Disfunção erétil é o tema da ação por ser um marcador de doenças. Problema atinge cerca de 50% dos homens acima de 40 anos. Menos de 10% procuram o médico. Entidade quer evitar automedicação A Sociedade Brasileira de Urologia promoveu entre agosto e setembro a primeira Campanha Nacional de Esclarecimento da Saúde do Homem, que teve como foco a disfunção erétil. Para os especialistas, a falta de ereção, muito mais do que um problema sexual, pode ser um marcador de doenças, já que pode estar relacionada a uma série de outros problemas, tais como cardiopatias, hipertensão e diabetes. O objetivo da ação era orientar o homem a procurar um urologista anualmente e valorizar o receituário urológico, evitando a automedicação.
Estimativas da entidade mostram que cerca de 50% dos homens adultos com mais de 40 anos têm alguma queixa em relação às suas ereções. Acredita-se ainda que um grande número de casos de disfunção erétil ocorre exclusivamente devido a fatores psicológicos. Um comercial foi veiculado nacionalmente em TV durante os dois meses de campanha assim como um anúncio em jornais e revistas.
“Aproximadamente 50% dos pacientes portadores de diabetes e 38% dos pacientes com doenças cardiovasculares (hipertensão arterial, aterosclerose, arritmias cardíacas, doenças coronárias) têm algum grau de disfunção erétil. Além delas, as doenças neurológicas, nefropatias (doenças do rim) e depressão também estão relacionadas à disfunção”, afirma o coordenador de campanhas da SBU, Aguinaldo Nardi. Ele ressalta que a prevenção à doença está em hábitos de vida saudáveis: alimentação balanceada, prática de exercícios, e sobretudo, evitar o alcoolismo e o tabagismo.
Nardi explica que outras doenças urológicas podem colaborar para a disfunção. “Doenças do pênis, como por exemplo, a doença de Peyronie (pênis curvado), podem causar disfunção erétil. Outras doenças que atingem o homem durante o envelhecimento como a hiperplasia benigna da próstata, a queda do hormônio masculino (a testosterona) e o tratamento do câncer de próstata podem levar à dificuldade de ereção”, diz.
De acordo com os urologistas, menos de 10% dos homens que têm o problema procuram auxílio médico. Para o presidente da SBU, José Carlos de Almeida, a vergonha em comentar o assunto e o medo do diagnóstico afasta o paciente do médico. “Poucos procuram ajuda médica, muitos preferem conversar com os amigos para obter mais informações e se medicarem. Nossa missão ética e médica é evitar a automedicação em todos os níveis. O uso abusivo continuado pode ocultar a oportunidade de um diagnóstico precoce de doenças de risco relacionadas à disfunção”, diz.
Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2007 enquanto 16,7 milhões de mulheres foram ao ginecologista, apenas 2,7 milhões de homens foram ao urologista. A visita a um urologista é importantíssima. Ele poderá detectar, por exemplo, se a disfunção erétil é um problema orgânico ou psicológico e prescrever o tratamento mais indicado para aquele perfil. “É fundamental uma boa conversa com o paciente, mesmo antes de prescrever drogas orais, injeções ou cirurgia. O fator emocional influencia muito”, enfatiza o chefe do Departamento de Andrologia da SBU, Carlos Da Ros. A Andrologia é o setor dentro da Urologia responsável pelo sistema reprodutor, da função sexual e da regulação de hormônios masculinos.
A disfunção pode estar presente mesmo quando haja o desejo e a ejaculação normais. Hoje há diversos tratamentos para o problema que variam desde medicamentos até a indicação cirúrgica. “A primeira linha inclui medicamentos orais (inibidores da fosfodiesterase número 5: sildenafil, tadalafil, vardenafil, lodenafil) e psicoterapia. A segunda linha é composta por injeção intracavernosa e intra-uretral de medicamentos que causam a ereção. E na terceira linha temos as próteses penianas”, explica Da Ros.
SAIBA MAIS:
MECANISMO DE EREÇÃO: parte do cérebro um estímulo (auditivo, olfativo e/ou visual) que atravessa a medula espinhal e atinge os nervos que inervam o pênis, que possui um corpo cavernoso de cada lado. Os corpos cavernosos funcionam como esponjas. Quando seus vasos dilatam e entra mais sangue do que sai, acontece a ereção.
DISFUNÇÃO ERÉTIL: é a incapacidade de obter e ou manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória.
PREVENÇÃO:
Hábitos de vida saudável.
Evitar :
1.sedentarismo,
2.alcoolismo,
3.tabagismo,
4.pressão alta,
5.colesterol alto etc.
TRATAMENTO: Auxílio de um urologista (para prescrever o melhor tratamento) e de um terapeuta sexual (para fazer o acompanhamento emocional).
DOENÇAS ASSOCIADAS:
1.hipertensão,
2.diabetes,
3.cardiopatias,
4.doença de Peyronie,
5.hiperplasia benigna da próstata,
6.entre outras.
OBSERVAÇÃO :
Doença de peyronie
A doença de Peyronie é um espessamento fibroso que provoca contraturas e curvaturas no pênis. A causa da doença de Peyronie que afeta homens adultos, é desconhecida.
A doença pode tornar tanto a ereção como a penetração no ato sexual difícil ou mesmo impossível, pois o tecido fibroso que se desenvolve no pênis pode inclusive estender-se para o interior do tecido erétil que é o corpo cavernoso, impedindo totalmente a ereção.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por apalpação Alguns problemas acompanham a manifetação da doença como aestenose da uretra, trombose dos corpos cavernosos, tumor peniano ou a fibrose pós tarumaática.
Tratamento
Injeções de corticosteróides diretamente na área afetada também podem ser úteis, mas doença de Peyronie tende a curar espontaneamente ao longo de vários meses em alguns casos.
A cirurgia pode curar a doença, mas algumas vezes, ela produz mais cicatrizes e piora o quadro, podendo causar impotência.
Vacinação contra gripe suína será feita em 4 etapas a partir de março
Campanha deve imunizar um terço da população brasileira; idosos só receberão dose se tiverem doença crônica.
O Ministério da Saúde inicia no dia 8 de março a campanha nacional de vacinação contra a gripe suína. A campanha terá quatro etapas para atender diferentes grupos prioritários e se estenderá até 7 de maio. A expectativa do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é que 62 milhões de pessoas sejam imunizadas contra o vírus H1N1 - cerca de um terço da população brasileira. Idosos com mais de 60 anos e sem doença crônica não receberão a vacina contra a gripe suína - serão imunizados apenas contra a sazonal. "O Brasil não está propondo vacinar toda a população. Nenhum país fez isso", disse o ministro, ontem, em Brasília. "Vacinar um terço da população já provocará uma redução enorme na circulação viral. Estamos diminuindo a possibilidade de que outras pessoas adquiram a doença", afirmou. O objetivo do governo federal não é acabar com a circulação do vírus, mas sim reduzir os casos graves da doença e as mortes.
