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sexta-feira, 15 de julho de 2011

O QUE É H.P.V

HUMAN PAPILLOMA VIRUS ou H.P.V.

O papilomavírus humano (HPV, do inglês: "Human Papillomavirus") é considerado um vírus antigo, e na década de 1980, os progressos nas técnicas de biologia molecular permitiram descobrir que o HPV não era um vírus individual, pois já existiam mais de 70 subtipos diferentes.

Posteriormente se estabeleceu a natureza oncogênica de alguns deles. São os causadores das verrugas comuns, mas também de certos tumores malignos da pele e das mucosas, principalmente, o câncer do colo do útero.


Atualmente são conhecidos mais de 70 subtipos de HPV, dos quais 23 de localização genital. Estes subtipos de HPV são classificados quanto ao seu poder oncogênico (transformação maligna) em dois grupos:
1.) Os de alto poder oncogênico, dos quais os mais freqüentemente encontrados no trato
genital inferior são os subtipos 16 e 18;
2.) E os de baixo poder oncogênico, dos quais os mais comuns são 6 e 11.

A infecção genital pelo HPV tem sua maior incidência em pacientes com idade entre 20 e 40 anos, como uma doença da maturidade sexual, porém, também é encontrado em crianças e na pós-menopausa.
É a doença sexualmente transmissível (DST) viral mais frequente na população sexualmente ativa. Estima-se que cerca de 10 a 20% da população adulta sexualmente ativa tenha a infecção pelo HPV.

Observação:

A apresentação clínica clássica é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo ou verruga genital, venérea, que ocorre em 1% da população com infecção pelo HPV.
São mais comuns em pessoas sexualmente ativas com 20 e 24 anos, independentemente do tipo de HPV. Em crianças entre 2 e 11 anos que sofreram abuso sexual, os índices de DNA - HPV (33%) se aproximam dos encontrados em adolescentes sexualmente ativos pós-menarca (19-33%).
Não existem até o momento estudos conclusivos sobre a prevalência por um determinado tipo racial.
A associação entre atividade sexual e prevalência de HPV nem sempre é confirmada.
Ainda não se sabe quanto tempo o vírus resiste fora do organismo, por isso a possibilidade de transmissão por fomitos, sendo que nesses casos explica-se o desenvolvimento da infecção em mulheres e crianças sem atividade sexual.


Período de Incubação

Divide-se em 4 (quatro) fases a saber:

Fase (O) ou Fase de Inoculação: -O vírus penetra no novo hospedeiro através de microtraumatismos. Os virions progridem até a camada basal, atravessando a membrana citoplasmática.
O genoma viral é transportado para o núcleo, onde é traduzido e transcrito. Duas classes de proteínas são codificadas: proteínas transformadoras, que induzem funções na célula hospedeira, e proteínas reguladoras, que controlam a expressão dos genes virais.

Fase (I) ou Período de Incubação - O período de incubação do condiloma acuminado varia de 2-3 semanas a 8 meses e parece estar relacionado com a competência imunológica individual. A infectividade decresce com o tempo de duração das verrugas e com o grau de queratinização. O grau de infectividade pode estar relacionado com o tipo de lesão (carga viral).
As lesões subclínicas também podem infectar.
A progressão da fase de incubação para a de expressão ativa depende de três fatores: da permissividade celular, do tipo de vírus e do estado imunológico do hospedeiro.

Fase (II) ou Fase Precoce - É uma resposta imune adquirida que pode conter a infecção (regressão) ou ser insuficiente para eliminá-la (fase de expressão ativa), ocorre três meses após o surgimento das primeiras lesões.
Durante o estágio de contenção, os condilomas externos regridem espontaneamente em número significativo de indivíduos. Entretanto, na maioria dos casos, as lesões focais persistem, embora o surgimento de novos papilomas possa ser interrompido ou parcialmente bloqueado.

Fase (III) ou Fase Tardia - Em torno de nove meses após o aparecimento das primeiras lesões, pode surgir:

1. as que continuarão em remissão (potencialmente infectantes para seus
parceiros sexuais);
2. as que recidivarão, expressando doença ativa;
3. Progressão para lesões displásicas e câncer.

