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sexta-feira, 15 de julho de 2011

O QUE É H.P.V

HUMAN PAPILLOMA VIRUS ou H.P.V.

O papilomavírus humano (HPV, do inglês: "Human Papillomavirus") é considerado um vírus antigo, e na década de 1980, os progressos nas técnicas de biologia molecular permitiram descobrir que o HPV não era um vírus individual, pois já existiam mais de 70 subtipos diferentes.

Posteriormente se estabeleceu a natureza oncogênica de alguns deles. São os causadores das verrugas comuns, mas também de certos tumores malignos da pele e das mucosas, principalmente, o câncer do colo do útero.


Atualmente são conhecidos mais de 70 subtipos de HPV, dos quais 23 de localização genital. Estes subtipos de HPV são classificados quanto ao seu poder oncogênico (transformação maligna) em dois grupos:
1.) Os de alto poder oncogênico, dos quais os mais freqüentemente encontrados no trato
genital inferior são os subtipos 16 e 18;
2.) E os de baixo poder oncogênico, dos quais os mais comuns são 6 e 11.

A infecção genital pelo HPV tem sua maior incidência em pacientes com idade entre 20 e 40 anos, como uma doença da maturidade sexual, porém, também é encontrado em crianças e na pós-menopausa.
É a doença sexualmente transmissível (DST) viral mais frequente na população sexualmente ativa. Estima-se que cerca de 10 a 20% da população adulta sexualmente ativa tenha a infecção pelo HPV.

Observação:

A apresentação clínica clássica é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo ou verruga genital, venérea, que ocorre em 1% da população com infecção pelo HPV.
São mais comuns em pessoas sexualmente ativas com 20 e 24 anos, independentemente do tipo de HPV. Em crianças entre 2 e 11 anos que sofreram abuso sexual, os índices de DNA - HPV (33%) se aproximam dos encontrados em adolescentes sexualmente ativos pós-menarca (19-33%).
Não existem até o momento estudos conclusivos sobre a prevalência por um determinado tipo racial.
A associação entre atividade sexual e prevalência de HPV nem sempre é confirmada.
Ainda não se sabe quanto tempo o vírus resiste fora do organismo, por isso a possibilidade de transmissão por fomitos, sendo que nesses casos explica-se o desenvolvimento da infecção em mulheres e crianças sem atividade sexual.


Período de Incubação

Divide-se em 4 (quatro) fases a saber:

Fase (O) ou Fase de Inoculação: -O vírus penetra no novo hospedeiro através de microtraumatismos. Os virions progridem até a camada basal, atravessando a membrana citoplasmática.
O genoma viral é transportado para o núcleo, onde é traduzido e transcrito. Duas classes de proteínas são codificadas: proteínas transformadoras, que induzem funções na célula hospedeira, e proteínas reguladoras, que controlam a expressão dos genes virais.

Fase (I) ou Período de Incubação - O período de incubação do condiloma acuminado varia de 2-3 semanas a 8 meses e parece estar relacionado com a competência imunológica individual. A infectividade decresce com o tempo de duração das verrugas e com o grau de queratinização. O grau de infectividade pode estar relacionado com o tipo de lesão (carga viral).
As lesões subclínicas também podem infectar.
A progressão da fase de incubação para a de expressão ativa depende de três fatores: da permissividade celular, do tipo de vírus e do estado imunológico do hospedeiro.

Fase (II) ou Fase Precoce - É uma resposta imune adquirida que pode conter a infecção (regressão) ou ser insuficiente para eliminá-la (fase de expressão ativa), ocorre três meses após o surgimento das primeiras lesões.
Durante o estágio de contenção, os condilomas externos regridem espontaneamente em número significativo de indivíduos. Entretanto, na maioria dos casos, as lesões focais persistem, embora o surgimento de novos papilomas possa ser interrompido ou parcialmente bloqueado.

Fase (III) ou Fase Tardia - Em torno de nove meses após o aparecimento das primeiras lesões, pode surgir:

1. as que continuarão em remissão (potencialmente infectantes para seus
parceiros sexuais);
2. as que recidivarão, expressando doença ativa;
3. Progressão para lesões displásicas e câncer.

ATENÇÃO:

Estima-se que uma grande porcentagem de pessoas infectadas pelo HPV, adquirem o vírus após um único contato sexual, devido ao trauma durante o ato sexual.
As lesões causadas pelo HPV, ocorrem em áreas sujeitas a traumas, pois é necessário que existam lesões epiteliais para a penetração do vírus.

