada no meu governo”.
23h09 – Marina reitera: “É essa visão fragmentada das coisas que faz com que passa ano, e a gente fique com a ideia de que ainda se vai complementar a solução”, diz. A candidata do PV critica a resolução pontual dos problemas. “Quando pensamos de forma fragmentada, nós pensamos a presidência do País como se fosse uma prefeitura. Isso é uma eleição para pensar o País”
23h10 – Marina pergunta o que Serra fará para prevenir desastres.
23h11 – “Eu vou criar uma defesa civil nacional, bombeiros, técnicos e especialistas que estejam estacionados em Brasília”, diz Serra. Ele promete qualificar melhor as prefeituras e cita os incêndios que atingiram parte do País. “Nós não temos nem os hidroaviões.” O tucano cita a “experiência como governador”, em São Luiz do Paraitinga, e critica o governo federal, que “vai se arrastando”, como no Rio, exemplifica. “O governo federal tem que ajudar os Estado e Municípios.”
23h13 – Marina: “Quem acompanhou o lamentável episódio do Morro do Bumba e do Morro dos Prazeres sabe o que é o sofrimento de perder sua casa.” Também promete um sistema para evitar esse tipo de problema.
23h14 – “Os recursos federais, são poucos, não são gastos na sua totalidade”, critica Serra. O candidato volta a citar sua atuação como governador e lembra do trabalho na Serra do Mar, em São Paulo.
23h16 – Serra pergunta as propostas de Plínio para o metrô nas grandes cidades.
23h16 – “O que eu sinto é que a ênfase na ferrovia está prejudicando o transporte ferroviário e hidroviário”, responde Plínio. Ele afirma que Serra usa o metrô porque essa é uma vitrine dos tucanos, mas diz que é necessário ver se o tucano fez o mesmo para outros tipos de transporte. “Eu concordo que tem que fazer metrô, mas tem que fazer ferrovia e tem que fazer hidrovia”, acrescenta.
23h18 – Serra: “Metrô é ferrovia. E o governo federal tirou o time de campo nessa questão.” Segundo candidato, governo federal não investiu em Metrô em nenhuma capital.
23h19 – Plínio diz que “gosta” de ouvir a resposta de Serra. “Com que dinheiro vai fazer isso se não fala claramente em fazer a auditoria da dívida, suspender o pagamento dessa dívida, que consome os recursos”, diz. O candidato do PSOL cita dívida de R$ 1 trilhão, que começou com o governo passado.
23h20 – Dilma agradece a oportunidade levantada por Plínio. “Meu partido é um partido com grande popularidade no País”, diz. Dilma acrescenta considerar o País muito diverso para que apenas um partido tenha poder. “Eu não acredito que nenhum partido governa sozinho o País”, acrescenta. “Daí porque eu considero importante a coligação de vários partidos que vai sustentar o meu governo”, diz.
23h21 - Plínio pergunta para Dilma por que ela não pede votos para os candidatos a deputado por seu partido. “Você tem vergonha dos candidatos de seu partido?”
23h22 – Plínio: “Pois eu vou pedir votos para os candidatos do PSOL. Pedir para vocês elegerem o Ivan Valente, a Luciana Genro e o Chico Alencar.”
23h22 – “Eu gostaria de dizer que nós registramos todas as doações no Tribunal Superior Eleitoral”, diz Dilma. Parte da plateia ri quando ela diz que “nós registramos todas as doacoes oficiais no TSE, todas as doações a gente anuncia Ela lamenta a reação das pessoas “que tem outras práticas” e ganha aplausos de seu correligionários.
23h30 – Começa o terceiro bloco. Serra critica programa do governo federal para o deficit de moradia. “Entregaram 4 mil de um milhão prometidos. Qual a sua visão sobre isso?”, pergunta para Marina.
23h31 – Marina diz que o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, não alcança os brasileiros de melhor renda. Ela promete ampliar o programa para as mulheres de baixa renda, que “são responsáveis e não foram beneficiada por este governo”. “Priorizar a habitação é fazer com que ela seja de qualidade, com saneamento e qualidade de vida.”
