terça-feira, 17 de novembro de 2009

É HORA DE LUTAR

40 Horas Semanais para Enfermagem – Fato Insano

40 horas semanais para a Enfermagem é um fato irrelevante, pois, o desgaste físico,emocional e mental é muito grande, chega à ser devastador para a saúde do profissional e para o seu desempenho profissional.


É notório que o regime de 40 horas semanais para à Enfermagem não proporciona resultados satisfatórios para o paciente e para a saúde do trabalhador.
Unidades que adotaram 40 horas semanais, sentem na pele a problemática desta adoção. Muitas delas não cumprem a carga horária oficial, pois, chegaram a conclusão que é irrelevante ou inviável tal situação. Além de desgaste físico, emocional e mental dos seus funcionários, observaram que é inviável a montagem da escala, pois, no regime de plantão de 12 horas , com uma carga horária de 40 horas semanais, fica impossível montar uma equipe coesa, pois, inventaram uma tal complementação, onde as pessoas complementam em plantões diferentes, o que proporciona a cada instante uma equipe com um membro que foge ao comportamento de uma equipe constante. Além de tudo há a controversa de como obter uma carga horária justa, obedecendo as normas da lei.

Triste mesmo é a proporção de absenteísmo, de afastamento por doença, óbitos de servidores por sobrecarga de trabalho, lembrando que a profissão convive com os parâmetros de vida e de morte, de dor, sofrimento e stress constante.
O emocional do profissional está em constante teste, o que leva a tensão, que meche com sistema orgânico, anatômico e mental.
Como montar uma escala de 40 horas semanais para plantonistas que cumprem 12 horas de plantão.
Existe unidades, que não cabe aqui nomear, que exige de seus funcionários plantonistas 14 plantões de
12 horas por mês.
Analisemos :

- 01 mês tem 04 semanas;
- 01 plantão tem 12 horas;
- 40 horas semanais .

01. Calculo de 40 horas para 01 mês :

40 horas / semana X 04 semanas = 160 horas por mês.


02. No regime de 14 plantões de 12 horas por mês temos.

01 plantão ---------- 12 horas

14 plantões --------- Y horas


01 plantão x Y = 14 plantões x 12 horas

Logo :

Y = 14 plantões x 12 horas
01 plantão


Y = 168 horas por mês


Observe que o funcionário trabalha 08 horas por mês de graça para a instituição:

Horas a mais por Mês = 168 horas – 160 horas


Horas a mais por Mês = 08 horas


Em 01 ano temos:

a. 01 ano tem 12 meses;
b. 08 horas a mais por mês em 01 ano teremos:


Horas a mais por Ano = 08 horas x 12 meses


Horas a mais por Ano = 96 horas a mais em 12 meses


O pior de tudo é que este regime já se perdura por mais de 10 anos, imagine as perdas que estes profissionais estão tendo . Perdas, emocionais, física, mental e financeira.

96 horas a mais em 10 anos ( 120 meses), imagine:

Perdas em 10 anos (120 meses) :

Horas a mais em 10 Anos (120 meses) = 96 horas a mais em 12 meses x 120 meses

Como vimos :

10 Anos tem 120 meses, assim :

Perdas em 120 meses :


Perdas em 120 meses = 96 x 120 = 11520 horas a mais

Em 10 Anos .



Um destes exemplos é o HOSPITAL MUNICIPAL SALGADO FILHO - RIO.

O fato agravante de tudo é que os profissionais da saúde não teem exames periódicos, e mais agravante é porque eles estão em constante contato com doenças, que em muitos casos só se vem a obter um diagnóstico após vários dias de contato.
Além da carga horária desgastante, pois, convivem com emocional humano e não tem se quer um serviço de psicologia a disposição destes profissionais.

É viver emtre a cruz e a espada : sofrimento e dor, razão e emocional em constante conflito.


O pior é que os sindicatos de classe e os órgão fiscalizadores da profissão não se pronunciaram até hoje. A quem recorrer ?

Esta é uma das aberrações que estes profissionais sofrem, sem contar que são profissionais que convivem com um risco muito maior de adquirir uma doença grave, pois convivem com inúmeras enfermidades, muitas contagiosas, como : HIV, gripe Suína, Tuberculose, Hanseníase, Hepatite B, Hepatite C, etc.... , e nem se quer tem o direito de realizar um exame periódico.


Já não é sem tempo que estes profissionais recebam um tratamento justo e de direito, são eles que colocam a sua saúde em risco para amenizar o sofrimento de todos nós.

É CHEGADA A HORA DOS POLÍTICOS RECONHECEREM A INJUSTIÇA QUE VEM SENDO FEITA CONTRA ESTES PROFISSIONAIS E APROVAREM O PROJETO DE LEI 2295/2000 . Que trata das 30 horas semanais para a enfermagem.



Vejas as Últimas notícias sobre a Tramitação do projeto :

Projeto das 30 horas é aprovado em mais uma comissão
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprova por unanimidade o parecer sobre o Projeto de Lei 2295/2000. Agora, Plenário deverá se manifestar.

A enfermagem brasileira garantiu mais uma vitória na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro. O Projeto de Lei 2295/2000, que regulamenta a jornada da categoria em 30 horas semanais foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC).

Esta foi a última comissão pela qual o projeto precisava tramitar. Agora ele deverá ser votado pelo Plenário da Câmara e, se aprovado, irá para sanção ou veto do Presidente da República.


A importância deste projeto é que :

Além da redução da jornada de trabalho dos profissionais de Enfermagem, o PL 2295/2000 visa oferecer melhores condições de trabalho a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, e às parteiras, proporcionando, como resultado, mais qualidade para a saúde do trabalhador e no atendimento aos usuários do sistema de saúde.

Estudos apontam que os índices de absenteísmo entre pessoal de enfermagem são maiores que os de profissionais de outros ramos, como o industrial e o empresarial. "Jornadas de trabalho prolongadas aumentam esses índices quer seja por problemas de saúde físicos ou mentais, desmotivação, quer por acidentes de trabalho", sentencia.

O projeto de lei que estabelece as 30 horas para a enfermagem já foi aprovado pelo Senado e, na Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável nas comissões de Seguridade Social e Família, Finanças e Tributação e agora na CCJC.

AGORA IRÁ A PLENÁRIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

Depois do demonstrado acima nada mais justo que à aprovação deste projeto de Lei .

UMA SALDAÇÃO A ENFERMAGEM



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SAÚDE EM FOCO - ENFERMAGEM DEVE FICAR ATENTA

Projeto das 30 horas é aprovado em mais uma comissão
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprova por unanimidade o parecer sobre o Projeto de Lei 2295/2000. Agora, Plenário deverá se manifestar.

A enfermagem brasileira garantiu mais uma vitória na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro. O Projeto de Lei 2295/2000, que regulamenta a jornada da categoria em 30 horas semanais foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC).