Locais de Acometimento

As verrugas genitais são em geral multicêntricas, e não apresentam distribuição uniforme. No homem as áreas mais comuns acometidas são: sulco balanoprepucial e prepúcio distal, glande e corona e corpo do pênis.
Na mulher as áreas mais acometidas são:

intróito vaginal / fúrcula, lábios menores e clitóris.

O colo uterino está comprometido em 6 a 8% dos casos.


A área extragenital mais freqüentemente envolvida é a região anal, devido à possibilidade de coito anal e proximidade com os genitais.

Deve ser considerada também a região oral, dermatológica.

Fatores que Complicam o Estado da Doença

A higiene local precária facilita a infecção pelo HPV.
O estado imunológico (resistência) da pessoa é de fundamental importância na evolução e/ou involução da infecção pelo HPV.
A utilização de medicamentos que diminuem a resistência do organismo facilita a persistência da doença, estão aí incluídos: corticóides, imunossupressores.
Carência de vitaminas: A, B, C estão incluídas como fatores de piora.
O tabagismo (fumo) propicia indiretamente a persistência e piora das lesões, devido aos seus componentes comprovadamente cancerígenos.
Uso de hormônios principalmente esteróides.
Durante a gravidez, na vigência de infecção HPV ativa, existe uma tendência de piora das lesões, principalmente do condiloma acuminado.

Fatores que Melhoram o Estado da Doença

-Bom estado nutricional,

- imunológico.

Diagnóstico Diferencial

Lesões inflamatórias: dermatite traumática, líquen plano, psoríase, dermatite seborréica, dermatite de contato, eczemas em geral.


Lesões infecciosas: molusco contagioso, herpes genital, candidíase, sífilis, Tínea. Lesões tumorais: angiofibroma, hiperplasia sebácea, adenomas, queratose seborréica, cisto de inclusão epidérmica, acrocórdon, Papulose bowenóide, Neoplasia.


HPV - Diagnósticos

• Genitoscopia: Colposcopia, Vaginoscopia, Vulvoscopia, Peniscopia, Uretroscopia,
Anuscopia;
• Citologia oncótica;
• Biópsia dirigida;
• Histologia;
• Biologia Molecular: Captura Híbrida, PCR, Hibridização;
• Outros.

Exames Indicado Conforme a Região Comprometido

GENITOSCOPIA - A genitoscopia é de fundamental importância, pois vai definir as áreas suspeitas onde deve ser realizada a biópsia para confirmar o diagnóstico.

Pode ser dividido em :

• COLPOSCOPIA

• VAGINOSCOPIA

• VULVOSCOPIA

• PENISCOPIA

• URETROSCOPIA

• ANUSCOPIA

E para finalizar a lista de exames podemos citar ainda:

- CITOLOGIA

- HISTOLOGIA

- BIOLOGIA MOLECULAR

- Imunohistoquímica

- Microscopia eletrônica

Sintomatologia

Na maior parte dos casos a infecção pelo HPV não ocasiona quase nenhum tipo de sintomatologia. Tanto a infecção subclínica quanto a lesão clínica - condiloma acuminado (verruga), causa na sua fase inicial coceira (prurido), referido pela maioria das pacientes como sensação de pinicadas, ou como algo "andando" por sobre a pele.
Quando em estágios avançados pode estar associado à infecção bacteriana secundária, o que ocasiona corrimento, dor, mal cheiro, sinais inflamatórios.
Na sua evolução e associação para as lesões displásicas, principalmente no colo do útero, pode ser relatada a presença de sangramento durante ou após o intercurso sexual.
Nas lesões que acometem o intróito vaginal, fúrcula, é comum a queixa de dor, sensação de ardor às relações sexuais.
As lesões podem se tornar extensas e volumosas, causando desconforto.
Devido ao crescimento exacerbado podem surgir complicações como ulceração, hemorragia e infecção secundária.

Características da Doença

A infecção do trato genital inferior é dividida em:

A • Clínica: é a forma vista a olho nu. O condiloma acuminado vulgarmente chamado "crista de galo", tem o aspecto de pequenas neoformações sésseis, papilares, múltiplas, cobertas por epitélio queratótico. Localizam-se nas áreas úmidas, particularmente naquelas expostas ao atrito durante o coito. Nas áreas com pêlos os condilomas tendem a ser mais queratóticos, menos papilares e semelhantes a verrugas comuns.