23h32 – Serra diz que vai dar ênfase a quatro aspectos da habitação: regularização da propriedade, preferência a famílias que ganham menos de três salários mínimo, urbanização de favelas, e construção de vila para idosos.
23h34 – “Essa questão de tratar as coisas como passe de mágica é que precisa acabar no Brasil”, critica Marina. Ela afirma que Serra não fez o que promete como prefeito ou governador. “Eu fui lá na favela da mata virgem. É lamentável que, no Estado mais rico da federação, não haja um equipamento público nessa favela.”
23h36 – Marina diz que Estados não dão conta da segurança pública sem a ajuda do governo federal e pergunta para Dilma como fazer para resolver esse problema.
23h36 – Dilma cita a parceria com o governador do Rio como exemplo de política bem sucedida na Segurança Pública. “Essas Unidades de Polícia Pacificadora partem do princípio de que nós temos um território de guerra”, diz. A petista afirma que irá construir presídios para transportar os presos de alta periculosidade.
23h38 – Marina: “A questão é: por que ainda não foi feito?” Marina diz que uma boa ideia como as UPPs do Rio podem se perder. “A população que mais vem sofrendo é a população jovem. A nossa população jovem está sendo ceifada.” Promete mais recursos para a segurança e policiais valorizados.
23h40 – A candidata do PT diz que irá duplicar a experiência das UPPs caso seja eleita.
23h41 – Dilma diz que será necessário colocar metas para o saneamento para fazer com que todas as casas tenham água e esgoto tratados e pergunta para Plínio como ele vê a política para o setor.
23h41 – “Metade das casas no Brasil não tem esgoto”, responde Plínio. Segundo ele, para resolver o problema, será necessário gastar R$ 35 bilhões em oito anos. O candidato diz que, para solucionar o problema irá fazer auditoria da dívida externa. “Sem dinheiro não tem como resolver o problema do saneamento. O saneamento é caro, não dá dividendos eleitorais imediatos, mas é fundamental.”
23h43 – Dilma afirma que o governo Lula colocou R$ 40 bilhões em saneamento. “Mais de três vezes que o governo anterior”, afirma. Dilma diz que saneamento será prioridade em seu governo e diz que o PAC 2 prevê R$ 45 bilhões para o saneamento.
23h43 – Plínio reitera que a “dívida está consumindo todos os recursos”, e acusa Dilma de defender as mesmas políticas “do governo Fernando Henrique Cardoso”. “O custo anual da Bolsa Família e despendido a cada 13 dias com a dívida externa.”
23h45 – Plínio diz que precisa destinar 10% do orçamento para a Saúde e pergunta para Serra: “Por que você não fala nisso? Por que se recusa a elevar esse gasto?”
23h46 – Em sua resposta, Serra cita que é sua a proposta de vincular os gastos da saúde ao orçamento. “Isso salvou a saúde do pior, porque a saúde do País andou para trás”, diz. Serra critica o governo por não ter apresentado projeto de lei para regularizar o aumento anual do gasto. “Depois o governo vem inventar que faltou dinheiro na saúde por causa do fim da CPMF.”
23h48 – Plínio, na réplica, diz que Serra não se comprometeu com 10% do PIB para a Saúde. “Isso significa brincar com credores, com bancos. Essa é a diferença aqui nesse debate. Entre os que melhoram e os que resolvem.”
23h57 – Começa o quarto bloco. Plínio volta a questionar Dilma sobre deficit habitacional.
23h57 – Dilma diz não saber nem que palavra usar para a proposta de Plínio. “Eu acredito que o País pode construir moradias”, diz. Ela afirma que o programa Minha Casa Minha Vida gera empregos e tem escala para resolver o problema. “Isso significa também que as mulheres vão ter a propriedade de suas casas”, diz em reação a comentário feito mais cedo por Marina, que citou as mulheres pobres como al
23h58 – Plínio, na réplica, diz que tem 5,6 milhões precisando casas e 5,7 milhões de casas vazias. “Tem de fazer como na Inglaterra, aluguel compulsório. Se não quer fazer isso, é porque está a favor dos proprietário. Mas se não quer ocupar, tem de construir. Isso é bolsa empreiteiro.”