“Com certeza estes profissionais poderão exercer seu trabalho de forma mais digna e com uma qualidade ainda melhor, o que vai beneficiar toda a saúde do país”, declarou o relator do projeto na CCJC, deputado Colbert Martins (PMDB-BA), que apresentou o parecer favorável à aprovação.

Esta foi a última comissão pela qual o projeto precisava tramitar. Agora ele deverá ser votado pelo Plenário da Câmara e, se aprovado, irá para sanção ou veto do Presidente da República. A Federação Nacional dos Enfermeiros, CNTSS, Sindicatos e demais entidades ligadas à Enfermagem acompanharam a votação (foto acima).

Além da redução da jornada de trabalho dos profissionais de Enfermagem, o PL 2295/2000 visa oferecer melhores condições de trabalho a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, e às parteiras, proporcionando, como resultado, mais qualidade para a saúde do trabalhador e no atendimento aos usuários do sistema de saúde, é o que afirma a presidente da FNE Silvia Casagrande.


Estudos apontam que os índices de absenteísmo entre pessoal de enfermagem são maiores que os de profissionais de outros ramos, como o industrial e o empresarial. "Jornadas de trabalho prolongadas aumentam esses índices quer seja por problemas de saúde físicos ou mentais, desmotivação, quer por acidentes de trabalho", sentencia.


Parecer favorável




O deputado Colbert Martins foi o relator do projeto das 30 horas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e apresentou o parecer favorável ainda no dia 8 de outubro.

As entidades representativas da enfermagem, como a FNE e CNTS, estiveram reunidas com o relator no dia anterior à apresentação do parecer. O relator conversou com os representantes da categoria e disse que aguardava o parecer técnico, mas que pretendia enviar o seu relatório sem alterar o projeto, como solicitado pelas entidades (foto).

O projeto de lei que estabelece as 30 horas para a enfermagem já foi aprovado pelo Senado e, na Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável nas comissões de Seguridade Social e Família, Finanças e Tributação e agora na CCJC.


A presidente da FNE reforça que a mobilização da categoria foi fundamental para essa conquista. “Muitos profissionais de enfermagem e as entidades de representação da categoria estiveram presentes no plenário da comissão. Isso com certeza ajudou na aprovação do relatório. Intensificaremos nossos esforços para que o PL seja votado no Pleno da Câmara até o final do ano, finaliza Silvia


REPORTAGEM REPRODUZIDA DA NET.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Doença de Fabry

Doença de Fabry

A doença de Fabry (também conhecida como doença de Anderson-Fabry) se caracteriza como uma doença crônica, conduzindo a uma isquemia cardíaca, cerebrovascular e principalmente renal.
A doença uma doença de depósito lisossômico (DDL) grave, progressiva e potencialmente fatal causada pela deficiência ou ausência de uma enzima lisossômica, a alfa-galactosidase.
Muitos pacientes com a doença de Fabry são diagnosticados incorretamente e podem ter consultado diferentes especialistas antes da obtenção de um diagnóstico preciso. Em em ambos os sexos decorrem cerca de 12 anos entre o início dos sintomas e o estabelecimento do diagnóstico.
A deficiência de Alfa-galactosidase A nos lisossomos de pacientes com a doença de Fabry resulta no acúmulo progressivo do glicosfingolipido, globotriaosilceramida (Gb3), nas células de muitos sistemas orgânicos, inclusive nas células epiteliais renais tubulares e glomerulares, células miocardiais e fibrócitos valvulares, neurônios dos gânglios da raiz dorsal e no sistema nervoso autônomo, bem como nas células vasculares endoteliais, periteliais e da musculatura lisa. Isto leva a uma ampla gama de sintomas em muitos órgãos, inclusive coração, rins, cérebro e pele, levando muitas vezes a graves manifestações em um ou mais sistemas e finalmente a morte do paciente.
As manifestações clínicas podem ocorrer desde a infância, com uma grande piora no decorrer da vida.
Na ausência de tratamento, a expectativa de vida geralmente é reduzida em 20 anos em pessoas do sexo masculino e em 15 anos nos indivíduos do sexo feminino, com a morte usualmente devido a falência renal, doença cardíaca ou acidente vascular cerebral.

01. Genética e mecanismo patogênico


A falta de informação e de trabalhos direcionados para a população brasileira, mostra que há muitos pacientes sendo tratados de forma incorreta e muitas crianças que não conseguem usufruir de sua infância.
A doença de Fabry é um erro inato recessivo ligado ao cromossomo X, resultante da atividade deficiente ou até mesmo ausente da enzima lisossomal alga-Gal A.


O defeito enzimático leva a um acúmulo sistêmico nos lisossomos dos glicoesfingolipídios principalmente de Globotriaosilceramida (ceramida tri-hexosídeo) em particular no endotélio vascular, o qual resulta em alterações renais, cardíacas, bem como manifestações cerebrovasculares levando inclusive à morte precoce.

02. Epidemiologia

Apesar da prevalência da doença ser de 1 caso para cada 40.000 indivíduos, alguns serviços clínicos, particularmente os nefrologistas, vem diagnosticando com maior freqüência, dando a impressão de que a doença possa ter uma maior prevalência, sendo possível assim se tratar de uma doença subdiagnosticada.
Devido a estes dados, com o diagnóstico rápido e precoce, torna-se possível a melhora na qualidade de vida do paciente, prevenindo uma falência de órgãos e inclusive uma morte precoce, devido a intervenção terapêutica.
A prevalência estimada da Doença de Fabry é de 1 em 117 mil nascidos vivos e 1 a cada 40 mil homens, o que a torna uma doença rara e muitas vezes negligenciada, visto que o pequeno número de casos no mundo, aliado a dificuldade na elaboração de um tratamento efetivo, são fatores limitantes para o aumento da pesquisa do tratamento/cura.

03. Sintomas


O sintomas começam na infância, mas geralmente não são diagnosticados devido à apresentação muito inespecífica da doença. São típicas a perda da função das glândulas sudoríparas (anidrose), febre recorrente e parâmetros de inflamação no soro aumentados. Transtornos digestivos (flatulência, diarréia) podem ocorrer. Os olhos apresentam quase sempre um embaçamento da córnea. São descritos como manifestações dermatológicas angioqueratomas.
Através da lesão dos nervos periféricos surgem dolorosas parestesias. Por volta dos 20 anos de idade começa a surgir uma proteinúria (perda de proteína na urina) que demonstra a lesão renal cada vez maior. Mais tarde há o comprometimento dos vasos sanguíneos de diversos órgão, que podem levar à morte através de infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Um outro problema é a ocorrência de uma insuficiência renal terminal. Sem tratamentos, a expectativa de vida é reduzida pela metade pelas complicações.

04. Diagnóstico

A Doença de Fabry por se tratar de um distúrbio raro tem-se pouco conhecimento das manifestações e de sua evolução clínica. Os casos não diagnosticados, ou tardiamente diagnosticados, acarretam a uma condução clínica errônea com uma evolução até mesmo fatal.
Muitos pacientes com a doença de Fabry são diagnosticados incorretamente e podem ter consultado diferentes especialistas antes da obtenção de um diagnóstico preciso. Em em ambos os sexos decorrem cerca de 12 anos entre o início dos sintomas e o estabelecimento do diagnóstico.

