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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Inhame x Dengue + Armadilha para O Mosquito da Dengue

INHAME COMBATE A DENGUE!

MITO OU VERDADE?

Ciência não descarta supostos benefícios para amenizar os sintomas da doença

Atenção

Como outras doenças, a dengue deixa muitas pessoas apavoradas e com muitas dúvidas. Vamos então desvendar algumas mentiras e esclarecer verdades sobre essa doença.

Comer inhame, alho ou ingerir complexo B previnem a dengue. O que atrai a fêmea do mosquito para o corpo humano é o cheiro. Por isso, qualquer produto que ingerimos, quando eliminado do organismo, confunde a fêmea, já que modifica nosso cheiro.

Mas cuidado!

Essas substâncias precisam ser consumidas em grandes quantidades para que a eliminação chegue a confundir o mosquito. Inhame em grande quantidade não faz tão bem ao organismo, complexo B em excesso causa toxidez e o alho, bom... o alho traz aquele mau hálito.


Observação:

O Inhame é muito usado na fitoterapia.

No caso da dengue, o doente tem que tomar cuidado com a forma desta ingestão. "Como as pessoas afetadas pela doença geralmente ficam sem apetite, muitas se esforçam e comem somente a raiz achando que serão curadas, o que pode gerar outros problemas. A chave para se recuperar está na hidratação, seja em forma de água, suco ou o soro que pode ser retirado gratuitamente nos postos de saúde.

A suposta cura da dengue está relacionada às propriedades depurativas e a presença de vitamina B que compõem a raiz. A crença popular julga que estas propriedades são capazes de expulsar o vírus do organismo e a vitamina B, afastaria o mosquito através de substancias exaladas pelo suor. Hoje em dia sabe-se que, uma alimentação rica em potássio, sais minerais e carboidratos que são encontrados na banana, melão, beterraba, batata e o famoso inhame agiliza a cura. Vale destacar que quem estiver bem debilitado o melhor remédio é a hidratação venosa.

Mas, o melhor tratamento é acabar com as larva e os focos dos mosquitos e para aqueles que estão doentes a indicação é repouso, nutrição e hidratação. Mas isso não significa que se você ficar quietinho, comendo sopa com suco de inhame, irá se recuperar mais rápido.

Mesmo assim vamos deixar umas dicas sobre o Inhame

O INHAME limpa o sangue, é um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece: faz muitas impurezas do sangue saírem através da pele, dos rins, dos intestinos. No começo do século já se usava elixir de inhame para tratar sífilis. Fortalece o sistema imunológico os médicos orientais recomendam comer inhame para fortificar os gânglios linfáticos, que são os postos avançados de defesa do sistema imunológico. Curioso que a forma do inhame seja tão semelhante à dos gânglios.
Evita malária, dengue, febre amarela, a presença do inhame no sangue permite uma reação imediata à invasão do mosquito, neutralizando o agente causador da doença da dengue antes que ele se espalhe pelo corpo. Aldeias inteiras morreram de malária depois que as roças de inhame foram substituídas por outros plantios.

Dengue - Infecção virótica que faz doer o corpo inteiro, especialmente as juntas, e dá muita febre; deixa a pessoa fora de combate por algum tempo mas raramente mata.

O tratamento natural é comer inhame. Comer inhame em vez de batata, duas ou três vezes por semana, previne contra dengue. Em situações de epidemia, comer um inhame por dia é mais que bastante - em sopa, purê etc... Mesmo já estando com dengue, comer inhame, ou tomar o elixir de inhame, vendido em qualquer farmácia, costuma acelerar muito a recuperação.Também é importante usar o inhame depois da dengue, para eliminar os resíduos do sangue que tornam mais dramática a recaída.


É mais poderoso que a batata e tem a vantagem de ser nativo, enquanto a semente da batata é importada. Inhame dá com fartura em qualquer lugar úmido. Em vez de apodrecer na cesta, como a batata, ele brota e produz mais inhames. Nas mulheres aumenta a fertilidade porque contém fitoestrógenos, hormônios vegetais, importantes na menopausa e após.
Existem o inhame do norte e o cará, maiores e mais lisos, que são muito bons para comer mas não têm o mesmo poder curativo do inhaminho (também chamado de inhame chinês). A folha parece com a taioba é da mesma família; ao contrário do que se pensa, a folha do inhame também serve para comer, cozida ou refogada. Às vezes pica muito, como a taioba. Na África e na América do Norte se chama taro, na América Central é ñame ou otoe, na França é igname, na Índia albi, no Japão sato-imo, no Caribe malanga ou yautia. E cará, em inglês, é yam.

