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sexta-feira, 5 de março de 2010

ALGUMAS DICAS DE SAÚDE PÚBLICA

Algumas Dicas de Saúde Pública



Atenção !


Vale apena sempre lembrar que, qualquer procedimento médico deve ser prescrito por um Médico Credenciado. Se Você não é médico não convém fazer nenhuma medicação sem prescrição médica.



Medidas para Combater o Choque Anafilático


CHOQUE ANAFILÁTICO

O choque anafilático é uma reação alérgica aguda que acontece quando um indivíduo entra em contacto uma segunda vez com algum agente que promova uma reação alérgica exagerada, a anafilaxia. Os agentes mais comuns promotores do choque anafilático são medicamentos, venenos de insetos, determinados alimentos e injeções de imunoterapia alergênica.

A anafilaxia ou choque anafilático é fatal a menos que o indivíduo receba o tratamento de emergência imediatamente.

A anafilaxia pode apresentar uma evolução tão rápida que pode acarretar colapso, convulsões, perda do controle vesical, inconsciência ou acidente vascular cerebral em 1 a 2 minutos.

O tratamento inicial para a anafilaxia é uma injeção de adrenalina que pode estar sempre com a pessoa que conhece a gravidade da sua alergia.







1º. Tratamento Imediato

Adrenalina

AMPOLA 1 ml - solução milesimal

01. Adulto - 0,3 ml SC – até no máximo 0,5 ml

02. Crianças menores de 4 anos - 0,1 ml, SC

03. Crianças maiores de 4 anos - 0,2 ml, SC


Se for necessário esse tratamento pode ser repetido até 15 minutos, depois.


2º. Tratamento

Uso de Corticóide

01. Hidrocortisona

Administra-se 3 a 4 mg/Kg/dose – Via : EV - 01 Ampola tem 100 mg.


02. Dexametasona

Administra-se 0,2 mg/Kg/dose – Via : EV


01. Menores de 01 ano - 0,25 ml a 0,5 ml
02. 01 – 02 anos - 0,5 ml
03. 03 – 04 anos - 0,75 ml
04. 05 – 06 anos - 1,0 ml
05. 07 – 08 anos - 1,25 à 1,5 ml
06. 09 – 10 anos - 1,5 à 2,0 ml
07. 10 – 14 anos - 2,0 à 2,5 ml



Níveis considerados normais para se manter uma boa saúde:


01. Perímetro abdominal







A. HOMENS - menor que 102 cm


B. MULHERES - menor que 88 cm

Observação :

Perímetro do Abdomem Considerados normais, são os que apresentam as taxa acima relacionadas.
A taxas acima das apresentadas, demonstram uma tendência a um aumento da Pressão arterial (PA), levando a uma hipertensão arterial.


02. Taxa par equilíbrio do colesterol.

Introdução :

O que é colesterol BOM e colesterol RUIM?

Como o colesterol é uma gordura, não se dissolve no sangue. Para poder circular no sangue o organismo lança mão de um artifício e faz com que o colesterol se uma a uma proteína formando uma lipoproteína que é solúvel no sangue.

Quando o colesterol se une a uma proteína de baixa densidade (LDL) ele se torna o “mau colesterol” porque esta lipoproteína tende a se depositar nas paredes internas das artérias do organismo.

Quando o colesterol se une a uma proteína de alta densidade (HDL) ele se torna o “bom colesterol” pois esta fração não se deposita nos tecidos do organismo.

Existe outra proteína de muito baixa densidade (VLDL) que carreia um outro tipo de gordura chamada TIGLICERÍDIO.

O COLESTEROL TOTAL DO SANGUE É FORMADO PELAS FRAÇÕES : HDL, LDL E pequena quantidade de VLDL. As quantidades dessas frações são determinadas pelas tendências genéticas, pelo tipo de alimentação e pelos níveis de atividade física. Por exemplo: exercícios físicos vigorosos, aumentam a fração HDL.