05. Prognóstico

A doença de Fabry é de natureza progressiva. Além disso, a apresentação clínica é heterogênea, com o histórico natural da doença variando significativamente entre os pacientes.
Na ausência de tratamento, a expectativa de vida geralmente é reduzida em 20 anos em pessoas do sexo masculino e em 15 anos nos indivíduos do sexo feminino, com a morte usualmente devido a falência renal, doença cardíaca ou acidente vascular cerebral.

06. História

Os primeiros pacientes com doença de Fabry foram descritos em 1898 pelo dermatologista alemão, Johannes Fabry e o dermatologista inglês William Anderson, de forma independente.

Observação :

Tudo sobre a doença de Fabry você pode encontrar no endereço :

http://www.genzyme.com.br/thera/fz/br_p_tp_t
hera-fz.asp

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ETIQUETA DAS ROUPAS

Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis na lavagem


Quando você compra roupa ela vem sempre acompanhada de uma etiqueta, que pode ter uma das formas abaixo :










1º. Esquema :

A etiqueta simboliza o tratamento doméstico de lavagem pelo processo manual ou mecânico.
Ela é usada para transmitir informações referentes à temperatura máxima de lavagem,
bem como os demais processos de lavagem, como mostrado na tabela abaixo:



2º. Esquema:

Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis,
referentes ao alvejamento


O triângulo simboliza o processo de alvejamento, como mostrado abaixo:

3º. Esquema:

Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis,
referentes à secagem em tambor

O círculo em um quadrado representa o tambor de secagem utilizado depois da lavagem. A temperatura máxima é indicada por um ou dois pontos colocados dentro do símbolo, como mostra a tabela abaixo:




4º. Esquema:

Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis,
referentes à secagem natural

A simbologia mostrada abaixo, significa secagem natural. O quadrado com três linhas verticais em seu interior representa a secagem por gotejamento, onde o artigo têxtil é pendurado molhado, podendo ou não ser estendido ou alisado, em ambiente externo ou interno, após a extração do excesso de água..



5º. Esquema:

Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis,
referentes à passadoria

O ferro simboliza a passadoria a ferro doméstico e o processo de prensagem, com ou sem vapor, a temperatura máxima é indicada por um, dois ou três pontos inseridos dentro do símbolo, como mostra a tabela abaixo:





6º. Esquema:

Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis,
referentes à limpeza a seco

abaixo: O símbolo representa a maneira como deve ser tratado cada produto para uma conservação e uma vida média duradoura, basta seguir as orientações da tabela abaixo:





domingo, 25 de outubro de 2009

Dor durante o Coito

Dor Durante o Ato Sexual


01. O que é dispareunia?
A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres. A dor geralmente é sentida durante o ato sexual, mas pode ocorrer também antes e depois do intercurso. As mulheres podem descrever a dor como uma sensação superficial, ou até mesmo profunda; e a intensidade pode variar de um leve desconforto até uma forte dor aguda. É mais freqüente do que se pensa, podendo atingir até 50% das mulheres com vida sexual ativa.
Para que o distúrbio seja denominado dispareunia, a dor deve provocar sofrimento ou dificuldade nas relações interpessoais e não ser causada exclusivamente pela falta de lubrificação vaginal, por vaginismo (contrações involuntárias dos músculos da vagina), por condições médicas gerais ou pela ação de substâncias ou medicamentos. A dispareunia leva frequentemente à rejeição ao ato sexual, com conseqüências graves para o relacionamento atual e comprometimento dos futuros, diminuindo o desejo sexual em diversos graus.

02. Quais são os tipos de dispareunia?
Podemos encontrar os seguintes tipos:
• Primária: quando acontece desde a primeira relação ou tentativa de relação sexual;
• Secundária: as relações sexuais eram normais e, a partir de determinada época, passaram a causar desconforto/dor;
• Situacional: a dispareunia ocorre apenas em determinadas ocasiões ou certos parceiros;
• Generalizada: a mulher é incapaz de conseguir qualquer tipo de penetração, sem que essa se acompanhe de desconforto.

03. O que causa a dispareunia?
A dispareunia pode ser causada por fatores orgânicos ou psicológicos. Importante destacar que o distúrbio se origina na interação de um conjunto de fatores e não de uma causa isolada.
Destacamos os seguintes:
A. Fatores Orgânicos
• Infecções genitais, tais como candidíase (monilíase), tricomoníase, etc.
• Doenças de pele que acometem a região genital: foliculite, pediculose púbica ("chato"), psoríase;
• Doenças sexualmente transmissíveis, como cancro mole, granuloma inguinal, etc;
• Infecção ou irritação do clitóris;
• Doenças que acometem o ânus;
• Irritação ou infecção urinária;
• Nos homens, podemos destacar a fimose, doenças de pele, herpes genital, doenças do testículo e da próstata.

B. Fatores Psicológicos
• Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável;
• Crenças morais e religiosas muito rígidas;
• Educação repressora;
• Medos e tabus irracionais quanto ao contexto sexual;
• Falta de desejo em fazer sexo com o(a) parceiro(a);
• Medo de machucar o bebê, quando durante a gestação;
• Falta de informação;
• Traumas infantis relacionados à sexualidade;
• Sentimento de culpa na vivência da sexualidade.

Observação :
Em uma relação sexual onde a mulher está preocupada, triste, assustada, sejam esses motivos desencadeados por fatores internos ou externos, ela não tem condições de se excitar. Para que isso ocorra, ela precisa estar bem, presente naquele momento da relação. Com a excitação ela ficará lubrificada, o que proporcionará conforto durante o ato em si. Por outro lado, a mulher mal estimulada, com sentimentos ruins relacionados ao encontro sexual, não se excitará adequadamente. Sem excitação não haverá boa lubrificação, logo ela sentirá dor ao ser penetrada. Isso tornará a relação empobrecida, desgastada para o casal, e assim, os conflitos na relação se agravarão cada vez mais. A mulher, com medo de sentir dor novamente na relação, vai evitar o encontro sexual. E novamente o conflito poderá aparecer. Isso tenderá a se tornar um ciclo vicioso, no qual a dor gera medo, o medo gera tensão, e esta gera dor ainda maior.

Algumas Dúvidas Freqüentes

01. Acho que tenho esse problema, o que devo fazer?
O primeiro passo é consultar um médico. No caso das mulheres, a maioria desses pacientes, o ginecologista é o primeiro profissional a ser consultado. O médico conversará com a paciente e tentará identificar fatores psicológicos e outros que possam estar afetando sua vida sexual. O exame físico completo ajudará na detecção de fatores orgânicos relevantes para o caso. Ele será capaz de fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento, podendo encaminhar a pacientes para outros profissionais, caso julgue necessário.

