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sexta-feira, 15 de julho de 2011

O QUE É H.P.V

HUMAN PAPILLOMA VIRUS ou H.P.V.

O papilomavírus humano (HPV, do inglês: "Human Papillomavirus") é considerado um vírus antigo, e na década de 1980, os progressos nas técnicas de biologia molecular permitiram descobrir que o HPV não era um vírus individual, pois já existiam mais de 70 subtipos diferentes.

Posteriormente se estabeleceu a natureza oncogênica de alguns deles. São os causadores das verrugas comuns, mas também de certos tumores malignos da pele e das mucosas, principalmente, o câncer do colo do útero.


Atualmente são conhecidos mais de 70 subtipos de HPV, dos quais 23 de localização genital. Estes subtipos de HPV são classificados quanto ao seu poder oncogênico (transformação maligna) em dois grupos:
1.) Os de alto poder oncogênico, dos quais os mais freqüentemente encontrados no trato
genital inferior são os subtipos 16 e 18;
2.) E os de baixo poder oncogênico, dos quais os mais comuns são 6 e 11.

A infecção genital pelo HPV tem sua maior incidência em pacientes com idade entre 20 e 40 anos, como uma doença da maturidade sexual, porém, também é encontrado em crianças e na pós-menopausa.
É a doença sexualmente transmissível (DST) viral mais frequente na população sexualmente ativa. Estima-se que cerca de 10 a 20% da população adulta sexualmente ativa tenha a infecção pelo HPV.

Observação:

A apresentação clínica clássica é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo ou verruga genital, venérea, que ocorre em 1% da população com infecção pelo HPV.
São mais comuns em pessoas sexualmente ativas com 20 e 24 anos, independentemente do tipo de HPV. Em crianças entre 2 e 11 anos que sofreram abuso sexual, os índices de DNA - HPV (33%) se aproximam dos encontrados em adolescentes sexualmente ativos pós-menarca (19-33%).
Não existem até o momento estudos conclusivos sobre a prevalência por um determinado tipo racial.
A associação entre atividade sexual e prevalência de HPV nem sempre é confirmada.
Ainda não se sabe quanto tempo o vírus resiste fora do organismo, por isso a possibilidade de transmissão por fomitos, sendo que nesses casos explica-se o desenvolvimento da infecção em mulheres e crianças sem atividade sexual.


Período de Incubação

Divide-se em 4 (quatro) fases a saber:

Fase (O) ou Fase de Inoculação: -O vírus penetra no novo hospedeiro através de microtraumatismos. Os virions progridem até a camada basal, atravessando a membrana citoplasmática.
O genoma viral é transportado para o núcleo, onde é traduzido e transcrito. Duas classes de proteínas são codificadas: proteínas transformadoras, que induzem funções na célula hospedeira, e proteínas reguladoras, que controlam a expressão dos genes virais.

Fase (I) ou Período de Incubação - O período de incubação do condiloma acuminado varia de 2-3 semanas a 8 meses e parece estar relacionado com a competência imunológica individual. A infectividade decresce com o tempo de duração das verrugas e com o grau de queratinização. O grau de infectividade pode estar relacionado com o tipo de lesão (carga viral).
As lesões subclínicas também podem infectar.
A progressão da fase de incubação para a de expressão ativa depende de três fatores: da permissividade celular, do tipo de vírus e do estado imunológico do hospedeiro.

Fase (II) ou Fase Precoce - É uma resposta imune adquirida que pode conter a infecção (regressão) ou ser insuficiente para eliminá-la (fase de expressão ativa), ocorre três meses após o surgimento das primeiras lesões.
Durante o estágio de contenção, os condilomas externos regridem espontaneamente em número significativo de indivíduos. Entretanto, na maioria dos casos, as lesões focais persistem, embora o surgimento de novos papilomas possa ser interrompido ou parcialmente bloqueado.

Fase (III) ou Fase Tardia - Em torno de nove meses após o aparecimento das primeiras lesões, pode surgir:

1. as que continuarão em remissão (potencialmente infectantes para seus
parceiros sexuais);
2. as que recidivarão, expressando doença ativa;
3. Progressão para lesões displásicas e câncer.

ATENÇÃO:

Estima-se que uma grande porcentagem de pessoas infectadas pelo HPV, adquirem o vírus após um único contato sexual, devido ao trauma durante o ato sexual.
As lesões causadas pelo HPV, ocorrem em áreas sujeitas a traumas, pois é necessário que existam lesões epiteliais para a penetração do vírus.

Locais de Acometimento

As verrugas genitais são em geral multicêntricas, e não apresentam distribuição uniforme. No homem as áreas mais comuns acometidas são: sulco balanoprepucial e prepúcio distal, glande e corona e corpo do pênis.
Na mulher as áreas mais acometidas são:

intróito vaginal / fúrcula, lábios menores e clitóris.

O colo uterino está comprometido em 6 a 8% dos casos.


A área extragenital mais freqüentemente envolvida é a região anal, devido à possibilidade de coito anal e proximidade com os genitais.

Deve ser considerada também a região oral, dermatológica.

