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sexta-feira, 29 de julho de 2011

VACINA TRIPICE VIRAL OU MMR OU SRC

A Vigilância Epidemiológica no Brasil


O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva, como:

01. a erradicação da poliomielite desde 1989;

02. a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo, a partir de 2000;

03. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. infestans.

Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal, da raiva humana transmitida por animais domésticos e, com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. No conjunto, as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1.268 e de 5.500 para 140 óbitos, desde 1980.


VACINA DO SARAMPO

(MMR ou SRC)

A vacina o contra sarampo é composta de vírus vivos atenuados e cultivados em fibroblastos de embriões de galinha.

A cepa empregada na Bio – Manguinhos é a CAM 70 e deve conter no mínimo 1.000 TCID50. É distribuída na forma liofilizada, acompanhada de diluente próprio, sendo conservada em geladeira entre +2 e +8ºC.

Deve ser aplicada a partir dos 12 meses de idade em conjunto com a vacina da rubéola e da caxumba (MMR II ou Trimovax).

A. pela via subcutânea,

B. de preferência no terço médio da face posterior do Braço Esquerdo ou na região glútea.

ESPECIFICANDO:

A vacina tríplice viral é preparada a partir de vírus vivos atenuados do sarampo (cepas Schwarz, Moraten e Edmonston Zagreb), da caxumba (cepas Jeryl Lynn, L-3 Zagreb e Urabe AM9) e da rubéola (cepa Wistar RA27/3). Existem três combinações vacinais de diferentes cepas de sarampo e caxumba com o vírus da rubéola. Esta vacina é indicada no Brasil para crianças a partir dos 12 meses de idade, devendo receber uma dose única de 0,5 ml pela via subcutânea na região do deltóide.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

01. Em indivíduos que não tenham anticorpos circulantes maternos contra o sarampo, provoca soroconversão em 97% dos vacinados. Em crianças portadoras de convulsões febris e lesões cerebrais, deve-se ter cautela na aplicação da vacina.

02. O teste tuberculínico (PPD) pode ser deprimido temporariamente pelo efeito da vacinação. Nestes casos, quando indicado deve ser realizado previamente. As crianças submetidas ao tratamento da tuberculose podem ser vacinadas, não havendo risco de exacerbação da doença.

03. As complicações desta vacina ocorrem em 40% dos casos e são: febre, exantema morbiliforme – que ocorre entre o quinto e o 12º dia após a aplicação - manifestações do trato respiratório superior, encefalite e raramente púrpura. Não exigem tratamento especial.

04. As contra-indicações são aquelas comuns a todas as vacinas com vírus vivos:

a. doenças febris de origem indeterminada,

b. gestação,

c. alergia ao ovo de galinha,

d. aplicação recente de sangue,

e. aplicação recente de plasma ou gamaglobulinas (há menos de seis semanas),

f. imunodeprimidos, tais como em doentes com leucemia, linfomas ou submetidos à terapêutica por corticosteróides ou imunossupressores.

05. As falhas da vacinação podem ocorrer por:

a. refrigeração inadequada da vacina,

b. exposição excessiva à luz,

c. diluente indevido,

d. prazo de validade esgotado,

e. aplicação misturada com outras vacinas

f. erros de diagnóstico.

IMPORTANTE:

01. Os profissionais da saúde podem receber uma dose única desta vacina com o objetivo de prevenir as três doenças. Todos os três componentes desta vacina são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação e a soroconversão é em torno de 95%.

02. As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com deficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados. As mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez durante três meses, embora as gestantes quando vacinadas não deverão considerar a interrupção da gravidez.

03. As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da terapêutica. Está contra-indicada a vacina para os indivíduos alérgicos ao ovo de galinha, à neomicina e à kanamicina.

04. Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses). A vacina só deve ser aplicada duas semanas antes ou cerca de três meses após o uso de derivados do sangue (plasma, imunoglobulinas, sangue total).

05. Entre as manifestações locais da vacina salienta-se ardência no local da injeção, eritema, hiperestesia, enduração, linfadenopatia regional. O tratamento deve ser feito com analgésicos e compressas frias ou quentes. Não há contra-indicação de se aplicar as doses subseqüentes da vacina.

06. Entre as manifestações sistêmicas gerais observam-se de 0,5 a 4% de aumento de temperatura corporal, irritabilidade, conjuntivite e sintomas catarrais (5 a 12 dias após). Cinco a 12% desenvolvem febre acima de 39,5º C. Neste caso pode ocorrer convulsões. O exantema está presente em cerca de 5% dos casos (7 a 10 dias após) e a linfadenopatia em menos de 1% e aparece entre 7 e 21 dias após a aplicação. O tratamento deve ser feito com analgésicos e compressas frias ou quentes. Não há contra-indicação de doses subseqüentes da vacina.

07. Entre as manifestações relativas ao sistema nervoso central salienta-se a meningite, a encefalite e a pan-encefalite esclerosante subaguda. A meningite em geral é causada pelo vírus da caxumba em geral da cepa Urabe AM9. A encefalite pode ser causada tanto pelo vírus da caxumba, quanto pelo do sarampo. A pan-encefalite esclerosante subaguda está relacionada com o vírus selvagem do sarampo, embora a vacina não esteja totalmente isenta deste efeito colateral. Outras manifestações nervosas tais como ataxia cerebelar, mielite transversa, meningite asséptica, síndrome de Reye, síndrome de Guillain-Barré, surdez e retinopatia raramente têm sido relatadas. A avaliação clínica por especialista (neurologista, pediatra ou infectologista) deve sempre ser indicada. Nestes casos há contra-indicação de doses subseqüentes da vacina.