02. Como é feito o tratamento?
A consulta média é de extrema importância porque ele será capaz de detectar possíveis fatores orgânicos, que poderão ser tratados. A abordagem dos fatores psicológicos pode ser feita por vários profissionais, sendo o mais indicado o terapeuta sexual.
O tratamento inclui a psicoterapia que tem como objetivo um maior conhecimento de si própria, de seu corpo, sua forma de lidar com o mundo. E, em geral, é muito agradável para a mulher. Pra ela se dar conta de como lida com o próprio corpo, alguns exercícios podem ser indicados; os quais podem ser feitos sozinhos mesmo e às vezes é o mais indicado, pois alguns parceiros podem atrapalhar o acompanhamento.
Por ser uma síndrome psicofisiológica – conjunto de problemas físicos e psicológicos -, não adianta olhar a mulher somente como um organismo ou somente como um ser psíquico. Os dois atuam juntos ao mesmo tempo.
Assim, uma equipe de vários profissionais (ginecologista, urologista e psicoterapeuta) também se faz, na maioria das vezes, necessária.


domingo, 18 de outubro de 2009

Cólicas em Bebês

Dor no Intestino de Bebê pode ser causada por KLEBSIELLA


Nada é tão preocupante para uma mãe do que o choro do seu filho recém-nascido. E, quando não é fome, frio, nem a fraldinha suja, elas logo imaginam a temida cólica.

A dor persistente, que aflige os bebês nos três primeiros meses de vida, provoca um choro intenso e, em geral, piora de madrugada, para desespero dos pais. Apesar do impacto que provoca na vida da família, ainda não se sabe exatamente a causa do problema.

Pesquisadores americanos descobriram que muitos bebês que sofriam com cólicas tinham uma bactéria. O nome desse bichinho infernal é klebsiella.

Klebsiella

Bactéria:

Género de bacilos Gram-negativos, isolados das fezes do homem e dos animais, por vezes patogénicos (aparelho respiratório, tubo digestivo, sistema urogenital).

Todos nós temos milhões de bactérias em nosso trato gastrointestinal, principalmente no cólon (ou "intestino" grande). Estas bactérias são importantes para a saúde intestinal normal e função. Klebsiella é o nome do gênero para uma dessas bactérias encontradas nas vias respiratórias, intestinais e urinogenital dos animais e do homem.

Quando as bactérias Klebsiella sair fora do intestino, no entanto, pode ocorrer infecção grave.

Infecções por Klebsiella são encontrados com mais freqüência agora do que no passado. Isto é provavelmente devido às propriedades de resistência da bactéria aos antibióticos.

É considerado um patógeno humano oportunista que significa que sob certas condições, pode causar a doença. Por exemplo, as infecções hospitalares são aqueles que os pacientes internados pegar, porque eles estão em um estgio de enfraquecimento.

Klebsiella pneumoniae também é bem conhecida no meio ambiente e podem ser cultivadas em solo, água e vegetais. Na verdade, é provável que tenhamos K. pneumoniae em nosso intestino de comer alimentos crus, como saladas. Dois trabalhos de investigação em pesquisas de bactérias encontrados em brotos K. pneumoniae a ser uma parte preponderante da microflora3.

Um trabalho de investigação encontrou 4% da alface eles testaram contidas Klebsiella pneumoniae4.

Como regra geral, as infecções por Klebsiella tendem a ocorrer em pessoas com um sistema imunitário enfraquecido. Muitas destas infecções são obtidos quando uma pessoa está no hospital por algum outro motivo. A infecção mais comum causada pela bactéria Klebsiella fora do hospital é a pneumonia.

Klebsiella pneumonia tende a afetar pessoas com doenças subjacentes, como o alcoolismo, diabetes e doença pulmonar crônica. Classicamente, a Klebsiella pneumonia provoca uma grave, doença de início rápido, que muitas vezes faz com que as áreas de destruição no pulmão.

Pessoas infectadas começa geralmente febre alta, calafrios, sintomas de gripe e uma tosse produtiva de um lote de mucosas.. O muco (ou mucosa) que é cuspiu é muitas vezes espessa e tingida de sangue e tem sido referida como "geléia de groselha" escarro devido à sua aparência.

Mortality in Klebsiella pneumonia é de cerca de 50%, devido à doença subjacente que tende a estar presentes nas pessoas afetadas. Embora a pneumonia normal freqüentemente resolve sem complicação, Klebsiella pneumonia mais freqüentemente causa a destruição do pulmão e bolsas de pus no pulmão (conhecidos como abscessos).

A taxa de mortalidade para os casos não tratados é de cerca de 90%.

Também podem ser pus ao redor do pulmão (conhecido como empiema), que pode ser muito irritante para o delicado tecido pulmonar e pode causar cicatrizes para formulário. Às vezes, a cirurgia pode ser necessário para "salvar" um pulmão que está preso em bolsões irregulares de pus e tecido cicatricial.

Klebsiella também pode causar menos graves infecções respiratórias, como bronquite, que normalmente é uma infecção hospitalar.

Em Hospital é comum Outras infecções causadas por Klebsiella são infecções do trato urinário, infecções da ferida cirúrgica e infecção do sangue. Todas essas infecções podem evoluir para choque e morte se não for tratada no início de uma maneira agressiva.

Em Hospital Muitas infecções ocorrem por causa dos tratamentos invasivos, que muitas vezes são necessários em pacientes hospitalizados. Por exemplo, cateteres intravenosos utilizados para administração de fluidos, os cateteres inseridos na bexiga para drenagem da urina e tubos de respiração para as pessoas em uma máquina de respiração podem aumentar a susceptibilidade à infecção.

Embora esses dispositivos podem ser necessários em alguns pacientes, eles permitem que as bactérias para contornar as barreiras naturais à infecção e ao entrar no corpo de uma pessoa. O resultado pode ser uma infecção, se o sistema imunológico da pessoa não pode lutar contra as bactérias. Infelizmente, as pessoas que precisam de tratamentos invasivos, muitas vezes têm o sistema imunológico enfraquecido devido à sua doença subjacente.

Bactéria Klebsiella são uma parte da vida normal e viver dentro de quase todos nós. Embora seja algo que geralmente não gostam de pensar, precisamos de Klebsiella em nossos dois pontos para nos manter saudáveis. Infelizmente, uma vez Klebsiella escapa do intestino, que pode ser uma bactéria desagradável.

A sabedoria dos leigos – para Cólicas em crianças

O mito popular diz que crianças com choro intenso pode esta com cólica, e para amenizar usa artifícios antigos, como:

Massagem é ainda o melhor

Estudos científicos relacionam as cólicas a causas ambientais, mostrando que bebês que nascem durante o inverno têm mais predisposição às dores do que aqueles que nascem no verão. Outras pesquisas sugerem que o vínculo entre mãe e filho durante a gestação e o parto também influencia. Há ainda uma corrente que aposta que as cólicas são mais frequentes nos bebês de hoje por causa do aumento de partos cesarianos. Ou seja, o estudo da Universidade do Texas vem somar mais uma possível causa para o problema: uma inflamação no intestino do bebê causada pela bactéria klebsiella.