Resumo:


HDL - é o Bom Colesterol ( HDL – proteína de alta densidade)
LDL - é o Mau Colesterol (LDL -- proteína de baixa densidade)


ATENÇÃO :

Para efeito de avaliação Clinica, ficou determinado que os níveis considerados eficientes para uma boa qualidade de vida do ser humano seria de:





HDL - Bom colesterol - maior que 40 mg/dl ( > 40 mg/dl)

LDL - Mau colesterol - menor que 130 mg/dl ( <130 mg/dl)


Colesterol - até 200 mg/dl


Teste do Colesterol

A pessoa deverá ficar em jejum por 12 horas antes da realização do teste. Se possível, evitar medicações para a tireóide e contraceptivos orais, por 2 semanas antes do teste, já que podem interferir nos resultados.






03 PARA PRESSÃO ARTERIAL (PA)




PA = ou maior que 140 x 90 mmHg , é considerada uma PA elevada – Hipertenso.



PA < (menor) 140 x 90 mmHg , é considerada uma PA Boa.


Vale ressaltar que as variações da PA varia de indivíduo para indivíduo, levando em conta o dia-dia da cada um, a região, a atividade, a alimentação e o stress.


Para efeito de avaliação é sempre bom termos em mente estas faixas consideradas normais.



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O FANTASMA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

Hipertensão arterial




Hipertensão arterial (HA) ou pressão alta é chamada de "assassina silenciosa" pois geralmente não causa qualquer tipo de sintoma durante muitos anos até que um órgão vital seja afetado.
A doença causa diminuição da expectativa de vida e aumento da mortalidade de homens e de mulheres.
É o principal fator de risco para problemas cardíacos e também aumenta a probabilidade de doenças renais, derrames (acidente vascular cerebral), aneurismas e claudicação intermitente.


Entre 1981 a 1990, as doenças cardiovasculares foram a maior causa de mortalidade no Brasil, ultrapassando as decorrentes de fatores externos (acidentes e outros), neoplasias (câncer), e de moléstias respiratórias.
Em 1988, estimava-se que 15% dos indivíduos com mais de 20 anos e 35% com idade superior a 50 anos apresentavam pressões arteriais elevadas, o que corresponderia a pelo menos 10 milhões de portadores de hipertensão arterial. Esse número tende a aumentar com o passar do tempo e com a elevação da média de vida da população brasileira.



DICAS PARA PREVINIR A HIPERTENSÃO ARTERIAL


O tratamento da hipertensão arterial pode ser dividido em não-medicamentoso e medicamentoso (com o uso de medicamentos). Valores abaixo de 120/80 mmHg (a chamada pressão arterial ótima), seriam a meta ideal a ser obtida em todos os pacientes , no entanto , estes valores não costumam ser facilmente alcançados na prática médica.

Em grande parte dos pacientes , a meta mais realista é manter a pressão arterial pelo menos abaixo de 140/90 mmHg. Em diabéticos , portadores de vários fatores de risco cardiovascular e, naqueles com doença cardiovascular comprovada, a meta mínima a ser perseguida seriam valores abaixo de 130/85 mmHg (a chamada pressão arterial normal).
As mesmas medidas adotas para o tratamento não-medicamentoso da hipertensão arterial , que são mudanças nos hábitos de vida , também servem para a sua prevenção.

Tratamento não-medicamentoso:

São basicamente mudanças nos hábitos de vida. As medidas a serem adotadas por todos os hipertensos são as seguintes:
- Perda de peso:

Hipertensos com excesso de peso deve emagrecer. Existe uma relação direta entre o peso corporal e a pressão arterial. O objetivo é atingir uma circunferência abdominal adequada (inferior à 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres ) e um índice de massa corporal ( que é o peso dividido pela a altura ao quadrado = P / H2) inferior a 25 kg/m2.
A perda de dez quilos de peso , pode diminuir a pressão arterial sistólica em 5 a 20 mmHg , sendo a medida não-medicamentosa de melhor resultado. Uma dieta com baixas calorias e, um aumento do gasto energético com atividades físicas , são fundamentais para a perda de peso .Alguns casos , pode exigir o uso de medicação para emagrecer.
- Alimentação adequada:

A dieta do hipertenso deverá ser pobre em sal e rica em potássio , magnésio e cálcio . A dieta pobre em sal (hipossódica) deverá restringir a ingestão diária de sal em 6 gramas (2,4 gramas de sódio) , ou seja , 4 colheres rasas de café de sal para o preparo dos alimentos (4 gramas de sal), mais 2 gramas de sal próprio (intrínseco) dos alimentos (evite : conservas , frios , enlatados , embutidos , molhos prontos , sopas de pacote , queijos amarelos , salgadinhos , etc...).
O consumo de vinagre, limão, azeite de oliva, pimenta e ervas está permitido, pois estes alimentos não influenciam na pressão arterial. Uma dieta hipossódica pode reduzir a pressão arterial sistólica em 2 a 8 mmHg.
Uma dieta rica em potássio e magnésio poderá ser obtida através de uma ingesta rica de feijões , ervilhas , vegetais verde escuros , banana , melão ,laranja , cenoura ,beterraba , frutas secas , tomates ,e batata inglesa . O cálcio da dieta poderá ser obtido através de derivados do leite com baixo teor de gorduras , como o leite e o iogurte desnatados e os queijos brancos.
Uma dieta , chamada de DASH , composta de frutas , verduras , fibras , alimentos integrais , leite desnatado , pobre em colesterol e gorduras saturadas , foi testada e demonstrou ser capaz de reduzir a pressão arterial sistólica em 8 a 14 mmHg.
- Ingesta moderada de bebidas alcóolicas :

O hipertenso deve evitar uma ingesta regular de bebidas alcóolicas e , quando isto ocorrer , esta ingesta deverá ser limitada a 30 gramas de etanol nos homens ( 700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml ) e 15 gramas de etanol nas mulheres , ou seja , 50% da quantidade permitida para homens. A diminuição da ingesta excessiva de bebidas alcóolicas pode diminuir a pressão arterial sistólica em 2 a 4 mmHg.
- Cessação do hábito de fumar :
O tabagismo aumenta muito o risco de complicações cardiovasculares em pacientes portadores de hipertensão arterial , logo , deverá ser abandonado .
- Prática regular de exercícios físicos:
O paciente hipertenso deverá praticar exercícios físicos aeróbicos (caminhada , corrida , ciclismo , dança ou natação), 3 a 5 vezes por semana , com uma duração mínima de 30 minutos e uma intensidade moderada (50 a 70% da freqüência cardíaca máxima para indivíduos sedentários e 60 a 80% da freqüência cardíaca máxima para indivíduos treinandos).
O início de um programa de exercícios físicos deverá ser precedido por uma avaliação médica . Hipertensos severos não devem inciar exercícios físicos antes de um controle satisfatório da sua pressão arterial. A prática regular de exercícios físicos pode reduzir a pressão arterial sistólica em 4 a 9 mmHg .
- Controle do estresse psicossocial :
O estress persistente pode contribuir para a manutenção de uma pressão arterial mais elevada.Técnicas de controle do estresse emocional podem ser úteis no controle da hipertensão arterial .

Tratamento medicamentoso:

O uso de medicamentos deverá ser instituído de forma imediata em hipertensos graves ou naqueles que apresentam mais fatores de risco cardiovascular (tabagismo , diabete melito , obesidade abdominal , dislipidemias , idade maior que 60 anos, etc...) ou ainda, nos pacientes que apresentam evidências de lesões em orgãos-alvo da hipertensão arterial.
Atualmente dispomos de uma infinidade de medicamentos para o combate da hipertensão arterial . A opção por uma ou outra medicação , deverá levar em conta aspectos individuais de cada paciente. Cerca de 70% ou mais dos hipertensos necessitará de duas ou mais medicações para o controle adequado de sua pressão arterial.
Infelizmente, pelo caráter crônico, assintomático e incurável da doença , grande parte dos pacientes portadores de hipertensão arterial abandonam o tratamento. Em um estudo brasileiro recente , constatou-se que menos de 10% dos pacientes hipertensos apresentavam um controle satisfatório da pressão arterial.