Na primeira etapa, que vai de 8 a 19 de março, serão vacinados os profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e outras pessoas que trabalham em hospitais, e a população indígena. Na segunda etapa, de 22 de março a 2 de abril, a vacina será disponibilizada para as pessoas com doenças crônicas, como obesidade grau 3 (antiga obesidade mórbida), diabete, imunodeprimidos, doenças hepáticas, renais e hematológicas (mais informações nesta página).
No mesmo período serão vacinadas as crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos. Elas vão receber duas meias doses - a segunda deverá ser tomada 21 dias após a primeira.
As gestantes também serão atendidas na segunda fase da campanha, mas o prazo será um pouco maior - elas terão até o dia 7 de maio para se vacinar. Poderão receber a dose grávidas em qualquer período da gestação. Na terceira etapa, de 5 a 23 de abril, serão imunizados os adultos com idade entre 20 e 29 anos. A última fase, que vai de 24 abril a 7 de maio, vacinará os idosos com doenças crônicas.
Além da dose contra o vírus H1N1, eles serão imunizados no mesmo dia contra a gripe sazonal, como parte da campanha anual contra a gripe comum.
"Quem tem mais de 60 anos e possui uma doença crônica tomará duas vacinas no mesmo momento: em um braço, a vacina contra a gripe sazonal e no outro, contra a gripe comum", explicou Temporão.
ATESTADO MÉDICO
O Ministério da Saúde informou que não será pedido atestado médico no momento da vacinação.
"Seria inviável do ponto de vista logístico exigir um atestado médico. Vamos confiar no bom senso das pessoas", observou Temporão. De acordo com ele, o Ministério da Saúde trabalha com o número de 13 milhões de pessoas com doenças preexistentes no Brasil.
A vacina contra a gripe suína também poderá ser encontrada em clínicas particulares. O governo federal autorizou essas clínicas a importar as doses do imunizante e disponibilizá-las aos interessados.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Como será feita a distribuição das vacinas contra a gripe suína?
O Ministério da Saúde entregará aos 26 Estados e ao Distrito Federal um número de doses proporcional à população dos grupos prioritários. As secretarias estaduais da Saúde distribuirão as doses aos municípios, obedecendo ao mesmo critério. Os locais de vacinação serão definidos conjuntamente por Estados e municípios
As clínicas particulares oferecerão a vacina contra a gripe suína?
Sim, elas foram autorizadas pelo governo a importar a vacina. O ministério recomenda que as clínicas utilizem os mesmos critérios de público-alvo definidos para a rede pública. Mas elas poderão disponibilizar a vacina para todos, pois se trata de uma orientação
Tomar a vacina contra a gripe suína elimina a necessidade de se vacinar contra a gripe sazonal? O único grupo que terá de tomar as duas vacinas é o formado por idosos com doença crônica. Na rede pública, eles receberão as duas doses no mesmo dia. Idosos saudáveis só precisarão tomar a vacina contra a sazonal. Quem procurar clínicas particulares poderá encontrar as duas vacinas em uma única dose, que será vendida por alguns laboratórios.
O Ministério da Saúde poderá alterar, no decorrer da campanha, os grupos prioritários?
Sim, se houver mudança na situação epidemiológica e disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados em uma quinta etapa da campanha
Campanha de vacinação contra gripe suína começa em março
Cerca de 13,3 milhões de pessoas do Estado de São Paulo serão vacinadas contra a contra a gripe A H1N1, conhecida como gripe suína. A primeira etapa da campanha começa no dia 8 de março, e para profissionais da área da saúde e vai até o dia 19.
Os profissionais de saúde a serem vacinados são aqueles que prestam serviços diretamente na prevenção e no tratamento da doença nos serviços de saúde do município, como hospitais, prontos-socorros, unidades básicas, ambulatórios e unidades dos PSF, entre outros.
Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho.
A segunda fase da vacinação contra a nova gripe, que começa em 22 de março, incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade e os portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, entre outros.
As gestantes poderão ser vacinadas entre 22 de março e 7 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.
Na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina contra a gripe A H1N1 somente os idosos com 60 anos ou mais que sejam portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal).
Inflamação Aguda por vermes ........................... Eosinófilos
Como exemplo podemos citar:
Na sífilis, que é causada pelo Treponema pallidum, o granuloma apresenta muitos plasmócitos. Já numa Inflamação crônica granulomatosa, observa-se muitos macrófagos modificados com formas alongadas.
Observação
Quando o inflamação fica crônica, a célula predominante é o Mononuclear, principalmente Linfócitos e alguns Macrófagos e Plansmócitos.
Reparo e Regeneração
A. Reparo - é quando ocorre perda das células lábeis ou estáveis, do arcabouço de sustentação para as células as se proliferarem. No reparo ocorre muitas vezes cicatrizes. No reparo o tecido gerado é cicatricial, diferente do original.
B. Regeneração - O tecido que é substituído é igual ao original.
Observação
O reparo pode se da não por uma cicatriz, mas por uma recanalização de vasos frente a um vaso obstruído.
Como exemplo, temos:
- o tecido de granulação formado no reparo.
Fatores Inibitórios de Crescimento Celular
Há fatores importantíssimos, que tem a função de intervir fisiologicamente na regulação do crescimento celular e que ao invés de atuarem como estimulantes da mitose, agem ao contrário, inibindo a mitose quando em concentração normal nas células e nos fluídos extracelulares.
Um desses fatores são as CHALONAS, QUE SÃO MOLÉCULAS SEMELHANTES A UMA PROTEÍNA, já foram extraídas dos :
A) melanócitos; B) granulócitos; C) linfócitos; D) eritrócitos; E) fibroblastos; F) células renais; G) células pulmonares; H) células intestinais; I) células da córtex uterina; J) células dos testículos.
Tal vez o conhecimento das ações desta proteína possa ser um marco para a cura do Câncer (CA).
A química das CHALONAS, pode ser classificada em dois grupos ou famílias:
1. Polipeptídeos ou glicopolipeptídeos, próprias dos granulócitos, eritrócitos, melanócitos e hepatócitos.
2. Proteínas ou glicoproteínas encontradas nas células epidérmicas, linfocíticas e fibroblásticas.
As CHALONAS são tecidos específicos embora não espécie-especificadas na sua ação.
Atenção
A destruição de certa porção de tecido reduz a concentração intra e extracelular de CHALONAS, que quando atinge um nível subcrítico libera células para a mitose. À medida que o número de células na região outra vez se aproxima da normalidade, aumenta a concentração de CHALONAS, até que atingido o nível crítico, as mitoses se reduzem e o equilíbrio divisional outra vez se instala no tecido.
