quarta-feira, 23 de março de 2011

O QUE É GRELINA

Grelina, o hormônio da fome






Grelina é um hormônio produzido pelo estômago. Quando está vazio, ele age no cérebro e dispara a sensação de fome. Na medida que a pessoa ingere o alimento ele vai diminuindo sua concentração.



Esse hormônio, o grelina, foi descoberto por pesquisadores japoneses em 1999, mas foram os cientistas britânicos que revelaram ser ele um estimulante da fome.

Pesquisadores da Califórnia e da Universidade de Washington analisaram sangue de pessoas que seguiam uma dieta e de outras submetidas à cirurgia conhecida como "marca-passo gástrico", que diminui a capacidade do estômago, reduzindo a fome.

Descobriram, então, que os operados produziam uma quantidade menor de "Grelina". Também constataram que o contato de nutrientes com a parede do estômago torna mais lenta a produção do hormônio. Por outro lado, lembramos que quando os alimentos passam do estômago para os intestinos há a liberação do hormônio PYY, que também age no cérebro, ativando o centro da saciedade, diminuindo a fome.





O segredo da alimentação no controle da obesidade está em utilizar esses conhecimentos. Os carboidratos simples, como a batata e os doces, são absorvidos antes que os intestinos liberem o hormônio PYY inibidor da fome. O excesso de carboidratos se transforma em gordura para ser armazenada, podemos usar esse conhecimento e melhorar a nossa forma de alimentação.

As proteínas e as gorduras, principalmente das carnes, passam mais rapidamente para os intestinos liberando logo o hormônio PYY e provocando mais rápida a sensação de saciedade.

Na sua alimentação normal, o brasileiro costuma comer tudo junto, ou seja, salada, arroz, feijão, carne e legumes. Se raciocinarmos de acordo com a liberação dos hormônios citados, respeitando seus tempos, poderemos ter melhores resultados no emagrecimento.

Não sei como as pessoas verão a inversão de ingestão dos alimentos, trocando a ordem. Por exemplo, se ingerirmos primeiro a carne, as verduras, os legumes e somente depois o arroz e o feijão. Essa ordem pode melhorar a liberação dos hormônios.

Outra coisa a fazer é não ficar muito tempo com o estômago vazio. O melhor é comer poucas quantidades mais vezes ao dia. Com calma pode-se elaborar a melhor forma de alimentação aproveitando esses conceitos modernos.


Exercício Físico e a Liberação dos Hormônios Grelina e Leptina

O papel do exercício no controle de peso é geralmente associado com o efeito direto do déficit de energia durante a atividade física, que por sua vez cria um balanço energético negativo e leva à perda de peso.


No entanto, é possível que o exercício físico possa influenciar a massa corporal indiretamente, exercendo alguma influência sobre a regulação do apetite (KING, NA et al, 2009).

Em 1956, Mayer et al examinaram a questão da atividade física e seus benefícios para a regulação do balanço energético, e, embora não tenha sido visto nenhum efeito direto sobre o apetite, foi visto no estudo que a atividade física poderia melhorar o equilíbrio de energia por regulação do apetite. Além disso, outros estudos mostram que o exercício poderia melhorar o sistema de regulação do apetite (WILMORE, JH, 1983).



Recentemente, dois hormônios gastrintestinais tem demonstrado relação com o comportamento alimentar em curto prazo: a grelina, um estimulador de apetite em nível de hipotálamo, que trabalha em curta escala de tempo entre refeições (KOJIMA, M; HOSODA, H; DATE, Y, 1999; ARORA, S, 2006) e a leptina, que é um hormônio que age no Sistema Nervoso Central, em particular no hipotálamo, inibindo o consumo alimentar em longo prazo, e estimulando o gasto energético (ZHANG, Y, et al, 1994).

Uma série de estudos, tem sido feitos com a leptina relacionada a atividade física (SUDI, K, et al, 2001; KRAEMER, RR; CHU, H, CASTRACANE, D, 2002), entretanto, o mesmo não procede com o hormônio grelina, sendo compreensível este fato devido o mesmo ser relativamente novo (MOTA, GR; ZANESCO, A, 2007).

Dentre os estudos que abordam a leptina, Olive e Miller (2001) investigaram o efeito de diferentes sessões de exercício sobre os níveis de leptina em homens treinados. Nesse estudo, concluiu-se que exercício prolongado, de moderada intensidade, diminuiu os níveis de leptina, com um atraso de 48h após exercício. No entanto, uma atividade física de curta duração, de intensidade máxima, não afeta os níveis de leptina. Ainda, em um outro estudo realizado por Landt et al (1997) demonstraram que a concentração plasmática de leptina diminuía 32% em ultramaratonistas após atividade extenuante constituída de 101 milhas de corrida, com 35,8 ± 11,1 horas de duração e grande gasto energético.