Para o gastropediatra José Cesar Junqueira, professor da UFRJ, no entanto, o número de crianças que apresentam essa bactéria é bem pequeno. Para ele, o único remédio com eficácia comprovada para aliviar as cólicas é o leite materno:

— É a fonte mais rica em lactobacilos, que irá estimular a flora intestinal do recém-nascido e a proliferação de bactérias benéficas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de probióticos e afirma que o mais indicado é massagear a barriga do bebê.

Mitos e verdades


Massagem


Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, a massagem diária, especialmente a realizada no fim de tarde, é o método mais seguro para combater as cólicas.

Alimentação


Muitas mães fazem uma dieta rigorosa com medo de que a ingestão de determinados alimentos possa interferir nas cólicas do bebê, evitando, por exemplo, feijão e repolho. Mas, de fato, a única recomendação é evitar alimentos que contenham cafeína, como café, refrigerantes de cola e chocolate.

Leite


Não há estudo científico que comprove que leite em pó hipoalergênico ajude a reduzir as cólicas. Para os médicos, o mais indicado e seguro é oferecer leite materno.

Funcho


Encontrado em farmácias de manipulação, o funcho é conhecido como um santo remédio contra cólicas. Na verdade, o chá age como calmante e não ataca diretamente o problema
.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

VACINAS NÃO PRECONIZADAS PELO MINISTÉRIOS DA SAÚDE

VAMOS TIRAR ALGUMA DÚVIDAS sobre a vacina Prevenar e Outras







01. Vacina Prevenar - para que serve ?

Prevenar é o nome comercial de uma vacina que protege contra 7 serótipos de uma bactéria vulgarmente conhecida por pneumococo. Esta bactéria tem, contudo, mais de 20 sorotipos. Alguns dos serotipos que infectam as crianças em Portugal estão incluídos na vacina, outros não.
Um pormenor técnico – esta vacina é dita“conjugadas” (por oposição à vacina “polissacarida”) e pode ser dada a crianças de idade inferior a 2 anos (ao contrário da polissacarida), daí ter suscitado tanto interesse por parte de pais e pediatras.

02. Esta vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) ?


Não e não é previsível que venha a fazer proximamente.

03. A vacina Prevnar é prioritária para crianças nos 2 primeiros anos de vida ?


A prioridade de vacinação para estas crianças são as vacinas do PNV (BCG, Hepatite B, Sabin, Tetravalente, Rotavírus, Tríplice-víral (MMR), Tríplicebacteriana (DPT).
Estas são gratuitas e tornam as crianças imunes a agentes infecciosos muito perigosos, a maioria dos quais circula no mundo: hepatite B, haemophilus (tambem causador de meningite), difteria, tétano, rubéola, tosse convulsa e outros.

04. Está portanto a desaconselhar a Prevnar ?


Não. A Prevnar é uma vacina eficaz contra os serótipos acima referidos do pneumococo.
A Comissão Técnica de Vacinação (CTV), nomeadamente, não tem nada contra a administração desta vacina, apenas recomenda que seja dada de forma a não interferir com o calendário das vacinas do PNV.

05. Vale a pena gastar tempo e dinheiro para dar esta vacina às minhas crianças ?


Lamento mas não existe uma resposta inequívoca a esta pergunta. A resposta depende da percepção do risco de contração de infecção (pelo pneumococo) que cada pessoa tem. Por outras palavras, da probabilidade de uma criança ser infectada e desenvolver doença. Só lhe posso dizer sobre isto que a probabilidade é muito muito baixa, mas não é zero.
A percepção do risco na população é muito influenciada pelas informações dadas pelos meios de comunicação social e estes não avaliam objectivamente o risco antes de emitirem notícias. Mas há outros factores a ter em conta. Para o/a ajudar a decidir, vou tentar resumir-lhe vantagens e desvantagens da Prevnar na pergunta a seguir.




06. Quais as vantagens e desvantagens desta vacina ?


Principal vantagem
Vacina muito eficaz contra os agentes a que se dirige, mesmo em crianças com menos de 2 anos. Confere protecção duradoura em mais de 90% dos vacinados. Além disso, não têm reacções adversas dignas de nota.

Desvantagens e limitações:

- Esta vacina é cara. Informe-se do preço antes de comprar.
- Esta vacina não confere protecção contra TODOS os agentes causadores de doença pneumocócica. A Prevenar protege contra 7 serótipos do pneumococo, mas esta bactéria tem mais de 20 serótipos. Não deve portanto ter a ilusão de que a criança fica 100% protegida.
- Existe o perigo de perturbar a administração das vacinas do PNV. Este perigo, contudo, pode ser reduzido, se se cumprirem as recomendações emanadas pela CTV sobre o assunto (veja pergunta a seguir).

07. A Comissão Técnica de Vacinação (CTV) tem recomendações sobre esta vacina ?


A CTV deixa a administração destas vacina ao critério do pediatra e dos pais. É uma decisão difícil. O risco médio de uma criança vir a ser infectada pelo pneumococo e desenvolver doença e' muito baixo ... mas não e' zero.
A compatibilização da administração da Prevenar com as outras vacinas do PNV pode ser vista a seguir :
O clínico prescritor da vacina Prevenar tem liberdade de escolher as idades em que recomenda a sua administração. Várias são as soluções possíveis, não sendo sequer obrigatório que a vacina seja dada no primeiro ano de vida.

Se optar por administração no 1º ano de vida, a Prevenar não está contra-indicada em simultâneo nem com a tetravalente, nem com a Meningo-C (3, 5 meses). De momento, contudo, nenhuma destas simultaneidades é totalmente destituída de dúvidas. Estas dúvidas são referidos nas “Orientações Técnicas” do novo PNV (Circ. Normativa nº 08/DT de 2005, DGS), tal como transcrevo em seguida:
Simultaneidade com a tetravalente (2, 4, 6 meses)
<<>> (cit. das “Orientações Técnicas”).
Note-se que se a Prevenar for dada em simultâneo com a Sabin, tetravalente, o bebé recebe 3 injecções aos 2 e aos 6 meses, ficando, contudo, protegido desde mais cedo (2 meses).
Simultaneidade com a Meningo-C (3, 5 meses)
<> (cit. das “Orientações Técnicas”).
Neste caso, o bebé recebe 2 injecções em cada visita, ficando protegido pela Prevenar desde os 3 meses. A 3ª dose da Prevenar pode ser dada, por exemplo, aos 7 meses ou na visita dos 15 meses.

A Comissão Técnica de Vacinação não recomendou (nem desaconselhou) qualquer destas ou outras opções possíveis, considerando que o clínico deve ter a liberdade de recomendar a que julgar mais apropriada.