B• Subclínica: é a forma diagnosticada apenas com o uso do colposcópio e após a aplicação de ácido acético a 5%. É a forma mais freqüente da infecção pelo HPV no colo uterino. A infecção subclínica HPV no trato genital inferior pode estar associada à neoplasia intraepitelial do colo uterino, vagina, vulva, perianal, peniana.


C• Latente: é a forma identificada apenas através de hibridização do DNA em indivíduos com tecidos clínica e colposcopicamente normais.


D• Tumor de Bushke-Löwenstein: é lesão usualmente única, que atinge grande volume, tem crescimento lento, freqüentes recidivas, comporta-se de maneira maligna, invadindo e destruindo os tecidos profundos e causando fístulas, porém sem produzir metástases.



Neoplasia ou Câncer


A transformação direta para neoplasia da célula infectada pelo HPV é rara, mas pode ocorrer sem a passagem pela fase produtiva ou latente. Isso pode ocorrer nos indivíduos com doença persistente por longo período ou nos casos dos infectados por HPV de alto risco, havendo a sua progressão para NI (neoplasia intraepiteliais) e câncer (5-10% dos infectados).


Quanto mais precoce a exposição ao HPV, maior o risco de desenvolver a lesão. Também a ordem em que a infecção ocorre pode ser importante. Assim HPV de baixo risco poderia conferir imunidade para infecções subseqüentes por HPV de alto risco.
O tipo de HPV, a carga viral e a detecção persistente do HPV são compreendidos como marcadores importantes para o risco de progressão para câncer invasivo. Lesões por HPV 16 possuem risco significativamente aumentado para progressão quando comparadas com infecções de HPV de baixo risco, 6 e 11. Quando a doença precursora de alto grau (NIC II / III) ocorre com HPV de alto risco, isso ocorre em curto período de tempo (dentro de um ou dois anos).
Neoplasia Intra-epitelial Cervical (NIC) Neoplasia Intra-epitelial Vaginal (NIVA) Neoplasia Intra-epitelial Vulvar (NIV) Neoplasia Intra-epitelial Peniana (NIP)
HPV - Associação com Outras Infecções
A infecção pelo HPV está comumente associada à infecção por fungo (Candida albicans, glabrata), podendo coexistir com o herpes, tricomoníase, Chlamídia, Gardnerella.
Em pacientes imunodeprimidas (HIV positiva, transplantadas, em uso de imunossupressores, corticóides) a presença da infecção pelo HPV supera os 60%. Daí a necessidade de um controle rigoroso nesses pacientes devido à possibilidade de progressão da infecção para neoplasia.

Transmissão

As vias de transmissão do HPV são:

• Sexual
• Não sexual (familiar ou nosocomial por fomitos: toalhas, roupas íntimas, etc;
• Materno-fetal (gestacional, intra e periparto)



Na Gravidez

A infecção pelo HPV não impede uma gravidez.
As manifestações clínicas e subclínicas da infecção pelo HPV são mais evidentes nas gestantes. Devem ser pesquisadas durante a avaliação pré-natal rotineira, principalmente pelo exame ginecológico, perianal cuidadoso, feito periodicamente.
As infecções vaginais devem ser tratadas adequadamente. O tratamento das lesões clínicas (condilomas) deve ser realizado para evitar o seu crescimento e impedir posteriormente o parto transvaginal, constituindo-se tumor prévio.
O tratamento para as lesões externas pode ser feito com aplicações semanais de ácido tricloroacético (ATA) a 80%. A excisão cirúrgica e LASER de CO2 podem ser utilizados em lesões extensas, em idade gestacional de até 34-36 semanas.
Em condilomas muito extensos, disseminados, pode ser mais prudente postergar o tratamento para o fim do puerpério, quando as lesões deverão ter regredido. Nesses casos, o parto não deve ser realizado por via vaginal, pelo risco de sangramento e difícil hemostasia.
HPV - No Homem
A infecção pelo HPV no homem não é tão preocupante quanto na mulher porque o índice de câncer peniano e a sua relação com o HPV são muitos baixos. É preocupante a infecção no HPV no homem por ele ser um possível reservatório, portador são.
A maioria dos homens são encaminhados para peniscopia e diagnóstico da infecção pelo HPV através do ginecologista da mulher (parceira sexual).
Frente principalmente aos casos de persistência da infecção, recidiva e progressão que ocorre na mulher.
A sintomatologia é frustra, podendo ocorrer um leve prurido local, manchas claras ou escuras (progressão para uma neoplasia intra-epitelial), ou a presença da lesão clássica do condiloma acuminado (crista de galo).
As lesões pelo HPV no homem podem afetar o trato geniturinário desde a genitália externa até o trato urinário superior e a região perianal. A localização mais comum é no prepúcio interno: 60% a 90% dos casos; no corpo do pênis em 8% a 55%, na glande em 1% a 20%, no escroto em 5% a 20%.
A uretra é um reservatório natural para o HPV. Pode apresentar-se como mácula ou verruga que se exterioriza pelo meato.
O diagnóstico da infecção pelo HPV no homem é feito através da anamnese, exame clínico, peniscopia, citologia uretral, biópsia, histologia, biologia molecular.
O tratamento e cuidados no homem são idênticos ao da mulher. O seguimento após a fase de tratamento implica em retornos periódicos trimestrais/semestrais.