Fatores que Complicam o Estado da Doença

A higiene local precária facilita a infecção pelo HPV.
O estado imunológico (resistência) da pessoa é de fundamental importância na evolução e/ou involução da infecção pelo HPV.
A utilização de medicamentos que diminuem a resistência do organismo facilita a persistência da doença, estão aí incluídos: corticóides, imunossupressores.
Carência de vitaminas: A, B, C estão incluídas como fatores de piora.
O tabagismo (fumo) propicia indiretamente a persistência e piora das lesões, devido aos seus componentes comprovadamente cancerígenos.
Uso de hormônios principalmente esteróides.
Durante a gravidez, na vigência de infecção HPV ativa, existe uma tendência de piora das lesões, principalmente do condiloma acuminado.

Fatores que Melhoram o Estado da Doença

-Bom estado nutricional,

- imunológico.

Diagnóstico Diferencial

Lesões inflamatórias: dermatite traumática, líquen plano, psoríase, dermatite seborréica, dermatite de contato, eczemas em geral.


Lesões infecciosas: molusco contagioso, herpes genital, candidíase, sífilis, Tínea. Lesões tumorais: angiofibroma, hiperplasia sebácea, adenomas, queratose seborréica, cisto de inclusão epidérmica, acrocórdon, Papulose bowenóide, Neoplasia.


HPV - Diagnósticos

• Genitoscopia: Colposcopia, Vaginoscopia, Vulvoscopia, Peniscopia, Uretroscopia,
Anuscopia;
• Citologia oncótica;
• Biópsia dirigida;
• Histologia;
• Biologia Molecular: Captura Híbrida, PCR, Hibridização;
• Outros.

Exames Indicado Conforme a Região Comprometido

GENITOSCOPIA - A genitoscopia é de fundamental importância, pois vai definir as áreas suspeitas onde deve ser realizada a biópsia para confirmar o diagnóstico.

Pode ser dividido em :

• COLPOSCOPIA

• VAGINOSCOPIA

• VULVOSCOPIA

• PENISCOPIA

• URETROSCOPIA

• ANUSCOPIA

E para finalizar a lista de exames podemos citar ainda:

- CITOLOGIA

- HISTOLOGIA

- BIOLOGIA MOLECULAR

- Imunohistoquímica

- Microscopia eletrônica

Sintomatologia

Na maior parte dos casos a infecção pelo HPV não ocasiona quase nenhum tipo de sintomatologia. Tanto a infecção subclínica quanto a lesão clínica - condiloma acuminado (verruga), causa na sua fase inicial coceira (prurido), referido pela maioria das pacientes como sensação de pinicadas, ou como algo "andando" por sobre a pele.
Quando em estágios avançados pode estar associado à infecção bacteriana secundária, o que ocasiona corrimento, dor, mal cheiro, sinais inflamatórios.
Na sua evolução e associação para as lesões displásicas, principalmente no colo do útero, pode ser relatada a presença de sangramento durante ou após o intercurso sexual.
Nas lesões que acometem o intróito vaginal, fúrcula, é comum a queixa de dor, sensação de ardor às relações sexuais.
As lesões podem se tornar extensas e volumosas, causando desconforto.
Devido ao crescimento exacerbado podem surgir complicações como ulceração, hemorragia e infecção secundária.

Características da Doença

A infecção do trato genital inferior é dividida em:

A • Clínica: é a forma vista a olho nu. O condiloma acuminado vulgarmente chamado "crista de galo", tem o aspecto de pequenas neoformações sésseis, papilares, múltiplas, cobertas por epitélio queratótico. Localizam-se nas áreas úmidas, particularmente naquelas expostas ao atrito durante o coito. Nas áreas com pêlos os condilomas tendem a ser mais queratóticos, menos papilares e semelhantes a verrugas comuns.


B• Subclínica: é a forma diagnosticada apenas com o uso do colposcópio e após a aplicação de ácido acético a 5%. É a forma mais freqüente da infecção pelo HPV no colo uterino. A infecção subclínica HPV no trato genital inferior pode estar associada à neoplasia intraepitelial do colo uterino, vagina, vulva, perianal, peniana.


C• Latente: é a forma identificada apenas através de hibridização do DNA em indivíduos com tecidos clínica e colposcopicamente normais.


D• Tumor de Bushke-Löwenstein: é lesão usualmente única, que atinge grande volume, tem crescimento lento, freqüentes recidivas, comporta-se de maneira maligna, invadindo e destruindo os tecidos profundos e causando fístulas, porém sem produzir metástases.



Neoplasia ou Câncer


A transformação direta para neoplasia da célula infectada pelo HPV é rara, mas pode ocorrer sem a passagem pela fase produtiva ou latente. Isso pode ocorrer nos indivíduos com doença persistente por longo período ou nos casos dos infectados por HPV de alto risco, havendo a sua progressão para NI (neoplasia intraepiteliais) e câncer (5-10% dos infectados).