COMA E AME!

RECEITAS ORIENTADORAS

01. Inhame cru

- Rale e tempere com sal marinho e limão ou com molho de soja. É muito forte. Um leproso que se escondeu no mato e só tinha inhame cru para comer ficou inteiramente curado depois de alguns meses. (Se der coceira nas mãos na hora de descascar, passe um pouco de óleo ou lave com água bem salgada.)

02. Vitamina com inhame

- Ponha no liquidificador um inhame, uma cenoura, alguns ramos de salsa (ou outra folhinha verde, como coentro ou hortelã) e o suco de duas laranjas,com mais água se desejar. Tudo cru. Dá para dois copos.

03. Cuscuz de inhame

- Ponha alguns inhames com casca e tudo na parte superior da cuscuzeira, ou numa peneira sobre uma panela com água fervendo, e tampe. Depois de meia hora espete com o garfo para ver se estão macios. Nessa altura a casca se solta com muita facilidade, basta puxar que sai inteirinha. É aí que o inhame tem o sabor mais simples e gostoso.

04. Purê de inhame

- Depois de cozinhar os inhames no vapor ou na água, solte a casca e amasse com um garfo; junte um pouquinho de manteiga e de sal marinho, ou molho de soja, e misture bem. Só precisa ir ao fogo de novo se for para esquentar.

04. Patê de inhame

– É ótimo para passar no pão e substitui muito bem as pastas de queijo nas festas. A base é um purê de inhames cozidos e amassados, ao qual se acrescentam azeite ou manteiga, folhas verdes picadinhas (salsinha, manjericão, coentro, cebolinha) ou orégano.

05. Patê de inhame com beterraba

- uma beterraba cozida e batida no liquidificador com inhame e um pouco de água vai produzir uma pasta rosada.

06. Maionese de Inhame

- batido com azeite, alho, água e sal faz uma delícia de molho tipo maionese.

Use a criatividade e ofereça aos

amigos uma coisa nova de cada vez!

01. Inhame sauté

- Depois de cozidos e descascados, corte os inhames em rodelas ou pedaços; esquente manteiga ou azeite numa frigideira; ponha os inhames, e sobre eles bastante folhas verdes picadinhas (salsa ou cebolinha ou manjericão ou coentro ou orégano ou outro tempero de sua preferência), uma pitada de sal marinho, mexa rapidamente, baixe o fogo e deixe grudar um pouquinho no fundo para ficar crocante.

02. Inhame frito

- É muito mais gostoso do que batata. Corte em rodelas finas ou palitos, frite em óleo bem quente e deixe escorrer sobre um papel que absorva a gordura.

03. Pizza de frigideira

- Rale inhames crus, misture com farinha de arroz ou de milho, tempere a gosto; achate a massa numa frigideira antiaderente e deixe assar dez minutos de um lado, dez do outro. Com alguma prática dá para fazer isso numa chapa bem quente, levemente untada. O ponto da massa não deve ser nem seco nem aguado.

04. Inhoque de inhame

- Faça exatamente como se faz o inhoque de batata: cozinhe os inhames, descasque, amasse com farinha de trigo e uma pitada de sal marinho até a massa ficar com a consistência que dê para enrolar. Enrole em cordões, corte, ponha para cozinhar de pouco em pouco numa panela com água fervendo. Quando os inhoques subirem é que estarão cozidos. Se puder, substitua parte da farinha de trigo comum por outra que seja integral. E o molho? Ao gosto do freguês...

05. Inhame no feijão

- Engrossando o caldo cozinhe um ou dois inhames junto com o feijão, que eles desmancham e o caldo fica bem grosso.

06. Bolinhos de inhame

- Cozinhe, descasque e amasse ligeiramente os inhames com um pouco de cebola ralada, cebolinha verde picadinha ou alho-porró em fatias fininhas, uma pitada de cominho e outra de sal; junte farinha de trigo para dar liga, pincele com gema de ovo e asse no forno até a superfície secar. Ou frite.

07. Forminhas de inhame

- Descasque e rale os inhames crus na parte mais fina do ralador, para obter uma papa líquida. Junte fubá de milho ou farinha de arroz integral (que se faz tostando o arroz e batendo aos pouquinhos no liquidificador) até conseguir uma consistência boa, mas ainda úmida. Tempere a seu gosto: com sementes de cominho ou de erva-doce, uma pitada de sal, talvez um queijo ralado ou uma azeitona. Unte forminhas, encha com a massa e ponha em forno bem quente durante cinqüenta minutos.