08. Além disso, tem sido relatado púrpura trombocitopênica (causada pela cepa do vírus do sarampo), orquite, parotidite e pancreatite (vírus da caxumba – em geral cepa Urabe). As reações articulares tais como artrite e artralgias são causadas pela cepa viral da rubéola (Wistar RA27/3). Apesar dos eventos adversos relatados, trata-se de uma vacina bastante segura e deve ser preconizada para todas as crianças a partir dos 12 meses de idade.


Podemos ter a seguinte explanação sobra a MMR ( TRIPICE VIRAL )

VACINA TRÍPLICE VIRAL

A tríplice viral é uma vacina combinada de vírus vivos atenuados cujo uso se destina ao controle e à eliminação do sarampo, da caxumba e da rubéola.

Composição

Entre as diversas vacinas tríplices virais, três são as combinações examinadas a seguir:

I-Vacina liofilizada com os seguintes componentes:

· Vírus atenuado do sarampo, cepa Schwarz, cultivado em ovos embrionados de galinha, com, pelo menos 1.000 TCID 50 por dose.

· Vírus atenuado da caxumba, cepa Urabe AM9, cultivado em ovos embrionados de galinha com, no mínimo 5.000 TCID50 por dose.

· Vírus atenuado da rubéola, cepa Wistar RA 27/3, cultivado em células diplóides humanas, com o mínimo de 1.000 TCID 50 por dose.

· A vacina contém ainda traços de neomicina e kanamicina, além de gelatina hidrolisada com estabilizador e vermelho fenol.

II–Vacina liofilizada contendo:

· Vírus atenuado do sarampo, cepa Moraten, cultivado em células de embrião de galinha, na dose mínima de 1.000 TCID50.

· Vírus atenuado da caxumba, cepa Jeryl Lynn, também cultivado de embrião de galinha na dose mínima de 5.000 TCID50.

· Vírus atenuado da rubéola, cepa Wistar RA 27/3 com, pelo menos, 1.000 TCID50.

A vacina contém ainda gelatina hidrolisada e sorbitol como estabilizadores e neomicina.

III–Vacina liofilizada composta por:

· Vírus atenuado do sarampo, cepa Edmonston-Zagreb, cultivada em células diplóides humanas, com pelo menos, 1.000 TCID50 por dose.

· Vírus atenuado da caxumba, cepa L-3 Zagreb, cultivado em fibroblastos de embrião de galinha, na dose mínima de 5.000 TCID50.

· Vírus atenuado da rubéola, cepa Wistar RA 27/3 com, pelo menos, 4.000 PFU por dose.

Eventos adversos

São inúmeras as possibilidades de efeitos adversos, a seguir descreveremos alguns deles:

a. Manifestações locais

b. Manifestações sistêmicas

c. Manifestações relativas ao sistema nervoso-meningite, encefalite, encefalopatia e pan-encefalite esclerosante subaguda.

d. Outras manifestações nervosas

e. Púrpura trombocitopênica

f. Reações de hipersensibilidade

g. Reações articulares

h. Parotidite

i. Outros eventos

A seguir estão descritos alguns efeitos adversos e seus respectivos tratamentos. Vejamos :

A. Manifestações locais

É pouco comum a queixa de ardência de curta duração no local da injeção. São ainda mais incomuns eritema, hiperestesia e enduração, assim como linfadenopatia regional.

Nos indivíduos com hipersensibilidade a qualquer componente das vacinas pode haver resposta imune do tipo tardio sob a forma de nódulo ou pápula acompanhada de rubor.

Notificação e investigação

Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação (ões) locais, associada (s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”).

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação para doses subseqüentes.

B- Manifestações sistêmicas

B. A1 - Manifestações gerais

Alguns vacinados (0,5 a 4%) têm 5 a 12 dias depois da vacinação, apenas discreta elevação da temperatura, cefaléia ocasional, irritabilidade, conjuntivite ou manifestações catarrais.

Em 5 a 15% ocorre febre de 39,5ºC ou mais, que surge entre o 5º e o 12º dia e dura, em geral, 1 a 2 dias, às vezes até 5 dias. Pode estar associada a qualquer um dos componentes da vacina. As crianças predispostas podem, nessa oportunidade, apresentar convulsões de evolução benigna.

Exantema de extensão variável, associado ao componente do sarampo ou da rubéola, aparece em cerca de 5% dos vacinados, 7 a 10 dias após a imunização, durando 1 a 2 dias.

Linfadenopatias se instalam em menos de 1% dos vacinados, do sétimo ao vigésimo primeiro dia. Normalmente associados ao componente da rubéola.

Notificação e investigação

Estas devem ser notificadas e investigadas se detectadas acima do percentual esperado (“surtos”).

Conduta

a) Observação e tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação para doses subseqüentes.

c) No caso de convulsões, pode eventualmente ser necessária investigação clínica e laboratorial.

B.A2. Manifestações relativas ao sistema nervoso-meningite, encefalite, encefalopatia e pan-encefalite esclerosante subaguda.