Quanto mais precoce a exposição ao HPV, maior o risco de desenvolver a lesão. Também a ordem em que a infecção ocorre pode ser importante. Assim HPV de baixo risco poderia conferir imunidade para infecções subseqüentes por HPV de alto risco.
O tipo de HPV, a carga viral e a detecção persistente do HPV são compreendidos como marcadores importantes para o risco de progressão para câncer invasivo. Lesões por HPV 16 possuem risco significativamente aumentado para progressão quando comparadas com infecções de HPV de baixo risco, 6 e 11. Quando a doença precursora de alto grau (NIC II / III) ocorre com HPV de alto risco, isso ocorre em curto período de tempo (dentro de um ou dois anos).
Neoplasia Intra-epitelial Cervical (NIC) Neoplasia Intra-epitelial Vaginal (NIVA) Neoplasia Intra-epitelial Vulvar (NIV) Neoplasia Intra-epitelial Peniana (NIP)
HPV - Associação com Outras Infecções
A infecção pelo HPV está comumente associada à infecção por fungo (Candida albicans, glabrata), podendo coexistir com o herpes, tricomoníase, Chlamídia, Gardnerella.
Em pacientes imunodeprimidas (HIV positiva, transplantadas, em uso de imunossupressores, corticóides) a presença da infecção pelo HPV supera os 60%. Daí a necessidade de um controle rigoroso nesses pacientes devido à possibilidade de progressão da infecção para neoplasia.

Transmissão

As vias de transmissão do HPV são:

• Sexual
• Não sexual (familiar ou nosocomial por fomitos: toalhas, roupas íntimas, etc;
• Materno-fetal (gestacional, intra e periparto)



Na Gravidez

A infecção pelo HPV não impede uma gravidez.
As manifestações clínicas e subclínicas da infecção pelo HPV são mais evidentes nas gestantes. Devem ser pesquisadas durante a avaliação pré-natal rotineira, principalmente pelo exame ginecológico, perianal cuidadoso, feito periodicamente.
As infecções vaginais devem ser tratadas adequadamente. O tratamento das lesões clínicas (condilomas) deve ser realizado para evitar o seu crescimento e impedir posteriormente o parto transvaginal, constituindo-se tumor prévio.
O tratamento para as lesões externas pode ser feito com aplicações semanais de ácido tricloroacético (ATA) a 80%. A excisão cirúrgica e LASER de CO2 podem ser utilizados em lesões extensas, em idade gestacional de até 34-36 semanas.
Em condilomas muito extensos, disseminados, pode ser mais prudente postergar o tratamento para o fim do puerpério, quando as lesões deverão ter regredido. Nesses casos, o parto não deve ser realizado por via vaginal, pelo risco de sangramento e difícil hemostasia.
HPV - No Homem
A infecção pelo HPV no homem não é tão preocupante quanto na mulher porque o índice de câncer peniano e a sua relação com o HPV são muitos baixos. É preocupante a infecção no HPV no homem por ele ser um possível reservatório, portador são.
A maioria dos homens são encaminhados para peniscopia e diagnóstico da infecção pelo HPV através do ginecologista da mulher (parceira sexual).
Frente principalmente aos casos de persistência da infecção, recidiva e progressão que ocorre na mulher.
A sintomatologia é frustra, podendo ocorrer um leve prurido local, manchas claras ou escuras (progressão para uma neoplasia intra-epitelial), ou a presença da lesão clássica do condiloma acuminado (crista de galo).
As lesões pelo HPV no homem podem afetar o trato geniturinário desde a genitália externa até o trato urinário superior e a região perianal. A localização mais comum é no prepúcio interno: 60% a 90% dos casos; no corpo do pênis em 8% a 55%, na glande em 1% a 20%, no escroto em 5% a 20%.
A uretra é um reservatório natural para o HPV. Pode apresentar-se como mácula ou verruga que se exterioriza pelo meato.
O diagnóstico da infecção pelo HPV no homem é feito através da anamnese, exame clínico, peniscopia, citologia uretral, biópsia, histologia, biologia molecular.
O tratamento e cuidados no homem são idênticos ao da mulher. O seguimento após a fase de tratamento implica em retornos periódicos trimestrais/semestrais.



Tratamento

O tratamento do HPV pode ser feito através de diversos métodos, cada um com suas limitações e com variados grau de eficácia e aceitabilidade por parte da paciente. Estes métodos podem ser divididos em químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. Os métodos químicos mais utilizados são ácido tricloroacético a 80% - 90%, podofilina; quimioterápicos: 5 fluorouracil, interleucina 2; Imunoterápicos: Interferon alfa e beta, imiquimod e retinóides.
Dos métodos cirúrgicos temos curetagem, excisão com tesoura, excisão com bisturi, e os mais atuais que são excisão com alça de cirurgia de alta freqüência e o LASER. A associação entre métodos como por exemplo LASER e interferon tem se mostrado um tratamento com bons resultados.


VACINA CONTRA O HPV

Existe a estimativa de que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada, e que 75% das mulheres venham a contrair a infecção durante algum período das suas vidas.

Assustador não? Mas o fato é que a mulher ou o homem infectado pela DST só descubra a existência do HPV quando já é tarde demais. O pior é que na maioria dos casos o HPV não apresenta sintomas clínicos, ou seja, você pode ser um portador do HPV sem saber e, assim, ajudar a alastrar o vírus, e algumas pessoas desenvolverão alterações que podem evoluir para cancro.