08. Bolo salgado de inhame

- Deixe de molho duas xícaras de triguilho durante duas ou três horas e esprema; junte duas xícaras de inhame cozido e duas de farinha de arroz. À parte, refogue alguns legumes com um pouco de tempero, mas não deixe cozinhar. Tire do fogo e misture à massa. Ponha numa forma untada, espalhe queijo ralado por cima e leve ao forno alto por quinze minutos; aí ponha a chama em ponto médio e deixe mais quinze minutos. Cheirou, está pronto. Acrescente ovos cozidos se quiser um prato mais forte.

09. Torta de inhame em camadas

- Cozinhe, descasque e amasse os inhames; cozinhe e amasse a terça parte de abóbora; refogue uma verdura picadinha tipo espinafre ou acelga ou agrião ou chicória ou folhas de nabo ou de cenoura, etc. Unte uma forma refratária com manteiga,ponha uma camada de inhame e sobre ela uma de abóbora; outra de inhame e sobre ela a verdura refogada; mais uma de inhame. Pincele ou não com ovo, enfeite com rodelas de cebola, leve ao forno para secar durante 20 minutos.

10. Sopa desintoxicante de inhame com missô

- O missô é um alimento tradicional japonês muito usado como tempero, feito de soja fermentada com cereais e sal. Vem em forma de pasta. É muito rico em enzimas, proteínas e vitamina B12, devido ao seu processo de fermentação. Limpa o pulmão dos fumantes, restaura a flora intestinal, e acima de tudo dá um gosto todo especial à sopa. Portanto cozinhe os inhames descascados com o mesmo tanto de água, uma ou duas folhinhas de louro e alguns dentes de alho inteiros; depois bata no liquidificador para obter um creme fino. Acrescente o missô, na base de uma colher de chá cheia por pessoa, ou dissolva com um pouco d'água numa tigelinha e deixe que cada um se sirva como quiser. (Algumas pessoas vão preferir sal.) Cebolinha verde picada, por cima, combina muito.

11. Creme de inhame com agrião

– Faça como na receita anterior; depois de bater no liquidificador devolva ao fogo, ponha sal se for o caso, espere ferver e junte um bom punhado de agrião cru, lavado e cortado. Deixe cozinhar um minuto, apague o fogo e sirva. Com missô, se não tiver posto sal.

12. Torta doce de inhame com abacaxi

- Cozinhe os inhames, descasque, amasse e forre com essa massa uma assadeira untada; espalhe por cima uma compota de abacaxi feita com sementinhas de erva-doce e cravo-da-índia, quase sem água, pois o abacaxi solta caldo. Leve ao forno quente durante meia hora. Substitua por outra compota de sua preferência.

13. Bolo doce de inhame com aveia em flocos

- Misture duas xícaras de inhame cozido com duas de aveia em flocos e duas de farinha de arroz integral (toste o arroz, bata no liquidificador em pequenas porções); 1/2 litro de suco de laranja (ou outro líquido doce, como chá de estévia, ou leite de coco adoçado com melado); uma colher de sopa de manteiga, se quiser; uma pitada de noz-moscada e canela em pó; frutas secas e castanhas picadas, ou banana madura em rodelas. A consistência da massa deve ser pastosa, nem aguada nem dura. Unte uma forma e leve ao forno quente durante meia hora, mais ou menos, mantendo a chama alta durante quinze minutos e baixando então para um ponto médio. Você sabe que o bolo está no ponto quando cheira. A partir daí ele vai secando, e quanto mais tempo ficar no calor, mais firme será sua consistência. Se quiser um bolo mais fofo, junte uma colherinha de café de bicarbonato de sódio dissolvido em suco de laranja no final do preparo da massa. Esse bolo dá um ótimo panetone quando leva frutas cristalizadas e é assado em forma alta.

14. Biscoitos de inhame com aveia

- A massa é a mesma do bolo. Unte um tabuleiro e despeje com a colher pequenas porções. Asse em forno alto até chegar ao ponto desejado. Como todo biscoito que leva aveia, este também só endurece depois que esfria.