Observação
Talvez aí esteja a cura para o Câncer (CA).
Os principais estímulos para proliferação na Regeneração e no Reparo são: • Fatores de crescimento (epidérmico , fibrabastos, plaquetas, de proliferação linfocitica...) • Perda de fatores inibitórios:“chalonas” .Quando o crescimento ocorre de forma grande , a chalona tenta reverter esse evento . • Interação célula- célula e célula – matriz geram inibição por contato.
Tipos de Regeneração Os tipos de regeneração são divididas de acordo com a causa da regeneração:patológica ou fisiológica. A crosta fibrino leucocitária corresponde à “casca” da ferida. Quando a crosta fica mais escura , ela é mais hemática , ou seja , rica em hemácias . A função da crosta consiste na proteção do meio interno .Exemplo:Regeneração.As células basais do folículo piloso se proliferam e fazem a proteção celular do meio interno. Depois disso ocorre a perda da crosta e tudo volta ao normal.
Tecido de granulação Aspecto macroscópico:Tecido amarelado com pontos, grânulos avermelhados. Tal tecido de reparo aparece quando há grande perda do tecido original.
OBSERVAÇÃO
O início da formação tecido de Granulação ocorre com ação do macrófago. Qualquer substância externa retarda o Reparo .
1.Neoformação vascular :Vasos pré-existentes e brotos inicialmente sólidos desenvolvem-se com angiogênese. 2.Exsudato: formado por macrófagos,linfócitos e plasmócitos em maior quantidade que no processo agudo. Esse Exsudato forma um coágulo lateralmente e de baixo para cima , simultâneamente. 3.Fibrablastos(miofibrablastos): Possuem maior capacidade de retração .Por isso a cicatriz final é menor que a área lesada inicialmente. 4.Fabricação de matriz extra-celular: •produção de mucapolissacarideos •Produção de fibras colágenas Quando isso ocorre , diminui a neoformação vascular e o exsudato fazendo com que a cicatriz seja mais acelular e avascular. Adesão plaquetária promovem liberação de fatores de crescimento plaquetário que estimulam macrófagos, estimulam células epiteliais que produzem fator de crescimento epitelial, proliferação do fibroblasto e sua diferenciação .Na saliva existe fator de crescimento epitelial .Por isso os animais “lambem”a ferida. Plaquetas produzem fatores plaquetários que estimulam: •migração de macrófagos para a lesão •crescimento epitelial •migração de fibrablasto para lesão •transformação de fibrablastos em miofibrose Os fibrablastos também migram para o local da lesão.O macrófago , além de começar a limpeza na lesão , possui um fator de crescimento que estimula a angiogênese. O fibroblasto produz colágeno e fibronectina os quais migram para a lesão. Tecido granulação é constituído por novos vasos , células sanguíneas , fibroblasto, e matriz para preencher o local . As células epiteliais são estimuladas intrinsicamente (fator de crescimento epitelial) e extrinsicamente(saliva ou proveniente do fibroblasto) e então começam a se proliferar levando ao fechamento da lesão simultaneamente à formação do granuloma.Quanto mais velho o granuloma , mais acelular e avascular ele fica.
-& FEBRE AMARELA - REFORÇO - FEBRE AMARELA ( IMUNIZA POR 10 ANOS )
OBSERVAÇÕES :
01.A 1ª dose da vacina contra Hep-Bdeve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12 hiras de vida do RN. O esquema básico se constitui de 03 doses, com intervalo de 30 dias da 1ª dose, e a 2ª dose é realizada 180 dias após a 1ª dose.
02. É possível administrar a 1ª dose da vacinaoral de VROH a partir de 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias de idade (6 e 14 semanas de vida).
03. Épossível administrar a 2ª dose da vacina oral VORH a partir de 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias de idade ( 14 a 24 semanas de vida). O intervala mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 4 semanas.
04. A vacina contra a febre amarela está indicada para crianças a partir dos 9 meses de idade, que residam ou que irão viajar para região endêmicas (Amapá, Tocantins,Matogrosso, Matogrosso do Sul, maranhão, Rondônia, Acre, Roraima, amazonas, Pará, Goiás e Distrito Federal). É indicada também para ares de transição, como , alguns municípios dos estados :Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná,SantaCatarina e Rio Grande do Sul.
05.PROCUREM UMA UNIDADE DE SAÚDE, MAIS PRECISAMENTE O SETOR DE IMUNIZAÇÕES PARA OBTER MAIORES INFORMAÇÕES SOBREO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO.
O presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB-SP), acompanhado dos deputados federais Mauro Nazif (PSB-RO), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Jofran Frejat (PTB-DF) e Maurício Rands (PT-PE), recebeu, ontem (25/11), em audiência o presidente do COFEN, Manoel Carlos Neri da Silva; a presidente da ABen, Maria Goretti David Lopes; a presidente da FNE, Sílvia Casagrande; e o tesoureiro da CNTS, José Caetano Rodrigues, para estabelecer uma data para incluir na pauta da Câmara o projeto de Lei que estabelece a carga horária da enfermagem brasileira em 30 horas.
A princípio, Michel Temer se comprometeu em colocar o projeto em votação o mais breve possível, mas ponderou que não há tempo hábil para este final de ano devido à quantidade de projetos polêmicos que constam na pauta, a exemplo do Pré-sal e do Orçamento para o exercício fiscal de 2010.
Ficou acertado com os parlamentares que o PL das 30 horas entrará na pauta na semana do retorno do recesso do Poder Legislativo, ou seja, em fevereiro. Michel Temer prometeu marcar a data e avisar às entidades e organizações da enfermagem. Os parlamentares presentes se comprometeram em convencer o colégio de líderes para ajudar na aprovação do projeto.
Manoel Carlos disse que está otimista com a aprovação e não acredita que uma votação em meados do ano que vem prejudique.
“Estamos atentos a toda tramitação do PL das 30 horas e não será agora, no final de uma longa luta, que vamos permitir que ele seja derrotado. Assim que a data de votação no plenário da Câmara Federal for marcada, vamos iniciar a maior mobilização de uma categoria profissional para comparecer e pressionar para que seja aprovado”, explicou Neri.
Os transtornos alimentares são bastante comuns na sociedade de hoje e prevalecem sobretudo entre adolescentes e jovens adultas. As consequências para a saúde são muito graves, seja a nível físico com mal nutrição, seja a nível psicológico e emocional.
Vejamos alguns alimentos saudáveis:
01. Tomate. O tomate cozido recentemente recebeu fama por sua grande quantidade de licopeno, um fitoquímico que combate doenças e é especialmente conhecido por ajudar a combater o câncer de próstata. E, já que o tomate é tão popular, versátil, amplamente disponível por todo o ano, eu o classifico como uma superestrela. Beba suco de tomate (um ótimo supressor de apetite natural) e coma muito molho de tomate.