Em relação à grelina, os poucos estudos realizados com este hormônio mostram que não há alteração plasmática nos níveis de grelina em resposta ao exercício (MOTA, GR; ZANESCO, A, 2007). Um estudo verificou que após um ano de intervenção com exercícios aeróbios em mulheres com sobrepeso, após a menopausa, a concentração plasmática de grelina aumentou. Esse aumento ocorreu mesmo na ausência de dieta ou alterações no consumo energético. Entretanto, segundo os autores, o incremento dos níveis de grelina ocorreu não pelo exercício em si, mas pela perda de peso (FOSTER-SHUBERT, et al, 2005).

Por último, um estudo recente realizado por KING et al (2009) verificou que o efeito do exercício físico sobre a regulação do apetite envolve pelo menos dois processos: aumento da ingestão alimentar e um aumento concomitante na saciedade de uma alimentação.
Sendo assim, é importante que o profissional fique atento à estes avanços da ciência, para que consiga ter uma melhor abordagem com seu paciente.

domingo, 13 de março de 2011

Esquema de Hepatite B em Situações Especiais

Como existe inúmeras dúvidas sobre Esquema vacinal para Hepatite B, deixo o artigo abaixo, com a finalidade de diminuir estas dúvidas ou mesmo saná-las.

Esquema de Hepatite B em situações especiais:


- Recém-nascidos de mães HbsAg+:

O esquema é de 3 doses. A aplicação da vacina é fundamental, o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras horas de vida. Nestes casos também é necessário a aplicação de imunoglobulina humana anti-hepatite B.


- Prematuros (menos de 33 semanas) ou baixo peso (menos de 2000g):

Quando a primeira dose for feita ao nascer (nas primeiras 24 horas de vida) recomenda-se o esquema de 0, 1, 2 e 6 meses. Se a primeira dose for administrada com mais de quatro semanas de idade, o esquema a ser adotado é o habitual de três doses (ex. 1, 2 e 6 meses de idade).

- Hemofílico e Talassemico:

O esquema é o habitual (0, 1 e 6 meses) com volume de acordo com a faixa etária.


- Renal crônico:

Esquema vacinal de 0, 1, 2, 12 meses.
Dose: - Menor de 20 anos administrar 1,0 ml (20 mcg)
- Idade igual ou maior de 20 anos: administrar 2,0 ml (40mcg).


Realizar sorologia pelo menos uma vez a cada 12 meses e aplicar uma dose de reforço quando a concentração for menor que 10mUI. Registrar os reforços como 4ª dose.


- Infectados pelo vírus HIV:

O esquema é 0, 1, 2, 6 e 12 meses. Dose dobrada, igual ao renal crônico.


- RN de mães infectadas pelo HIV:

Iniciar esquema ao nascer (0, 1 e 6) com dose de rotina de 0,5 ml, se o diagnóstico de infecção for confirmado, as doses subsequentes serão aplicadas com 1,0 ml (20mcg). Caso o esquema já tenha sido completado com três doses, aplicar a 4ª dose de 6 a 12 meses após a 3ª dose.


Doses Recomendadas das Vacinas contra Hepatit B

Indicação

Engerix (GSK)

Dosagem

Recombivax (Merck)

Dosagem

Recém-nascidos

Pediátrica

0,5 ml / 10 mg

Pediátrica

0,5 ml / 5 mg

Crianças e adolescentes

Pediátrica

0,5 ml / 10 mg

Pediátrica

0,5 ml / 5 mg

. 20 anos

Ø

Adulta

1,0 ml / 20 mg

Adulta

1,0 ml / 10 mg

Em diálise ou imunocomprometidos

Adulta

2,0 ml / 40 mg

Adulta

4,0 ml / 40 mg


ATENÇÃO :


A vacina é indicada em todas as crianças e adolescentes até 24 anos. Entre adultos, deve ser utilizada em pessoas de alto risco (trabalhadores da área da saúde, homossexuais, usuários de drogas endovenosas e outros). A vacina está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

Gravidez, amamentação e uso de antibióticos não contra-indicam a vacinação.

Não são recomendadas "doses de reforço" para a vacina contra a hepatite B, pois mesmo que o nível de anticorpos desapareça com o tempo, há memória imunológica duradoura e rápida produção de anticorpos quando há contato com o vírus. Por esse motivo, não recomenda-se a realização de sorologia após a vacinação, a não ser em casos especiais (recém nascidos de mãe com hepatite B, imunodeficientes, nefropatas em diálise, parceiros sexuais de portadores e profissionais da saúde com contato com sangue contaminado). Nesses casos, se a sorologia demonstrou ausência de resposta à vacinação (sem títulos protetores de anti-HBs), é possível a realização de uma segunda série, com eficácia de cerca de 50%.

As reações adversas mais comuns são leves:

a. com dor (3%),

b. enduração (quase 10%) locais,

c. febre (0,2 a 1,0%),

aparecendo no primeiro dia após a vacinação. Reação grave, anafilática, ocorre apenas em 1 a cada 600.000 casos no Brasil, de 30 minutos até 2 horas após a aplicação.


quinta-feira, 10 de março de 2011

DICAS PARA COMBATER AS DÍVIDAS

FONTE NO ENDEREÇO:

http://www.webartigos.com/articles/720/1/Dicas-Para-Livrar-Das-Dividas/pagina1.html


Dicas Para Livrar das Dívidas

Essas são dicas de especialistas em planejamento pessoal, bem como de pessoas que conseguiram tirar a corda do pescoço.