ATENÇÃO:

Estima-se que uma grande porcentagem de pessoas infectadas pelo HPV, adquirem o vírus após um único contato sexual, devido ao trauma durante o ato sexual.
As lesões causadas pelo HPV, ocorrem em áreas sujeitas a traumas, pois é necessário que existam lesões epiteliais para a penetração do vírus.

Locais de Acometimento

As verrugas genitais são em geral multicêntricas, e não apresentam distribuição uniforme. No homem as áreas mais comuns acometidas são: sulco balanoprepucial e prepúcio distal, glande e corona e corpo do pênis.
Na mulher as áreas mais acometidas são:

intróito vaginal / fúrcula, lábios menores e clitóris.

O colo uterino está comprometido em 6 a 8% dos casos.


A área extragenital mais freqüentemente envolvida é a região anal, devido à possibilidade de coito anal e proximidade com os genitais.

Deve ser considerada também a região oral, dermatológica.

Fatores que Complicam o Estado da Doença

A higiene local precária facilita a infecção pelo HPV.
O estado imunológico (resistência) da pessoa é de fundamental importância na evolução e/ou involução da infecção pelo HPV.
A utilização de medicamentos que diminuem a resistência do organismo facilita a persistência da doença, estão aí incluídos: corticóides, imunossupressores.
Carência de vitaminas: A, B, C estão incluídas como fatores de piora.
O tabagismo (fumo) propicia indiretamente a persistência e piora das lesões, devido aos seus componentes comprovadamente cancerígenos.
Uso de hormônios principalmente esteróides.
Durante a gravidez, na vigência de infecção HPV ativa, existe uma tendência de piora das lesões, principalmente do condiloma acuminado.

Fatores que Melhoram o Estado da Doença

-Bom estado nutricional,

- imunológico.

Diagnóstico Diferencial

Lesões inflamatórias: dermatite traumática, líquen plano, psoríase, dermatite seborréica, dermatite de contato, eczemas em geral.


Lesões infecciosas: molusco contagioso, herpes genital, candidíase, sífilis, Tínea. Lesões tumorais: angiofibroma, hiperplasia sebácea, adenomas, queratose seborréica, cisto de inclusão epidérmica, acrocórdon, Papulose bowenóide, Neoplasia.


HPV - Diagnósticos

• Genitoscopia: Colposcopia, Vaginoscopia, Vulvoscopia, Peniscopia, Uretroscopia,
Anuscopia;
• Citologia oncótica;
• Biópsia dirigida;
• Histologia;
• Biologia Molecular: Captura Híbrida, PCR, Hibridização;
• Outros.

Exames Indicado Conforme a Região Comprometido

GENITOSCOPIA - A genitoscopia é de fundamental importância, pois vai definir as áreas suspeitas onde deve ser realizada a biópsia para confirmar o diagnóstico.

Pode ser dividido em :

• COLPOSCOPIA

• VAGINOSCOPIA

• VULVOSCOPIA

• PENISCOPIA

• URETROSCOPIA

• ANUSCOPIA

E para finalizar a lista de exames podemos citar ainda:

- CITOLOGIA

- HISTOLOGIA

- BIOLOGIA MOLECULAR

- Imunohistoquímica

- Microscopia eletrônica

Sintomatologia

Na maior parte dos casos a infecção pelo HPV não ocasiona quase nenhum tipo de sintomatologia. Tanto a infecção subclínica quanto a lesão clínica - condiloma acuminado (verruga), causa na sua fase inicial coceira (prurido), referido pela maioria das pacientes como sensação de pinicadas, ou como algo "andando" por sobre a pele.
Quando em estágios avançados pode estar associado à infecção bacteriana secundária, o que ocasiona corrimento, dor, mal cheiro, sinais inflamatórios.
Na sua evolução e associação para as lesões displásicas, principalmente no colo do útero, pode ser relatada a presença de sangramento durante ou após o intercurso sexual.
Nas lesões que acometem o intróito vaginal, fúrcula, é comum a queixa de dor, sensação de ardor às relações sexuais.
As lesões podem se tornar extensas e volumosas, causando desconforto.
Devido ao crescimento exacerbado podem surgir complicações como ulceração, hemorragia e infecção secundária.