02. Espinafre. Ainda que o espinafre esteja na lista dos 10 mais, isso não se deve à sua quantidade de ferro, a qual não é facilmente absorvida por nosso organismo (desculpe Popeye). Entretanto, o espinafre contém todos os fitoquímicos para saúde de nossos olhos. De fato, a retina em nosso olho contém a maior concentração de pigmentos fitoquímicos. Espinafre também possui grande quantidade de vitaminas B, então é bom para nosso coração, nervos e para o crescimento de novas células (já ouviu falar recentemente do folato para prevenção de doenças neurológicas em recém-nascidos?).
03. Batata doce. Cheia de amido, doce e carregada de carotenóides, vitamina C e vitaminas B, a batata tem apenas em torno de 120 calorias para cada 12 centímetros. Se formos criativos, podemos ter a batata de várias formas como uma mini-refeição ou lanche.
04. Pipoca. Você deve estar indagando, pipoca? Sim, alimentos de lanche são importantes e a pipoca encabeça a lista. Com poucas calorias, muito pouca gordura (se estourada com ar quente), e ainda leva muito tempo para ser comida (bom para os que gostam de estar sempre comendo). Pipoca tem a maior quantidade de fibras para um alimento de lanche também. Não a coma somente no cinema!
05. Banana. Está na minha lista já que quase todo mundo adora bananas, porém a maioria pensa que elas o farão engordar. Bem, uma banana média tem em torno de 120 calorias e é carregada com potássio, vitamina C e amido. Bananas também são versáteis. Matam a fome ao serem adicionadas à salada de frutas ou ao cereal; fortificam um milk-shake; cabem em qualquer sacola. Coma uma na corrida ou então a compre num estande de frutas de rua.
06. Queijo cottage. Tudo bem, isso dá 11 alimentos, porém não pude resistir. Adoro queijos, e o cottage é um bom substituto para o queijo de cabra na salada, ricota no prato de massas e o queijo no omelete. Ainda posso adicionar o queijo cottage à aveia ou fazer minha receita de salada com pouca gordura com ele. Queijo cottage é rico em proteína, cálcio, e quando escolhemos o tipo com pouca gordura temos uma grande fonte de laticínio rico em cálcio. Vamos dar uma chance ao queijo cottage?
07. Iogurte. Meu lema é "um iogurte por dia". Carregado com nutrientes, como o cálcio construtor de ossos sadios, proteínas, vitaminas B e bactérias que auxiliam a ter um sistema imunológico saudável e colocam nosso trato gastro-intestinal na linha. Um grande alimento ou lanche portável e fácil de encontrar.
08. Aveia. Sim, aveia! É uma grande fonte de energia de longa duração, cheia de vitaminas e minerais benéficos para o coração (não somente um slogan, mas cientificamente comprovado).
09. Salmão. Mais rico em gorduras que os outros peixes, porém uma gordura que é essencial para nossa pele, cérebro, coração e artérias. O que mais poderíamos pedir de uma comida gordurosa e saborosa?
10. Legumes. São alimentos que provêm muita energia, vitaminas e minerais, assim como uma proporção quase igual de proteínas de qualidade incluídas na lista de alternativa para carnes. Legumes também contêm uma grande proporção de fibras solúveis e insolúveis, fitoquímicos que combatem doenças e, como a aveia, provêm energia de longa duração.
11. Repolho. Repolho é um vegetal crucífero como brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas. Escolhi o repolho por causa da sua versatilidade. Vegetais crucíferos contêm vários fitoquímicos que combatem câncer, assim como vários outros nutrientes. Repolho pode ser comido inteiro ou cortado, cru ou cozido, e ainda pode ser adicionado a sopas, saladas e sanduíches. Eu adiciono repolho vermelho todos os dias à minha salada.
• Gelatina: vilã ou mocinha?
A Pro Teste Associa6553365533o Brasileira de Defesa do Consumidor divulgou uma pesquisa no qual foi avaliado alguns p65533s para gelatina sabor morango de marcas diferentes nas vers65533es tradicional diet e zero.
• Alimentos vermelhos
As cores dos alimentos conferem a eles propriedades nutricionais específicas por este motivo é importante que em todas as refeições o seu prato seja colorido.
• Alimentos saudáveis para a lancheira dos seus filhos Conforme a nutricionista é necessário um alimento do grupo das frutas para sobremesa Melhor mesmo é que nunca sejam picadas pois estimulam a mastigação Presunto mortadela e salsicha precisam ser usados com menor freqüência Como possuem uma boa porcentagem.
• É possível se alimentar bem fora de casa? Com a correria do dia a dia muita gente passou a comer fora de casa, fica cada vez mais difícil ter tempo para preparar as refeições em casa, e o resultado disso é que muitos não sabem fazer escolhas saudáveis na rua e consome comidas ricas em gordura.
• É possível se alimentar bem fora de casa?
Com a correria do dia a dia muita gente passou a comer fora de casa, fica cada vez mais difícil ter tempo para preparar as refeições em casa, e o resultado disso é que muitos não sabem fazer escolhas saudáveis na rua e consome comidas ricas em gordura.
• Quando a alimentação natural vira obsessão
“A ortorexia nervosa consiste em uma obsessão em relação a alimentos naturais considerados ‘saudáveis’ A pessoa tem uma preocupação exagerada com o que é consumido se locomove grandes distâncias e muitas vezes paga preços muito elevados em busca da saúde.
• Slow Food: saboreie os alimentos sem pressa
Da próxima vez que você for almoçar que tal sentar a mesa e apreciar os alimentos lentamente Faça como os seguidores do slow food prática que surgiu na Itália no final da década de 80.
• Educação Alimentar: aprenda a comer bem Para transmitir e incentivar a educação alimentar é necessário entender sobre as funções e a importância dos alimentos para o seu organismo Veja aqui porque a educação alimentar é tão importante.
• Slow Food: saboreie os alimentos sem pressa
Da próxima vez que você for almoçar que tal sentar a mesa e apreciar os alimentos lentamente Faça como os seguidores do slow food prática que surgiu na Itália no final da década de 80.
As prateleiras dos supermercados estão repletas de uma imensa variedade de produtos alimentícios, às vezes esses alimentos permanecem ali por semanas e até meses sem perder sua qualidade e sem estragar.Se pensarmos na vida de nossos antepassados, que para comer tinham que caçar e/ou coletar, imaginamos as dificuldades que esses encontravam, pois não havia padarias, supermercados, açougues, nem mesmo restaurantes.Podemos observar que para tais facilidades, os alimentos industrializados apresentam inúmeras substâncias que conservam, dão cor e sabor aos mesmos, por exemplo:Acidulante: Coíbe a proliferação de micróbios, além de realçar o sabor.Antioxidante: São usados em produtos gordurosos, impedindo a oxidação.Antiumectante: Não deixa o produto ficar úmido, é um produto usado no sal.