1ª. Dica:

Pague primeiro as dividas com juros mais altos

Grupos de auto-ajuda como Devedores Anônimos, aconselham pagar os cartões de credito primeiro, pois geralmente esses são os que cobram juros mais altos. Feito isso, deve quebrar os cartões em grande estilo ritualístico.

Se não conseguir saldar integralmente a divida do cartão de crédito apenas com seus recursos, peça ajuda. Pode ser uma boa opção pegar empréstimo bancário com juros mais baixos do que os do cartão.

Melhor ainda, seria obter recursos com um parente ou amigo, pagando juros mais baixos. Contudo uma regra básica é não comprometer mais que 30% da renda familiar com dividas de cartão, cheque especial e prestações.

2ª. Dica

Cortar Despesas

Segundo depoimento de uma pessoa que já teve sérios problemas com dívidas o primeiro passo é procurar entender que tem de viver de acordo com o que ganha e não ter a vida que os outros esperam de você.

O inicio de um programa de recuperação financeira terá de ser rígido acompanhado de muita coragem e domínio dos desejos.

Se tiver carro, deverá vendê-lo e passar a usar metrô e ônibus. Deverá cortar cinemas, teatros, TV a cabo, hidroginásticas, excursões, almoços com amigos e as freqüências em botecos. Enfim, deverá cortar o que normalmente são despesas de comodidades e divertimentos.

Se conseguir manter esses cortes, por um período suficiente para quitar as dívidas, depois poderá retornar a muitos de seus hábitos anteriores. Mas, contudo, segundo Emanuel Gonçalves da Silva, autor do livro Como negociar dívidas, é fundamental saber em quanto tempo você vai conseguir pagar suas dividas.

Fazendo isso, você pode até descobrir que algumas comodidades que considerava essenciais na verdade não são.

3ª. Dica

Pense Pequeno Para Dever e Gastar

Em vez de pensar no que você deve em 24 meses, por exemplo, R 5 mil, pense somente no que deve em um dia, R 7,2 já incluído os juros, ensina Jorge Luis Santos, assessor financeiro pessoal e familiar citado na revista Seleções em janeiro de 2003. Assim, você irá perceber que esse valor diário não é tão grande assim, e poderá ser pago a custa de medidas simples como cortes de despesas diárias.

Se anotar tudo que está habituado a gastar diariamente com pequenas coisas, provavelmente ficará surpreso com o resultado.

Tomando consciência desses valores ficará mais fácil planejar um corte nesses gastos e economizar prováveis excedentes.

A soma das economias diárias em um mês deverá representar um valor considerável.

Veja alguns exemplos que seguem:

  • Se você acessa a internet e paga R$ 60, instale um provedor gratuito, que não é a mesma coisa, mas a economia será de R$ 60 por mês.
  • Se levar para o trabalho, três vezes por semana, o seu almoço de casa, terá a economia de mais R$ 120 por mês.
  • Três ligações por dia a menos no celular, poderão economizar mais R$ 30 no mês.
  • No boteco ou padaria economizar R$ 3, por dia, em um mês serão mais 70 reais.
  • Usar o transporte coletivo para ir ao trabalho, de segunda a sexta, poupando dinheiro da gasolina e do estacionamento poderá somar mais 100 reais.
  • Ir ao cinema no meio da semana, quando a entrada é mais barata e as filas são menores, poderá economizar mais R$ 20 em quatro ingressos.
  • Trocar o jantar da sexta feira ou a churrascaria do domingo por uma pizza, mais R$ 120 de economia.
  • Somando tudo a economia em um mês será de 520 reais. Em um ano R$ 6.240,00, em 24 meses serão R$ 12.480.

4ª. Dica

Planejar Economias

Um bom planejamento requer saber o que se gasta e como se gasta, se paga à vista ou a prazo, cada item do orçamento. É bom adquirir o hábito de ver com antecedência todos os gastos do que for mais importante, como, por exemplo, alimentação se for o caso.

De posse de uma lista previamente elaborada fica mais fácil resistir a compras por impulso ou compras de itens desnecessários, (Orientação do consultor José Eduardo Pereira filho). Procure lembrar sempre, que está comprometido com as limitações da lista.

Anotando todos os gastos, no final de cada mês pode ser avaliado onde e que despesas cortar, que despesas cresceram ou diminuíram.

Assim, fica fácil entender os motivos e os porquês das variações.

A formação de um dossiê facilita cumprir objetivos e aumentar a eficiência do controle de gastos.

5ª. Dica

Previsão Para Emergências

Estava tudo sobre controle até que houve um vazamento de água que foi detectado quase um mês depois. O consumo normal era de R$ 60, e a conta veio com valor de quase R$ 800. Isso aconteceu recentemente com um consumidor de água da Copasa na região metropolitana de Belo Horizonte.

É um caso típico em que se você não tiver uma previsão para emergências estará sempre apagando incêndios, resolvendo da maneira mais dispendiosa.