Tratamento

O tratamento do HPV pode ser feito através de diversos métodos, cada um com suas limitações e com variados grau de eficácia e aceitabilidade por parte da paciente. Estes métodos podem ser divididos em químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. Os métodos químicos mais utilizados são ácido tricloroacético a 80% - 90%, podofilina; quimioterápicos: 5 fluorouracil, interleucina 2; Imunoterápicos: Interferon alfa e beta, imiquimod e retinóides.
Dos métodos cirúrgicos temos curetagem, excisão com tesoura, excisão com bisturi, e os mais atuais que são excisão com alça de cirurgia de alta freqüência e o LASER. A associação entre métodos como por exemplo LASER e interferon tem se mostrado um tratamento com bons resultados.


VACINA CONTRA O HPV

Existe a estimativa de que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada, e que 75% das mulheres venham a contrair a infecção durante algum período das suas vidas.

Assustador não? Mas o fato é que a mulher ou o homem infectado pela DST só descubra a existência do HPV quando já é tarde demais. O pior é que na maioria dos casos o HPV não apresenta sintomas clínicos, ou seja, você pode ser um portador do HPV sem saber e, assim, ajudar a alastrar o vírus, e algumas pessoas desenvolverão alterações que podem evoluir para cancro.

Vacina para HPV

No Brasil, a vacina contra HPV está disponível para as mulheres. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para mulheres com idades entre 26 e 40. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.



sexta-feira, 30 de julho de 2010

MENSTRUAÇÃO

Ciclo Menstrual

01. MESNSTRUAÇÃO











02. DESCAMAÇÃO

Ainda enquanto o endométrio descama, o hormônio FSH (folículo estimulante) começa a ser secretado em maior quantidade pela hipófise (glândula situada no cérebro), fazendo com que se desenvolvam os folículos ovarianos (bolsas de líquido que contém os óvulos ou oócitos). Perto do 7º dia do ciclo, o FSH começa a diminuir e, com a falta desse hormônio, alguns folículos param de crescer e morrem. Por isso, em cada ciclo menstrual, de todos aqueles folículos recrutados (que começam a crescer), apenas um (raramente dois) se desenvolve até o fim e vai ovular.

03. O folículo começa a crescer mais ou menos a partir do sétimo dia do ciclo. Durante seu crescimento, secreta quantidades cada vez maiores de estradiol, que é um hormônio feminino. Este hormônio produz as seguintes alterações na mulher:

  • estimula o crescimento do endométrio: depois da menstruação, o endométrio é muito fino. Conforme a secreção de estradiol vai aumentando, começa a se tornar espesso e se preparar para a implantação do embrião.


  • estimula a secreção de muco pelo canal cervical: quanto mais estradiol é secretado, mais o muco tende a ficar receptivo ao espermatozóide.

Quando a quantidade de estradiol no sangue é máxima, o endométrio atinge também o máximo crescimento e o muco se torna ótimo para ser penetrado pelo espermatozóide. Nessa ocasião, é estimulada a secreção de um hormônio da hipófise: o hormônio luteinizante (LH). O LH aumenta muito depressa no sangue e atinge o máximo (pico de LH). Algumas horas após, ocorre a ovulação. Muito do LH secretado é retirado pelos rins e sai na urina. Por isso, a medida de LH na urina pode ser utilizada para detectar um período muito próximo da ovulação. Em média, a ovulação ocorre no décimo quarto dia do ciclo menstrual (mas pode ocorrer antes ou depois, sem que isso impeça a gravidez).