Vacina para HPV

No Brasil, a vacina contra HPV está disponível para as mulheres. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para mulheres com idades entre 26 e 40. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.



domingo, 6 de março de 2011

O INFARTO O SEXO E A VIDA

Qual a Sua Dúvida ?


Um dos medos mais freqüentes do ser humano é a perda da atividade sexual. Esse medo se agrava mais ainda após uma enfermidade cardíaca ou vascular.


Para compreender melhor estas duvidas deixamos algumas dicas sobre tal assunto.




PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES


01. Posso ter relações sexuais após um diagnóstico de doença cardiovascular?


A medicação que tomo mudará meu comportamento na cama? É normal ter medo do sexo depois de um infarto?". O sexual é um dos aspectos que suscita mais dúvidas entre aqueles que já tiveram um problema cardiovascular, mas um pudor mal entendido costuma impedi-los de falar de suas relações amorosas com seu cardiologista e esclarecer dúvidas.


Curiosamente, não são as doenças do coração as que impedem uma sexualidade plena, mas os mitos, o medo e a desinformação relacionados a estas doenças. O certo é que apesar da doença e dos remédios prescritos, os pacientes coronários podem ter uma vida sexual normal.


Para que os temores infundados não alterem ou limitem as relações sem necessidade, os cardiologista da Fundação Espanhola do Coração (www.fundaciondelcorazon.com) recomendam consultar o médico sobre todas as dúvidas que surjam relacionadas aos efeitos de uma cardiopatia e respondem algumas das dúvidas mais freqüentes dos pacientes.



02. Se tenho uma doença cardiovascular, posso ter relações sexuais?

A atividade física de uma relação sexual se compara à necessária para subir dois andares de escadas. Se você pode subir sem ter dor no peito ou fadiga excessiva, também é capaz, do ponto de vista físico, de manter relações sexuais plenas.



03. Quanto tempo depois de um ataque cardíaco é possível manter relações sexuais com meu parceiro?

A atividade sexual dos pacientes que sofreram um infarto do miocárdio pode ser o mais normal possível e, em muitos casos, similar a das pessoas sem doença coronária. Em linhas gerais, pode retomar o ritmo cerca de duas semanas após a alta médica, sempre sob as orientações médicas.



04.Minha doença e medicação mudarão minha vida sexual?

As disfunções dos pacientes coronários costumam ter três origens relacionadas. Uma é o próprio processo orgânico da arteriosclerose e os fatores de risco que a desencadeiam ou contribuem para piorá-la, como a diabetes, a hipertensão ou a hipercolesterolemia. Por outra parte, estão os fatores psicológicos como a ansiedade e a depressão, e finalmente, alguns farmacológicos que podem alterar a função sexual. Às vezes é difícil dizer se a origem da disfunção sexual é orgânica ou psicológica, daí a necessidade de consultar o médico.


05. É normal ter medo de enfrentar a intimidade?

Sim, mas a atitude que convém ser adotada é a de falar com sinceridade com seu parceiro sobre seus medos e inquietações e solicitar a ajuda de um especialista. Não se sinta nunca envergonhado nem se negue a pedir ajuda ou apoio.


06. Que efeito os remédios cardiovasculares têm?

Embora alguns remédios possam afetar a função sexual, o doente não deve deixar de tomá-los sem falar com seu médico, que o aconselhará. O uso de drogas cardiovasculares pode originar alterações na função sexual por seus efeitos sobre o sistema nervoso central e periférico, o sistema vascular e sobre as mudanças hormonais.



07. Que problemas posso ter durante minhas relações?

Após um infarto, o mais provável é que nenhum. Existem casos em que ocasionalmente pode aparecer uma angina durante a atividade sexual, o que poderia originar ansiedade. O mais provável é que isto suceda àquela pessoa que tenha o mesmo risco quando realiza qualquer outro esforço físico moderado. Se isto chegasse a suceder seria preciso comunicá-lo ao médico para seu controle. A prova de esforço que se realiza ao doente cardíaco depois de sofrer um infarto é uma boa fórmula para medir o estado de seu coração, já que o desgaste energético que esta requer é superior ao da prática sexual.


08. Posso morrer durante o ato sexual?

A ausência de atividade sexual no casal depois de um infarto de miocárdio pode ser conseqüência do medo da morte durante o coito. Mas os casos de falecimento durante o ato sexual ocorrem em uma percentagem muito baixa. Em um estudo sobre 5.559 casos de morte repentina por motivos não traumáticos, só 34 deles eram por motivos cardiológicos e se produziram durante o coito. É necessário destacar que em 27 dessas 34 relações, a pessoa falecida estava realizando o ato sexual com um casal diferente do habitual. Indubitavelmente, fatores "externos" influenciaram de forma significativa no desenlace: nervosismo, maior excitação, sentimentos de culpa, necessidade de ficar bem.


09. É normal ter problemas de ereção ou de frigidez?