15. Mousse de inhame com ameixa - Ponha no liquidificador uma parte de inhames cozidos com uma parte de ameixas-pretas, sem caroço, cozidas com canela; aproveite a calda para bater a massa. Repita a receita usando maçãs ou bananas em compota em vez de ameixas. Para fazer a compota, não é necessário adoçar, pois essas frutas já têm bastante açúcar natural. Basta que estejam bem maduras. Leva-se ao fogo baixo, em panela tampada, com uma pitada de sal e um pouco de água. Quanto mais cozinharem, mais doces ficam.

Só um conjunto de ações pode combater esta praga que é o Mosquito da Denge .

Veja uma dica interessante:

Como pegar o Mosquito da Dengue
Uma Armadilha Barata e Eficiente

Veja no site:

http://www.blogadao.com/armadilha-contra-o-mosquito-da-dengue-matematica-da-mosquiteca/

Mosquiteca da Dengue

- combate a progressão geométrica do Mosquito

Uma Medida barata e interessante

O surto de dengue no Brasil só está piorando e já passou da hora da população tomar atitudes ao invés de ficar esperando os governantes dar fim a este problema, só assim, juntos, vamos exterminar este devasto mosquito da dengue.

Mãos a obra:

Mas o que seria a Mosquiteca?

É o nome que o inventor deu a armadilha contra o mosquito da dengue.

E do que se trata a Mosquiteca?

Consiste em juntar forças para exterminar este mosquito do cão. Construa 10 armadilhas, espalhe 5 pelo seu quintal e dê as outras 5 aos vizinhos, amigos, parentes e etc. Peça que cada um deles faça o mesmo. Imagine a quantidade de armadilhas que vamos ter.

Ou seja, se cada um fizer a sua parte em 3 rodadas apenas teremos 1.560 armadilhas, enganando as fêmeas do mosquito. Em até 35 dias a fêmea do mosquito estará morta e se não tiver colocado os ovos em locais onde os ovos se transformem em mosquitos, teremos (1.560 x 10 x 100 = 1.560.000) mosquitos a menos. O número é este mesmo: mais de 1,5 milhões de mosquitos, considerando que cada armadilha engane pelo menos 10 fêmeas e que estas fêmeas coloquem ovos apenas 4 vezes na sua vida adulta.


Vamos então para o passo-a-passo na confecção da armadilha contra o mosquito da dengue:

1. Pegue uma garrafa PET de 1,5 litros ou mais;

2. Corte a parte superior para fazer uma espécie de funil;

3. Corte cerca de 10 cm da Pet, parte da base da garrafa;

4. Lixe a parte interna do pedaço similar a um funil, (pode ser utilizada uma lixa para madeira granulação 60, 100 0u 120. O objetivo é deixar a superfície interna bem áspera em toda a sua extensão;

5. Utilizando o “anel” parte da tampa da própria garrafa, faça um fechamento com um pedacinho de tela dobrado, (não serve o tule de véu de noiva, pois o buraco é grande o suficiente para que o mosquito passe);

6. Coloque cinco grãos de arroz, ou de alpiste amassados, ou ainda ração para gatos dento da parte inferior da garrafa Pet;

7. Sele as duas partes com fita isolante;

8. Está pronta a armadilha para a fêmea do mosquito transmissor da dengue;

9. Encha com água limpa até cerca de 3 cm da borda do funil. Complete a água à medida que a mesma for evaporando;

10. Coloque a armadilha no quintal ou onde ficam os mosquitos. É necessário ser um local sombreado, pois as fêmeas do mosquito não gostam de sol;

11. A fêmea do mosquito verifica onde está havendo evaporação da água para colocar os seus ovos;

12. Os ovos descerão pelos buracos da tela e ficarão na parte inferior do recipiente. A tela serve de elemento de ligação entre as duas partes e não permite que as larvas passem para a parte superior do recipiente. A presença da barreira de tela é muito importante, se ela estiver rasgada/destruída ao invés de uma armadilha para o mosquito você estará fornecendo um criatório para o mesmo;

13. Periodicamente esvazie a parte inferior e mate as larvas com cloro. Verifique se está tudo OK com a tela e encha novamente a armadilha com água. Verifique a sua armadilha todos os dias.

14. O mosquito adulto vive de 30 a 35 dias, e as fêmeas põem ovos de quatro a seis vezes, nesse período. Em cada vez, ela põe cerca de 100 ovos, sempre em locais com água limpa e parada. Se não encontra recipientes apropriados para depositar seus ovos, a fêmea pode voar distâncias de até três quilômetros até localizar um ponto que considere ideal. A temporada de chuva complica as coisas: um ovo de Aedes Aegypti pode sobreviver até 450 dias – um ano e dois meses – mesmo que o local em que ele foi depositado fique seco. Se esse local receber água novamente (quando há uma chuvarada, por exemplo), o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e depois em pupa, e atinge a fase adulta num prazo curtíssimo: de dois a três dias.