Estou ovulando?

- algumas formas de conhecer o intervalo de dias dentro do qual acontece a ovulação estão descritos abaixo. A precisão e simplicidade de cada um varia, não existindo uma forma de determinar a ovulação com precisão absoluta.



  • dor no baixo abdomen: dentre as muitas causas de dor, uma delas é a ovulação, especialmente se a dor acontecer mais ou menos 14 dias antes da próxima menstruação.

  • secreção de muco cervical: é a saída, pela vagina, de uma secreção que parece com clara de ovo. Isto acontece, aproximadamente, entre um dia antes até um dia depois da ovulação.

  • temperatura do corpo: perto da ovulação, a temperatura do corpo aumenta em até meio grau centígrado. É preciso, então, tirar a temperatura todos os dias (de preferência antes de levantar-se, pela manhã, colocando o termômetro sob a língua), para saber o dia do aumento. Este aumento pode acontecer, aproximadamente, de dois dias antes até dois dias depois da ovulação.

  • testes de hormônios: existem testes desenvolvidos para detectar, na urina, o aumento do hormônio LH, que precede de mais ou menos um dia a ovulação.


Após a ovulação, o folículo se transforma numa estrutura chamada corpo lúteo, e passa a fabricar, além do estradiol, o hormônio progesterona, que vai terminar o preparo do endométrio para a implantação do embrião. Mais ou menos entre o sexto e o oitavo dias após a ovulação, o nível de progesterona no sangue atinge o máximo, e a medida deste hormônio no sangue, se for baixa, é causa de infertilidade. Ainda não se conhece com toda a precisão o dia da implantação do embrião: parece acontecer de cinco a dez dias após a ovulação. Se não ocorre implantação, então a progesterona e o estradiol param de ser fabricados pelo corpo lúteo, seu nível diminue no sangue e se inicia outra menstruação.




O Mito da Menstruação


Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra. Diz a música de Rita Lee.


Apesar disso, a menstruação ainda é cercada de dúvidas.


Se outros seres se resolvessem estudar o organismo da mulher, esse bicho esquisito que todo santo mês sangra deliberadamente e não morre por causa disso. Mas, para nós terráqueos, isso é o que há de mais normal: odiada, irregular, ignorada, dolorosa – mas, cá entre nós, nunca adorada – a menstruação faz parte da vida de todos nós, homens e mulheres. Afinal, ela tem um papel fundamental na nossa existência e até na nossa convivência.


Apesar de ser um acontecimento corriqueiro, muitas mulheres não sabem ao certo o que acontece no organismo "naqueles dias" e, por isso, algumas vezes, sobra filosofia e falta informação.

Na realidade, a menstruação faz parte da preparação pela qual o organismo feminino passa para engravidar.


Para esperar que o óvulo seja fecundado, a mucosa que reveste o útero vai engrossando. Se não acontece a fecundação, a mucosa fica sem função e se desfaz, saindo do organismo numa mistura de sangue, óvulos e outras substâncias. Aí, acontece a menstruação.


Em geral, ela acontece pela primeira vez na vida de uma mulher entre os 9 e 16 anos, mais freqüentemente na faixa dos 10 aos 12. "Antigamente, a menstruação ocorria lá pelos 17, 18 anos. Era até comum mulheres de 20 anos que ainda não tinham menstruado. Não se sabe dizer exatamente porque ela se tornou mais precoce mas, muito provavelmente, isso se deve a fatores nutricionais. Essa foi a única mudança orgânica pela qual a menstruação passou. As transformações ficaram mais no campo comportamental. "Com o tempo, ela passou a ser vista de uma outra maneira. Os antigos, ao verem as mulheres sangrando sem morrer, acreditavam que aquele líquido da menstruação era sagrado. Depois, já nas civilizações modernas, as mulheres que menstruavam eram recolhidas, não saíam de casa, isso cercava a menstruação de muito mistério.


E até os anos 50, as funcionárias públicas brasileiras tinham direito a uma folga de três dias por mês para ficar de repouso".


Muito das mudanças na maneira de encarar a menstruação se deve ao advento dos absorventes íntimos, que tornaram aqueles fatídicos dias de goteira praticamente iguais aos outros para a mulher menstruada. "Não consigo imaginar como eram aquelas tais toalhinhas que se usavam antes de o modess aparecer.