A meningite instala-se duas a três semanas depois da vacinação e sua freqüência é variável de acordo com a linhagem do vírus vacinal da caxumba. É muito rara com a Jeryl Lynn (ocorrendo em 1:800.000 a 1:1.000.000 de vacinados), sendo, no entanto, relativamente mais freqüente com a Urabe (ocorrendo em 1:1.000 a 1:90.000 vacinados). Sua evolução é, em geral benigna.

A encefalite e a encefalopatia surgem de 15 dias a um mês depois da vacinação e parecem atingir apenas 1:1.000.000 a 1:2.500.000 dos vacinados, risco não maior do que se observa na população geral. As seqüelas, se ocorrem, são excepcionais e estão associadas aos componentes do sarampo e da caxumba.

Em relação aos casos de panencefalite esclerosante subaguda (PEESA) pós-vacinal, não há dados epidemiológicos documentados que realmente comprovem o risco vacinal. Entretanto há casos de PEESA em crianças sem história de doença natural e que receberam a vacina. Alguns destes casos podem ter resultado de um sarampo não diagnosticado mas também podem ser devidos à vacinação. Nos EUA, com bases em estimativas nacionais de morbidade de sarampo e distribuição de vacina, o risco de PEESA pós vacinal é de 0,7 caso/1.000.000 de doses e após a doença natural é de 8,5/1.000.000 casos de sarampo. Há relatos também de outras manifestações neurológicas do tipo ataxia, mielite transversa, meningite asséptica, paralisia ascedente, paralisia do oculomotor, neurite óptica, síndrome de Reye, síndrome de Guillain Barré e retinopatia, mas essas são somente associações temporais com a vacina contra o sarampo.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Avaliação clínica por neurologista, pediatria e/ou infectologista para definição de conduta adequada.

b) Há contra-indicação para doses subseqüentes.

B.A3 - Outras manifestações nervosas

Têm ainda sido relatados casos de radículoneurite braquial e lombo-sacra, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Reye, ataxia cerebelar, surdez sensório-neural, retinopatia, neurite óptica e paralisia ocular motora.

Todas são raras e sua associação com a vacina é muito duvidosa.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) A contra-indicação a doses subseqüentes deverá ser analisada em cada caso em particular.

B.A4 - Púrpura trombocitopênica

Surge dentro de dois meses após a vacinação em uma entre 30.000 ou 40.000 crianças vacinadas. A evolução é, em geral, benigna.

A presença de púrpura após a vacinação com a vacina tríplice viral (que possui o componente sarampo), em estudos prospectivos, tem variado de 1 caso para 30 mil vacinados na Finlândia e Grã-Bretanha a 1 caso para 40 mil vacinados na Suécia. Estudos através do sistema de vigilância passiva no Canadá e na França registraram a incidência de 1 caso por 100 mil doses distribuídas e 1 caso por 1 milhão de doses distribuídas nos Estados Unidos. A maioria desses casos evolui para a cura.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Crianças com história anterior de púrpura trombocitopênica podem ter um risco aumentado de apresentar púrpura pós-vacinal. A decisão de vacinar dependerá da relação risco-benefício. Na grande maioria das vezes o benefício da vacinação é maior porque o risco da criança ter um quadro de púrpura após a doença é maior que após a vacina. Quando se optar pela revacinação após a ocorrência de púrpura, recomenda-se um intervalo mínimo de 6 semanas entre a doença e a vacina. Em caso de púrpura pós-vacinal é contra-indicada a revacinação.

b) Tratamento sintomático das complicações da trombocitopenia.

B.A5 - Reações de hipersensibilidade

Reações de hipersensibilidade raramente ocorrem. A maioria dessas reações são menores e consistem em urticária no local da aplicação. Reações de anafilaxia são extremamente raras. Mais de 70 milhões de doses foram distribuídas nos EUA desde 1990 e foram notificados apenas 33 casos de reação anafilática. A anafilaxia é imediata (reação de hipersensibilidade do tipo I de Gell & Coombs), ocorrendo habitualmente na primeira hora após a exposição ao alérgeno, apresentando-se com uma ou mais das seguintes manifestações: urticária, sibilos, laringoespasmo, edema dos lábios, hipotensão e choque.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a)Tratamento sintomático

- A grande maioria dos casos não necessitou de tratamento medicamentoso, apresentando boa evolução.

b)Pessoas com história de reação anafilática após a ingestão do ovo ou após uso de neomicina e kanamicina (somente a vacina que utiliza a cepa Biken – Cam – 70 FIOCRUZ, contém a eritromicina e kanamicina, as outras vacinas contra o sarampo contêm a neomicina) não devem ser vacinadas.

As pessoas com história de reação alérgica ao ovo poderão receber as vacinas com a cepa Edmonston-Zagreb que são atenuadas em tecido de células diplóides humanas.

Os indivíduos com outros tipos de reações alérgicas, que não anafiláticas, podem ser vacinados normalmente.

B.A6 - Reações articulares

São provocadas pela vacina contra a rubéola, consistindo em artralgias ou artrites. Em crianças são transitórias e pouco freqüentes (0,3%), mas nas mulheres adultas a incidência de artralgia ou artrite chega, com a linhagem RA 27/3, a 15%, ocorrendo artropatia recorrente em 5% dos casos.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos de artrite.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Nos casos graves encaminhar para avaliação especializada para afastar outros diagnósticos diferenciais.

c) Há contra-indicação a doses subseqüentes.

Parotidite

É particularmente comum quando se usa a linhagem Urabe na vacina contra a caxumba. Surge 10 a 14 dias depois da vacinação e sua evolução é benigna e de curta duração.