Porque é necessário lixar o “funil”?

A superfície fica corrugada e com isso a água sobe por capilaridade, aumentando a taxa de evaporação atraindo mais facilmente a fêmea do mosquito “Aedes Aegypti”.

Porque é necessário colocar os grãos de arroz ou alpiste amassados?

A fêmea só põe ovos onde ela identifica que a água possui alimento para as larvas. Até “os mosquitos” têm instinto materno.

Está esperando o que?

Mãos à obra.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

DÚVIDAS SOBRE DUPLA DOSE DE VACINA DE FEBRE AMARELA

CASOS DE DUPLA VACINA DE FEBRE AMARELA



O médico infectologista do Ambulatório de Medicina do Viajante da Unifesp, Gustavo Johanson, disse em entrevista ao Conversa Afiada, que é arriscado tomar a vacina contra febre amarela mais de uma vez.

Gustavo Johanson - "Se a vacina foi dada num período curto – e nós estamos falando de dias – aí sim a pessoa corre um maior risco de sofrer com os efeitos adversos da vacina... um deles é a anafilaxia, o choque anafilático, a pessoa tem dificuldade respiratória, a pressão cai e se não for tratado em ambiente hospitalar rapidamente a pessoa pode, inclusive, evoluir para a morte", disse Johanson.

Outro efeito adverso que pode ser causado pela duplicidade de vacina, segundo Gustavo Johanson, é a encefalite, que é a inflamação do cérebro. Segundo ele, esse é um caso que ocorre mais raramente.

Nós sabemos que a proteção da vacina vale por dez anos. Portanto, antes de dez anos não há necessidade nenhuma de se tomar.


E agora, em referência à sua pergunta, nós temos que fazer algumas considerações. Se essas duas tomadas de vacina foram em períodos curtos, médios ou longos. Nós sabemos que se a pessoa tomou duas vezes a vacina, mas com período de anos entre uma e outra, mesmo que seja menos do que dez anos, nós sabemos que não há um grande problema nisso. Obviamente que não está indicado, não há necessidade, mas em termos da saúde da pessoa, isso não vai acarretar num maior risco de doença ou efeitos adversos da vacina. Agora, se a vacina foi dada por um período curto, e aí nós estamos falando de dias, meses, aí sim, realmente a pessoa corre o maior risco de sofrer com os efeitos adversos da vacina. Então, temos que fazer essa distinção entre o tempo de tomada da vacina.

Conversa Afiada – Ou quem já tomou a vacina no período de dez anos.

Gustavo Johanson – Quem vai viajar para essas áreas, mas já tomou a vacina e dentro do período de dez anos, não há necessidade de repetir a dose, não é esperado um reforço da imunidade, a imunidade está boa, antes de dez anos a gente considera que a pessoa está imune e protegida totalmente contra a febre amarela.

Fonte da Pesquisa : http://vozdissonante.livejournal.com/19899.html

Vacina da Febre Amarela

Perguntas e Respostas




1 - Pode haver problema se a pessoa tomar a vacina e logo depois ingerir álcool ?

Não. Não há problema de associação de álcool com a vacina.

2 - Quem toma a vacina pode tomar qualquer tipo de medicamento depois. E se tomar remédio controlado? Tem alguma restrição. E os remédios que contem ácido acetilsalicílico , tipo as e aspirina?

Não há nenhum problema de interação medicamentosa entre a vacina e outros medicamentos, qualquer que seja o medicamento.

3 - É preciso evitar fazer movimentos bruscos com o braço depois da vacinação?

Não deve haver nenhuma preocupação com movimentação brusca após a vacinação.

4 - Uma pessoa sabe que há oito anos ela tomou algumas vacinas, mas não se lembra se entre elas está a de febre amarela. Ela pode se vacinar novamente?

Na dúvida, a recomendação é para se vacinar.

5 - Que tipo de reação a vacina pode provocar? Dor de cabeça, mal estar, ou outras?

Pode haver reações no local da injeção, com febre e mal estar. Mas esses efeitos são raros.

6 - A partir de quantos meses um bebê pode se vacinar?