Características da Doença

A infecção do trato genital inferior é dividida em:

A • Clínica: é a forma vista a olho nu. O condiloma acuminado vulgarmente chamado "crista de galo", tem o aspecto de pequenas neoformações sésseis, papilares, múltiplas, cobertas por epitélio queratótico. Localizam-se nas áreas úmidas, particularmente naquelas expostas ao atrito durante o coito. Nas áreas com pêlos os condilomas tendem a ser mais queratóticos, menos papilares e semelhantes a verrugas comuns.


B• Subclínica: é a forma diagnosticada apenas com o uso do colposcópio e após a aplicação de ácido acético a 5%. É a forma mais freqüente da infecção pelo HPV no colo uterino. A infecção subclínica HPV no trato genital inferior pode estar associada à neoplasia intraepitelial do colo uterino, vagina, vulva, perianal, peniana.


C• Latente: é a forma identificada apenas através de hibridização do DNA em indivíduos com tecidos clínica e colposcopicamente normais.


D• Tumor de Bushke-Löwenstein: é lesão usualmente única, que atinge grande volume, tem crescimento lento, freqüentes recidivas, comporta-se de maneira maligna, invadindo e destruindo os tecidos profundos e causando fístulas, porém sem produzir metástases.



Neoplasia ou Câncer


A transformação direta para neoplasia da célula infectada pelo HPV é rara, mas pode ocorrer sem a passagem pela fase produtiva ou latente. Isso pode ocorrer nos indivíduos com doença persistente por longo período ou nos casos dos infectados por HPV de alto risco, havendo a sua progressão para NI (neoplasia intraepiteliais) e câncer (5-10% dos infectados).


Quanto mais precoce a exposição ao HPV, maior o risco de desenvolver a lesão. Também a ordem em que a infecção ocorre pode ser importante. Assim HPV de baixo risco poderia conferir imunidade para infecções subseqüentes por HPV de alto risco.
O tipo de HPV, a carga viral e a detecção persistente do HPV são compreendidos como marcadores importantes para o risco de progressão para câncer invasivo. Lesões por HPV 16 possuem risco significativamente aumentado para progressão quando comparadas com infecções de HPV de baixo risco, 6 e 11. Quando a doença precursora de alto grau (NIC II / III) ocorre com HPV de alto risco, isso ocorre em curto período de tempo (dentro de um ou dois anos).
Neoplasia Intra-epitelial Cervical (NIC) Neoplasia Intra-epitelial Vaginal (NIVA) Neoplasia Intra-epitelial Vulvar (NIV) Neoplasia Intra-epitelial Peniana (NIP)
HPV - Associação com Outras Infecções
A infecção pelo HPV está comumente associada à infecção por fungo (Candida albicans, glabrata), podendo coexistir com o herpes, tricomoníase, Chlamídia, Gardnerella.
Em pacientes imunodeprimidas (HIV positiva, transplantadas, em uso de imunossupressores, corticóides) a presença da infecção pelo HPV supera os 60%. Daí a necessidade de um controle rigoroso nesses pacientes devido à possibilidade de progressão da infecção para neoplasia.

Transmissão

As vias de transmissão do HPV são:

• Sexual
• Não sexual (familiar ou nosocomial por fomitos: toalhas, roupas íntimas, etc;
• Materno-fetal (gestacional, intra e periparto)