23h59 – Na tréplica, Dilma diz que a realidade do Brasil é diferente da Inglaterra. “No Brasil, todo mundo quer casa própria.”
23h59 – Na tréplica, Dilma diz que a realidade do Brasil é diferente da Inglaterra. “No Brasil, todo mundo quer casa própria.”
0h00 – Dilma pergunta a opinião de Marina sobre a atuação do governo Lula durante a crise.
00h01 – Marina afirma que o planeta passa por uma série de crises, que vão da economia ao meio-ambiente. “Pensar o País de forma mais abrangente é fazer que esse desenvolvimento que tanto se quer se faça em novas bases”, diz. Segundo Marina, é necessário se investir em educação para que o País tire proveito “da grande oportunidade” econômica que se coloca diante do Brasil.
0h03 – Dilma: “Diante da crise a gente não faz teoria, tem de ter propostas concretas e agir. Nós aumentamos os empregos, colocamos recursos para as empresas privadas manterem os empregos, reduzimos impostos. O Brasil foi o último País a entrar na crise e o primeiro a sair.”
0h03 - Marina diz que o discurso de Dilma é “fruto da visão que ela tem de desenvolvimento”, gerencial, como Serra. “Eu tenho dito que ela e Serra são muito parecidos”. “No seu mundo você coloca os acertos e os ganhos, mas não olha para os desafios”, diz. “O brasileiro não quer mais entrar no mundo azul do Serra ou no mundo cor de rosa da Dilma”, afirma.
0h05 – Marina pergunta para Serra sobre programas sociais. “Várias lideranças do PSDB e do DEM foram contra Bolsa Família e políticas sociais. Você faz uma auto-crítica?”
0h06 – Serra lembra ter criado, quando ministro, o Bolsa Alimentação. Cita programa semelhante criado pelo ministro Paulo Renato. “O que o governo federal fez foi juntar no Bolsa Família”, acrescenta. Serra afirma que ainda assim irá ampliar o programa. “Agora, gasto social é muito mais que é isso. É também educação, é também saúde, é também saneamento, e nós fizemos isso.”
0h08 – Marina: “Serra, não fique irritado em eu fazer a pergunta novamente para você, cada debate é um debate. As coisas vão se dando com uma lógica de promessas, não de programas. Os programas sociais são muito importantes. Você simplesmente não responde, não faz uma auto-crítica.”
0h08 – “Marina, não use sua régua pra medir os outros”, responde Serra. “Se eu fosse usar minha régua, diria que você e a Dilma tem muitas coisas parecidas”, ataca. Ele acusa Marina de ter ficado no governo, apesar do Mensalão.
0h10 – Serra pergunta para Plínio porque o governo faz reajustes e repassa a conta para a população.
00h10 – Plínio acusa os governos FHC e Lula de representarem os interesses dos ricos. “Quando a turma do celular quer aumentar o celular”, critica. “Aqui tem três candidatos do sistema, e um de fora do sistema. E por ser de fora é chamado de brincalhão, é chamado de louco”, diz Plínio.
0h13 – Serra diz que vai colocar as agências que decidem sobre reajustes a serviço do consumidor. “Não a serviço de loteamento”, afirma. Promete retomar genéricos e voltar à questão das patentes.
0h14 – “Eu volto ao que falei antes”, responde Plínio, que afirma ter havido em todos os debates duas propostas distintas. A de mudanças radicais, que ele representa, e a de melhorias pontuais, dos outros candidatos.
0h16 – Marina agradece a Deus e ao povo brasileiro. “Eu me dispus desde o início a quebrar o plebiscito. E agora eu posso dizer que a onda verde já quebrou o plebiscito. Eu havia dito que não queria o embate, eu queria o debate. E é isso que eu tenho feito em todos os debates. Eu preciso do seu voto para ir ao segundo turno.”