O bebê pode ser vacinado a partir dos seis meses de idade, quando a criança reside em uma área em que há morte de macacos com suspeita de febre amarela e na área em que há casos de febre amarela silvestre. Mas fora dessas situações, o calendário de vacinações indica a partir de nove meses de idade.

7 - A doença se chama febre amarela por que quem a contrai fica obrigatoriamente com icterícia?

A icterícia é uma coloração amarelada que aparece na pele e nos olhos, que é uma característica da doença. Mas temos que lembrar que existem formas muito leves da doença que não chegam a formar a icterícia. Já a febre sim, essa acontece em todas as situações .

8 - A vacina não pode ser tomada por pessoas com baixa imunidade. Isso quer dizer que quem esteve doente há pouco tempo não pode tomar?

A vacina não é recomendável para pessoas que estão com baixa imunidade. Para quem esteve doente, depende de avaliação médica.

9 - E como avaliar quem tem ou não baixa imunidade? O que acontece se uma pessoa com baixa imunidade tomar a vacina?

Imunidade é quando a pessoa cuja defesa do organismo está em baixa. Mas geralmente as pessoas têm diagnostico por parte dos médicos que a acompanham. São aquelas pessoas que estão em tratamento de câncer, por exemplo, que estão tomando drogas imunosupressoras como corticóides com dosagens elevadas, algumas situações de portadores de HIV em que estejam com imunosupressão.

10 - Gestante pode tomar a vacina?

Não, há contra indicação para a vacinação em gestante.

11 - Quem está tentando engravidar pode tomar a vacina?

Não sendo indicada a vacina para gestantes, quem está tentando engravidar já pode estar grávida e, assim, não pode tomar a vacina nesse período.

12 - Existe alguma relação entre o retorno da febre amarela com o aquecimento global?
O aumento de temperatura e uma maior freqüência de chuvas não podem acelerar o processo de reprodução do mosquito e provocar epizootias?

Nesse momento, não se pode culpar o aquecimento global pelo que está acontecendo no Brasil. Mas, quando há aumento de temperatura, aumenta consequentemente a quantidade de chuvas e isso tem influência no aumento da população dos mosquitos , que são os vetores da doença.

13 - Existe algum cuidado específico que uma pessoa imunizada há menos de 10 dias precisa tomar para não se contaminar?

Não. A vacina assegura 100%% de imunização, após o décimo dia de aplicação. E essa proteção dura 10 anos.

14 - Retornando de um município em estado de alerta, a pessoa deve ficar atenta a quais sintomas?

Se ela não está vacinada é preciso verificar se aparece febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor abdominal. Nessa situação, procurar um serviço de saúde.

15 - Em quanto tempo sai o resultado de um exame para a identificação do vírus no sangue?

Esse exame é muito especifico e complexo, leva no mínimo 15 dias por conta da técnica que é usada para o isolamento do vírus. Mas tem um outro exame que é a sorologia, e esse é rápido, ficando pronto em 48 horas.

16 - A doença passa de pessoa para pessoa?

Não. Não existe transmissão de pessoa a pessoa. A doença é sempre transmitida pelo mosquito contaminado.

17 - Faltando dois meses para vencer a vacina, a pessoa deve tomá-la novamente? A imunização é 100% garantida no período de 10 anos ou a eficácia da vacina diminui na medida em que o tempo vai passando?

A vacina tem cobertura total de 10 anos. Mas não há problema em repetir a vacina caso faltem dois meses para vencer os 10 anos.

18 - Existe a necessidade de algum jejum (de comida ou mesmo bebida alcoólica) para tomar a vacina?

Não há qualquer recomendação nesse sentido.

19 - A vacina provoca reações adversas?

Sim, qualquer medicamento pode provocar reações adversas. A vacina pode provocar dor de cabeça, febre e mal estar em algumas pessoas.

20 - Se a pessoa perdeu o cartão de vacinação, ela pode ir ao posto se vacinar?

Sim.

21 - Os hospitais também estão vacinando?

Depende da organização dos serviços em cada município e em cada cidade. Em alguns hospitais há salas de vacinas. Mas geralmente as salas de vacinas estão nas unidades básicas de saúde da família.

22 - Há algum tipo de doença (hipertensão, diabetes, ou outra) que restringe a vacinação?

Nessas condições citadas não existem contra-indicações para a vacinação.

23 - Além do Aedes aegypti, outro mosquito transmite a febre amarela? Ele também se reproduz da mesma forma que o da dengue, ou seja, em água parada? Como podemos prevenir a reprodução do mosquito?