Um fundo onde mensalmente devem ser somadas algumas poupanças é indispensável, não só para acudir tais emergências, como deve ser um hábito de rotina. Desse modo, não terá que pagar juros com empréstimos para saldar tais eventualidades.

6ª. Dica

Poupar Para Depois Comprar

Se não está, imagine que está sem crédito na praça, assim não poderá comprar nada a prazo. Passando a comprar do jeito antigo ajuda a evitar dívidas que dá um certo trabalho para administrar.

Outra saída, caso ainda tenha cartão é procurar reduzir o limite de despesas do cartão de crédito, diminuindo também a tentação de comprar a prazo.

7ª. Dica

Participe Os Credores

Evite ignorar as dividam acumuladas. Se informar os credores que está no momento com problemas, e não têm como pagar de imediato, evita acharem que você não está com intenção de quitar dívidas.

Demonstre que deseja pagar e procure com os credores uma solução. É provável que eles proponham uma maneira razoável e que esteja a seu alcance.

O mesmo procedimento deve ser dirigido aos cobradores.

Depois de seis meses, geralmente as dividas costumam ser encaminhadas a escritórios de cobrança com o qual, pode ser mais difícil negociar. Contudo a ação desses escritórios é restrita pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Eles não podem incomodá-lo depois das 21 horas ou falar sobre dívidas com um menor de idade. O escritório não tem poder para mandar prendê-lo, seqüestrar seu salário ou confiscar bens. A casa em que a pessoa mora também é intocável.

Manter o escritório informado sobre sua situação deve ser um procedimento conveniente, e se fizer isso, deve ser por escrito através de cartas registradas.

8ª. Dica

Busque ajuda

Buscar ajuda de outras pessoas é uma maneira de adquirir força e motivação para a solução de problemas.

Um tipo de ajuda aos endividados, pode ser a procura e orientações fornecidas nas agencias da Serasa e as reuniões dos Devedores Anônimos.

Manter as dívidas sob controle é uma atitude que traz benefícios em longo prazo. Depois de quitadas o dinheiro começa a sobrar e pode ser usado para imprevistos.

Adquirir o hábito de poupar para depois investir em algo que vale a pena, ou que gera renda é também uma forma inteligente de administrar o dinheiro.

A prática de pessoas hábeis em lidar com seus ganhos, têm demonstrado que uma proporção ideal, para distribuir o dinheiro, deva ser a de 30%, no máximo, do que ganham com gastos e o restante de 70% em poupança ou investimentos que geram renda, e é claro, evitando os que geram despesas.

domingo, 6 de março de 2011

O INFARTO O SEXO E A VIDA

Qual a Sua Dúvida ?


Um dos medos mais freqüentes do ser humano é a perda da atividade sexual. Esse medo se agrava mais ainda após uma enfermidade cardíaca ou vascular.


Para compreender melhor estas duvidas deixamos algumas dicas sobre tal assunto.




PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES


01. Posso ter relações sexuais após um diagnóstico de doença cardiovascular?


A medicação que tomo mudará meu comportamento na cama? É normal ter medo do sexo depois de um infarto?". O sexual é um dos aspectos que suscita mais dúvidas entre aqueles que já tiveram um problema cardiovascular, mas um pudor mal entendido costuma impedi-los de falar de suas relações amorosas com seu cardiologista e esclarecer dúvidas.


Curiosamente, não são as doenças do coração as que impedem uma sexualidade plena, mas os mitos, o medo e a desinformação relacionados a estas doenças. O certo é que apesar da doença e dos remédios prescritos, os pacientes coronários podem ter uma vida sexual normal.


Para que os temores infundados não alterem ou limitem as relações sem necessidade, os cardiologista da Fundação Espanhola do Coração (www.fundaciondelcorazon.com) recomendam consultar o médico sobre todas as dúvidas que surjam relacionadas aos efeitos de uma cardiopatia e respondem algumas das dúvidas mais freqüentes dos pacientes.



02. Se tenho uma doença cardiovascular, posso ter relações sexuais?

A atividade física de uma relação sexual se compara à necessária para subir dois andares de escadas. Se você pode subir sem ter dor no peito ou fadiga excessiva, também é capaz, do ponto de vista físico, de manter relações sexuais plenas.



03. Quanto tempo depois de um ataque cardíaco é possível manter relações sexuais com meu parceiro?

A atividade sexual dos pacientes que sofreram um infarto do miocárdio pode ser o mais normal possível e, em muitos casos, similar a das pessoas sem doença coronária. Em linhas gerais, pode retomar o ritmo cerca de duas semanas após a alta médica, sempre sob as orientações médicas.



04.Minha doença e medicação mudarão minha vida sexual?

As disfunções dos pacientes coronários costumam ter três origens relacionadas. Uma é o próprio processo orgânico da arteriosclerose e os fatores de risco que a desencadeiam ou contribuem para piorá-la, como a diabetes, a hipertensão ou a hipercolesterolemia. Por outra parte, estão os fatores psicológicos como a ansiedade e a depressão, e finalmente, alguns farmacológicos que podem alterar a função sexual. Às vezes é difícil dizer se a origem da disfunção sexual é orgânica ou psicológica, daí a necessidade de consultar o médico.