Um problema detectado freqüentemente é os estados de impotência e de frigidez. Ambos podem ser motivados pelo tipo de tratamento farmacológico ou pela descompensação psicológica provocada pela doença cardíaca. Qualquer um das duas situações pode provocar sintomas de depressão suscetíveis de tratamento com um psicólogo.



Curiosidade


Sexo freqüente pode reduzir o risco de infarto fatal em homens
Estudo afirma que atividade sexual diminui o risco de morte súbita


Um novo estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa, que levou 20 anos para ser concluída, contou com a colaboração de 3.000 homens de 45 a 59 anos de idade.


De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão basal (metabolismo básico) é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos . Mas, o benefício só acontece quando a atividade sexual é realizada com frequência.


Dos voluntários que participaram da pesquisa, um em cada cinco tinha relações sexuais menos de uma vez por mês, e um em cada quatro afirmou que mantinha relações pelo menos duas vezes por semana. Durante a pesquisa, 26 homens sofreram derrames e 65 morreram. O resultado comprovou que aqueles que possuíam uma vida sexual menos intensa estavam entre a maioria dos voluntários que tiveram derrame.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DIABETES E A DISFUNÇÃO ERECTIL

Disfunção Sexual e a Diabetes


Diabetes

O Diabetes é uma das condições crônicas que mais freqüentemente causa a disfunção erétil.

Estudos nos EUA mostram que 30 milhões de homens podem ter algum tipo de problema de ereção.

Quando se estudam esses homens, observa-se que os mesmos podem ter também problemas vasculares, diabetes ou depressão o que mostra um complicado interrelacionamento entre estas patologias.

Impotência Sexual na Diabetes

Quando há excitação sexual no homem há ereção do pênis e na mulher há lubrificação da vagina. Tudo isto resulta de sinais enviados pelo cérebro através de nervos para os vasos sanguíneos da região.


Na diabetes pode aparecer uma disfunção sexual. Ela pode manifestar-se sob a forma de ejaculação retrógrada ou impotência sexual no sexo masculino e perda do desejo, incapacidade de orgasmo e déficit de lubrificação no sexo feminino.


Estas alterações podem ter origem nas lesões dos nervos mas também nos vasos sanguíneos. Muitas das disfunções sexuais no diabético não têm origem em lesões orgânicas mas podem ter uma natureza psicológica.


Existem hoje formas de tratar muitas destas situações com resultados muito satisfatórios.


A impotência é um problema importante, que embora oculto é muito mais comum do que o que se pensa. É um problema que gera angústia e preocupação em todo aquele que justificada o injustificadamente se considera vítima deste padecimento.
Estamos perante uma questão que afecta um número considerável de indivíduos, que gera problemas psicológicos e de relação severos e que, ao contrário do que habitualmente se pensa, tem possibilidades reais de tratamento e cura.


No homem com impotência a associação à ideia de falta de virilidade e o sentimento de vergonha ou culpa mediante temas relacionados com a sexualidade, fazem com que muitos impotentes, ou que se crêem ser, adoptem uma atitude resignada e fatalista mediante o seu problema, sem procurarem nenhum tipo de ajuda, ou recorrendo a certos medicamentos tradicionais, que longe de resolver o seu problema, tornam-no mais grave e conduzem a uma progressiva perda de esperança.


A impotência pode ter solução a maioria das vezes, mesmo naqueles casos em que não se identifica com clareza uma causa. Podemos hoje em dia aplicar tratamentos que melhoram em grande medida estas alterações. O resultado é a possibilidade de levar uma vida sexual satisfatória.

Assim temos:

  • 1. Tratamento com hormônios se houver alguma deficiência.

  • 2. Psicoterapia efetuada por Psicólogos especializados nesta área se a parte psicológica tiver um papel importante na disfunção.

  • 3. Sildenafil (Viagra),é o medicamento mais usado para a impotência, que pode ser tomado por via oral. Exige algumas precauções na sua tomada sobretudo se há problemas cardíacos. No diabético parece ter resultado positivo em cerca de 40% dos casos. Outros medicamentos orais estão disponíveis hoje no mercado com o mesmo efeito mudando apenas o tempo de atuação, mas também só devem ser prescritos pelo médico.

4. Auto-injeção no pénis de um medicamento (prostaglandina) que tem efeito local, com boa resposta em cerca de 80% dos casos, embora necessite ser aplicado sempre que se pretende obter uma ereção.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

IMUNO DEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

PESQUISANDO ACHEI INFORMAÇÕES IMPORTANTE SOBRE HIV, ACHEI QUE SERIA IPORTANTE, COMO INFORMÇÃO POSTAR NA REDE.

TUDO SOBRE HIV VOCÊ PODE NCONTRAR NO ENDEREÇO :



http://www.aids.gov.br/pagina/aids-0







01. HIV

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os
linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.



Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

02. O que é AIDS

A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas.

Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco e usar sempre o preservativo.

03. O que é sistema imunológico

O corpo reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças.

Entre as células de defesa estão os linfócitos T CD4+, principais alvos do HIV, vírus causador da aids. São esses glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante dos agressores. Produzidos na glândula timo, aprendem a memorizar, reconhecer e destruir os micro-organismos estranhos que entram no corpo humano.