O aedes aegypti é o transmissor da febre amarela nas cidades. Mas a febre amarela que temos hoje no Brasil é a de transmissão silvestre, transmitidas pelos vetores silvestres chamados haemagogus e sabethes. Prevenir esse mosquito é impossível porque faz parte da natureza e são seres silvestres. A reprodução desses mosquitos está mais ligada ao ambiente silvestre.

24 - Qual é a chance, em porcentagem, de uma pessoa contaminada morrer?

A chance é muito elevada se a gente considerar as formas graves da doença, que pode chegar até 100%. Mas se a gente considerar que a febre amarela tem varias formas de apresentação clinica, esse índice se reduz, essa letalidade se reduz a uns 10%. Nos últimos 10 anos, a letalidade foi de 46%.

25 - O que devem fazer as pessoas que não podem se vacinar (grávidas, alergia a ovo etc)?

Procurar orientação médica. Em caso de não ter como evitar a permanência em áreas silvestres, a pessoa deve reforçar o uso de repelentes.

26 - Nesta época do ano, muitos brasilienses ainda estão viajando e ainda não retornaram para o trabalho e para o início do ano letivo em Brasília. Dado o período de imunização ser de dez dias após a vacinação, estas pessoas devem se vacinar nas cidades em que se encontram, antes de voltarem a Brasília? É fácil conseguir a vacina em outros estados?

Se estiverem em área silvestre consideradas de risco,devem tomar a vacina e as precauções necessárias para evitar a doença.

27 - Como fica a situação das famílias que estão viajando com bebês que têm entre seis meses e um ano? Nacionalmente, é recomendada a vacinação contra febre amarela a partir de um ano de idade. Mas, no DF, este limite foi antecipado para seis meses. Os bebês que tem entre seis meses e um ano e estão viajando poderão ser vacinados fora do DF?

Depende da região em que essa criança se encontra. Se ela está em região em que a indicação é a vacinação a partir de seis meses, como em Goiás e DF, então ela deve vacinar a partir dos seis meses de idade.

28 - Recém-nascidos também podem tomar a vacina de febre amarela?

Não, Apenas a partir dos seis meses de idade nas áreas de risco e onde há indicação de antecipar a idade vacinal.

29 - Pessoas que farão viagens internacionais e não tomaram vacina antecipadamente podem ser impedidas de viajar por não estar em dia com a vacina?

Sim. Se o país para o qual ele se dirige exige a vacinação. Nem todos exigem essa vacinação. A publicação é feita anualmente na pagina da OMS e também na Anvisa. Nem todos os países exigem, mas se você não está com a vacina em dia, você corre o risco de voltar sim.

30 - Como se caracteriza uma epidemia de febre amarela? Quantas pessoas com a doença precisam ser identificadas?

A epidemia não se restringe a uma área. Considera-se epidemia quando a doença atinge uma grande parte de municípios, de um estado, outras áreas territoriais e às vezes até de outros estados.

Fonte:
Assessoria de Comunicação Social/Divisão de Imprensa - Ministério da Saúde
Telefone: 61 3315-3507

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DENGUE OU chikungunya

O Verão esta chegando e com êle as

Doenças



Agronôma que viajou à Índia é uma das pessoas que contraíram novo vírus do mosquito da dengue

Uma moradora de Tanabi, em São Paulo, apresentou sintomas de um novo vírus transmitido pelo mosquito da dengue. Inni Márcia Nissida foi para a Índia a trabalho e antes de voltar ao Brasil começou a sentir fortes dores nas articulações. A agrônoma, de 25 anos, foi atendida em São Paulo e descobriu que estava com um novo vírus transmitido pelo mosquito aedes aegypti.

O vírus recebeu o nome de Chikungunya e foi descoberto na Tanzânia.

Em todo o Brasil, três pessoas foram infectadas: além de Tanabi, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, os três pacientes contraíram a doença na Índia e na Indonésia.


Os sintomas são:

a. febre alta,

b. dores de cabeça,

c. dores nas articulações.


O contágio pode ocorrer em até 5 dias, mas as dores podem permanecer por até seis meses.

Para impedir que outras pessoas contraíssem a doença, a vigilância epidemiológica de Tanabi (SP) fez uma varredura pra eliminar larvas do vírus aedes aegipty em nove bairros em volta da casa da paciente.