Na Gravidez

A infecção pelo HPV não impede uma gravidez.
As manifestações clínicas e subclínicas da infecção pelo HPV são mais evidentes nas gestantes. Devem ser pesquisadas durante a avaliação pré-natal rotineira, principalmente pelo exame ginecológico, perianal cuidadoso, feito periodicamente.
As infecções vaginais devem ser tratadas adequadamente. O tratamento das lesões clínicas (condilomas) deve ser realizado para evitar o seu crescimento e impedir posteriormente o parto transvaginal, constituindo-se tumor prévio.
O tratamento para as lesões externas pode ser feito com aplicações semanais de ácido tricloroacético (ATA) a 80%. A excisão cirúrgica e LASER de CO2 podem ser utilizados em lesões extensas, em idade gestacional de até 34-36 semanas.
Em condilomas muito extensos, disseminados, pode ser mais prudente postergar o tratamento para o fim do puerpério, quando as lesões deverão ter regredido. Nesses casos, o parto não deve ser realizado por via vaginal, pelo risco de sangramento e difícil hemostasia.
HPV - No Homem
A infecção pelo HPV no homem não é tão preocupante quanto na mulher porque o índice de câncer peniano e a sua relação com o HPV são muitos baixos. É preocupante a infecção no HPV no homem por ele ser um possível reservatório, portador são.
A maioria dos homens são encaminhados para peniscopia e diagnóstico da infecção pelo HPV através do ginecologista da mulher (parceira sexual).
Frente principalmente aos casos de persistência da infecção, recidiva e progressão que ocorre na mulher.
A sintomatologia é frustra, podendo ocorrer um leve prurido local, manchas claras ou escuras (progressão para uma neoplasia intra-epitelial), ou a presença da lesão clássica do condiloma acuminado (crista de galo).
As lesões pelo HPV no homem podem afetar o trato geniturinário desde a genitália externa até o trato urinário superior e a região perianal. A localização mais comum é no prepúcio interno: 60% a 90% dos casos; no corpo do pênis em 8% a 55%, na glande em 1% a 20%, no escroto em 5% a 20%.
A uretra é um reservatório natural para o HPV. Pode apresentar-se como mácula ou verruga que se exterioriza pelo meato.
O diagnóstico da infecção pelo HPV no homem é feito através da anamnese, exame clínico, peniscopia, citologia uretral, biópsia, histologia, biologia molecular.
O tratamento e cuidados no homem são idênticos ao da mulher. O seguimento após a fase de tratamento implica em retornos periódicos trimestrais/semestrais.



Tratamento

O tratamento do HPV pode ser feito através de diversos métodos, cada um com suas limitações e com variados grau de eficácia e aceitabilidade por parte da paciente. Estes métodos podem ser divididos em químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. Os métodos químicos mais utilizados são ácido tricloroacético a 80% - 90%, podofilina; quimioterápicos: 5 fluorouracil, interleucina 2; Imunoterápicos: Interferon alfa e beta, imiquimod e retinóides.
Dos métodos cirúrgicos temos curetagem, excisão com tesoura, excisão com bisturi, e os mais atuais que são excisão com alça de cirurgia de alta freqüência e o LASER. A associação entre métodos como por exemplo LASER e interferon tem se mostrado um tratamento com bons resultados.


VACINA CONTRA O HPV

Existe a estimativa de que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada, e que 75% das mulheres venham a contrair a infecção durante algum período das suas vidas.

Assustador não? Mas o fato é que a mulher ou o homem infectado pela DST só descubra a existência do HPV quando já é tarde demais. O pior é que na maioria dos casos o HPV não apresenta sintomas clínicos, ou seja, você pode ser um portador do HPV sem saber e, assim, ajudar a alastrar o vírus, e algumas pessoas desenvolverão alterações que podem evoluir para cancro.

Vacina para HPV

No Brasil, a vacina contra HPV está disponível para as mulheres. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para mulheres com idades entre 26 e 40. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.



domingo, 30 de maio de 2010

O que é Orgasmo ?



Qual e a diferença de um orgasmo seco e molhado?




Refiro-me ao orgamo femenino!!!

Durante o ato sexual a mulher é claro fica lubrificada, conforme a sua excitação. Mas o que você quer saber é se a mulher durante o orgasmo solta um liquido maior ou seja quase como se fosse uma ejaculação masculina.

A resposta é: algumas mulheres também expelem um líquido durante o orgasmo, algumas em quantidade pequena outras em quantidade menor. Isso aí varia de mulher para mulher.

Orgasmo masculino

Representa o grau máximo do prazer no masculino mas ainda está associado a muitos mitos.



O orgasmo é a conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual. Pode ser experimentado por ambos os sexos, dura apenas breves segundos e é sentido durante o ato sexual ou a masturbação, causando uma intensa excitação das zonas erógenas genitais. O orgasmo pode ser detectado com a ejaculação na maioria das espécies de mamíferos masculinos.

O orgasmo é caracterizado por intenso prazer físico, controlado pelo sistema nervoso autônomo, acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos inferiores, que rodeiam os órgãos sexuais e o ânus, sendo frequentemente associados a outras acções involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo, um sensação geral de euforia e, com freqüência, vocalizações.


Sua ausência de forma continua é considerado uma doença denominada de anorgasmia.