00h18 – Em suas considerações finais, Serra afirma ter estado em todos os debates. “Através de uma imprensa livre, que é o que eu defendo no nosso País”, diz. O candidato tucano pede votos e que seus eleitores consigam mais votos. “O que eu ofereço em troca? A minha história”, acrescenta. “Sempre lutei pelo nosso povo”
0h20 – Dilma, em suas considerações finais, disse estar feliz por ter tido a chance de conhecer pessoas, e cita o Bolsa Família, o Luz para Todos e a criação de empregos. “Estou preparada para ser a primeira mulher presidente da República se você me der seu voto, que eu peço humildemente. Pode contar comigo, eu vou contar com vocês também.”
0h22 - Plínio diz que “a guerra vai continuar. A guerra é derrubar esse muro que separa você de seus direitos. Eu estou falando para o futuro, para os jovens. É preciso ter coragem, tenacidade, é preciso é força. É preciso falar as coisas como elas são. 60 anos de vida pública, exílio, perda de cargo, perda de mandato. Mas valeu a pena. Se a juventude levar adiante o meu projeto. Viva o Brasil!”
O Brasil está envelhecendo. Em 2025 seremos o sexto país em população idosa no mundo. A razão disso é a fase de transição populacional em que o Brasil se encontra. "Pergunte para uma pessoa de 30 anos: quantos filhos teve sua avó? Quantos filhos teve a sua mãe? Quantos filhos você pretende ter?", segundo a professora Alice Derntl da Faculdade de Saúde Pública da USP, a resposta a essas perguntas é a melhor representação do que está acontecendo com a população brasileira. As taxas de natalidade diminuiram drasticamente nos últimos 40 anos. Entretanto, antes disso a mortalidade também diminuiu. "Ainda nasce muita gente e essas pessoas estão morrendo menos e vivendo mais. Nós vamos ter um aumento artificial demográfico em função disto".
Cansávamos de ouvir afirmar, há poucos anos, que o Brasil era um país de jovens, cuja população concentrava-se na faixa etária entre zero e 14 anos. Mas essa é uma história do passado, do já quase longínquo século 20. Tudo está mudando, e no ano 2050 – portanto, ali mesmo, numa curva do tempo – contabilizaremos nada menos que 58 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Desses, 10 milhões terão 80 anos ou mais, e cerca de 55 mil serão centenários. Estes números, impressionantes em valores absolutos, crescem ainda mais se analisados sob o impacto que provocam na população total. Veja o gráfico abaixo. No período compreendido entre os anos de 1950 e 2050, a população brasileira terá pulado de cerca de 54 milhões de habitantes para 247 milhões. Enquanto isso, o número de idosos no país – pessoas com 60 anos ou mais – terá passado de 2,628 milhões para 58,3 milhões. Isso significa dizer que em 2050 contaremos com uma população de idosos maior que a total registrada no ano de 1950. E antes que alguém pense que estamos tratando de um futuro distante, é bom lembrar que em 2050 terão 60 anos todos os cidadãos nascidos em 1990, ano em que Fernando Collor tornou-se presidente do Brasil, em que as duas Alemanhas finalmente se reunificaram e em que os Estados Unidos se preparavam para invadir o Iraque pela primeira vez. Mas o Brasil não está sozinho nessa reviravolta do perfil populacional. Todos os países do mundo, em maior ou menor grau, enfrentam a mesma perspectiva. O planeta certamente será outro daqui a 47 anos. A humanidade atravessa um ciclo chamado transição demográfica, que se caracteriza pela queda acentuada das taxas de mortalidade e de fertilidade. A soma desses dois fatores – as pessoas vivendo mais, ao mesmo tempo em que menos nascimentos ocorrem – resulta no envelhecimento global. Só na última metade do século 20, a duração média de vida dos seres humanos se ampliou em cerca de 20 anos. O declínio da fertilidade foi um fator determinante para o envelhecimento da população. Nos últimos 50 anos, a taxa global de nascimentos encolheu quase 50%, e deve continuar nesse ritmo, atingindo em 2050 o índice de 2,1 crianças por mulher. A taxa de mortalidade também acompanha a tendência de queda dos índices de fertilidade, o que intensifica ainda mais o