Notificação e investigação

Notificar e investigar todos os casos.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação a doses subseqüentes.

C. Outros eventos

Citam-se ainda, na literatura, orquite e pancreatite, atribuídas à linhagem vacinal contra a caxumba, sendo bastante raras e sem gravidade.

Notificação e investigação

Desnecessária.

Conduta

a) Tratamento sintomático.

b) Não há contra-indicação para doses subseqüentes.

FONTE DE DA PESQUISA :

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/area.cfm?id_area=1498


http://www.vacinas.org.br/


terça-feira, 1 de março de 2011

NOVAS NORMAS PARA ADMINISTRAÇÃO DA VACINA CONTRA A HEPATITE- B

NOVAS NORMAS PARA VACINAÇÃO DE HEPATITE-B

De acordo com comunicado recebido por essa Coordenação, foi AMPLIADA PARA 24 ANOS O LIMITE DA FAIXA ETÁRIA PARA ADMINISTRAÇÃO DA VACINA CONTRA HEPATITE B nas unidades públicas se saúde.

A partir dessa idade as indicações para administração da vacina contra Hepatite B nas unidades públicas de saúde são:

A. Profissionais de saúde,

B. bombeiros,

C. policiais militares,

D. civis

E. rodoviários envolvidos em atividade de resgate,

F. carcereiros de delegacias e penitenciárias,

G. usuários de drogas injetáveis e inaláveis,

H. pessoas em regime carcerário,

I. pacientes psiquiátricos,

J. homens que fazem sexo com homens,

K. profissionais do sexo,

L. comunicantes domiciliares de portadores de HBsAg positivos,

M. politransfundidos,

N. portadores de hepatite C,

O. coletadores de lixo hospitalar e domiciliar,

P. manicures e podólogos,

Q. gestantes de qualquer idade a partir do 1° trimestre de gestação,

R. caminhoneiros,

S. portadores de DST de qualquer idade.

Solicitamos que essa informação seja divulgada a todos os funcionários de cada unidade de saúde.

quinta-feira, 11 de março de 2010

VACINA DA GRIPE SUÍNA

Vacinação contra gripe suína (Gripe A ou H1N1)



1. 08 a 19 até o dia 19 de março

--Profissionais de saúde e povos indígenas





2. 22 de março a 2 de abril


--Gestantes em qualquer etapa da gravidez,doentes crônicos e
crianças com idade entre 6 meses e 2 anos.





3. 5 a 23 de abril.


--Adultos Jovens entre 20 a 29 anos .








4. 24 de abril e 7 de maio


--Idosos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas,
no mesmo período da campanha anual de vacinação contra a gripe comum.





5. 10 a 21 de maio


--Será imunizada a população de 30 a 39 anos.











O ministério vai avisar por e-mail a data de vacinação para quem se cadastrar no site da campanha:

www.vacinacaoinfluenza.com.br.



VACINA DA GRIPE SUÍNA

Vacinação contra gripe suína (Gripe A ou H1N1)



1. 08 a 19 até o dia 19 de março

Profissionais de saúde e povos indígenas



2. 22 de março a 2 de abril

Gestantes em qualquer etapa da gravidez, doentes crônicos e
crianças com idade entre 6 meses e 2 anos.



3. 5 a 23 de abril.

Adultos Jovens entre 20 a 29 anos .



4. 24 de abril e 7 de maio

Idosos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas,
no mesmo período da campanha anual de vacinação contra a gripe comum.



5. 10 a 21 de maio

Será imunizada a população de 30 a 39 anos.



O ministério vai avisar por e-mail a data de vacinação para quem se cadastrar no site da campanha: www.vacinacaoinfluenza.com.br.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

VACINA DA GRIPE SUÍNA

Vacinação contra gripe suína será feita em 4 etapas a partir de março






Campanha deve imunizar um terço da população brasileira; idosos só receberão dose se tiverem doença crônica.

O Ministério da Saúde inicia no dia 8 de março a campanha nacional de vacinação contra a gripe suína. A campanha terá quatro etapas para atender diferentes grupos prioritários e se estenderá até 7 de maio. A expectativa do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é que 62 milhões de pessoas sejam imunizadas contra o vírus H1N1 - cerca de um terço da população brasileira. Idosos com mais de 60 anos e sem doença crônica não receberão a vacina contra a gripe suína - serão imunizados apenas contra a sazonal.


"O Brasil não está propondo vacinar toda a população. Nenhum país fez isso", disse o ministro, ontem, em Brasília. "Vacinar um terço da população já provocará uma redução enorme na circulação viral. Estamos diminuindo a possibilidade de que outras pessoas adquiram a doença", afirmou. O objetivo do governo federal não é acabar com a circulação do vírus, mas sim reduzir os casos graves da doença e as mortes.

Na primeira etapa, que vai de 8 a 19 de março, serão vacinados os profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e outras pessoas que trabalham em hospitais, e a população indígena. Na segunda etapa, de 22 de março a 2 de abril, a vacina será disponibilizada para as pessoas com doenças crônicas, como obesidade grau 3 (antiga obesidade mórbida), diabete, imunodeprimidos, doenças hepáticas, renais e hematológicas (mais informações nesta página).



No mesmo período serão vacinadas as crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos. Elas vão receber duas meias doses - a segunda deverá ser tomada 21 dias após a primeira.