"Era uma coisa terrível, vazava. E conforme as toalhinhas eram lavadas, elas iam ficando duras, arranhavam. Mesmo os primeiros absorventes eram horríveis, uns trambolhos enormes, desconfortáveis.


Com os avanços da tecnologia, nos dias de hoje, felizmente os problemas da menstruação se resumem ao tenebroso período que a antecede. "Durante o período menstrual, acontece um aumento muito grande da produção de hormônios. A progesterona aumenta e o estrógeno diminui. É essa alteração que mexe com o humor da mulher no caso da TPM, que bate uns cinco dias antes, fazem os seios doerem, aparecerem espinhas no rosto. No caso das cólicas, a responsável por elas é uma substância chamada prostaglandina, que contrai o útero para expulsar o sangue menstrual. Não é à toa que muitas mulheres se sentem como se estivessem sendo espremidas por dentro.


Como fugir da menstruação é fugir do próprio corpo, o melhor a fazer para se ver livre dos incômodos é se ater aos desesperadores sintomas que vêm com ela de brinde.

Isso pode ser feito durante as refeições e aconselha alimentos que devem ser consumidos para amenizar os desconfortos. "Durante toda o período menstrual, é bom evitar o sal em excesso, que aumenta o inchaço. Na primeira semana, para diminuir as cólicas, alimentos com alta concentração de zinco, como vegetais verde-escuros, e de cálcio, como o leite ou um chá de camomila devem ser consumidos. A soja também pode ajudar a diminuir os efeitos da TPM, já que ela tem substâncias com a mesma função do estrógeno", recomenda.

Um bom condicionamento físico tonifica os músculos e diminui as dores.

Entretanto, mesmo com tanto sofrimento, a menstruação é sinal de saúde. Por mais que a sua chegada não seja exatamente comemorada com fogos e bandinha de música, ela é absolutamente necessária para o funcionamento do organismo. Portanto, se há algo de errado com ela, não deixe de procurar um especialista. "Existe um número grande de mulheres que param de menstruar por alguma disfunção e não vão ao médico porque encaram a menstruação como um suplício. É preciso vê-la como uma manifestação saudável e procurar diminuir ao máximo os incômodos, o que é perfeitamente possível adotando um estilo de vida ativo".

Para conviver com a menstruação, só sendo muito mulher mesmo.


domingo, 23 de maio de 2010

Mulher : Mioma Uterino

Mioma Uterino

01. Definição :

O mioma uterino é uma patologia benigna que acomete as mulheres no período reprodutivo.Pode ser achado num exame ginecológico de rotina, ou num exame onde a paciente procura o médico por estar apresentando sangramento acima do padrão normal do seu ciclo menstrual.

Os miomas uterinos são os tumores benignos mais freqüentes do aparelho genital feminino. Podem incidir na mulher em qualquer idade, sendo mais freqüentes a partir dos 35 anos de idade.

Raramente podem se tornar malignos, sendo esta ocorrência em torno de 1 caso de transformação maligna, em 1000. Os miomas podem ter como principais sintomas sangramento transvaginal, dor pélvica, perdas gravídicas de repetição e até infertilidade. Podem também não apresentar sintomas.

Observação :

Os miomas são, sem sombra de dúvida, os tumores uterinos benignos mais freqüentes, acometendo 20% das mulheres no período reprodutivo, podendo aumentar para 50%, dependendo do grupo de mulheres estudadas. Predomina em mulheres afro-americanas se comparadas às mulheres brancas.

Alterações

Os miomas podem apresentar algumas alterações. Entre elas podemos destacar, as degenerações: hialina, cística, mucóide, vermelha, gordurosa, calcificação e a degeneração sarcomatosa que é a degeneração maligna dos miomas.



A degeneração vermelha, também conhecida como degeneração carnosa é mais comum no período da gravidez e ocorre com mais freqüência nos miomas intramurais. É uma degeneração que pode levar à ruptura com sangramento e choque, constituindo um quadro bastante dramático.



A calcificação ocorre após necrose do mioma, degeneração gordurosa e nas pacientes na menopausa. Eles podem ser vistos no ultra-som e no RX, sendo um motivo de grande angústia para as pacientes que muitas vezes julgam tratar de malignização, porém esta é uma degeneração benigna dos miomas, não devendo ser motivo de preocupação, lembra.