O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responde adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começar a ficar doente mais facilmente e então se diz que tem aids. Esse momento geralmente marca o início do tratamento com os medicamentos antirretrovirais, que combatem a reprodução do vírus.


04. O que é janela imunológica


Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da aids e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue. Esses anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV e os exames irão detectar a presença dos anticorpos, o que confirmará a infecção pelo vírus.

O período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame (quanto à sensibilidade e especificidade) e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo é maior. O teste de 120 dias serve apenas para detectar os casos raros de soroconversão – quando há mudança no resultado.

Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de apresentar um falso resultado negativo. Portanto, é recomendado esperar de 30 a 60 dias e fazer o teste novamente.

É importante que, no período de janela imunológica, a pessoa sempre faça sexo com camisinha e não compartilhe seringas , pois, se estiver realmente infectada, já poderá transmitir o HIV para outras pessoas.

05. Sintomas e fases da doença

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 8 a 12 semanas após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.


A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, faça o teste!



06. O que você precisa saber sobre a aids

A. Como se pega o HIV?

• Fazendo sexo sem camisinha (oral, vaginal ou anal);
• Compartilhando agulhas e seringas contaminadas;
• Da mãe para o bebê durante a gravidez, na hora do parto e/ou amamentação.


B. Como sei se tenho HIV?

Basta fazer um dos testes existentes para diagnosticar a doença. Eles são gratuitos e seu resultado é seguro e sigiloso. É realizado a partir da coleta de sangue. Se der negativo, a pessoa não foi infectada pelo vírus. Mas os pacientes que tiverem o resultado positivo devem fazer acompanhamento médico.

C. Como é o tratamento?


O tratamento inclui acompanhamento periódico com profissionais de saúde e a realização exames. A pessoa só vai começar a tomar os medicamentos antirretrovirais quando exames clínicos e de laboratório indicarem a necessidade. Esses remédios buscam manter o HIV sob controle o maior tempo possível. A medicação diminui a multiplicação do HIV no corpo, recupera as defesas do organismo e, consequentemente, aumenta a qualidade de vida do soropositivo. Para que o tratamento dê certo, o soropositivo não pode se esquecer de tomar os remédios ou abandoná-los. O vírus pode criar resistência e, com isso, as opções de medicamentos diminuem. A adesão ao tratamento é fundamental para a qualidade de vida.



Mesmo em tratamento, a pessoa com aids pode e deve levar uma vida normal, sem abandonar a sua vida afetiva e social. Ela deve trabalhar, namorar, beijar na boca, transar (com camisinha), passear, se divertir e fazer amigos. E, lembre-se, o tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é um direito de todos.



D. Que outros cuidados são necessários?

Usar camisinha em todas as relações sexuais evita a reinfecção por vírus já resistente aos medicamentos. E a reinfecção traz complicações sérias para a saúde. Além disso, a camisinha protege de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), como hepatite e sífilis. O soropositivo precisa ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas. Isso previne complicações futuras e melhora as defesas do organismo.



E. Direitos do soropositivo

Atendimento, tratamento e medicamento gratuitos
O Sistema Único de Saúde garante o tratamento, o acesso aos medicamentos e a realização dos exames médicos necessários ao diagnóstico a todos os residentes no Brasil.

Sigilo sobre a sua condição sorológica
Em respeito à intimidade e à privacidade, nenhuma pessoa pode divulgar quem tem HIV/aids sem prévia autorização, mesmo os profissionais de saúde.

Queda da obrigatoriedade do exame de aids no teste admissional
As empresas não podem mais obrigar um profissional a fazer o teste de detecção de aids ao começar em um novo emprego.

Permanecer no trabalho
Nenhum empregador pode demitir o empregado apenas por ter HIV. A demissão por discriminação pode gerar ação trabalhista para que o trabalhador seja reintegrado. Se, além disso, a demissão for constrangedora, o trabalhador pode requerer indenização por danos morais.

Valores do PIS/PASEP e FGTS

O soropositivo tem o direito de efetuar o levantamento do FGTS e do PIS/PASEP, independentemente de rescisão contratual ou de comunicação à empresa.

Benefício de prestação continuada

Toda pessoa com aids que esteja incapacitada para o trabalho e com renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal.

Isenção do pagamento de IR

Portadores de doenças crônicas, inclusive a aids, têm direito à isenção do pagamento de imposto de renda, quando receber proventos de aposentadoria, reforma por acidente em serviço e pensão.


Ninguém deve sofrer discriminação por viver com HIV/AIDS

Caso isso aconteça, recomenda-se ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência ou ir à defensoria pública ou outro órgão de proteção de direitos, como a OAB, por exemplo.