As gestantes também serão atendidas na segunda fase da campanha, mas o prazo será um pouco maior - elas terão até o dia 7 de maio para se vacinar. Poderão receber a dose grávidas em qualquer período da gestação. Na terceira etapa, de 5 a 23 de abril, serão imunizados os adultos com idade entre 20 e 29 anos. A última fase, que vai de 24 abril a 7 de maio, vacinará os idosos com doenças crônicas.

Além da dose contra o vírus H1N1, eles serão imunizados no mesmo dia contra a gripe sazonal, como parte da campanha anual contra a gripe comum.

"Quem tem mais de 60 anos e possui uma doença crônica tomará duas vacinas no mesmo momento: em um braço, a vacina contra a gripe sazonal e no outro, contra a gripe comum", explicou Temporão.


ATESTADO MÉDICO




O Ministério da Saúde informou que não será pedido atestado médico no momento da vacinação.

"Seria inviável do ponto de vista logístico exigir um atestado médico. Vamos confiar no bom senso das pessoas", observou Temporão. De acordo com ele, o Ministério da Saúde trabalha com o número de 13 milhões de pessoas com doenças preexistentes no Brasil.

A vacina contra a gripe suína também poderá ser encontrada em clínicas particulares. O governo federal autorizou essas clínicas a importar as doses do imunizante e disponibilizá-las aos interessados.



PERGUNTAS E RESPOSTAS


Como será feita a distribuição das vacinas contra a gripe suína?

O Ministério da Saúde entregará aos 26 Estados e ao Distrito Federal um número de doses proporcional à população dos grupos prioritários. As secretarias estaduais da Saúde distribuirão as doses aos municípios, obedecendo ao mesmo critério. Os locais de vacinação serão definidos conjuntamente por Estados e municípios

As clínicas particulares oferecerão a vacina contra a gripe suína?

Sim, elas foram autorizadas pelo governo a importar a vacina. O ministério recomenda que as clínicas utilizem os mesmos critérios de público-alvo definidos para a rede pública. Mas elas poderão disponibilizar a vacina para todos, pois se trata de uma orientação


Tomar a vacina contra a gripe suína elimina a necessidade de se vacinar contra a gripe sazonal?


O único grupo que terá de tomar as duas vacinas é o formado por idosos com doença crônica. Na rede pública, eles receberão as duas doses no mesmo dia. Idosos saudáveis só precisarão tomar a vacina contra a sazonal. Quem procurar clínicas particulares poderá encontrar as duas vacinas em uma única dose, que será vendida por alguns laboratórios.

O Ministério da Saúde poderá alterar, no decorrer da campanha, os grupos prioritários?

Sim, se houver mudança na situação epidemiológica e disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados em uma quinta etapa da campanha

Campanha de vacinação contra gripe suína começa em março


Cerca de 13,3 milhões de pessoas do Estado de São Paulo serão vacinadas contra a contra a gripe A H1N1, conhecida como gripe suína. A primeira etapa da campanha começa no dia 8 de março, e para profissionais da área da saúde e vai até o dia 19.


Os profissionais de saúde a serem vacinados são aqueles que prestam serviços diretamente na prevenção e no tratamento da doença nos serviços de saúde do município, como hospitais, prontos-socorros, unidades básicas, ambulatórios e unidades dos PSF, entre outros.

Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho.



A segunda fase da vacinação contra a nova gripe, que começa em 22 de março, incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade e os portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, entre outros.

As gestantes poderão ser vacinadas entre 22 de março e 7 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.

Na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina contra a gripe A H1N1 somente os idosos com 60 anos ou mais que sejam portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal).



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

VACINAS NÃO PRECONIZADAS PELO MINISTÉRIOS DA SAÚDE

VAMOS TIRAR ALGUMA DÚVIDAS sobre a vacina Prevenar e Outras







01. Vacina Prevenar - para que serve ?

Prevenar é o nome comercial de uma vacina que protege contra 7 serótipos de uma bactéria vulgarmente conhecida por pneumococo. Esta bactéria tem, contudo, mais de 20 sorotipos. Alguns dos serotipos que infectam as crianças em Portugal estão incluídos na vacina, outros não.
Um pormenor técnico – esta vacina é dita“conjugadas” (por oposição à vacina “polissacarida”) e pode ser dada a crianças de idade inferior a 2 anos (ao contrário da polissacarida), daí ter suscitado tanto interesse por parte de pais e pediatras.

02. Esta vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) ?


Não e não é previsível que venha a fazer proximamente.

03. A vacina Prevnar é prioritária para crianças nos 2 primeiros anos de vida ?


A prioridade de vacinação para estas crianças são as vacinas do PNV (BCG, Hepatite B, Sabin, Tetravalente, Rotavírus, Tríplice-víral (MMR), Tríplicebacteriana (DPT).
Estas são gratuitas e tornam as crianças imunes a agentes infecciosos muito perigosos, a maioria dos quais circula no mundo: hepatite B, haemophilus (tambem causador de meningite), difteria, tétano, rubéola, tosse convulsa e outros.

04. Está portanto a desaconselhar a Prevnar ?


Não. A Prevnar é uma vacina eficaz contra os serótipos acima referidos do pneumococo.
A Comissão Técnica de Vacinação (CTV), nomeadamente, não tem nada contra a administração desta vacina, apenas recomenda que seja dada de forma a não interferir com o calendário das vacinas do PNV.