Na espécie humana, de maneira geral, tanto homens quanto mulheres podem sentir o orgasmo: nos homens, apresenta-se como um pico rápido de excitação seguido de ejaculação, e rápida queda na sensação de prazer; nas mulheres, pode consistir de um período mais extenso de sensação de prazer, pontuado por alguns picos de prazer (muitas vezes chamado de orgasmo múltiplo), mais intenso que nos homens, com decréscimo destas sensações mais lento do que nos parceiros. Nas mulheres, ainda, pode haver contrações musculares que causam expulsão de líquido através da vagina, caracterizando a ejaculação feminina. É um período que grande relaxamento e queda da pressão arterial, devido à liberação da prolactina.. Além de redução, temporária, das atividades do córtex cerebral.

Conseguir orgasmo

O orgasmo é atingido após a estimulação direta ou indireta do pênis ou do clitóris. Esta estimulação pode ser causada pela atividade sexual, masturbação, sexo oral, sexo não penetrativo, vibrador, ou por eletroestimulação. Qualquer estimulação sexual do pênis ou clitóris pode eventualmente resultar em um orgasmo, mas este também pode ser atingido pela estimulação de outras zonas erógenas, na ausência de estimulação física, pode-se chegar ao orgasmo através de estimulação psicológica .

O Orgasmo pode receber a s seguintes classificações :




a. Orgasmos múltiplos

b. Orgasmo espontâneo

c. Orgasmo vaginal

d. Orgasmo anal

e. Orgasmo mamário

f. Orgasmo seco

g. Orgasmo simultâneo

Vejamos cada um :

a. Orgasmos múltiplos

Orgasmos múltiplos ocorrem em alguns casos em que a mulher não tem um período de refração, ou ele é muito curto e, portanto, experimenta-se um segundo orgasmo logo após o primeiro; algumas mulheres podem até ter uma sequência de orgasmos consecutivos. Para algumas mulheres, o clitóris e os mamilos ficam muito sensíveis após o clímax, ocasionando que estimulações adicionais possam ser dolorosas. inspirações profundas, respiração rápida e continuação da estimulação podem ajudar a diminuir esta excitação.


Muitos homens que começaram a se masturbar ou tiveram outra actividade sexual antes da puberdade relatam terem sido capazes de ter múltiplos orgasmos sem ejacular. Jovens crianças do sexo masculino são capazes de ter múltiplos orgasmos devido à falta de período de refração, até a chegada da sua primeira ejaculação, enquanto para crianças do sexo feminino é sempre possível, mesmo após o início da puberdade. Algumas evidências indicam que o orgasmos antes da puberdade dos homens são qualitativamente similares ao orgasmo "normais" experimentados pelas mulheres, sugerindo que as alterações hormonais durante a puberdade têm uma forte influência sobre as características do orgasmo masculino.

b. Orgasmo espontâneo

O orgasmo pode ser espontâneo, parecendo que ocorrem sem haver prévia estimulação direta. Os primeiros relatos deste tipo de orgasmo provêm de pessoas que tiveram lesões da coluna vertebral . Embora a lesão da coluna vertebral muitas vezes leve à perda de certas sensações e a alterações da auto-percepção, uma pessoa com esta perturbação pode não estar privada de sexualidade, como estimulações sexuais e desejos eróticos.

Também se discute que algumas determinadas drogas antidepressoras podem provocar o clímax espontâneo como um efeito colateral.

c. Orgasmo vaginal

O "teoria dos dois orgasmos" (a crença de que no sexo feminino há um orgasmo vaginal e um orgasmo clitorial), foi criticada por feministas, como Ellen Ross e Rayna Rapp como uma "clara percepção masculina do corpo feminino". O conceito de orgasmo de natureza meramente vaginal foi postulada pela primeira vez por Sigmund Freud. Em 1905, Freud argumentou que o orgasmo clitorial era um fenômeno que ocorria em adolescentes, e após atingir a puberdade a resposta adequada das mulheres maduras mudava para o orgasmo vaginal. Embora Freud não tenha fornecido quaisquer provas para esta suposição básica, as conseqüências de teoria foram muito elaboradas, em parte porque muitas mulheres se sentiram inadequadas quando elas não conseguiam atingir orgasmo através da relação vaginal que envolveu pouca ou nenhuma estimulação clitorial.