Conservantes: Atrasa a produção de micróbios, e conserva o produto para que esse demore estragar.Corantes: Provoca alterações visuais no produto, ou seja, dá cor aos alimentos, tornando-os mais atrativos.Edulcorante: São adoçantes artificiais.Espessantes: Da consistência aos produtos.Estabilizantes: Impede a mudança de característica e consistência do produto.
SIGNIFICADO DAS CORES DOS ALIMENTOS.
As cores dos alimentos são determinadas pela presença dos pigmentos. Estas subtâncias, além de colorir desempenham, frequentemente, papéis importantes na prevenção e na protecção do organismo contra doenças infecciosas.
ALIMENTOS BRANCOS : leite, queijo, couve-flôr, batata, arroz, cogumelos, banana, etc. São as melhores fontes de cálcio e de potássio. Estes minerais são importantes para o funcionamento do organismo porque: - Contribuem na formação e manutenção dos ossos - Ajudar na regulação dos batimentos cardíacos. - São fundamentais para o funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.
ALIMENTOS VERMELHOS : o licopeno é uma substãncia que age como antioxidante e é responsável pela cor vermelha do vermelho, tomate, melancia, caqui, goiaba vermelha, framboesa, cereja. - Mais recentemente foi é apontado como um protector eficaz contra o aparecimento do cancro da próstata. Os alimentos vermelhos contêm, ainda, antocianina que estimula a circulação sanguínea.
ALIMENTOS AMARELOS : O mamão, a cenoura, a manga, a laranja, a abóbora, o pêssego e o damasco são alimentos de cores amarela ou alaranjada que são ricos em vitamina B-3 e ácido clorogênico.
- São substâncias que mantêm o sistema nervoso saudável e ajudam a prevenir o cancro da mama. - Para completar, eles também possuem beta-caroteno, um antioxidante que ajuda a proteger o coração.
ALIMENTOS ARROXEADOS: Os alimentos azulados e arroxeados, como a uva, a ameixa, o figo, a baterraba ou o repolho-roxo, contêm ácido elágico, substância que: - Retarda o envelhevimento. - Neutraliza as substâncias cancerígenas antes mesmo delas alterarem o código genético.
ALIMENTOS VERDES: Os alimentos verdes, como os vegetais folhosos, o pimentão, a salsa e as ervas contêm clorofila e vitaminas A, subtâncias com os seguintes efeitos. - Desintoxicam as células. - inibem os radicais livres, subtâncias que danificam as células e causam doenças com o passar do tempo. - Tem efeito anticancerígeno e ajudam a proteger o coração. - Protegem a pele e o cabelo.
ALIMENTOS MARRONS : As fibras e vitaminas do complexo B e E são principalmente encontradas nas nozes, aveia, castanhas e cereais
integrais, que por sua vez tem uma cor marrom. Tais subtâncias e nutrientes têm importâncias vitais no organismo: - Melhorias no funcionamento do intestino. Combate a ansiedade e a depressão. Previne o cancro e as doenças cardiovasculares.
Os primeiros humanos no Haiti, também conhecido como La Española' ou Hispaniola, chegaram à ilha há mais de 1000anosaC, possivelmente 7000 aC. Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo ao viajar para o ocidente atingiu uma grande ilha. Mais tarde passou a ser chama de São Domingos;
dividida entre dois países - a República Dominicana e o Haiti - , é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 640 km de extensão entre seus pontos extremos, a ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão (pequeno crocodilo abundante na região), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas).
Conquista espanhola
Depois da chegada de Colombo, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral da ilha; depois da segunda viagem de Colombo à ilha, a colonização foi estendida para toda a ilha, ocorrendo a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520 a colonização espanhola no Haiti teve sua decadência. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 a Espanha e a França assinaram o Tratado de Ryswick, que determina a passagem do controle da ilha para a França. Por essa época praticamente toda a população nativa havia sido dizimada pela força e pelas doenças.
Colonização francesa
Abrigados na estratégica ilha de Tortuga, os piratas franceses passaram a ocupar partes da ilha. As tropas enviadas para combatê-los acabaram por se estabelecer na sua porção ocidental. Os conflitos com os espanhóis duraram pelo menos até 1776, quando o terço ocidental da ilha passou definitivamente ao domínio francês. Durante todo o século XVIII os franceses incrementaram a formação da lavoura açucareira na região, importando escravos africanos em grande quantidade.
Ao começar a Revolução Francesa, viviam na colônia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos. O Haiti, proporcionalmente a seu território e sua rentabilidade, podia ser considerado como uma das mais ricas colônias da América, a "pérola das Antilhas".
Independência
O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Os movimentos insurrecionais da população escrava, numericamente com uma superioridade esmagadora, começaram a se tornar frequentes. Em 1754 havia 465 mil escravos, e a classe dominante era composta por apenas 5 mil brancos, sendo o restante de negros e mulatos livres e brancos pobres. Nesse ano desencadeou-se a revolta do escravo Mackandal, que utilizou os ritos do vodu para aterrorizar os senhores e unir os escravos contra eles. Após quatro anos de guerrilhas, Mackandal foi preso e condenado à fogueira como feiticeiro, mas diz-se que fugiu pouco antes da execução. Em consequencia, os franceses passaram a reprimir o vodu.
A Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, foi o estopim para outra revolta, liderada pelo mulato Vicente Ogé, que acabou preso e supliciado na roda. Mas a rebelião se espalha e os escravos passam a fugir em massa e massacrar seus senhores, estimulados pela própria dissenção entre os brancos sobre o apoio aos revolucionários na França ou a independência da colônia. Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l'Ouverture, um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual. Em 1794, a França declara a abolição da escravidão nas colônias, conseguindo que Toussaint passasse a apoiar as autoridades francesas. Pouco a pouco seu prestígio foi crescendo entre brancos e negros. Em 1801, após derrotar os ingleses e espanhóis, Toussaint preparou a independência do Haiti como um estado associado à França revolucionária. Em seguida, cuidou da volta dos ex-escravos à lavoura do país quase devastado e preparou um projeto de constituição. Entretanto, o novo governo revolucionário francês, sob o comando do cônsul Napoleão Bonaparte, rejeitou a proposta de Toussaint e mandou o general Leclerc para recuperar a rica colônia. Valendo-se da traição, Leclerc enviou Toussaint para a França, onde morreu prisioneiro. Porém, um dos generais de Toussaint, o ex-escravo e analfabeto Jean-Jacques Dessalines continuou a rebelião e expulsou as tropas francesas, proclamando a independência em 1 de janeiro de 1804. Nomeado governador da ilha, Dessalines se proclama imperador, como Napoleão e unifica a ilha. Dois anos depois, é deposto e morto e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, que funda um reino ao norte, e Alexandre Pétion, liderando uma república ao sul, e voltando o leste aos espanhóis. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.