envelhecimento global da população. Esse processo é resultado de uma série de fatores. A ciência e a tecnologia, por exemplo, produzem mais e melhores medicamentos e possibilitam um aumento nas produções agrícola e industrial. E, apesar das muitas discrepâncias que ainda existem, o abismo social entre os povos tem sido reduzido. Ainda há um outro fator que torna mais agudo o envelhecimento populacional em todo o planeta: as faixas mais idosas da população, onde estão concentradas as pessoas com 80 anos ou mais, terão sua expectativa de vida ampliada em comparação à da faixa mais “jovem” de idosos, aqueles com idades entre 60 e 79 anos. Nas próximas cinco décadas, a expectativa de vida aos 60 anos deverá crescer de 18,8 para 22,2 anos – um aumento de 18%; aos 65, deverá passar de 15,3 para 18,2 anos – aumento de 19%; e aos 80, a expectativa de vida média de um ser humano vai passar de 7,2 para 8,8 anos – um acréscimo de 22%. Como se vê, a faixa populacional dos mais idosos passa a ter uma importância significativa, como mostra o quadro a seguir: Em 2050, haverá 379 milhões de idosos em todo o mundo. Desse total, 61,4 milhões serão nonagenários e 3,2 milhões, centenários. O Brasil, que estará entre os seis países mais populosos do mundo em 2050, deterá a nona maior população de centenários. Os dados estatísticos do Desa – Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU revelam outras particularidades sobre o envelhecimento da população: • Atualmente, a maioria dos idosos – cerca de 65% – é composta por mulheres; • Uma em cada 10 pessoas tem 60 anos ou mais. Em 2050, essa relação cairá para uma pessoa em cinco, e em 2150, um habitante da Terra em cada grupo de três terá mais de 60 anos de idade; • O ritmo de envelhecimento populacional nos países em desenvolvimento tem sido mais rápido que o observado nas nações desenvolvidas. Por isso, os países mais pobres terão menos tempo para se adaptar a esse novo perfil populacional. Em compensação, eles poderão aprender bastante com os países que já estão enfrentando a questão; • O desequilíbrio populacional no mundo levará a uma concentração de idosos nos países menos desenvolvidos. Em 2025, 57% da população acima dos 80 anos estarão vivendo nas regiões mais pobres, e em 2050 essa proporção aumentará para 70%.
VEJAMOS:
O aumento na expectativa de vida, em conseqüência da melhoria da qualidade da assistência médica e do saneamento básico, a redução da fecundidade, assim como a diminuição da mortalidade são fatores responsáveis pela modificação da pirâmide etária no sentido de um grande aumento da população idosa. Com o envelhecimento populacional, também se observa uma mudança no quadro de morbi-mortaliddade. O Brasil passou de um perfil de morbi-mortalidade típico de uma população jovem, isto é, integrado por doenças infecciosas e parasitárias na década de 50, quando as mesmas perfaziam um total de 40% dos óbitos, para um, caracterizado por doenças crônicas, próprio das faixas etárias mais avançadas. Estas, que constituíam 11,8% dos óbitos, passaram a ser responsáveis por 31,3%, contra apenas 5,9% das doenças infecto-parasitárias. As doenças do aparelho circulatório aparecem como as principais causas de morte entre a população idosa. Entretanto, sua participação relativa tem diminuído, ao longo do período, em todos os grupos etários e em ambos os sexos. Em contrapartida, observa-se que os outros grupos de causas de morte têm sua participação relativa aumentada. Entre eles, destacam-se as doenças do aparelho respiratório que aumentam, sobretudo, nas idades mais avançadas e as neoplasias, que têm sua participação aumentada, principalmente, no grupo etário 60-69 anos. Dados do Ministério da Saúde revelam que as principais causas de óbito, entre os idosos brasileiros, recaem sobre as doenças do aparelho circulatório (36,0%), o câncer (14,7%) e as doenças do aparelho respiratório (12,6%), correspondendo, essas três causas, a mais de 60% do total de óbitos. Como vimos, nosso país está envelhecendo e todo um perfil sociodemográfico está mudando. Será que estamos preparados para essa nova realidade?