05. É normal ter medo de enfrentar a intimidade?

Sim, mas a atitude que convém ser adotada é a de falar com sinceridade com seu parceiro sobre seus medos e inquietações e solicitar a ajuda de um especialista. Não se sinta nunca envergonhado nem se negue a pedir ajuda ou apoio.


06. Que efeito os remédios cardiovasculares têm?

Embora alguns remédios possam afetar a função sexual, o doente não deve deixar de tomá-los sem falar com seu médico, que o aconselhará. O uso de drogas cardiovasculares pode originar alterações na função sexual por seus efeitos sobre o sistema nervoso central e periférico, o sistema vascular e sobre as mudanças hormonais.



07. Que problemas posso ter durante minhas relações?

Após um infarto, o mais provável é que nenhum. Existem casos em que ocasionalmente pode aparecer uma angina durante a atividade sexual, o que poderia originar ansiedade. O mais provável é que isto suceda àquela pessoa que tenha o mesmo risco quando realiza qualquer outro esforço físico moderado. Se isto chegasse a suceder seria preciso comunicá-lo ao médico para seu controle. A prova de esforço que se realiza ao doente cardíaco depois de sofrer um infarto é uma boa fórmula para medir o estado de seu coração, já que o desgaste energético que esta requer é superior ao da prática sexual.


08. Posso morrer durante o ato sexual?

A ausência de atividade sexual no casal depois de um infarto de miocárdio pode ser conseqüência do medo da morte durante o coito. Mas os casos de falecimento durante o ato sexual ocorrem em uma percentagem muito baixa. Em um estudo sobre 5.559 casos de morte repentina por motivos não traumáticos, só 34 deles eram por motivos cardiológicos e se produziram durante o coito. É necessário destacar que em 27 dessas 34 relações, a pessoa falecida estava realizando o ato sexual com um casal diferente do habitual. Indubitavelmente, fatores "externos" influenciaram de forma significativa no desenlace: nervosismo, maior excitação, sentimentos de culpa, necessidade de ficar bem.


09. É normal ter problemas de ereção ou de frigidez?

Um problema detectado freqüentemente é os estados de impotência e de frigidez. Ambos podem ser motivados pelo tipo de tratamento farmacológico ou pela descompensação psicológica provocada pela doença cardíaca. Qualquer um das duas situações pode provocar sintomas de depressão suscetíveis de tratamento com um psicólogo.



Curiosidade


Sexo freqüente pode reduzir o risco de infarto fatal em homens
Estudo afirma que atividade sexual diminui o risco de morte súbita


Um novo estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa, que levou 20 anos para ser concluída, contou com a colaboração de 3.000 homens de 45 a 59 anos de idade.


De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão basal (metabolismo básico) é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos . Mas, o benefício só acontece quando a atividade sexual é realizada com frequência.


Dos voluntários que participaram da pesquisa, um em cada cinco tinha relações sexuais menos de uma vez por mês, e um em cada quatro afirmou que mantinha relações pelo menos duas vezes por semana. Durante a pesquisa, 26 homens sofreram derrames e 65 morreram. O resultado comprovou que aqueles que possuíam uma vida sexual menos intensa estavam entre a maioria dos voluntários que tiveram derrame.

terça-feira, 1 de março de 2011

NOVAS NORMAS PARA ADMINISTRAÇÃO DA VACINA CONTRA A HEPATITE- B

NOVAS NORMAS PARA VACINAÇÃO DE HEPATITE-B

De acordo com comunicado recebido por essa Coordenação, foi AMPLIADA PARA 24 ANOS O LIMITE DA FAIXA ETÁRIA PARA ADMINISTRAÇÃO DA VACINA CONTRA HEPATITE B nas unidades públicas se saúde.

A partir dessa idade as indicações para administração da vacina contra Hepatite B nas unidades públicas de saúde são:

A. Profissionais de saúde,

B. bombeiros,

C. policiais militares,

D. civis

E. rodoviários envolvidos em atividade de resgate,

F. carcereiros de delegacias e penitenciárias,

G. usuários de drogas injetáveis e inaláveis,

H. pessoas em regime carcerário,

I. pacientes psiquiátricos,

J. homens que fazem sexo com homens,

K. profissionais do sexo,

L. comunicantes domiciliares de portadores de HBsAg positivos,

M. politransfundidos,

N. portadores de hepatite C,

O. coletadores de lixo hospitalar e domiciliar,

P. manicures e podólogos,

Q. gestantes de qualquer idade a partir do 1° trimestre de gestação,

R. caminhoneiros,

S. portadores de DST de qualquer idade.

Solicitamos que essa informação seja divulgada a todos os funcionários de cada unidade de saúde.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Síndrome de Turner

CROMOSSOMO 45 , X


Síndrome de Turner é uma síndrome que é identificada no momento do nascimento, ou antes da puberdade por suas características fenotípicas distintivas. Em geral resulta de uma não-disjunção durante a formação do espermatozóide.