08. Quantas doses da vacina devem ser dadas ?


Depende da idade da criança quando inicia a vacinação. Os números de doses indicados no quadro seguinte baseiam-se nas recomendações dadas pelo fabricante :

Idade de início

Prevenar

2 ou 3 meses

4 a 6 meses

7 a 11 meses

(segunda dose dada no 2º ano de vida, por explo aos 15 meses com a VASPR)
12 a 23 meses

24 a 59 meses



(*) Criancas saudaveis com 24-59 meses de idade, não vacinadas anteriormente, devem receber 1 só dose da vacina.
Criancas com 24-59 meses, com anemia das celulas falsiformes, asplenia, HIV, doenca cronica ou de alguma forma imunocomprometidas, devem receber 2 doses separadas por um minimo de 8 semanas.

A vacina não está recomendada para criancas com idade superior a 59 meses.






O intervalo de tempo recomendado entre doses é de 2 meses. Não devem ser dadas doses intervaladas de menos de 1 mês. Veja contudo a pergunta seguinte.


09. Uma recomendação final IMPORTANTE



A literatura científica recente (finais de 2004), sugere que a idade em que é dada a última dose de vacinas conjugadas(*) é muito importante para garantir que a protecção conferida pela vacina seja duradoura. É mesmo mais importante do que o número de doses de vacina dadas. Recomenda-se que a última dose de qualquer destas vacinas seja dada, de preferência, no segundo ano de vida (isto é, depois dos 12 meses) e não antes dos 9 meses de idade.
(*) Exemplos de vacinas conjugadas são a vacina contra o meningococo, a Prevnar e a vacina contra o Hib (esta última está no PNV).


Observação :

Hoje em dias, esta vacina já esta sendo administradas pelas unidades de saúde ( Postos de Saúde e Centros de Saúde ) – basta que haja indicação médica – para tal o responsável pelo paciente (criança ou adulta) deve procurar o serviço de Epidemiologia das unidades acima citadas, que os responsáveis por este setor tomarão as devidas providências para administração das vacinas indicadas pelo médico.


RESUMO DE ALGUMAS VACINAS

Atenção :

Algumas destas vacinas não se encontram normalmente nas Unidades de de Saúde dos órgãos públicos, geralmente necessitam de indicação médica e não fazem parte do calendário de vacinação preconizado pelo Ministério da saúde.

Vacina contra o vírus influenza (vacina anti-gripal)

É uma vacina inativada. Por ser um vírus que muda muito (mutante), a cada ano, uma nova vacina é desenvolvida, pois são levados em consideração os tipos de vírus que estão circulando no momento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, a cada ano, quais tipos de vírus que devem ser utilizados para fazer a vacina.
Proteção contra a influenza ou gripe, doença caracterizada por febre alta, calafrios, dor-de-cabeça, mal-estar, tosse seca e dor muscular, e que pode gerar complicações como infecções respiratórias agudas. Estudos recentes indicam que a vacina também protege contra infarto e derrame.A vacina contra gripe não protege contra resfriados comuns, que são causados por outros tipos de vírus e normalmente se caracterizam por sintomas mais leves, sem febre. Deve ser administrada uma vez ao ano de preferência em abril ou maio por que é a época de maior incidência da doença, porém crianças que nunca tomaram a vacina e possuem menos de nove anos de idade, devem tomar uma segunda dose, com intervalo de 30 dias na primeira aplicação.


Vacina contra a tuberculose (BCG)

É uma vacina de bactéria viva atenuada contra tuberculose, que previne suas formas mais graves como: tuberculose miliar e meningoencefalite. Deve ser administrada uma dose ao nascer, preferencialmente no primeiro mês de vida. Porém é contra-indicada em recém-nascidos com peso inferior a 2kg, imunodeprimidos e gestantes.
Crianças que há ausência de cicatriz após 6 meses do ato vacinal, é indicado uma nova dose, porém não existe a necessidade do reforço aos 6 anos.


Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche acelular (DPT-acelular ou Tríplice bacteriana)


As vacinas mais modernas denominadas vacinas acelulares contra a difteria, o tétano e a coqueluche apresentam menor ocorrência de reações tais como: dor no local da administração, febre elevada, irritabilidade e choro prolongado. Nos países desenvolvidos estas vacinas acelulares constituem a vacina de preferência do calendário de vacinação. O esquema vacinal da DTP acelular é idêntico ao da DTP.
A difteria é uma infecção aguda muito grave causada pela bactéria Corynebacterium diphteriae. O único hospedeiro conhecido é o homem, e é geralmente transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias liberadas no ar por tosse ou espirro.
É normalmente mais séria, quando afeta o trato respiratório superior de crianças, podendo causar obstrução respiratória, com conseqüências devastadoras, podendo levar a morte.
A doença também pode afetar adultos que não estejam imunizados, ou que a imunidade tenha diminuído com o passar dos anos. Este fato é muito comum em países que não possuem a prática de vacinar os adultos, pois acreditam que por terem sido vacinados quando crianças, ainda estão imunizados.
O tétano é causado pela Clostridium tetani, uma bactéria anaeróbia, Gram positivo. A Clostridium tetani normalmente habita o trato intestinal de gado bovino, ovino e outros animais de sangue quente, incluindo o homem. Seus esporos são liberados nas fezes e podem sobreviver em estado inativo por vários anos na poeira, sujeira, solo e água. Se os esporos penetram em uma ferida, eles podem germinar e formar bacilos. Estes produzem uma toxina poderosa, uma das mais virulentas, que invade o sistema nervoso e causa sinais e sintomas de tétano.
Diferente da maioria das outras doenças causadas por bactérias, o tétano não pode disseminar-se de uma pessoa infectada para uma outra
A coqueluche é uma doença altamente infecciosa do trato respiratório que tipicamente causa sintomas característicos de tosse paroxística e emetizante. É causada pela Bordetella pertussis, uma bactéria Gram negativa que pode espalhar-se de pessoa para pessoa por perdigotos (gotículas respiratórias transportadas no ar).
Importante!!! Também existe a vacina de tétano sem as demais composições.


Haemophilus influenzae

A vacina conjugada inativada contra Haemophilus influenzae tipo B é indicada para crianças de dois meses a cinco anos em três doses (0,2,4 meses) e requer reforço aos 15 meses de vida. Caso a primeira dose tenha sido tomada após doze meses de vida o esquema não requer novas doses sendo a criança considerada adequadamente protegida segundo resultados obtidos no Chile e Grã-Bretanha. Pode ser indicada para paraimunodeprimidos, gestantes e HIV+.


Vacina contra a hepatite A

É uma vacina inativada que protege contra o vírus da hepatite A. Nas crianças, a infecção causada pela hepatite A, tende a ser leve ou assintomática; a gravidade do quadro clínico é maior quanto maior for a idade do paciente. A hepatite fulminante é a complicação mais temida desta infecção. É uma doença muito comum em qualquer idade devido a sua fácil forma de contágio. Ela pode ser adquirida através do contato pessoal ou pela ingestão de água e alimentos contaminados.
Essa vacina deve ser administrada a partir de 1 ano de vida em 2 doses, em que a segunda só deve ser administrada após 6 meses passada a primeira dose.
Importante!!! Caso não tenha se vacinado contra a hepatite B, pode-se administrar a vacina combinada contra hepatite A e B, assim sendo somente uma vacina com o mesmo esquema de vacinação da vacina contra hepatite B ( 0,1 e 6 meses), evitando assim mais de uma aplicação.