Em 1966, Masters e Johnson publicaram o pivô da investigação sobre as fases de estimulação sexual. Seu trabalho incluiu homens e mulheres, e ao contrário de Alfred Kinsey anteriomenta (em 1948 e 1953), havia tentado determinar as fases fisiológico que ocorriam antes e depois orgasmo. Um dos resultados de Masters e Johnson foi a vinculação da idéia de que o orgasmo vaginal e clitorial seguiam nas mesmas fases das respostas físicas, mas também argumentaram que a estimulação clitoridiana é a principal fonte dos orgasmos.

Recentemente foi descoberto que o comprimento do clitóris estende-se para dentro do corpo, ao redor da vagina complicando as tentativas de distinguir o orgasmo clitorial dos vaginais.

Mais recentemente, a urologista Australiana, Dr. Helen O'Connell, utilizando a tecnologia MRI notou que existe uma relação direta entre as crus clitoris (crura ou pernas ou raízes do clitóris) e do tecido eréctil do bolbo clitorial e corpo, e distais uretra e vagina. Ela afirma que esta relação de interligação é a explicação fisiológica para o Ponto G e a experiência do orgasmo vaginal, tendo em vista que há a estimulação das partes internas do clitóris durante a penetração da vagina

d. Orgasmo anal

O orgasmo anal é um orgasmo originário da estimulação anal, como a de um dedo inserido, o pênis ou um brinquedo erótico. É ocasionado pela estimulação direta das terminações nervovas que irrigam o esfíncter, em especial do nervo pudendus dentre outros quatro principais nervos da região pélvica envolvidos no orgasmo, tanto masculino quanto feminino.

e. Orgasmo mamário

Um orgasmo mamário é um orgasmo feminino que é criado a partir da estimulação das mamas de uma mulher. Nem todas as mulheres conhecem essa consequência de quando os seios são estimulados, no entanto, algumas mulheres afirmam que a estimulação da área da mama durante a ato sexual e as preliminares, ou apenas o simples fato de terem seus seios acariciados, cria de ligeiro até a um intenso orgasmo. De acordo com um estudo que questionou 213 mulheres, 29% delas tiveram a experiência de terem um orgasmo de mama de uma vez ou mais vezes, enquanto outro estudo afirmou que apenas 1% de todas as mulheres tiveram a experiência de terem um orgasmo mamário.


Crê-se que um orgasmo ocorra, em parte, por causa do hormônio oxitocina, que é produzida no organismo durante a excitação e estimulação sexual e foi demonstrado que a oxitocina é produzida quando um dos mamilos é estimulado e tornar-se ereto.

f. Orgasmo seco

É possível atingir o orgasmo sem a ejaculação (orgasmo seco) ou ejacular sem atingir orgasmo. Alguns homens têm relatado ter múltiplos orgasmos consecutivos, particularmente sem ejaculação. Os homens que experimentam orgasmos secos muitas vezes podem ter múltiplos orgasmos, com a necessidade de um período de repouso, o período de refração, reduzido. Alguns homens são capazes de se masturbar por horas, e, em um momento, atingir orgasmo várias vezes.

O orgasmo seco também pode acontecer em pessoas que se submeteram a cirurgias de cancer, principalmente no Colon do Reto, no qual foi aplicado sessões de radioterapia e quimioterapia.O orgasmo pode ser estimulado via masturbação ou com parceira, mas não existe a ejaculação. São casos raros, mas existem.

g. Orgasmo simultâneo



O orgasmo simultâneo (também designado por orgasmo mútuo) é um clímax alcançado pelos parceiros sexuais, ao mesmo tempo, durante o ato sexual.

CURIOSIDADE

Dia do Orgasmo

O Dia Mundial do Orgasmo foi informalmente criado na Inglaterra no dia 31/07 ( TRINTA E UM DE JULHO ) por redes de sex shops.

Estas realizaram pesquisas que revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações.

Em termos de insatisfação sexual, os brasileiros não ficam longe. Estudo conduzido pelo Projeto de Sexualidade da USP (ProSex) detectou que 50% das brasileiras têm problemas.

Cerca de 12 milhões de homens sofreriam de alguma disfunção sexual.