A constituição cromossómica mais frequente é 45, X (45 cromossomos com falta de um cromossomo X, não apresentando, portanto, cromatina. Sua ocorrência está em torno de uma em 5000 meninas. A portadora apresenta:

a. baixa estatura,

b. órgãos sexuais (ovários e vagina),

c. caracteres sexuais secundários (seios) poucos desenvolvidos (por falta de hormônios sexuais), tórax largo em barril, pescoço alado (com pregas cutâneas bilaterais), má-formação das orelhas, maior frequência de problemas renais e cardiovasculares, e é quase sempre estéril (os ovários não produzem óvulos).

A síndrome de Turner é uma condição que afeta apenas meninas com monossomia do cromossomo X, e é um distúrbio cromossômico. Ninguém conhece a causa da Síndrome de Turner. A idade dos pais das meninas com Síndrome de Turner não parece ter qualquer importância e não foram identificados fatores hereditários. Não parece haver qualquer providência que os pais possam tomar para evitar que uma de suas filhas tenha Síndrome de Turner.

O diagnóstico pode ser feito em qualquer idade; cerca de 30% das crianças são diagnosticadas ao nascimento e outras 25,5% durante a período médio da infância. Para muitas meninas portadoras de Síndrome de Turner, entretanto, o diagnóstico pode ser feito somente na adolescência. O médico pode indicar tratamento hormonal a partir da puberdade. Por causa de um possível amadurecimento mental inicial um pouco lento, deve ser estimulada desde cedo em casa e na escola.

Características






As meninas com esta síndrome podem apresentar as seguintes características:

01. ALTURA

Uma estatura reduzida frequentemente representa o maior obstáculo para uma menina com Síndrome de Turner. Ao nascimento, estas meninas geralmente têm um comprimento menor e pesam menos que as outras. Durante os primeiros anos de suas vidas, elas crescem quase tão rápido quanto suas contemporâneas, porém, com o tempo, a diferença na altura torna-se mais aparente. A diferença é particularmente notável quando as outras meninas entram na puberdade e apresentam rápidos aumentos de estatura, o que não ocorre com as meninas com Turner. Geralmente as mulheres com Turner que não estão recebendo tratamento são, em média, 20 cm mais baixas que outras mulheres. Nos últimos anos, as meninas com Turner estão sendo tratadas com hormônio de crescimento e os resultados provisórios sugerem que a estatura final possa ser aumentada de 5 a 10 cm.

02. Desenvolvimento puberal e menstruação

Para a maioria das meninas com Turner, os ovários não se desenvolvem como deveriam. As meninas com Turner, antes do nascimento, possuem um número normal de folículos ovulares em seus ovários. Entretanto, estes folículos desaparecem rapidamente e as meninas com Turner geralmente não mais os possuem ao nascimento. O ritmo de desaparecimento varia para cada menina e até 20% das meninas com Turner ainda podem possuir óvulos em seus ovários no início da puberdade. Quando ocorre ausência dos folículos ovulares, também há uma ausência dos hormônios sexuais femininos, as quais são importantes para o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários (pelos pubianos, desenvolvimento dos seios, etc.). Consequentemente, muitas meninas com Turner podem ter desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias. A maioria das meninas com Turner não menstrua e apenas podem ter filhos em raros casos.

03. Características físicas

As meninas com Turner podem apresentar traços físicos que não são característicos desta condição física. Algumas meninas podem não apresentar nenhum, e outras podem ter alguns ou muitos destes traços. Ao nascimento, entre um terço e metade das meninas com Turner apresentará inchaços com aspecto de um coxim no dorso das mãos e pés. Isto normalmente desaparece após um certo tempo, porém pode reaparecer durante a puberdade. Algumas meninas com Turner podem ter um palato (céu da boca) estreito e elevado e um maxilar inferior menor, o que pode levar à dificuldade na alimentação como um refluxo. Estas dificuldades geralmente podem ser resolvidas ou minimizadas através do aconselhamento de seu médico. Problemas dentários ocasionalmente podem ocorrer numa época posterior.

As unhas frequentemente se dobram em relação aos dedos e artelhos de um modo característico, e têm uma tendência a "enganchar" nas meias. Muitas meninas com Turner apresentam um número maior que o habitual de manchas escuras , frequentemente na face. Outro aspecto mais raro da Síndrome de Turner é o pescoço com um septo lateral. Este é uma pequena dobra de pele de cada lado do pescoço dando a impressão que o pescoço é curto. O paciente pode, com a aprovação de seu médico, remover esta pequena dobra de pele com um cirurgião plástico que tenha particular experiência com Síndrome de Turner.

04. Problemas físicos

As pesquisas têm mostrado que uma pequena porcentagem de meninas com Turner tem alguma forma de anormalidade cardíaca. A maioria destas anormalidades, felizmente, é relativamente insignificante, porém há algumas que requerem cirurgia. É importante que as meninas com Turner façam um exame de seu coração (através de mapeamento cardíaco especial) bem precocemente. Podem também ocorrer problemas de ouvido em pacientes com Síndrome de Turner com uma tendência para frequentes infecções no ouvido médio. Com o correr do tempo, algumas mulheres com Turner podem apresentar um comprometimento da audição. As meninas com Turner também podem ter pequenas anormalidades renais. Entretanto, elas geralmente não afetam o funcionamento dos rins.