OBSERVAÇÃO :

Fatores que causam resultados falso-positivos

Alguns dos exames existentes no Brasil para diagnosticar a infecção pelo HIV buscam anticorpos anti-HIV nas amostras de sangue. Apesar de sua eficácia, podem apresentar resultados falso-positivos em alguns casos. Por isso, é importante o paciente se submeter a um novo teste.
Especialistas de laboratórios identificaram alguns fatores que interferem no resultado dos exames. São eles:
• Vacina contra influenza A H1N1;
• Artrite reumatoide;
• Doenças autoimunes (lupus eritematoso sistêmico, doenças do tecido conectivo e esclerodermia);
• Colangite esclerosante primaria;
• Terapia com interferon em pacientes hemodialisados;
• Síndrome de Stevens-Johnson;
• Anticorpo antimicrossomal;
• Anticorpos HLA (classe I e II);
• Infecção viral aguda;
• Aquisição passiva de anticorpos anti-HIV (de mãe para filho);
• Tumores malignos;
• Outras retroviroses;
• Múltiplas transfusões de sangue;
• Anticorpo antimúsculo liso.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Direitos das pessoas vivendo com HIV e AIDS

Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, as pessoas que vivem com HIV, assim como todo e qualquer cidadão e cidadã, brasileiro e brasileira, têm obrigações e direitos garantidos. No seu artigo 196, por exemplo, está inscrito que "saúde é direito de todos e dever do Estado". No caso da aids, esse direito é sinônimo do direito à própria vida, a ser vivida com dignidade e pleno acesso a uma saúde pública de qualidade.


Por outro lado, reduzir o estigma e a discriminação é ainda uma das principais medidas para uma eficaz e eficiente resposta à epidemia de aids e isso envolve diretamente as PVHA e as populações mais vulneráveis à epidemia de aids e às DST, tais como: gays, homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), transgêneros, transexuais, travestis, prostitutas, usuários de drogas injetáveis, mulheres, principalmente as de baixa renda, crianças em situação de risco social, além de populações em regime de confinamento, populações que vivem em locais de difícil acesso e outras.


Desde o início da epidemia, organizações da sociedade civil lutam para ver garantidos e implantados esses direitos constitucionais e pressionam governo e a própria sociedade nessa direção. Em 1995, foi criada a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids - RNP+/Brasil reunindo lideranças e ativistas que vivem com HIV/Aids para somarem forças nessa luta. Em 2005, foi realizado o I Encontro Nacional da RNP+/Brasil, fato que marcou os 10 anos de existência da rede. O lema foi bastante significativo: "Antes nos escondíamos para morrer, hoje nos mostramos para viver".

Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS

Em 1989, foi declarada em Porto Alegre a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da aids. Trata-se de uma declaração de direitos inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual vieram todas as outras declarações de direitos: das quebradeiras do côco do babaçu, dos peixes ornamentais, dos domadores de feras de circo etc.


Em 1989, durante o ENONG (Encontro Nacional de ONG que trabalham com aids), em Porto Alegre, foi elaborada e aprovada a "Declaração dos direitos fundamentais da pessoa portadora do vírus da Aids", que transcrevemos a seguir:


I - Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, sobre a aids. Os portadores do vírus têm direitos a informações específicas sobre sua condição.

II - Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida.

III - Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.

IV - Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids, qualquer que seja sua raça, nacionalidade, religião, sexo ou orientação sexual.

V - Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que tende a recusar aos portadores do HIV/Aids um emprego, um alojamento, uma assistência ou a privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação nas atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei.

VI - Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.

VII - Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.

VIII - Ninguém será submetido aos testes de HIV/aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos, para controle de transfusões e transplantes, e estudos epidemiológicos e nunca qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser informados por um profissional competente.

IX - Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.

X - Toda pessoa com HIV/aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.



Além disso, o PN-DST/AIDS tem financiado projetos de assessoria jurídica, feitos em parceria entre o Ministério da Saúde e as Organizações da Sociedade Civil. Essas organizações têm um papel importante na luta pela defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV/aids por receberem denúncias, assessorarem pessoas vítimas de discriminação e preconceito social e tomarem providências cabíveis nos casos em que os direitos desses cidadãos são, de alguma forma, lesados.




DÚVIDAS FREQUNTES SOBRE OUTRS DIREITOS




Perguntas e respostas





O1. Existe legalmente alguma facilitação para saque do FGTS por portadores do vírus?


Resp.: Seguem os direitos trabalhistas dos portadores:


· 2208/96 apensado ao 913/91 - Permite a movimentação do FGTS na hipótese do trabalhador e seus dependentes forem portador do HIV;
· 4343/98 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV+;
· 2319/00 apensado ao 1856/99 - Dispõe sobre a estabilidade de emprego do portador do HIV ou aids;
· 2839/00 - Autoriza o saque do PIS e PASEP pelos titulares e quando dependentes apresentarem aids;
· 3310/00 com apensos 3334/00; 3361/00; 3371/00; 3394/00; 4159/01; 4938/01; 4977/01 - Permite a movimentação do FGTS para tratamento de saúde de parentes em 1.º grau do titular acometido da aids;
· 3334/00 - Permite ao titular sacar o saldo do FGTS para tratamento de saúde de seus descendentes, ascendentes e colaterais até 3.º grau acometidos de aids;
· 3361/00 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV+;
· 3371/00 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV+;
· 3394/00 - Cria hipótese de saque do FGTS em casos em que o titular ou seus dependentes forem acometidos por doenças e afecções especificadas pela lista do MS e TEM;
· 4058/01 - Dispõe sobre a estabilidade de emprego do portador do HIV;
· 4938/01 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam pacientes HIV+ ou de doença terminal;
· 4948/01 - Permite ao titular movimentar a conta vinculada do FGTS caso ele ou seus dependentes sejam HIV+, portadores de doença grave, pagamento de mensalidade escolar e amortização de financiamento de crédito estudantil;
· 4977/01 - Permite a movimentação da conta vinculada do FGTS no caso do empregado ser HIV+ ou acometido por doenças crônicas.