05. Vale a pena gastar tempo e dinheiro para dar esta vacina às minhas crianças ?


Lamento mas não existe uma resposta inequívoca a esta pergunta. A resposta depende da percepção do risco de contração de infecção (pelo pneumococo) que cada pessoa tem. Por outras palavras, da probabilidade de uma criança ser infectada e desenvolver doença. Só lhe posso dizer sobre isto que a probabilidade é muito muito baixa, mas não é zero.
A percepção do risco na população é muito influenciada pelas informações dadas pelos meios de comunicação social e estes não avaliam objectivamente o risco antes de emitirem notícias. Mas há outros factores a ter em conta. Para o/a ajudar a decidir, vou tentar resumir-lhe vantagens e desvantagens da Prevnar na pergunta a seguir.




06. Quais as vantagens e desvantagens desta vacina ?


Principal vantagem
Vacina muito eficaz contra os agentes a que se dirige, mesmo em crianças com menos de 2 anos. Confere protecção duradoura em mais de 90% dos vacinados. Além disso, não têm reacções adversas dignas de nota.

Desvantagens e limitações:

- Esta vacina é cara. Informe-se do preço antes de comprar.
- Esta vacina não confere protecção contra TODOS os agentes causadores de doença pneumocócica. A Prevenar protege contra 7 serótipos do pneumococo, mas esta bactéria tem mais de 20 serótipos. Não deve portanto ter a ilusão de que a criança fica 100% protegida.
- Existe o perigo de perturbar a administração das vacinas do PNV. Este perigo, contudo, pode ser reduzido, se se cumprirem as recomendações emanadas pela CTV sobre o assunto (veja pergunta a seguir).

07. A Comissão Técnica de Vacinação (CTV) tem recomendações sobre esta vacina ?


A CTV deixa a administração destas vacina ao critério do pediatra e dos pais. É uma decisão difícil. O risco médio de uma criança vir a ser infectada pelo pneumococo e desenvolver doença e' muito baixo ... mas não e' zero.
A compatibilização da administração da Prevenar com as outras vacinas do PNV pode ser vista a seguir :
O clínico prescritor da vacina Prevenar tem liberdade de escolher as idades em que recomenda a sua administração. Várias são as soluções possíveis, não sendo sequer obrigatório que a vacina seja dada no primeiro ano de vida.

Se optar por administração no 1º ano de vida, a Prevenar não está contra-indicada em simultâneo nem com a tetravalente, nem com a Meningo-C (3, 5 meses). De momento, contudo, nenhuma destas simultaneidades é totalmente destituída de dúvidas. Estas dúvidas são referidos nas “Orientações Técnicas” do novo PNV (Circ. Normativa nº 08/DT de 2005, DGS), tal como transcrevo em seguida:
Simultaneidade com a tetravalente (2, 4, 6 meses)
<<>> (cit. das “Orientações Técnicas”).
Note-se que se a Prevenar for dada em simultâneo com a Sabin, tetravalente, o bebé recebe 3 injecções aos 2 e aos 6 meses, ficando, contudo, protegido desde mais cedo (2 meses).
Simultaneidade com a Meningo-C (3, 5 meses)
<> (cit. das “Orientações Técnicas”).
Neste caso, o bebé recebe 2 injecções em cada visita, ficando protegido pela Prevenar desde os 3 meses. A 3ª dose da Prevenar pode ser dada, por exemplo, aos 7 meses ou na visita dos 15 meses.

A Comissão Técnica de Vacinação não recomendou (nem desaconselhou) qualquer destas ou outras opções possíveis, considerando que o clínico deve ter a liberdade de recomendar a que julgar mais apropriada.


08. Quantas doses da vacina devem ser dadas ?


Depende da idade da criança quando inicia a vacinação. Os números de doses indicados no quadro seguinte baseiam-se nas recomendações dadas pelo fabricante :

Idade de início

Prevenar

2 ou 3 meses

4 a 6 meses

7 a 11 meses

(segunda dose dada no 2º ano de vida, por explo aos 15 meses com a VASPR)
12 a 23 meses

24 a 59 meses



(*) Criancas saudaveis com 24-59 meses de idade, não vacinadas anteriormente, devem receber 1 só dose da vacina.
Criancas com 24-59 meses, com anemia das celulas falsiformes, asplenia, HIV, doenca cronica ou de alguma forma imunocomprometidas, devem receber 2 doses separadas por um minimo de 8 semanas.

A vacina não está recomendada para criancas com idade superior a 59 meses.






O intervalo de tempo recomendado entre doses é de 2 meses. Não devem ser dadas doses intervaladas de menos de 1 mês. Veja contudo a pergunta seguinte.


09. Uma recomendação final IMPORTANTE



A literatura científica recente (finais de 2004), sugere que a idade em que é dada a última dose de vacinas conjugadas(*) é muito importante para garantir que a protecção conferida pela vacina seja duradoura. É mesmo mais importante do que o número de doses de vacina dadas. Recomenda-se que a última dose de qualquer destas vacinas seja dada, de preferência, no segundo ano de vida (isto é, depois dos 12 meses) e não antes dos 9 meses de idade.
(*) Exemplos de vacinas conjugadas são a vacina contra o meningococo, a Prevnar e a vacina contra o Hib (esta última está no PNV).