05.Problemas de alimentação na infância

Muitos pais de meninas com Turner enfrentam problemas de alimentação com suas filhas durante o primeiro ano de vida, tais como regurgitação e ocasionalmente vômitos. É importante notar que estes problemas frequentemente desaparecem no segundo ano de vida.

06.Doenças renais crônicas

Os rins são responsáveis pela excreção de urina na concentração correta. Isto significa que um rim funcionando normalmente excretará a água em excesso e escórias, enquanto retém sais e outros compostos necessários ao organismo. As crianças com doença crônica do rim (renais) podem ser divididas em três grupos, dependendo da função renal que possuem:

  • Disfunção renal crônica - função renal menor que 50%;
  • Insuficiência renal crônica - função renal menor que 25%;
  • Doença renal em fase terminal - função renal menor que 5% (pacientes em diálise).

Cerca de 6 crianças em cada um milhão da população total sofrem de doença renal crônica. Aproximadamente um terço das crianças com doença renal crônica têm crescimento anormal, em parte devido ao fato de as doenças renais perturbarem o metabolismo do hormônio de crescimento (GH). Os hormônios corticosteróides, que são frequentemente utilizados para tratar a doença renal, podem também retardar o crescimento.

07.. Falta de hormônios de crescimento em adultos e crianças (GHDA)




O Hormônio do crescimento continua a desempenhar um importante papel na fase adulta, regulando o metabolismo e composições do corpo, promovendo ossos fortalecidos e um coração saudável e melhorando a qualidade de vida das pessoas.

GHDA pode aparecer a qualquer momento e pode ser resultado de:

  • Um tumor na região da hipófise;
  • Tratamento de tumor cerebral ou câncer;
  • Ferimento grave na cabeça.

As meninas com Turner são geralmente encaminhadas a um pediatra ou endocrinologista com experiência no tratamento de Síndrome de Turner. Como cada menina com Turner é diferente, o tratamento irá variar. O tratamento geralmente envolve a administração de hormônio de crescimento humano (hGH) isolado ou associado a baixas doses de estrógeno e ou um esteroide anabólico. O médico e a enfermeira na clínica especializada terão as melhores condições para aconselhar o melhor esquema de tratamento e irão monitorar continuamente o progresso para assegurar que um crescimento e desenvolvimento ótimos estejam sendo obtidos.

Síndrome de Turner é uma síndrome que é identificada no momento do nascimento, ou antes da puberdade por suas características fenotípicas distintivas. Em geral resulta de uma não-disjunção durante a formação do espermatozóide.

A constituição cromossómica mais frequente é 45, X (45 cromossomos com falta de um cromossomo X, não apresentando, portanto, cromatina. Sua ocorrência está em torno de uma em 5000 meninas. A portadora apresenta:

a. baixa estatura,

b. órgãos sexuais (ovários e vagina),

c. caracteres sexuais secundários (seios) poucos desenvolvidos (por falta de hormônios sexuais), tórax largo em barril, pescoço alado (com pregas cutâneas bilaterais), má-formação das orelhas, maior frequência de problemas renais e cardiovasculares, e é quase sempre estéril (os ovários não produzem óvulos).

A síndrome de Turner é uma condição que afeta apenas meninas com monossomia do cromossomo X, e é um distúrbio cromossômico. Ninguém conhece a causa da Síndrome de Turner. A idade dos pais das meninas com Síndrome de Turner não parece ter qualquer importância e não foram identificados fatores hereditários. Não parece haver qualquer providência que os pais possam tomar para evitar que uma de suas filhas tenha Síndrome de Turner.

O diagnóstico pode ser feito em qualquer idade; cerca de 30% das crianças são diagnosticadas ao nascimento e outras 25,5% durante a período médio da infância. Para muitas meninas portadoras de Síndrome de Turner, entretanto, o diagnóstico pode ser feito somente na adolescência. O médico pode indicar tratamento hormonal a partir da puberdade. Por causa de um possível amadurecimento mental inicial um pouco lento, deve ser estimulada desde cedo em casa e na escola.

Características

As meninas com esta síndrome podem apresentar as seguintes características:

01. ALTURA

Uma estatura reduzida frequentemente representa o maior obstáculo para uma menina com Síndrome de Turner. Ao nascimento, estas meninas geralmente têm um comprimento menor e pesam menos que as outras. Durante os primeiros anos de suas vidas, elas crescem quase tão rápido quanto suas contemporâneas, porém, com o tempo, a diferença na altura torna-se mais aparente. A diferença é particularmente notável quando as outras meninas entram na puberdade e apresentam rápidos aumentos de estatura, o que não ocorre com as meninas com Turner. Geralmente as mulheres com Turner que não estão recebendo tratamento são, em média, 20 cm mais baixas que outras mulheres. Nos últimos anos, as meninas com Turner estão sendo tratadas com hormônio de crescimento e os resultados provisórios sugerem que a estatura final possa ser aumentada de 5 a 10 cm.