A degeneração sarcomatosa é a degeneração malígna do mioma, no entanto, sua ocorrência é bastante baixa, ficando, segundo alguns autores, na ordem de 0,5%. Devido a isso, o médico explica que é consenso entre os ginecologistas que, esta possibilidade de malignização, isoladamente não é motivo para se indicar a cirurgia dos miomas.



02. Sinonimia:

a) fibroma,

b) leiomioma.



03. Localização:



Mais frequente no corpo uterino. Em media 5% se localize no colo uterino Anatomicamente o útero está dividido em 2 partes:
a)corpo uterino
b)colo uterino.


04. Classificação dos Miomas Uterinos :

· Intramurais

· Subserosos

· Submucosos.

Os que causam mais sangramento são os miomas submucosos.
Os submucosos e os intramurais, tem relação com a infertilidade.

Curiosidade:

Os miomas subserosos, crescem para fora do útero e normalmente não irão causar alterações menstruais, porém podem levar a dor por comprimir outras estruturas próximas, bem como, a sensação de peso na barriga quando são miomas muito grandes. Eles podem estar localizados ainda no ligamento largo - um local de difícil resolução cirúrgica, caso seja necessário a sua retirada.



Os miomas intramurais se encontram na intimidade da parede do útero, ou seja, na espessura da parede, podendo causar alterações menstruais e aumento do volume uterino. Já os miomas submucosos se localizam no interior da cavidade uterina alterando as menstruações, e levando a um aumento. Isto acontece, muitas vezes de forma acentuada na quantidade de menstruação durante este período, podendo também levar às irregularidades menstruais.


Hoje em dia, a grande maioria de casos de miomas subserosos podem ser resolvidos por uma técnica cirúrgica, onde não há necessidade de cortes na barriga, denominada histeroscopia”. A histeroscopia, serve tanto para cirurgia quanto para exame quando não se tem certeza do diagnóstico.


05. Sintomas:

Os miomas podem causar diversos sintomas dependendo da sua localização e seu tamanho como: dor no período menstrual – chamado de dismenorréia – um sangramento uterino anormal, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais chamada de dispareunia, sensação de peso na barriga, urinar com mais freqüência, obstrução da uretra, saída do mioma submucoso pelo colo uterino. Porém, estima-se que na grande maioria das vezes não causam sintomas, sendo diagnosticados por acaso em um exame de rotina.


Pode ser assintomático, um achado num exame ginecologico,de rotina, detectando uma formação nodular. Mas dependendo do tamanho, da localização, a paciente refere os seguintes sintomas:

· sangramento genital aumentado , com presença de coágulos

· dor pelvica.+ cólicas no periodo menstrual e pré-menstrual

· peso no baixo ventre

· constipação por compressão do intestino(porção retal)..

· dor no ato sexual.

· massa palpável no abdomem,quando em decúbito

· compressão da bexiga.


06. Complicação.


Como o fluxo esta aumentado , a paciente apresenta um quadro de Anemia Pode levar a abortamentos, deformidade anatômica uterina prematuridade, descolamento de placenta


07. Relação com a menopausa:



Tendem a diminuir de tamanho.




Relação com a gravidez: Aumentam com a gravidez.


Diagnóstico :

O diagnóstico do mioma é feito através da anamnese, exame físico detalhado e exames complementares. A paciente poderá vir à consulta devido aos sinais e sintomas causados pelos miomas, ou como na maioria das vezes em uma consulta de rotina. Neste momento poderemos fazer um diagnóstico de mioma.



Na anamnese, portanto deve-se perguntar sobre alterações da fertilidade, alterações urinárias e intestinais, dor, etc.

Neste caso, é feita a opção de exames como:

a) a ultra-sonografia,

b) RX,

c) histeroscopia,

d) laparoscopia, curetagem,

e) toque sob anestesia,

Como exames complementares.


09. TRATAMENTO.


Clinico Cirúrgico:

· Miomectomia(extirpação do mioma)

· Histerectomia subtotal(retirada com útero com preservação do colo)

· Histerectomia total(retirada do útero)

· Embolização(preservação do útero). técnica recente. para tratamento.

A conduta quanto ao tratamento clínico ou cirúrgico, a técnica utilizada, depende do profissional médico.

Observação :

As maiores causas de indicação de remoção cirúrgica são o sangramento uterino anormal, infertilidade e dor pélvica.