Intervenção americana
Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Soulouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo. A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.
Era Magloire
Em 1946, uma rebelião popular derruba o presidente mulato Elis Lescot, levando ao poder o negro Dumarsais Estimé, que é destituído por um golpe militar liderado por Raoul Magloire em 1950. Durante o governo de Magloire, é promulgada uma nova constituição que, pela primeira vez, dá ao povo haitiano o direito de eleger diretamente o presidente. Magloire, porém, decide perpetuar-se no poder com o apoio do exército, o que provoca uma violenta reação popular, resultando na renúncia do presidente. Segue-se novo período de instabilidade: nos nove meses seguintes à queda de Magloire, o Haiti conhece sete governantes diferentes. Finalmente, em 1957, após eleições de validade duvidosa, é eleito o intelectual negro François Duvalier.
Era Duvalier
O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier. Médico sanitarista com certo prestígio mundial, devido a suas ligações com o movimento negro, realizara excelente trabalho junto às populações rurais no combate à malária, sendo apelidado de Papa Doc(papai médico). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução é "bichos papões". Apoiado no vodu, Papa Doc morreu em 1971, após ter promulgado uma constituição em 1964 que lhe dera um mandato vitalício e ter conseguido que seu filho menor fosse declarado seu sucessor. Seu filho Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, que assumiu o poder aos 19 anos, deu continuidade ao regime de terror imposto pelo pai. Governou até 1986, quando foi deposto por um golpe militar. Os militares que assumiram o poder sucederam-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre Jean Bertrand Aristide para presidente.
Era Aristide
O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.
Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.
ECONOMIA DO HAITÍ
No século XVIII, o Haiti, então chamado de Saint-Domingue, e governado pelos franceses, era a mais próspera colônia no Novo Mundo. Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores franceses.
Desde o período de colonização o Haiti possui uma economia primária. Produzia açúcar de excelente qualidade, que concorreu com o açúcar brasileiro no século XVII e junto com toda produção das Antilhas serviu para a desvalorização do açúcar brasileiro na Europa. Após vários regimes ditatoriais, hoje em dia seu principal produto de exportação ainda continua sendo o açúcar, além de outros produtos como banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tubérculos e muito mais.
Atualmente sua economia encontra-se destroçada e em ruínas. O país permanece extremamente pobre, sendo o mais pobre da América e de todo Hemisfério Ocidental, tão miserável como Timor-Leste, Afeganistão, entre outros. 50,2% da população é analfabeta, a expectativa de vida é de apenas 51 anos. Sua renda per capita é um-terço da renda da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Os Fatos e as imagensmostram a História
Em sua viagem ao Haiti ,Gonoivesmosta apobresa e a miséria que vivia aquela naçãoe junho de 2007.
Ele inicia com o seguinte enunciado :
Gonaives, HAITI. Pobreza, Miseria e historia na cidade da independencia do pais (1 JAN 1804).
IDADE - o país de 8,9 milhões de habitantes. A média de idade é de 18,5 anos e a esperança média de vida é de 57 anos.
RENDIMENTO - Dois terços da população não tem trabalho fixo e vive com menos de 60 cêntimos de Euro diários e metade da população sofre de subnutrição. Há comida nos supermercados e mercados da cidade, mas não há dinheiro para a comprar.
DÍVIDA - A inflação em 2007 foi de 9% e a dívida externa atingiu os 1.463 mil milhões de dólares.
Em 2008, o preço dos alimentos no Haiti deve crecer 80%, segundo os números da ONU.
Bolos feitos de lama - terra, água, sal e margarina. É assim que grande parte dos haitianos se alimenta. Gasta um cêntimo por bolo e vive com 60 cêntimos por dia. Georges Wesner levanta-se todos os dias às 4h. Caminha durantes duas horas até chegar a um posto de distribuição de comida, onde enche dois pequenos baldes com arroz e feijão. Durante as semanas seguintes, será o alimento para si e para os seis filhos. Quando a comida acabar, terá de recorrer ao bolo de lama.
No Haiti, o país mais pobre do mundo ocidental, a subida imparável dos preços dos alimentos levou a população a encontrar uma solução de emergência para matar a fomo: um bolo feito à base de barro. Antes, só era consumido por mulheres grávidas em busca de fontes de cálcio. Agora, tornou-se uma forma de iludir a fome com a escalada do preço dos produtos alimentares como o arroz e os cereais. Um fatia cada vez maior da população luta pela sobrevivência - mais de 80% dos haitianos já vivem abaixo do limiar de pobreza. E por isso cada vez mais consomem os bolos que parecem pequenos pratos de barro, moldados pelas mulheres e deixados a secar ao sol das Caraíbas. São vendidos pelo equivalente a 1 cêntimo de euro: tornaram-se a forma mais barata de matar a fome - e a única que, até agora, se mantém imune à inflação. Na maioria das vezes, as
mulheres que os preparam recorrem ao sal e à margarina para tentar disfarçar o sabor da terra misturada com àgua. Em vão, diz quem já experimentou.
O terremoto de 7 graus na Escala Richter que atingiu o Haiti é mais uma tragédia que atingiu o pais mais pobre e conflagrado da América Latina. Com pouco mais de 22 milhões de habitantes, sendo 47% analfabetos e 8 em cada 10 abaixo da linha da pobreza, a nação sofre ainda com níveis altíssimos de corrupção e instituições que sequer nasceram ainda.
O mundo inteiro está se mobilizando para ajudar os haitianos. Alemãos, islandeses e japoneses enviaram equipes especializadas emresgate. Até mesmo um sonare de última geração chegou ao Haiti. Norte-americanos e ingleses ofereceram ajuda financeira e já se prontificaram para, junto dos brasileiros e canadenses, reconstruir o país. Os Estados Unidos também enviaram um porta-aviões adaptado como hospital. Até mesmo a tão criticada Cuba enviou 300 médicos.
Organizações Não-Governamentais dos mais diversos países se também se mobilizaram para ajudar o Haiti. A Cruz Vermelha Internacional abriu uma conta bancária para receber dinheiro. Do mundo todo chegam donativos de roupas, remédios, alimentos e água.
Há apenas dois anos, o mesmo Haiti sofreu com a passagem de dois furacões e duas tempestades tropicais que já haviam devastado a pouca inmfra-estrutura que havia no país.
Num momento como esse, acredito que todos devamos nos perguntar: porque precisa acontecer uma trajédia dessas para que o ser humano mostre o seu melhor?