Observação:


Chikungunya

Chikungunya (CHIKV) é um arbovírus, do gênero Alphavirus (Togaviridae), que é transmitido aos seres humanos por mosquitos do gênero Aedes. Até recentemente havia sido detectado somente na África, onde estava restrito a um ciclo silvestre (Jupp & Kemp 1996, Diallo et al. 1999), e na Ásia e na Índia onde sua transmissão era principalmente urbana, envolvendo os vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus. Casos da doença causada pelo vírus, a Febre Chikungunya, foram detectados no Brasil pela primeira vez em Agosto de 2010. O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas. O nome Chikungunya, que significa "aqueles que se dobram", tem origem no Swahili, um dos idiomas oficiais da Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença, em 1953, e refere-se à aparência curvada dos pacientes, motivada pelas intensas dores articulares e musculares, característica da doença.


Onde foi detectado o vírus

Há casos da Febre Chikungunya relatados na:

a. Tailândia (em 1953),

b. Indonésia,

c. Taiwan,

d. Cingapura,

e. Malásia,

f. Sri Lanka,

g. Ilhas Maldivas,

h. Quênia (em 2004),

i. Comores (em 2005),

j. Mayotte,

k. Ilhas Seychelles,

l. Maurícias,

m. Reunião (2005-2006),

n. Índia (2006),


E, em menor intensidade, na:

1. Itália,

2. Martinica,

3. Guadalupe,

4. Guiana Francesa,

5. Estados Unidos

6. Brasil (em 2010).


Os casos confirmados no Brasil referem-se a dois pacientes do sexo masculino (de 41 e 55 anos, em São Paulo) que apresentaram os sintomas depois de uma viagem para Indonésia. A terceira paciente, uma paulista de 25 anos, esteve na Índia.


Um surto de CHIKV foi relatado em 2006 em Andhra Pradesh (India), mesma época em que casos alóctones foram relatados em diversos países europeus. A existência de grandes cidades densamente povoadas onde existam os insetos vetores da doença, bem como o aumento do número de viagens entre países e intercontinentais facilitam sobremaneira a disseminação do vírus.


Vetores e transmissão

A transmissão do vírus Chikungunya (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, principalmente pelo Aedes aegypti. O Aedes albopictus, à parte a sua predileção pelo ambiente silvestre, também é considerado vetor da doença. Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto.


Principais sintomas



Os sintomas da Febre Chikungunya são característicos de uma virose, e portanto, inespecíficos. Os sintomas iniciais são:

a. febre acima de 39º, de início repentino,

b. dores intensas nas articulações de pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos,

c. dores de cabeça,

d. dores musculares,

e. manchas vermelhas na pele.


O diagnóstico diferencial com a Febre Hemorrágica da Dengue é extremamente importante, razão pela qual, ao aparecimento dos sintomas é fundamental buscar socorro médico. É interessante ressaltar que, diferentemente da Dengue, por exemplo, doença viral transmitida pelos mesmo vetores, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre 6 meses e 1 ano. “Há casos de pacientes que não conseguem escrever”.


Tratamento


O tratamento é similar ao da dengue, com o uso de paracetamol, antiinflamatórios e até corticoides. O Ministério da Saúde aconselha a quem for viajar para África e sudeste da Ásia adotar medidas de prevenção, como uso de repelentes e mosquiteiros.


Período de Incubação


O vírus que causa a chikungunya tem período de incubação de 3 a 7 dias.


OBS:

Foram registrados surtos da doença, em 2004, no sudeste asiático e, em 2006, na Índia, onde foram infectadas 1,3 milhão de pessoas, sem nenhuma morte registrada.


Febre de chikungunya começa a ser monitorada no Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta semana , o início da vigilância e do controle no Brasil dessa doença.

O monitoramento se faz necessário pois nos meses de agosto, outubro e setembro, os primeiros três casos da febre foram registrados no Brasil. Dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, todos em pacientes que foram infectados em países da Ásia (Índia e Indonésia).

O coordenador do Programa de Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que não há circulação do vírus nas Américas. A circulação é verificada apenas em países da África e do sudeste asiático. Originária da África, a doença só é transmitida pelo mosquito e registra baixos índices de letalidade (menos de 1%).

De acordo com o governo, após identificados os casos no Brasil, foram tomadas medidas de prevenção e combate ao mosquito da dengue. Segundo o coordenador do Ministério da Saúde, a vigilância foi intensificada e estão sendo fornecidas informações às sociedades médicas e à rede pública de saúde. Essas ações de combate utilizam a estrutura de controle da dengue que já existe no país.