Vacina contra a hepatite B

É uma vacina inativada, que protege contra o vírus da hepatite B. Com surgimento de doenças correlatas à hepatite B, como a cirrose e o câncer de fígado, viu-se a necessidade imediata da vacinação contra a hepatite B.
Deve ser administra logo ao nascer (ainda na maternidade); pois o quanto mais rápida administração pode evitar o contágio do bebê, caso a mãe tenha a doença; com 1 mês de vida e um reforço aos 6 meses de vida. Caso isso não tenha sido feito, deve ser administrada em 3 doses no esquema 0,1e 6 meses (ou seja, administra-se a primeira dose, 1 mês após a primeira dose administra-se a segunda dose e 6 meses após a primeira dose administra-se a terceira dose).


Vacina contra a hepatite A e B

Caso não tenha se vacinado contra a hepatite A e B, pode-se administrar a vacina combinada contra hepatite A e B, assim sendo somente uma vacina com o mesmo esquema de vacinação da vacina contra hepatite B ( 0,1 e 6 meses), evitando assim mais de uma aplicação.

Vacina contra meningite meningocócica tipo A e tipo C

É uma vacina combinada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo A e C.
A Meningite do tipo A e C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada a partir de 2 anos de idade e deve ser administrada uma dose de reforço a cada 2 anos.


Vacina contra meningite meningocócica tipo B e tipo C Vacina contra meningite meningocócica tipo C

É uma vacina conjugada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo C.
A Meningite do tipo C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada em crianças a partir de 2 meses de vida, adolescentes e adultos; sendo que até 1 ano de vida devem ser administradas 3 doses com intervalo de 30 dias e a partir de 1 ano de vida não se recomenda reforço.
É uma vacina combinada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo B e C.
A Meningite do tipo B e C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada a partir de 2 anos de idade e devem ser administradas duas doses com intervalo de 2 meses e uma dose de reforço a cada 2 anos.


Vacina contra meningite meningocócica tipo C

É uma vacina conjugada, que protege contra a bactéria do meningococo do grupo C.
A Meningite do tipo C provoca dor de àbeça e vômito em jato, entre outros sintomas. É grave, porque pode causar seqüelas cerebrais com complicações que podem levar a morte.
Pode ser administrada em crianças a partir de 2 meses de vida, adolescentes e adultos; sendo que até 1 ano de vida devem ser administradas 3 doses com intervalo de 30 dias e a partir de 1 ano de vida não se recomenda reforço.


Vacina contra pneumonia (Pneumo-23)

É uma vacina obtida a partir de substância purificada da bactéria causadora da pneumonia, protege contra a pneumonia causada pelo pneumococo. A pneumonia é uma infecção respiratória grave, que se caracteriza por febre, tosse com catarro, e, em muitos casos, precisa de internação, podendo levar a pessoa à morte, se não tratada adequadamente.
É indicada para crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes e adultos; e o reforço deve ser administrado a cada 5 anos.


Vacina contra infecção pneumocócica 7-valente (Prevenar)

A Prevenar é uma vacina antipneumocócica conjugada, com antígeno para 7 sorotipos de Streptococcus pneumoniae, que são responsáveis por casos graves de meningite, pneumonia, sinusite e otite média em todo o mundo. Pode ser administrada a partir dos 2 meses de vida, sendo nesse caso 3 doses com intervalo de 2 meses e um reforço quando o bebê completar 1 ano e 5 meses; entre 7 meses e 11 meses de vida, deve-se administrar 2 doses como intervalo de 2 meses e completar 1 ano e 5 meses; entre 1 ano e 2 anos de vida, deve ser administrada 2 doses com intervalo de 2 meses; após 2 anos de vida, deve-se administrar somente 1 dose. Porém só pode ser administradas em crianças até 9 anos de idade. Recomenda-se a vacinação rotineira de todas as crianças com menos de dois anos.


Vacina contra Rotavírus

O Rotavírus é um vírus que casa diarréia. Este vírus é considerado os mais importante causador da diarréia grave, em todo o mundo, principalmente em crianças menores de cinco anos. Crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica estão sujeitas à manifestação da doença de maior gravidade. Adultos também podem ser infectados, mas a doença tende a ser bastante moderada.
O intervalo entre a contaminação e o aparecimento da doença varia de um a dois dias.
A 1ª dose deverá ser aplicada entre o primeiro mês e 15 dias de vida a três meses e uma semana. A 2ª dose deverá ser aplicada do terceiro mês e uma semana até cinco meses e meio, com intervalo mínimo de um mês entre as duas doses.


Vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola (Tríplice Viral ou MMR)

O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa; pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves. A caxumba pode causar meningoencefalite, otite e pancreatite. A rubéola congênita é a complicação mais temida da rubéola. A vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola é altamente eficaz. Esta vacina deve ser administrada aos 12 meses de idade; reforço entre 4-6 anos.


Vacina contra a catapora (varicela)

É uma vacina obtida a partir do vírus atenuado, que protege contra a varicela que é uma doença altamente contagiosa. Na criança saudável é geralmente benigna, entretanto, por vezes ocorrem complicações infecciosas primárias da pele e formas graves da doença com alastramento para o cérebro(meningoencefalite).
É indicada para crianças a partir de 1 ano de vida e demais idades que nunca tenham tido a doença e é administrada em dose única.

sábado, 10 de outubro de 2009

CARGA TRIBUTÁRIA E IDH

Maiores Cargas Tributárias do Mundo



Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo


O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo. “Atualmente o brasileiro trabalha o dobro do que trabalhava na década de 70 para pagar tributos. Em média o ganho de mais de quatro meses no ano vai para os impostos. O trabalhador paga a tributação sobre sua renda em média (18%), 3% sobre o patrimônio e 23% sobre o consumo, o que dá um total de 44% do seu rendimento bruto”, explica.


O brasileiro paga imposto desde o momento em que acorda até a hora de dormir. Não se livra nem mesmo do café da manhã, uma vez que no cafezinho são pagos quase 27% de impostos, 20% no pãozinho, 37% na manteiga, mesmo o leite, que é um alimento básico, tem uma alta carga de impostos: um terço de cada caixa de leite .




O brasileiro trabalha 140 dias (quatro meses e 20 dias) somente para pagar tributos, o que corresponde a mais de 1/3 do seu ano. “Além disso, o cidadão tem que trabalhar mais uma quantidade de dias para comprar serviços privados como saúde, educação, segurança, estradas, previdência; uma vez que, os serviços públicos não atendem a satisfação de toda a população brasileira.