O terremoto foi um incidente que, até o momento, matou 7 mil pessoas e devastou a capital Porto Príncipe. Mas o Haiti vem lutando contra a fome, miséria e pobreza há muitos anos. Neste exato momento, provavelmente alguma mulher está sendo estuprada em Darfur, no Sudão, bem como homens, velhos e crianças são torturados e mortos. Na Espanha, o povo basco luta há 40 anos por independência, bem como os tibetanos. E o Paquistão continua em pé de Guerra com a Índia por causa da Caxemira. Podemos também lembrar o genocídio nas Balcãs.
Porque é necessário que aja uma trajédia para que a comunidade internacional se mobilize e mande ajuda?
Um acontecimento desses gera repercussão internacional e, por mais que seja uma calamidade, consegue despertar no ser humano a caridade, o amor ao próximo e a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa que sofre.
So que realmente temos de nos perguntar porque isso não acontece sempre. A maioria dos conflitos, hoje, no mundo, cessariam se houvesse pressão internacional. Mas ninguém fala sobre Darfur, sobre a situação dos bósnios, albaneses, tibetanos. Da mesmo forma que, antes do terremoto, ninguém pouco se falava sobre a situação dos Haitianios.
ANTES DO TERREMOTO, COM TODA A MISÉRIA QUE SE PRESNCIAVA O MUNDO , PRINCIPALMENTE OS PAÍSES DESENVILVIDOS, NÃO DAVAM NENHUMA ATENÇÃO AO CAOS HAITIANO.
Precisou haver esta terrível catástrofe para que o mundo olhasse um pouquinho para o País mais pobre do mundo.
País que foi explorado pelos seus colonizadores e seus tutores, sofrido e humilhado pela pobreza e pela miséria, mais é um povo forte que lutou e luta até hoje pela sobrevivência.
História do Haiti
Os primeiros humanos no Haiti, também conhecido como La Española' ou Hispaniola, chegaram à ilha há mais de 1000anosaC, possivelmente 7000 aC. Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo ao viajar para o ocidente atingiu uma grande ilha. Mais tarde passou a ser chama de São Domingos; dividida entre dois países - a República Dominicana e o Haiti - , é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 640 km de extensão entre seus pontos extremos, a ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão (pequeno crocodilo abundante na região), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas).
Conquista espanhola
Depois da chegada de Colombo, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral da ilha; depois da segunda viagem de Colombo à ilha, a colonização foi estendida para toda a ilha, ocorrendo a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520 a colonização espanhola no Haiti teve sua decadência. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 a Espanha e a França assinaram o Tratado de Ryswick, que determina a passagem do controle da ilha para a França. Por essa época praticamente toda a população nativa havia sido dizimada pela força e pelas doenças.
Colonização francesa
Abrigados na estratégica ilha de Tortuga, os piratas franceses passaram a ocupar partes da ilha. As tropas enviadas para combatê-los acabaram por se estabelecer na sua porção ocidental. Os conflitos com os espanhóis duraram pelo menos até 1776, quando o terço ocidental da ilha passou definitivamente ao domínio francês. Durante todo o século XVIII os franceses incrementaram a formação da lavoura açucareira na região, importando escravos africanos em grande quantidade. Ao começar a Revolução Francesa, viviam na colônia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos. O Haiti, proporcionalmente a seu território e sua rentabilidade, podia ser considerado como uma das mais ricas colônias da América, a "pérola das Antilhas".
Independência
O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Os movimentos insurrecionais da população escrava, numericamente com uma superioridade esmagadora, começaram a se tornar frequentes. Em 1754 havia 465 mil escravos, e a classe dominante era composta por apenas 5 mil brancos, sendo o restante de negros e mulatos livres e brancos pobres. Nesse ano desencadeou-se a revolta do escravo Mackandal, que utilizou os ritos do vodu para aterrorizar os senhores e unir os escravos contra eles. Após quatro anos de guerrilhas, Mackandal foi preso e condenado à fogueira como feiticeiro, mas diz-se que fugiu pouco antes da execução. Em consequencia, os franceses passaram a reprimir o vodu.
A Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, foi o estopim para outra revolta, liderada pelo mulato Vicente Ogé, que acabou preso e supliciado na roda. Mas a rebelião se espalha e os escravos passam a fugir em massa e massacrar seus senhores, estimulados pela própria dissenção entre os brancos sobre o apoio aos revolucionários na França ou a independência da colônia. Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l'Ouverture, um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual. Em 1794, a França declara a abolição da escravidão nas colônias, conseguindo que Toussaint passasse a apoiar as autoridades francesas. Pouco a pouco seu prestígio foi crescendo entre brancos e negros. Em 1801, após derrotar os ingleses e espanhóis, Toussaint preparou a independência do Haiti como um estado associado à França revolucionária. Em seguida, cuidou da volta dos ex-escravos à lavoura do país quase devastado e preparou um projeto de constituição. Entretanto, o novo governo revolucionário francês, sob o comando do cônsul Napoleão Bonaparte, rejeitou a proposta de Toussaint e mandou o general Leclerc para recuperar a rica colônia. Valendo-se da traição, Leclerc enviou Toussaint para a França, onde morreu prisioneiro. Porém, um dos generais de Toussaint, o ex-escravo e analfabeto Jean-Jacques Dessalines continuou a rebelião e expulsou as tropas francesas, proclamando a independência em 1 de janeiro de 1804. Nomeado governador da ilha, Dessalines se proclama imperador, como Napoleão e unifica a ilha. Dois anos depois, é deposto e morto e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, que funda um reino ao norte, e Alexandre Pétion, liderando uma república ao sul, e voltando o leste aos espanhóis. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.
Intervenção americana
Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Soulouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo. A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.
Era Magloire
Em 1946, uma rebelião popular derruba o presidente mulato Elis Lescot, levando ao poder o negro Dumarsais Estimé, que é destituído por um golpe militar liderado por Raoul Magloire em 1950. Durante o governo de Magloire, é promulgada uma nova constituição que, pela primeira vez, dá ao povo haitiano o direito de eleger diretamente o presidente. Magloire, porém, decide perpetuar-se no poder com o apoio do exército, o que provoca uma violenta reação popular, resultando na renúncia do presidente. Segue-se novo período de instabilidade: nos nove meses seguintes à queda de Magloire, o Haiti conhece sete governantes diferentes. Finalmente, em 1957, após eleições de validade duvidosa, é eleito o intelectual negro François Duvalier.
Era Duvalier
O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier. Médico sanitarista com certo prestígio mundial, devido a suas ligações com o movimento negro, realizara excelente trabalho junto às populações rurais no combate à malária, sendo apelidado de Papa Doc(papai médico). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução é "bichos papões". Apoiado no vodu, Papa Doc morreu em 1971, após ter promulgado uma constituição em 1964 que lhe dera um mandato vitalício e ter conseguido que seu filho menor fosse declarado seu sucessor. Seu filho Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, que assumiu o poder aos 19 anos, deu continuidade ao regime de terror imposto pelo pai. Governou até 1986, quando foi deposto por um golpe militar. Os militares que assumiram o poder sucederam-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre Jean Bertrand Aristide para presidente.