02. Desenvolvimento puberal e menstruação

Para a maioria das meninas com Turner, os ovários não se desenvolvem como deveriam. As meninas com Turner, antes do nascimento, possuem um número normal de folículos ovulares em seus ovários. Entretanto, estes folículos desaparecem rapidamente e as meninas com Turner geralmente não mais os possuem ao nascimento. O ritmo de desaparecimento varia para cada menina e até 20% das meninas com Turner ainda podem possuir óvulos em seus ovários no início da puberdade. Quando ocorre ausência dos folículos ovulares, também há uma ausência dos hormônios sexuais femininos, as quais são importantes para o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários (pelos pubianos, desenvolvimento dos seios, etc.). Consequentemente, muitas meninas com Turner podem ter desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias. A maioria das meninas com Turner não menstrua e apenas podem ter filhos em raros casos.

03. Características físicas

As meninas com Turner podem apresentar traços físicos que não são característicos desta condição física. Algumas meninas podem não apresentar nenhum, e outras podem ter alguns ou muitos destes traços. Ao nascimento, entre um terço e metade das meninas com Turner apresentará inchaços com aspecto de um coxim no dorso das mãos e pés. Isto normalmente desaparece após um certo tempo, porém pode reaparecer durante a puberdade. Algumas meninas com Turner podem ter um palato (céu da boca) estreito e elevado e um maxilar inferior menor, o que pode levar à dificuldade na alimentação como um refluxo. Estas dificuldades geralmente podem ser resolvidas ou minimizadas através do aconselhamento de seu médico. Problemas dentários ocasionalmente podem ocorrer numa época posterior.

As unhas frequentemente se dobram em relação aos dedos e artelhos de um modo característico, e têm uma tendência a "enganchar" nas meias. Muitas meninas com Turner apresentam um número maior que o habitual de manchas escuras , frequentemente na face. Outro aspecto mais raro da Síndrome de Turner é o pescoço com um septo lateral. Este é uma pequena dobra de pele de cada lado do pescoço dando a impressão que o pescoço é curto. O paciente pode, com a aprovação de seu médico, remover esta pequena dobra de pele com um cirurgião plástico que tenha particular experiência com Síndrome de Turner.

04. Problemas físicos

As pesquisas têm mostrado que uma pequena porcentagem de meninas com Turner tem alguma forma de anormalidade cardíaca. A maioria destas anormalidades, felizmente, é relativamente insignificante, porém há algumas que requerem cirurgia. É importante que as meninas com Turner façam um exame de seu coração (através de mapeamento cardíaco especial) bem precocemente. Podem também ocorrer problemas de ouvido em pacientes com Síndrome de Turner com uma tendência para frequentes infecções no ouvido médio. Com o correr do tempo, algumas mulheres com Turner podem apresentar um comprometimento da audição. As meninas com Turner também podem ter pequenas anormalidades renais. Entretanto, elas geralmente não afetam o funcionamento dos rins.

05.Problemas de alimentação na infância

Muitos pais de meninas com Turner enfrentam problemas de alimentação com suas filhas durante o primeiro ano de vida, tais como regurgitação e ocasionalmente vômitos. É importante notar que estes problemas frequentemente desaparecem no segundo ano de vida.

06.Doenças renais crônicas

Os rins são responsáveis pela excreção de urina na concentração correta. Isto significa que um rim funcionando normalmente excretará a água em excesso e escórias, enquanto retém sais e outros compostos necessários ao organismo. As crianças com doença crônica do rim (renais) podem ser divididas em três grupos, dependendo da função renal que possuem:

  • Disfunção renal crônica - função renal menor que 50%;
  • Insuficiência renal crônica - função renal menor que 25%;
  • Doença renal em fase terminal - função renal menor que 5% (pacientes em diálise).

Cerca de 6 crianças em cada um milhão da população total sofrem de doença renal crônica. Aproximadamente um terço das crianças com doença renal crônica têm crescimento anormal, em parte devido ao fato de as doenças renais perturbarem o metabolismo do hormônio de crescimento (GH). Os hormônios corticosteróides, que são frequentemente utilizados para tratar a doença renal, podem também retardar o crescimento.

07.. Falta de hormônios de crescimento em adultos e crianças (GHDA)

O Hormônio do crescimento continua a desempenhar um importante papel na fase adulta, regulando o metabolismo e composições do corpo, promovendo ossos fortalecidos e um coração saudável e melhorando a qualidade de vida das pessoas.

GHDA pode aparecer a qualquer momento e pode ser resultado de:

  • Um tumor na região da hipófise;
  • Tratamento de tumor cerebral ou câncer;
  • Ferimento grave na cabeça.

As meninas com Turner são geralmente encaminhadas a um pediatra ou endocrinologista com experiência no tratamento de Síndrome de Turner. Como cada menina com Turner é diferente, o tratamento irá variar. O tratamento geralmente envolve a administração de hormônio de crescimento humano (hGH) isolado ou associado a baixas doses de estrógeno e ou um esteroide anabólico. O médico e a enfermeira na clínica especializada terão as melhores condições para aconselhar o melhor esquema de tratamento e irão monitorar continuamente o progresso para assegurar que um crescimento e desenvolvimento ótimos estejam sendo obtidos.