02. Ao portador do vírus é garantido o direito ao sigilo em seu meio profissional?


Resp.: Sim, um portador do vírus tem o direito de manter em sigilo a sua condição sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais, periódicos ou demissionais. Ninguém é obrigado a contar sua sorologia, senão em virtude da lei. A lei, por sua vez, só obriga a realização do teste nos casos de doação de sangue, órgãos e esperma.



03. Um soropositivo pode, diante de sua condição, pleitear antecipação de decisões em causas judiciais em andamento?


Resp.: Não existe embasamento legal que dê prioridade às pessoas com HIV no julgamento de processos judiciais. A pessoa pode ter HIV e não desenvolver a Aids, que é uma doença que exige atenção redobrada. No início da epidemia as pessoas com Aids tinham baixa expectativa de vida e por isso muitos advogados buscavam uma analogia com relação a prioridade para as neoplasias malignas para solicitar prioridade para essas pessoas. Hoje com os medicamentos e tratamento correto a pessoa com HIV e Aids pode ter uma vida normal. Nesse sentido, como nas várias situações, avaliando a grave necessidade como em razão de alimentos e benefícios sociais, é possível solicitar urgência com uma exposição de motivos direcionada ao juízo.



04. Quanto ao imposto de renda, há alguma possibilidade do soropositivo ser isento de pagá-lo?


Resp.: Sim, mas a isenção do imposto de renda dos proventos de aposentadoria, reforma e pensão, recebidos por portadores de doença grave, está condicionada à comprovação. Para efeito de reconhecimento de isenção, a doença deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de doenças passíveis de controle.
(Lei nº 9.250, de 1995, art. 30; RIR/1999, art. 39, §§ 4º e 5º; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, §§ 1º e 2º)
Doenças consideradas graves para fins de isenção -
São isentos os rendimentos relativos à aposentadoria, reforma ou pensão (inclusive complementações) recebidos por portadores de tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) e fibrose cística (mucoviscidose).
(RIR/1999, art. 39, XXXIII; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, XII)
Os rendimentos recebidos de aposentadoria ou pensão, embora acumuladamente, não sofrem tributação por força do disposto na Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, que isenta referidos rendimentos recebidos por portador de doença grave. A isenção aplica-se aos rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão, inclusive os recebidos acumuladamente, relativos a período anterior à data em que foi contraída a moléstia grave, desde que percebidos a partir:
· do mês da concessão da pensão, aposentadoria ou reforma, se a doença for preexistente ou a aposentadoria ou reforma for por ela motivada;
· do mês da emissão do laudo pericial que reconhecer a doença contraída após a aposentadoria, reforma ou concessão da pensão;
· da data em que a doença for contraída, quando identificada no laudo pericial emitido posteriormente à concessão da pensão, aposentadoria ou reforma.
A comprovação deve ser feita mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
(Lei nº 7.713, de 1988, arts. 6º, XIV e XXI, e 12; Lei nº 8.541, de 1992, art. 47; Lei nº 9.250, de 1995, art. 30; RIR/1999, art. 39, XXXI, XXXIII e § 6º; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, §§ 2º e 3º; ADN Cosit nº 19, de 2000).
É isenta do imposto de renda a complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, recebida de entidade de previdência privada, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL), exceto a pensão decorrente de doença profissional, observado o disposto na pergunta 258.
(Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, XXI; Lei nº 8.541, de 1992, art. 47; RIR/1999, art. 39, § 6º; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, § 4º).
Por fim, os valores recebidos a título de pensão, em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, estão contemplados pela isenção de portadores de moléstia grave.
(RIR/1999, art. XXXI, 39; ADN Cosit nº 35, de 1995)



05. Em relação a seus direitos, como deve proceder judicialmente um soropositivo?


Resp.: Caso haja qualquer violação dos direitos e garantias, como, por exemplo, à dignidade humana, o soropositivo deve proceder como qualquer outro cidadão. É preciso procurar um advogado ou um serviço de assistência jurídica gratuita (caso a pessoa seja economicamente carente e não possa, comprovadamente, pagar os honorários de um advogado).



Observação :


Mas como esses direitos repercutem na vida real?

Cabe ressaltar que há diferença entre ser portador do HIV e paciente de AIDS, sendo óbvio que o segundo tem todos os direitos que o primeiro (ex. levantamento do FGTS) e alguns outros (ex. auxílio-doença e levantamento do PIS/PASEP), de acordo com seu estado de saúde.