Observação :

Hoje em dias, esta vacina já esta sendo administradas pelas unidades de saúde ( Postos de Saúde e Centros de Saúde ) – basta que haja indicação médica – para tal o responsável pelo paciente (criança ou adulta) deve procurar o serviço de Epidemiologia das unidades acima citadas, que os responsáveis por este setor tomarão as devidas providências para administração das vacinas indicadas pelo médico.


RESUMO DE ALGUMAS VACINAS

Atenção :

Algumas destas vacinas não se encontram normalmente nas Unidades de de Saúde dos órgãos públicos, geralmente necessitam de indicação médica e não fazem parte do calendário de vacinação preconizado pelo Ministério da saúde.

Vacina contra o vírus influenza (vacina anti-gripal)

É uma vacina inativada. Por ser um vírus que muda muito (mutante), a cada ano, uma nova vacina é desenvolvida, pois são levados em consideração os tipos de vírus que estão circulando no momento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, a cada ano, quais tipos de vírus que devem ser utilizados para fazer a vacina.
Proteção contra a influenza ou gripe, doença caracterizada por febre alta, calafrios, dor-de-cabeça, mal-estar, tosse seca e dor muscular, e que pode gerar complicações como infecções respiratórias agudas. Estudos recentes indicam que a vacina também protege contra infarto e derrame.A vacina contra gripe não protege contra resfriados comuns, que são causados por outros tipos de vírus e normalmente se caracterizam por sintomas mais leves, sem febre. Deve ser administrada uma vez ao ano de preferência em abril ou maio por que é a época de maior incidência da doença, porém crianças que nunca tomaram a vacina e possuem menos de nove anos de idade, devem tomar uma segunda dose, com intervalo de 30 dias na primeira aplicação.


Vacina contra a tuberculose (BCG)

É uma vacina de bactéria viva atenuada contra tuberculose, que previne suas formas mais graves como: tuberculose miliar e meningoencefalite. Deve ser administrada uma dose ao nascer, preferencialmente no primeiro mês de vida. Porém é contra-indicada em recém-nascidos com peso inferior a 2kg, imunodeprimidos e gestantes.
Crianças que há ausência de cicatriz após 6 meses do ato vacinal, é indicado uma nova dose, porém não existe a necessidade do reforço aos 6 anos.


Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche acelular (DPT-acelular ou Tríplice bacteriana)


As vacinas mais modernas denominadas vacinas acelulares contra a difteria, o tétano e a coqueluche apresentam menor ocorrência de reações tais como: dor no local da administração, febre elevada, irritabilidade e choro prolongado. Nos países desenvolvidos estas vacinas acelulares constituem a vacina de preferência do calendário de vacinação. O esquema vacinal da DTP acelular é idêntico ao da DTP.
A difteria é uma infecção aguda muito grave causada pela bactéria Corynebacterium diphteriae. O único hospedeiro conhecido é o homem, e é geralmente transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias liberadas no ar por tosse ou espirro.
É normalmente mais séria, quando afeta o trato respiratório superior de crianças, podendo causar obstrução respiratória, com conseqüências devastadoras, podendo levar a morte.
A doença também pode afetar adultos que não estejam imunizados, ou que a imunidade tenha diminuído com o passar dos anos. Este fato é muito comum em países que não possuem a prática de vacinar os adultos, pois acreditam que por terem sido vacinados quando crianças, ainda estão imunizados.
O tétano é causado pela Clostridium tetani, uma bactéria anaeróbia, Gram positivo. A Clostridium tetani normalmente habita o trato intestinal de gado bovino, ovino e outros animais de sangue quente, incluindo o homem. Seus esporos são liberados nas fezes e podem sobreviver em estado inativo por vários anos na poeira, sujeira, solo e água. Se os esporos penetram em uma ferida, eles podem germinar e formar bacilos. Estes produzem uma toxina poderosa, uma das mais virulentas, que invade o sistema nervoso e causa sinais e sintomas de tétano.
Diferente da maioria das outras doenças causadas por bactérias, o tétano não pode disseminar-se de uma pessoa infectada para uma outra
A coqueluche é uma doença altamente infecciosa do trato respiratório que tipicamente causa sintomas característicos de tosse paroxística e emetizante. É causada pela Bordetella pertussis, uma bactéria Gram negativa que pode espalhar-se de pessoa para pessoa por perdigotos (gotículas respiratórias transportadas no ar).
Importante!!! Também existe a vacina de tétano sem as demais composições.


Haemophilus influenzae

A vacina conjugada inativada contra Haemophilus influenzae tipo B é indicada para crianças de dois meses a cinco anos em três doses (0,2,4 meses) e requer reforço aos 15 meses de vida. Caso a primeira dose tenha sido tomada após doze meses de vida o esquema não requer novas doses sendo a criança considerada adequadamente protegida segundo resultados obtidos no Chile e Grã-Bretanha. Pode ser indicada para paraimunodeprimidos, gestantes e HIV+.


Vacina contra a hepatite A

É uma vacina inativada que protege contra o vírus da hepatite A. Nas crianças, a infecção causada pela hepatite A, tende a ser leve ou assintomática; a gravidade do quadro clínico é maior quanto maior for a idade do paciente. A hepatite fulminante é a complicação mais temida desta infecção. É uma doença muito comum em qualquer idade devido a sua fácil forma de contágio. Ela pode ser adquirida através do contato pessoal ou pela ingestão de água e alimentos contaminados.
Essa vacina deve ser administrada a partir de 1 ano de vida em 2 doses, em que a segunda só deve ser administrada após 6 meses passada a primeira dose.
Importante!!! Caso não tenha se vacinado contra a hepatite B, pode-se administrar a vacina combinada contra hepatite A e B, assim sendo somente uma vacina com o mesmo esquema de vacinação da vacina contra hepatite B ( 0,1 e 6 meses), evitando assim mais de uma aplicação.