Era Aristide
O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.
Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.
ECONOMIA DO HAITÍ
No século XVIII, o Haiti, então chamado de Saint-Domingue, e governado pelos franceses, era a mais próspera colônia no Novo Mundo. Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores franceses.
Desde o período de colonização o Haiti possui uma economia primária. Produzia açúcar de excelente qualidade, que concorreu com o açúcar brasileiro no século XVII e junto com toda produção das Antilhas serviu para a desvalorização do açúcar brasileiro na Europa. Após vários regimes ditatoriais, hoje em dia seu principal produto de exportação ainda continua sendo o açúcar, além de outros produtos como banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tubérculos e muito mais.
Atualmente sua economia encontra-se destroçada e em ruínas. O país permanece extremamente pobre, sendo o mais pobre da América e de todo Hemisfério Ocidental, tão miserável como Timor-Leste, Afeganistão, entre outros. 50,2% da população é analfabeta, a expectativa de vida é de apenas 51 anos. Sua renda per capita é um-terço da renda da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Os Fatos e as imagensmostram a História
Em sua viagem ao Haiti ,Gonoivesmosta apobresa e a miséria que vivia aquela naçãoe junho de 2007.
Ele inicia com o seguinte enunciado :
Gonaives, HAITI. Pobreza, Miseria e historia na cidade da independencia do pais (1 JAN 1804).
IDADE - o país de 8,9 milhões de habitantes. A média de idade é de 18,5 anos e a esperança média de vida é de 57 anos.
RENDIMENTO - Dois terços da população não tem trabalho fixo e vive com menos de 60 cêntimos de Euro diários e metade da população sofre de subnutrição. Há comida nos supermercados e mercados da cidade, mas não há dinheiro para a comprar.
DÍVIDA - A inflação em 2007 foi de 9% e a dívida externa atingiu os 1.463 mil milhões de dólares.
Em 2008, o preço dos alimentos no Haiti deve crecer 80%, segundo os números da ONU.
Bolos feitos de lama - terra, água, sal e margarina. É assim que grande parte dos haitianos se alimenta. Gasta um cêntimo por bolo e vive com 60 cêntimos por dia. Georges Wesner levanta-se todos os dias às 4h. Caminha durantes duas horas até chegar a um posto de distribuição de comida, onde enche dois pequenos baldes com arroz e feijão. Durante as semanas seguintes, será o alimento para si e para os seis filhos. Quando a comida acabar, terá de recorrer ao bolo de lama.
No Haiti, o país mais pobre do mundo ocidental, a subida imparável dos preços dos alimentos levou a população a encontrar uma solução de emergência para matar a fomo: um bolo feito à base de barro. Antes, só era consumido por mulheres grávidas em busca de fontes de cálcio. Agora, tornou-se uma forma de iludir a fome com a escalada do preço dos produtos alimentares como o arroz e os cereais. Um fatia cada vez maior da população luta pela sobrevivência - mais de 80% dos haitianos já vivem abaixo do limiar de pobreza. E por isso cada vez mais consomem os bolos que parecem pequenos pratos de barro, moldados pelas mulheres e deixados a secar ao sol das Caraíbas. São vendidos pelo equivalente a 1 cêntimo de euro: tornaram-se a forma mais barata de matar a fome - e a única que, até agora, se mantém imune à inflação. Na maioria das vezes, as mulheres que os preparam recorrem ao sal e à margarina para tentar disfarçar o sabor da terra misturada com àgua. Em vão, diz quem já experimentou.
O terremoto de 7 graus na Escala Richter que atingiu o Haiti é mais uma tragédia que atingiu o pais mais pobre e conflagrado da América Latina. Com pouco mais de 22 milhões de habitantes, sendo 47% analfabetos e 8 em cada 10 abaixo da linha da pobreza, a nação sofre ainda com níveis altíssimos de corrupção e instituições que sequer nasceram ainda.
O mundo inteiro está se mobilizando para ajudar os haitianos. Alemãos, islandeses e japoneses enviaram equipes especializadas emresgate. Até mesmo um sonare de última geração chegou ao Haiti. Norte-americanos e ingleses ofereceram ajuda financeira e já se prontificaram para, junto dos brasileiros e canadenses, reconstruir o país. Os Estados Unidos também enviaram um porta-aviões adaptado como hospital. Até mesmo a tão criticada Cuba enviou 300 médicos.
Organizações Não-Governamentais dos mais diversos países se também se mobilizaram para ajudar o Haiti. A Cruz Vermelha Internacional abriu uma conta bancária para receber dinheiro. Do mundo todo chegam donativos de roupas, remédios, alimentos e água.
Há apenas dois anos, o mesmo Haiti sofreu com a passagem de dois furacões e duas tempestades tropicais que já haviam devastado a pouca inmfra-estrutura que havia no país.
Num momento como esse, acredito que todos devamos nos perguntar: porque precisa acontecer uma trajédia dessas para que o ser humano mostre o seu melhor?
O terremoto foi um incidente que, até o momento, matou 7 mil pessoas e devastou a capital Porto Príncipe. Mas o Haiti vem lutando contra a fome, miséria e pobreza há muitos anos. Neste exato momento, provavelmente alguma mulher está sendo estuprada em Darfur, no Sudão, bem como homens, velhos e crianças são torturados e mortos. Na Espanha, o povo basco luta há 40 anos por independência, bem como os tibetanos. E o Paquistão continua em pé de Guerra com a Índia por causa da Caxemira. Podemos também lembrar o genocídio nas Balcãs.
Porque é necessário que aja uma trajédia para que a comunidade internacional se mobilize e mande ajuda?
Um acontecimento desses gera repercussão internacional e, por mais que seja uma calamidade, consegue despertar no ser humano a caridade, o amor ao próximo e a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa que sofre.
So que realmente temos de nos perguntar porque isso não acontece sempre. A maioria dos conflitos, hoje, no mundo, cessariam se houvesse pressão internacional. Mas ninguém fala sobre Darfur, sobre a situação dos bósnios, albaneses, tibetanos. Da mesmo forma que, antes do terremoto, ninguém pouco se falava sobre a situação dos Haitianios.
ANTES DO TERREMOTO, COM TODA A MISÉRIA QUE SE PRESNCIAVA O MUNDO , PRINCIPALMENTE OS PAÍSES DESENVILVIDOS, NÃO DAVAM NENHUMA ATENÇÃO AO CAOS HAITIANO.
Precisou haver esta terrível catástrofe para que o mundo olhasse um pouquinho para o País mais pobre do mundo.
País que foi explorado pelos seus colonizadores e seus tutores, sofrido e humilhado pela pobreza e pela miséria, mais é um povo forte que lutou e luta até hoje pela sobrevivência.