A carga tributária chegou neste patamar devido as despesas elevadas do governo. “O déficit da Previdência é crescente e a saída histórica é fechar a conta aumentando a taxação. Há um descontrole da administração pública brasileira, que opta sempre em aumentar a tributação e não em controlar a aplicação do dinheiro público”.


No Brasil, paga-se impostos de primeiro mundo e recebe serviços de terceiro. Das 16 maiores economias do mundo, o Brasil tem carga tributária superior a três economias. Somente Itália e França é que têm cargas tributárias maiores que o Brasil. “Logicamente que isso traz uma dificuldade em competirmos no mercado internacional, pois os preços dos nossos produtos tornam-se mais caros, uma vez que em nosso país, o preço dos produtos é composto em 50% por impostos. Isso faz cair muito o poder aquisitivo da população, diminui o mercado consumidor e forma um círculo vicioso, gerando desemprego”.

Veja só:

Do preço final da cerveja, 56% são impostos, para presentear as crianças, também se paga uma pesada carga de impostos, que representam quase 42% do preço dos brinquedos e 32% de um pacote de balas ou chocolate”.



O sistema tributário brasileiro é um dos maiores causadores de sonegação, informalidade e fuga de recursos. “Carga tributária significa menos dinheiro para a sociedade e menos geração de emprego. Redução da carga tributária significa mais emprego e crescimento econômico. É necessário que o governo tome consciência deste fato para que o País passe a progredir e gerar mais emprego e renda para as famílias brasileiras”, alerta o consultor.


O governo sobrecarrega quem mais produz para o crescimento do país, o trabalhador, e em contrapartida, alimenta uma série de programas que ele chama de social, que beneficia, pessoas que não contribuem em nada para o país, pelo contrário, ele alimenta um ciclo vicioso de ociosidade, ociosidade que não traz nenhum crescimento econômico para o país, mas que satisfaz e beneficia os interesse políticos dos políticos populistas.


A elevadíssima carga tributária é considerada como o grande impecilho para alavancar o desenvolvimento nacional. A grande participação do governo na economia só abre portas para a corrupção e seus pares.


Há uma certa confusão do que é causa e do que é conseqüência.
Não é porque a carga tributária é alta, que temos corrupção, mas, pode-se dizer, que é porque temos corrupção que a carga tributária é alta, este último, fato é indiscutível. No entanto, o fato dela ser alta, hoje cerca de 40% do PIB, não necessariamente implica em dizer que isso é ruim.


Veja os sete paises com as maiores cargas tributárias do mundo, dentre os sete, se encontram os cinco países escandinavos, ou seja, IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) muito próximo de 1 (ou, tendendo a 1, se preferir).


Índice de Desenvolvimento Humano





O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população. O índice foi desenvolvido em 1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual.

Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas.

Na edição de 2009, o IDH avaliou 182 países, com a inclusão de Andorra e Liechtenstein pela primeira vez, e a volta do Afeganistão, que havia saído do índice em 1996.


A Noruega continuou no topo da lista, seguida pela Austrália e Islândia. Serra Leoa, Afeganistão e Níger são os três últimos e apresentam os piores índices de desenvolvimento humano.

Critérios de Avaliação

Índice de educação: Para avaliar a dimensão da educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. O primeiro, com peso dois, é a taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade — na maioria dos países, uma criança já concluiu o primeiro ciclo de estudos (no Brasil, o Ensino Fundamental) antes dessa idade. Por isso a medição do analfabetismo se dá, tradicionalmente a partir dos 15 anos. O segundo indicador é a taxa de escolarização: somatório das pessoas, independentemente da idade, matriculadas em algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivo, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária, nesta área também está incluido o sistema de equivalências Rvcc ou Crvcc, apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.


Longevidade: O item longevidade é avaliado considerando a esperança de vida ao nascer. Esse indicador mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida em uma localidade, em um ano de referência, deve viver. Ocultamente, há uma sintetização das condições de saúde e de salubridade no local, já que a expectativa de vida é fortemente influenciada pelo número de mortes precoces.

Renda: A renda é calculada tendo como base o PIB per capita do país. Como existem diferenças entre o custo de vida de um país para o outro, a renda medida pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), que elimina essas diferenças.

CÁLCULO



Legenda:
• EV = Esperança média de vida;
• TA = Taxa de Alfabetização;
• TE = Taxa de Escolarização;
• log10PIBpc = logaritmo decimal do PIB per capita.


CLASSIFICAÇÃO

O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1
(desenvolvimento humano total), sendo os países classificados deste modo:


• Quando o IDH de um país está entre 0 e 0,499, é considerado baixo.



• Quando o IDH de um país está entre 0,500 e 0,799, é considerado médio.




• Quando o IDH de um país está entre 0,800 e 1, é considerado alto.



Países de elevado desenvolvimento humano

Situação do Brasil

Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) o Brasil entrou pela primeira vez para o grupo de países com elevado desenvolvimento humano, com um índice medido em 0,800 no ano de 2005. Em 2006, obteve uma melhora no índice de 0,007 com uma pontuação de 0,807. No ano de 2009 encontra-se na 75ª colocação mundial, com um índice de 0,813 valor considerado de alto desenvolvimento humano.


Há muitas controvérsias quanto ao relatório de 2007 divulgado pelas Nações Unidas. Muitas instituições afirmam que o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil possa estar errado e que o correto seria de 0,802 a 0,808. O motivo seria a não atualização de vários dados relativos ao Brasil por parte da organização. O primeiro dado seria o do PIB per capita, que atualizando as revisões do IBGE seria de US$ 9.318 e o índice saltaria para algo entorno de 0,806. Outro dado é a taxa de alfabetização, que evoluiu 88,6% para 89,0%, isso significaria uma elevação de 0,003 no índice final. E há ainda um problema estatístico, a renda per capita de 2005 foi calculada com base em uma projeção de população de 184 milhões de brasileiros. Mas a Contagem Nacional da População, feita recentemente pelo instituto, revelou que apenas em 2007 o país atingiu este número de habitantes. Se isso for levado em conta, com menos gente para repartir o PIB, a renda per capita subirá, e o índice ganhará um acréscimo de 0,002.
Mesmo assim, o Brasil continua a ser internacionalmente conhecido por ser uma das sociedades mais desiguais do planeta, onde a diferença na qualidade de vida de ricos e pobres é imensa. Mas dados estatísticos recentes, contidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o quadro começa a se alterar. Entre 2001 e 2004 a renda dos 20% mais pobres cresceu cerca de 5% ao ano enquanto os 20% mais ricos perderam 1%. Nesse mesmo período houve queda de 1% na renda per capita e o Produto Interno Bruto (PIB) não cresceu significativamente. A explicação dos economistas brasileiros e também de técnicos do Banco Mundial para a redução das desigualdades está nos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família. No entanto, como mais de dois terços dos rendimentos das famílias brasileiras provém do trabalho assalariado, há necessidade de crescimento da economia e do mercado de trabalho.