Vacina contra a hepatite B

É uma vacina inativada, que protege contra o vírus da hepatite B. Com surgimento de doenças correlatas à hepatite B, como a cirrose e o câncer de fígado, viu-se a necessidade imediata da vacinação contra a hepatite B.
Deve ser administra logo ao nascer (ainda na maternidade); pois o quanto mais rápida administração pode evitar o contágio do bebê, caso a mãe tenha a doença; com 1 mês de vida e um reforço aos 6 meses de vida. Caso isso não tenha sido feito, deve ser administrada em 3 doses no esquema 0,1e 6 meses (ou seja, administra-se a primeira dose, 1 mês após a primeira dose administra-se a segunda dose e 6 meses após a primeira dose administra-se a terceira dose).


Vacina contra a hepatite A e B

Caso não tenha se vacinado contra a hepatite A e B, pode-se administrar a vacina combinada contra hepatite A e B, assim sendo somente uma vacina com o mesmo esquema de vacinação da vacina contra hepatite B ( 0,1 e 6 meses), evitando assim mais de uma aplicação.

Vacina contra meningite meningocócica tipo A e tipo C

É uma vacina combinada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo A e C.
A Meningite do tipo A e C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada a partir de 2 anos de idade e deve ser administrada uma dose de reforço a cada 2 anos.


Vacina contra meningite meningocócica tipo B e tipo C Vacina contra meningite meningocócica tipo C

É uma vacina conjugada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo C.
A Meningite do tipo C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada em crianças a partir de 2 meses de vida, adolescentes e adultos; sendo que até 1 ano de vida devem ser administradas 3 doses com intervalo de 30 dias e a partir de 1 ano de vida não se recomenda reforço.
É uma vacina combinada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo B e C.
A Meningite do tipo B e C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada a partir de 2 anos de idade e devem ser administradas duas doses com intervalo de 2 meses e uma dose de reforço a cada 2 anos.


Vacina contra meningite meningocócica tipo C

É uma vacina conjugada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo C.
A Meningite do tipo C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada em crianças a partir de 2 meses de vida, adolescentes e adultos; sendo que até 1 ano de vida devem ser administradas 3 doses com intervalo de 30 dias e a partir de 1 ano de vida não se recomenda reforço.


Vacina contra pneumonia (Pneumo-23)

É uma vacina obtida a partir de substância purificada da bactéria causadora da pneumonia, protege contra a pneumonia causada pelo pneumococo. A pneumonia é uma infecção respiratória grave, que se caracteriza por febre, tosse com catarro, e, em muitos casos, precisa de internação, podendo levar a pessoa à morte, se não tratada adequadamente.
É indicada para crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes e adultos; e o reforço deve ser administrado a cada 5 anos.


Vacina contra infecção pneumocócica 7-valente (Prevenar)

A Prevenar é uma vacina antipneumocócica conjugada, com antígeno para 7 sorotipos de Streptococcus pneumoniae, que são responsáveis por casos graves de meningite, pneumonia, sinusite e otite média em todo o mundo. Pode ser administrada a partir dos 2 meses de vida, sendo nesse caso 3 doses com intervalo de 2 meses e um reforço quando o bebê completar 1 ano e 5 meses; entre 7 meses e 11 meses de vida, deve-se administrar 2 doses como intervalo de 2 meses e completar 1 ano e 5 meses; entre 1 ano e 2 anos de vida, deve ser administrada 2 doses com intervalo de 2 meses; após 2 anos de vida, deve-se administrar somente 1 dose. Porém só pode ser administradas em crianças até 9 anos de idade. Recomenda-se a vacinação rotineira de todas as crianças com menos de dois anos.


Vacina contra Rotavírus

O Rotavírus é um vírus que casa diarréia. Este vírus é considerado os mais importante causador da diarréia grave, em todo o mundo, principalmente em crianças menores de cinco anos. Crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica estão sujeitas à manifestação da doença de maior gravidade. Adultos também podem ser infectados, mas a doença tende a ser bastante moderada.
O intervalo entre a contaminação e o aparecimento da doença varia de um a dois dias.
A 1ª dose deverá ser aplicada entre o primeiro mês e 15 dias de vida a três meses e uma semana. A 2ª dose deverá ser aplicada do terceiro mês e uma semana até cinco meses e meio, com intervalo mínimo de um mês entre as duas doses.


Vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola (Tríplice Viral ou MMR)

O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa; pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves. A caxumba pode causar meningoencefalite, otite e pancreatite. A rubéola congênita é a complicação mais temida da rubéola. A vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola é altamente eficaz. Esta vacina deve ser administrada aos 12 meses de idade; reforço entre 4-6 anos.


Vacina contra a catapora (varicela)

É uma vacina obtida a partir do vírus atenuado, que protege contra a varicela que é uma doença altamente contagiosa. Na criança saudável é geralmente benigna, entretanto, por vezes ocorrem complicações infecciosas primárias da pele e formas graves da doença com alastramento para o cérebro(meningoencefalite).
É indicada para crianças a partir de 1 ano de vida e demais idades que nunca tenham tido a doença e é administrada em dose única.